COMUNICAÇÕES
Pronunciamentos na tribuna nesta quarta-feira
Marinella Peruzzo* - MTE 8764 | Agência de Notícias - 17:28 - 13/02/2019 - Edição: Letícia Rodrigues - MTE 9373 - Foto: Marcelo Bertani
Sessão plenária de quarta-feira, 13 de fevereiro
Sessão plenária de quarta-feira, 13 de fevereiro
Confira o resumo dos pronunciamentos das deputadas e dos deputados durante o período das Comunicações da sessão plenária do Parlamento gaúcho desta quarta-feira (13). A íntegra das manifestações pode ser ouvida no endereço www.al.rs.gov.br/legislativo, em áudios das sessões.
 
Ruy Irigaray (PSL) referiu o "descaso generalizado com a saúde brasileira". Disse que o país não teve uma política voltada à saúde pública. Em vez disso, promoveu o aparelhamento do Estado com o que chamou de programa "Mais médicos cubanos e menos médicos brasileiros". Afirmou que, agora, no governo Bolsonaro, o dinheiro que antes ia para Cuba fica para o Brasil. Segundo ele, os médicos cubanos recebiam um salário em torno de U$ 15 mil dólares, dos quais U$ 11,8 mil iam para "a família Castro, na ilha dos ditadores".
 
Rodrigo Maroni (Podemos) descreveu uma situação que vê como institucionalizada em muitas
prefeituras: o recolhimento e envenenamento de animais por parte de prefeitos no interior do
país. Segundo ele, cidades bonitas muitas vezes não possuem animais de rua porque ainda mantêm a prática da "carrocinha". Citou a cidade de Abre Campo, em Minas Gerais, onde o prefeito teria recolhido os animais para jogá-los no lixão, os quais teriam sido salvos por uma ONG.
 
Sérgio Turra (PP) abordou um tema que lhe foi muito caro na legislatura passada, a ocorrência de crimes rurais, em especial o abigeato, que, segundo ele, representa crueldade com os animais, lesão
contra o patrimônio e contra os cofres públicos, bem como atentado à saúde pública. Comemorou avanços obtidos a partir de uma iniciativa nascida no parlamento, a criação das delegacias contra crimes rurais. Disse que, comparado a janeiro do ano passado, verificou-se uma redução de 46% nesse tipo de crime e de 30% nos últimos dez meses. O deputado informou já ter solicitado oficialmente a reativação da frente parlamentar que trata do assunto.
 
Fábio Ostermann (Novo) disse que, ao longo da história da humanidade, o que mais prevaleceu no mundo foi uma situação de pobreza e opressão para as massas e que, somente nos últimos 200 anos, estas passaram a ter recursos antes acessíveis somente a reis e proprietários de terras. Disse que isso só foi possível pela Revolução Industrial, impulsionada pelo Iluminismo Liberal, que construiu a ideia do livre mercado, que, segundo ele, era não apenas o projeto mais eficiente, como o mais justo, em oposição ao projeto socialista. Feitas essas considerações, anunciou o lançamento da Frente Parlamentar em Defesa do Livre Mercado, contra leis intervencionistas que, a seu ver, muitas vezes tinham boas intenções, mas que na prática trouxeram resultados catastróficos. Mencionou reunião realizada hoje pela manhã, que discutiu a questão do leite, como uma situação em que esse embate se dava e sobre a qual precisavam ter cautela.
 
Sofia Cavedon (PT) abordou problemas existentes nas escolas estaduais gaúchas na abertura do ano letivo. Citou a situação do Instituto de Educação Flores da Cunha, de Porto Alegre, que atualmente funciona em quatro espaços diferentes e suspendeu turmas de Educação Infantil, e do Colégio São Luiz Gonzaga, de Veranópolis. A escola, que é a única de Ensino Média do município da Serra, está interditada há um ano e meio. Sofia manifestou também preocupação com a instalação de aterro sanitário na zona rural do município de Viamão.
 
Sebastião Melo (MDB) anunciou que irá requerer a realização de uma audiência pública na Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Assembleia Legislativa para discutir a implantação do aterro sanitário em Viamão. A população do município, de acordo com o emedebista, não é contra a instalação do aterro, mas não admite mais a adoção de medidas de baixo para cima. “Acabou a ditadura. Hoje, o gestor tem que ouvir a comunidade”, ressaltou. Melo falou também sobre a situação das mil famílias da Ilha dos Marinheiros, que ficarão desalojadas com a conclusão das obras da segunda ponte sobre o rio Guaíba.
 
Eduardo Loureiro (PDT) se somou aos colegas na defesa dos produtores de leite e nas críticas à suspensão da taxa de importação do produto, determinada pelo governo federal. O pedetista considera que a medida agrava a crise vivida, especialmente, pelos pequenos produtores, que enfrentam dificuldades para arcar com os custos da produção. Loureiro reafirmou ainda o compromisso com o “desenvolvimento regional harmônico” e defendeu prioridade para a obras de infraestutura, fomento a atividades produtivas, como o turismo, e a melhoria nas escolas.
 
Matheus Wesp (PSDB) disse que protocolou ofício para a criação de Frente Parlamentar para discutir políticas públicas orientadas pela família. Wesp diz que sua intenção é discutir temas que se opõem a estabilidade das famiílias brasileiras. “Celula Mater da Sociedade, conforme Rui Barbosa”, cita o parlamentar.
 
Luciana Genro (PSOL) analisou questões ligadas à política de segurança pública. A parlamentar argumentou contrariamente as ações que não levam em conta indicadores precisos sobre o tema. Ela disse que protocolou, junto com mais dois deputados, um projeto de lei que busca transparência maior nos dados da segurança, com o intuito de disponibilizar dados ao governo, para que ele possa elaborar uma política de segurança com base em dados empíricos. “É preciso conhecer a realidade para se ter uma efetiva política”, afirma.
 
Sebastião Melo (MDB) voltou à tribuna para analisar, inicialmente, o aumento automático das carreiras do judiciário. Também abordou o tema da segurança pública, citando projeto protocolado junto com Luciana Genro (PSOL). Anunciou, por fim, encontro com secretário estadual de Governança e Gestão Estratégica Cláudio Gastal, sobre a rodoviária de Porto Alegre. Disse que não concorda com a transferência da rodovia pra outro local que não o centro de Porto Alegre.
 
Mateus Wesp (PSDB) também retornou à tribuna para examinar a questão do aumento automático das carreiras jurídicas, relacionando-a com os problemas financeiros do estado do Rio Grande do Sul e suas consequências para as contas públicas e deveres do Executivo. “Estamos num momento histórico de defesa do bem comum e de enfrentamento de coorporações”, sustentou. Por fim, defendeu o fim do presidencialismo e a adoção do parlamentarismo.
 
*Colaboração de Olga Arnt e Vicente Romano
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