COMUNICAÇÕES
Pronunciamentos na tribuna nesta quinta-feira
Marinella Peruzzo* - MTE 8764 | Agência de Notícias - 17:08 - 21/02/2019 - Edição: Letícia Rodrigues - MTE 9373 - Foto: Marcelo Bertani
Mateus Wesp foi o primeiro a utilizar a tribuna
Mateus Wesp foi o primeiro a utilizar a tribuna
Confira o resumo dos pronunciamentos dos deputados durante o período das Comunicações da sessão plenária do Parlamento gaúcho desta quinta-feira (21). A íntegra das manifestações pode ser ouvida no endereço www.al.rs.gov.br/legislativo, em áudios das sessões
 
Mateus Wesp (PSDB) ocupou a tribuna para defender a volta da disciplina de Moral e Cívica ao currículo escolar. Disse que era um tema importante, especialmente diante da circulação de ideias equivocadas na sociedade, como a de que a educação deveria permitir que as crianças fossem livres para fazerem o que desejassem. Disse que isso não era uma ideia nova e que já na Antiga Grécia Platão a chamava de "lisonja", uma forma segura de "estragar as crianças". Aristóteles, por sua vez, defendia que a verdadeira educação não era dar vazão a todos os desejos, mas sim ensinar limites. Disse que era preciso ensinar as crianças o respeito à ordem, e à disciplina e prepará-las para a cidadania.
 
Rodrigo Maroni (PODE) se pronunciou sobre a agressão sofrida por uma mulher no Rio de Janeiro ao receber em sua casa um rapaz de 28 anos, advogado, que, inclusive, quatro dias antes havia sido aprovado na OAB. Disse que, lamentavelmente, ouvia uma série de comentários a respeito da postura da vítima por ter convidado o rapaz a ir a sua casa, os quais refletiam a cultura machista da sociedade. Afirmou que ocorrem 400 mil estupros no país e mencionou casos ocorridos em Camaçari e na Itália. Disse que apenas 10% a 15% dos casos eram denunciados. Avaliou que, em uma sociedade doente como esta, uma arma dentro de casa poderia agravar a situação. "O mais frágil paga a conta", declarou.
 
Fábio Ostermann (NOVO) discordou do entendimento do deputado que o antecedeu, afirmando que, a seu ver, a arma era justamente uma forma de igualar os desiguais e possibilitar ao mais fraco a sua defesa. Sobre as privatizações de estatais, disse concordar com a frase exposta nas galerias de que o povo gaúcho deveria se unir em defesa daquilo que era seu, no entanto, citando o economista Roberto Campos, defendeu que "empresa privada era aquela que era controlada pelo governo, enquanto que empresa pública era aquela que não era controlada por ninguém". Segundo ele, eram controladas ocasionalmente por grupos políticos, mas o povo gaúcho estava cansado de pagar pela ineficiência e incompetência dos gestores públicos. Disse que a única forma de despolitizar essas empresas era abri-las ao mercado. Sobre a CEEE, afirmou que a empresa não se sustentava e devia mais de R$ 1 bilhão em ICMS.
 
Neri, o Carteiro (Solidariedade) usou seu espaço na tribuna para convidar a todos para a tradicional Festa da Uva, em Caxias do Sul, que se inicia amanhã e se estende por 17 dias, até 10 de março. Disse que a abertura oficial do evento será às 11 horas, com a presença do governador Eduardo Leite e do vice-presidente da República, general Hamilton Mourão. Afirmou que a festa era o resgate da tradição de um povo, os italianos que colonizaram a Serra gaúcha, e das demais etnias que se somaram a eles na região. Parabenizou a presidente da festa, Sandra Randon, e as soberanas Maiara Perottoni, Milena Caregnato e Viviane Gaelzer.
 
Sebastião Melo (MDB) examinou a aprovação pelo Conselho Municipal de Transportes Urbanos da proposta encaminhada pela Prefeitura para aumento do preço da passagem de ônibus em Porto Alegre de R$ 4,30 para R$ 4,70. Melo falou, ainda, do tema da privatização de empresas estatais no RS. Ele afirmou que pretende debater o assunto de forma pragmática, sem o ranço ideológico.
 
Giuseppe Riesco (NOVO) discorreu sobre o tema da privatização de empresas estatais gaúchas. Ele disse que a CEEE é uma das piores empresas de transmissão de energia no país, no quesito interrompimento do fornecimento de energia. O parlamentar abordou também a questão do déficit do fundo de pensões e citou que a CEEE Transmissão teve um prejuízo R$ 3 bilhões em 8 anos.
 
Matheus Wesp (PSDB) voltou à tribuna para analisar o papel das corporações no futuro do RS. O parlamentar argumentou que estas corporações tem contribuído para o atraso do estado. “O povo gaúcho não se resume aos servidores públicos”, destacou. O deputado Dd PSDB afirmaou que tratar 5 mil servidores das estatais como sinônimo da população gaúcha é uma demagogia, um engodo.
 
Pepe Vargas (PT) defendeu a existência de empresas públicas. Ele lembrou que, nos países de economia liberal, também existem empresas estatais, como a Antrak e as maiores empresas de geração de energia nos Estados Unidos. “Os liberais tentam passar a ideia de que nestes países não existam estatais. Isso é uma mistificação e não auxilia o debate”, disse. Pepe Vargas exaltou a presença de bancos estatais numa estratégia de financiamento da economia, “O estado do RS não sairá da crise vendendo estatais ou arroxando salário de servidores”, preconiza.
 
Mateus Wesp (PSDB) voltou mais uma vez à tribuna para reafirmar sua posição em defesa da privatização das estatais gaúchas. Na sua avaliação, é preciso “desideologizar” o debate e reconhecer que as empresas públicas do Rio Grande do Sul não têm dado o resultado esperado pela sociedade. O parlamentar disse que não concorda em “entregar tudo à iniciativa privada” e que é preciso estar atento para evitar que interesses privados se sobreponham ao bem comum. Ressaltou, no entanto, que 67% da população gaúcha já deu seu aval às privatizações e que o Rio Grande do Sul não deve perder a oportunidade, sob pena de não poder aderir ao Regime de Recuperação Fiscal.
 
*Colaboração de Vicente Romano e Olga Arnt
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