COMUNICAÇÕES
Pronunciamentos na tribuna nesta quarta-feira
Francis Maia - MTE 5130 e Olga Arnt - MTE 14323 | Agência de Notícias - 15:09 - 17/10/2018 - Edição: Letícia Rodrigues - MTE 9373 - Foto: Marcelo Bertani
Juliano Roso foi o primeiro parlamentar a utilizar a tribuna
Juliano Roso foi o primeiro parlamentar a utilizar a tribuna
Confira o resumo dos pronunciamentos dos parlamentares realizados durante o período das Comunicações da sessão plenária desta quarta-feira (17). A íntegra das manifestações pode ser ouvida no endereço www.al.rs.gov.br/legislativo, em áudios das sessões.
 
Juliano Roso (PCdoB) fez um alerta, às vésperas do segundo turno da eleição presidencial no país, a respeito das notícias diárias registradas em todo o Brasil referindo agressões, atos de violência, insultos, violência física, e pichações de cunho racista, como aconteceu hoje (17) na Universidade de Passo Fundo, todos atos agressivos vinculados à candidatura Bolsonaro. “Queremos neste momento, que estamos a poucos dias das eleições, pedir ao povo brasileiro serenidade, consciência, reflexão sobre o tipo de nação que queremos para o futuro, que tipo de convivência queremos com nossos irmãos”, pediu o deputado. Referiu-se também às agressões sofridas por jovem, em Porto Alegre, que usava adesivo EleNão e foi agredida, e teve cunhado no seu corpo uma suástica, "são manifestações que começaram há pouco tempo, não fazem parte da nossa trajetória, da nossa vida, e lamentavelmente, nos últimos períodos, especialmente neste ano eleitoral, explodiram”. Disse que nas últimas semanas foram feitos registros de pelo menos 50 ocorrências de violência em 18 estados e no Distrito Federal. Ele espera que as ações em Passo Fundo, Santa Maria e Santa Cruz sejam investigadas e os culpados punidos.
 
Sérgio Turra (PP) também se manifestou sobre as eleições. Ao rebater o orador anterior, ele ressaltou que o povo brasileiro quer paz, mudança e, acima de tudo, não quer mais ser roubado. “Os brasileiros não querem mais mentiras, bravatas e os rótulos impingidos naqueles que não concordam com os donos da verdade”,apontou. O parlamentar disse que não vê “racismo algum” nas manifestações de Bolsonaro e que seu partido, o PSL, elegeu a maior bancada de negros do Congresso Nacional. “Mas isso não é mencionado pelos arrogantes que deveriam colocar o dedo nas feridas das ditaduras comunistas e fazer uma autocrítica por seu maior líder estar na prisão”, declarou. Ele contestou ainda a tese de que o candidato do PSL à Presidência insufla a violência no País. “Bolsonaro foi a maior vítima nesta eleição. Foi ele que foi esfaqueado no meio da multidão. Não vamos mais admitir que continuem tentando passar ao público ideias que não correspondem à realidade. Vamos continuar, na tribuna, fazendo o contraponto a estas inverdades disseminada pelos arrogantes que não têm coragem de fazer mea-culpa e, por isso, vão perder feio”, finalizou.
 
Tiago Simon (MDB) se somou às manifestações de Turra. Para ele, a eleição foi marcada por muito ódio, radicalização e divisão política. “Nós tivemos uma verdadeira guerra que culminou com uma facada desferida em Bolsonaro por um militante de um partido de esquerda”, analisou. Lembrou, no entanto, que apesar da tensão e do terrorismo psicológico, os brasileiros deram uma grande demonstração democrática, que “passou por cima de todos os obstáculos – institutos de pesquisa, redes de televisão e veículos de comunicação – e, através das redes sociais, criou uma grande conexão nacional para fazer a maior renovação política do País”. “Tivemos 85% do Congresso renovado. Caciques políticos foram despachados, promovendo uma verdadeira ruptura com a política tradicional e mostrando que a população brasileira tomou consciência de que pode ser protagonista do processo político”, analisou. “Narrativas anacrônicas e fantasiosas da esquerda”, segundo ele, foram derrotadas nas urnas, e o discurso de Cid Gomes mostrando que o PT não soube fazer autocrítica “lavou a alma dos brasileiros”. Para o parlamentar, tudo indica que Bolsonaro será eleito e “o PT despachado”. O desafio do próximo período, na sua opinião, será construir um grande pacto de governabilidade para fazer as reformas, retomar o crescimento econômico e gerar empregos.
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