COMUNICAÇÕES
Pronunciamentos na tribuna nesta quarta-feira
Marinella Peruzzo - MTE 8764 e Olga Arnt - MTE 14323 | Agência de Notícias - 17:09 - 19/12/2018 - Edição: Letícia Rodrigues - MTE 9373 - Foto: Marcelo Bertani
Maurício Dziedricki foi o primeiro deputado a utilizar a tribuna
Maurício Dziedricki foi o primeiro deputado a utilizar a tribuna
Confira o resumo dos pronunciamentos dos deputados durante o período das Comunicações da sessão plenária do Parlamento gaúcho desta quarta-feira (19). A íntegra das manifestações pode ser ouvida no endereço www.al.rs.gov.br/legislativo , em áudios das sessões.
 
Maurício Dziedricki (PTB) saudou os presentes e, em especial, o vereador e ex-deputado Paulo Brum, que compareceu à sessão plenária acompanhado da presidente da Associação de Mães e Amigos do Movimento Direitos Iguais no Rio Grande do Sul, Simone Goularte. Conforme dados do IBGE apresentados pelo parlamentar, 6% das pessoas no Brasil tinham algum tipo de deficiência. Para o deputado, diante das dificuldades e limitações nada corriqueiras que enfrentavam no dia a dia, essas mães e pais de crianças com deficiência possuíam laços ainda mais fortes com seus filhos. Ele lembrou projetos que o então deputado Paulo Brum havia trazido à Casa sobre direitos dessas famílias e disse que a cassação dessas conquistas não seria admitida. Contou que os pais e mães presentes à sessão haviam lhe apresentado documento no qual apontavam preocupação com pontos específicos da LOAS e assegurou que estava ao lados deles na luta pela manutenção e ampliação de direitos.
 
Tarcísio Zimmermann (PT) usou a tribuna para registrar os 30 anos do assassinato de Chico Mendes no dia 22 de dezembro. Disse que o sindicalista havia sido assassinado pelo ódio e pela intolerância dos ricos e daqueles que historicamente vinham matando lideranças no país. Observou que recentemente, no dia 9 de dezembro, outras duas lideranças, José Orlando e Rodrigo Celestino, haviam sido assassinadas “dentro aquilo que o presidente eleito vinha pregando”. O parlamentar descreveu a trajetória de lutas de Chico Mendes, destacando o seu legado e afirmando que sua morte não havia sido em vão. Ao final do seu pronunciamento, pediu que a chamada “Carta de Xapuri”, resultante de encontro realizado para marcar os 30 anos da morte do líder seringueiro, em defesa da Amazônia, fosse incluída nos anais da Assembleia Legislativa.
 
Ciro Simoni (PDT) defendeu o PL 192 2018, de autoria do deputado Gilmar Sossella (PDT), aprovado na sessão da última terça-feira (18), que permite a venda de bebidas nos estádios. O parlamentar revelou que o projeto atendeu a pleito dos dirigentes de clubes da Capital e do Interior e argumentou que a proibição de bebidas nos estágios não é responsável pela redução da violência, como alardeiam alguns setores, já que os torcedores costumam beber em estabelecimentos localizados nos arredores dos campos de futebol. “O que garante a redução da violência é o trabalho que vem sendo feito pelos clubes, Ministério Público e Poder Judiciário para identificar, julgar e punir o torcedor bagunceiro”, apontou. Ciro afirmou ainda que ficou surpreso com o fato de a imprensa ter ignorado a aprovação de projetos mais importantes, como a manutenção das alíquotas de ICMS e o orçamento para 2019, e ter produzido uma polêmica sobre esta proposta específica. “Respeito as opiniões contrárias, mas alguns têm um canhão na mão e não ouvem ninguém. Mesmo assim, não vão me assustar, não vão me intimidar, pois tenho a convicção de que não é a cerveja vendida socialmente a responsável pela violência durante os jogos de futebol”, finalizou.
 
Adão Villaverde (PT) fez referência ao laudo, divulgado no último final de semana pelo jornal Zero Hora, que confirma o perigo do fenômeno denominado deriva, que se constituiu na propagação do agrotóxico aplicado em uma lavoura por vários quilômetros. A contaminação, segundo o parlamentar, atinge, especialmente, as plantações de uva, oliveiras e maçãs. De acordo com Villaverde, há relatos de contaminação de 40% de lavouras de oliveiras e de plantações de uvas que enfrentam o problema pelo terceiro ano consecutivo. O agrotóxico 2.4 D, herbicida conhecido como agente laranja, seria o responsável pelo estrago causado nestas culturas. “Estamos diante de um problema de gravidade enorme, que exige providências urgentes, pois a monocultura não pode esmagar a diversidade”, frisou, ao defender a conclusão do inquérito sobre o assunto, iniciado em 2015 pelo Ministério Público.
 
Nelsinho Metalúrgico (PT) se despediu do Parlamento gaúcho depois de dois mandatos consecutivos. “Quero agradecer os companheiros da bancada por me permitirem ocupar por quatro anos a presidência da Comissão de Segurança e Serviços Públicos e integrar a Mesa Diretora da Casa, como segundo vice-presidente. Foi um período de grande aprendizado e uma etapa concluída em minha vida militante”, frisou. Nelsinho afirmou ainda que encerra a representação que recebeu do povo com a consciência tranquila de quem honrou as diretrizes do PT e manteve os compromissos que assumiu com a população. “Saio como entrei. Meus maiores patrimônios são minha família e a casa que adquiri antes de me tornar deputado”, ressaltou. Nelsinho encerrou seu pronunciamento fazendo menção à decisão do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, de suspender a execução de pena de presos que foram condenados em segunda instância sem que todos os recursos tenham sido apreciados. A medida, que beneficia o ex-presidente Lula, retoma, na avaliação de Nelsinho, a normalidade jurídica do País.
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