SESSÃO SOLENE
Deputados registram os 196 anos da Independência em sessão solene
Francis Maia* - MTE 5130 | Agência de Notícias - 15:50 - 05/09/2018 - Edição: Sheyla Scardoelli - MTE 6727 - Foto: Marcelo Bertani

Em sessão solene na tarde desta quarta-feira (5), a Assembleia Legislativa prestou homenagem aos 196 anos da Independência do Brasil. A cerimônia reuniu parlamentares e autoridades governamentais e militares, como o chefe da Casa Militar, coronel Alexandre Martins de Lima; pelo Comando Militar do Sul, o coronel Carlos Alberto dos Santos Júnior; pelo Comando da Ala 3 da Aeronáutica, major Daniel Alves da Costa; representando o comando do 5º Distrito Naval, o capitão de corveta Claudio Pereira; o procurador-geral do Estado, Euzébio Ruschel; o presidente do Conselho da Liga da Defesa Nacional no Rio Grande do Sul, general Luiz Carlos Rodrigues Padilha; pelo Comando da Brigada Militar, o coronel Nelson Alexandre Minuzzi; e o secretário de Estado da Fazenda, Luiz Antônio Bins.

Representando a bancada do PDT, o deputado Enio Bacci (PDT) recapitulou os propósitos que inspiraram o imperador Dom Pedro I em 7 de setembro de 1822, há 196 anos, tornando o país independente de Portugal, ato que iniciou o esboço da nação brasileira. Mas as forças coloniais não abandonaram a construção do país, sempre dividido entre os defensores do trabalho livre e os partidários do colonialismo, questionando o parlamentar se o país almejado por Dom Pedro se concretizou. “Os piores índices de criminalidade do mundo respondem à pergunta”, observou Bacci, ao lado de outros fatores, como a corrupção. Disse, ainda, que às vésperas das comemorações de dois séculos de independência como nação, “ainda temos muito a fazer”, apontando a fragilidade do país em apostar na educação como “o caminho para uma nova nação”.

Pela bancada do Partido Progressista, o deputado João Fischer (PP) referiu que a homenagem oportuniza refletir sobre o momento atual, quando “os brasileiros manifestam o desejo por um país justo e a visão de um futuro mais promissor”. Observou que a eleição vai oportunizar a escolha dos governantes e manifestou o desejo de que “tal decisão esteja em consonância com os verdadeiros anseios da nação, com vistas a não só desanuviar o ambiente pré-eleição como garantir um futuro melhor”. Conforme o parlamentar, “trata-se de um momento histórico único e os eleitores aguardam com ansiedade para o protagonismo de sua inconformidade, como foi o ato de Dom Pedro ao proclamar a independência”. Ele acredita que os escolhidos pela vontade popular “terão gigantesca responsabilidade”, tornando a “Independência ou Morte decretada pelo imperador num grito de união nacional e futuro melhor para todos”.

A deputada Zilá Breitenbach prestou homenagem à pátria em nome da sua bancada, PSDB, e também do MDB. "Nesta hora em que exaltamos a independência brasileira e renovamos o ar dos pulmões da República Federativa do Brasil e de seus estados membros, torna-se necessário destacar os valores que inspiram o nosso patriotismo", declarou a deputada. "Ser patriota é um direito e um dever do cidadão, é ser permanentemente solidário com o país, é cobrar das autoridades que, por delegação dos cidadãos, dirigem os destinos da sociedade e promovem o bem comum e é dar também atenção à educação", continuou. Sobre este tema, a deputada destacou que, embora os indicadores divulgados não tivessem sido os desejados, era necessário comemorar as vitórias. Destacou as instituições e municípios que tiveram boas notas: nos anos iniciais do ensino fundamental, os municípios de Picada Café e Ilópolis; nos anos finais, Coqueiro Baixo, Nova Petrópolis e Picada Café; e, no ensino médio, São José do Inhacorá e Nova Petrópolis. A parlamentar comemorou ainda os resultados obtidos pela escola Ana Iris do Amaral, de Porto Alegre, que superou a nota do IDEB nos anos iniciais e ultrapassou a média nacional. Frisou as palavras da diretora desta escola, que atribuiu as conquistas à disciplina, à participação familiar e à cobrança de resultados.

Representando sua bancada, do PSB, bem como a do PTB, a deputada Liziane Bayer abriu sua homenagem à pátria com as seguintes palavras: "Sete de Setembro, Dia da Pátria. Mas o que é pátria? Pelo dicionário, é o país em que se nasce e ao qual se pertence, como cidadão. É a terra, o torrão natal. Para o coração do patriota, é muito mais: é a união de almas e espíritos. É o desejo intrínseco daqueles que amam o seu país de vê-lo melhor a cada dia", afirmou a deputada. Parafraseando o presidente norte-americano John Kennedy, disse que não se devia perguntar o que a pátria podia fazer por nós, mas o que podíamos nós fazer pela pátria. Disse que para ela, pátria era "o sentimento que dedicava a todos os brasileiros e especialmente aos seu irmãos e irmãs gaúchos, o amor que sentia por seus semelhantes, o respeito que impunha às relações pessoais". Citando a exortação bíblica contida em Lucas, 6:31, disse que era preciso fazer aos outros o que se gostaria que fizessem por si. Esse simples preceito, disse a parlamentar, se observado por todos faria da pátria brasileira um ligar ideal para se viver. "Pátria não é só o lugar onde se nasce, mas um sentimento levado no coração", declarou. Referindo tema da atualidade, lembrou dos refugiados da África, Venezuela e outros povos. Concluiu seu pronunciamento com trechos da canção do Exílio, de Gonçalves Dias.

Em nome da bancada do PT, a deputada Miriam Marroni declarou que o Brasil vive um momento difícil de sua História, marcado pelo avanço do ódio e por ataques ao projeto político que defende a soberania do País, a inclusão social e o desenvolvimento sustentável. “O projeto que pretende superar a concentração de renda e o preconceito de gênero, raça e classe social vem sendo, brutalmente, atacado pelo golpe orquestrado em 2016 pelas oligarquias e o capital internacional para afastar a presidenta Dilma Rousseff”, sustentou. Ela criticou também a reforma trabalhista por restringir direitos e a venda do pré-sal. Alertou ainda para o risco de a reforma previdência “acabar com o pouco que resta dos direitos dos brasileiros”, após as eleições. Para a petista, no entanto, o pleito representa uma chance para que os brasileiros possam “recuperar sua História e sua soberania”. “Não nascemos para ser escravos, colonizados ou explorados. Temos que recuperar o direito de ter qualidade de vida, de dizer que o Brasil é nosso e de construir um País onde nossos filhos tenham oportunidades”, concluiu.

O deputado Missionário Volnei (PR) afirmou que valores como o patriotismo e o respeito aos símbolos nacionais devem ser incentivados pela escola e pelas famílias. “A Pátria é o berço, a terra natal, o País onde podemos exercer nossa cidadania. Temos a obrigação, portanto, de reforçar o amor à Pátria, lembrando que a independência se conquista permanentemente”, frisou. Ele defendeu o investimento na educação de crianças e jovens, pois acredita que o futuro do Brasil, como Nação livre, depende disso. “Em quase 200 anos de Independência, o Brasil e a sociedade evoluíram, mas muito ainda precisa ser feito. No entanto, sem amor e respeito isso não será possível”, apontou.

* Colaboração de Marinella Peruzzo e Olga Arnt

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