SESSÃO SOLENE
Movimento Cívico da Legalidade é relembrado em sessão solene na AL
Marinella Peruzzo - MTE 8764 e Francis Maia - MTE 5130 | Agência de Notícias - 15:25 - 12/09/2018 - Edição: Letícia Rodrigues - MTE 9373 - Foto: Marcelo Bertani
Deputado Pedro Ruas presidiu a sessão solene
Deputado Pedro Ruas presidiu a sessão solene
Presidindo a sessão solene desta quarta-feira (12), o deputado Pedro Ruas (PSOL) enalteceu o que chamou de o maior movimento cívico da história do país, comandado pelo então governador Leonel Brizola. "Esta Casa reverencia neste momento e neste ato toda esta história, que é uma das marcas mais intensas, indeléveis, da história do Rio Grande do Sul", declarou o parlamentar. Disse que era muito tocante ver que as marcas da legalidade permaneciam na "história que veio antes de todos nós e iria muito além de todos nós".
 
Juliana Brizola (PDT) disse ao deputado Pedro Ruas que era uma honra vê-lo presidindo a sessão que homenageava o Movimento da Legalidade e agradeceu a presença do major Luiz Omar Carvalho Rodrigues. Considerou simbólica a presença da Brigada Militar no ato por ter sido esta instituição a primeira a resistir e a defender a Legalidade junto com seu avô, Leonel Brizola. Disse que defender a Legalidade era defender a lei, a Constituição e o que havia de mais sagrado para um povo, sobretudo em uma democracia. Também refletiu sobre o significado da palavra coragem, que, no dicionário era a "ausência de medo diante de riscos ou do perigo; ato de bravura; valentia" e que para Platão era "ser coerente com os seus princípios, a despeito do prazer e da dor", e declarou que era com muita honra que subia à tribuna para rememorar e homenagear "um dos maiores atos de coragem que o Rio Grande do Sul teve a bravura de protagonizar".
 
Refletiu ainda sobre tamanho do movimento que tomou o Brasil e acabou por adiar o Golpe Militar de 1964. Um movimento, conforme a parlamentar, em defesa do estado nacional, que se pautou não apenas em garantir a posse do presidente João Goulart, mas em defender o povo brasileiro das forças conservadoras que, infelizmente, assombravam o país até hoje. Sobre o seu avô, disse que, mesmo vilipendiado e perseguido, jamais se curvou, como ele próprio dizia, aos "interésses" do capital. Lamentou a situação atual do estado do Rio Grande do Sul, onde, segundo ela, as formas de inteligência estavam sendo jogadas no ralo e o patrimônio público era vendido ao mercado.
 
Tarcísio Zimmermann (PT) destacou os exemplos de dignidade e grandeza dados pelo Rio Grande do Sul ao país nas figuras vinculadas ao trabalhismo histórico, como Getúlio Vargas, João Goulart e Leonel Brizola. “Nomes que dignificam a política”, assegurou, como João Goulart, que eleito vice-presidente da República, resistiu à tentativa de golpe em 1961 depois da renúncia de Jânio Quadros, feito protagonizado na Campanha da Legalidade pela ação do então governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola. Diferente da situação que envolveu o vice-presidente Michel Temer, recentemente, no episódio do impeachment da então presidente Dilma Rousseff, em 2016. “Este é um legado que não podemos abrir mão”, pois “dignifica o sentido de soberania e da democracia”, afirmou. O exemplo histórico da Legalidade se repete “nestes tempos sombrios, em que mais uma vez os setores que historicamente não aceitam dividir o Brasil com os brasileiros, querem o país para sí e os demais cidadãos como escravos, submissos, sem direitos, conforme o pensamento enraizado na alma dessas elites”, observou.
 
Contou episódio vivenciado durante a campanha eleitoral, em São Francisco de Paula, quando pessoa da comunidade comentou que ao invés de “mais direitos” defendia “mais obrigações”, sugerindo que aos famintos deveria se oferecer uma vassoura para varrer um restaurante em troca de um prato de comida. “Isso é menos que a escravidão”, ponderou o deputado durante o diálogo, demonstrando o perfil da elite que promoveu os golpes em 1961, 1964, em 2016 e agora, ao impedir que o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva dispute as eleições presidenciais.
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