TRIBUNA
Pronunciamentos na tribuna nesta terça-feira
Olga Arnt* - MTE 14323 | Agência de Notícias - 16:04 - 26/02/2019 - Edição: Sheyla Scardoelli - MTE 6727 - Foto: Marcelo Bertani
Confira o resumo dos pronunciamentos dos deputados durante o período das Comunicações da sessão plenária do Parlamento gaúcho desta terça-feira (26). A íntegra das manifestações pode ser ouvida no endereço www.al.rs.gov.br/legislativo, em áudios das sessões.

Rodrigo Maroni (Podemos) empenhou seu apoio ao funcionalismo gaúcho, especialmente, aos segmentos que ganham menos e afirmou que os trabalhadores não devem ser penalizados pela crise do Estado. Em seguida, reafirmou seu compromisso com a defesa dos direitos dos animais e com seus protetores. Lembrou que não há verba pública para a proteção animal nem no Estado e nem nas prefeituras. “A verba para castração é zero. Muitos animais morrem no estágio final da cinomose sem atendimento; muitos rolam pelas ruas fraturados”, apontou. Maroni afirmou, ainda, que deposita esperança nas próximas gerações para que os animais tenham reconhecidos os seus direitos à alimentação, cuidados e proteção.

Sofia Cavedon (PT) criticou a conduta do ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodrigues, que enviou e-mail a todas as escolas do País pedindo que as direções filmem as crianças cantando o Hino Nacional e enviem ao MEC e que leiam para elas o slogan de campanha do presidente Jair Bolsonaro Brasil acima de tudo. Deus acima de todos. Na avaliação da petista, em apenas quatro linhas, o ministro desrespeitou vários artigos da Constituição Federal, o Estatuto da Criança e do Adolescente e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação. “Sem não estiver inserido num projeto pedagógico, trata-se de uma domesticação sem sentido que remete à ditadura”, apontou a parlamentar, que denunciou também a existência de movimentos sistemáticos para promover a ruptura da relação de confiança entre professor e aluno e instaurar o denuncismo, a censura e a mordaça nas escolas.

Luciana Genro (PSOL) também criticou a postura do ministro da Educação. Ela classificou o e-mail de absurdo e disse que atitude de Ricardo Vélez Rodrigues desrespeita a autonomia das escolas e mina o ambiente de liberdade e democracia necessário à pratica pedagógica. “Ao pedir para que as direções reproduzam o slogan de campanha, o ministro fere um princípio basilar da República, que é a laicidade do Estado. Além disso, afronta a intimidade das crianças ao pedir que sejam filmadas cantando o Hino. Na verdade, o que eles querem é escola com a partido deles”, ironizou a parlamentar, referindo-se ao Projeto Escola sem Partdio. Luciana anunciou ainda que o PSOL não aceitará a “ordem unida nas escolas” e que o deputado federal Marcelo Freixo apresentará uma denúncia por crime de responsabilidade contra o ministro.

Ruy Irigaray (PSL) defendeu a iniciativa do ministro da Educação. Ele afirmou que foi o então vice-presidente José Alencar que normatizou a execução do Hino Nacional nas escolas em 2009, quando Fernando Haddad era o ministro da Educação. “Temos que incentivar os jovens a idolatrar a Pátria e a Bandeira Nacional. Se houve erro do ministro, já foi corrigido. Em vários país, como os Estados Unidos, é comum as pessoas hastearem bandeiras na própria casa”, revelou.

Tiago Simon (MDB) disse acreditar que o Ministro da Educação pode ter se equivocado no pedido às escolas públicas e privadas para que os alunos sejam filmados cantando o Hino Nacional Brasileiro, mas lembrou que durante os governos do PT houve aparelhamento partidário da maquina pública. “Nunca nós vimos a estrutura da educação ser tão instrumentalizada ideologicamente”, frisou.

Mateus Wesp (PSDB), falando sobre a questão da ideologização da máquina pública, disse que não se deve confundir a busca em torno dos valores políticos defendidos por bandeiras partidárias – que são plurais, com as pautas de defesa dos símbolos nacionais. “Precisamos, acima do que nos divide, buscar um consenso em torno daquilo que nos une”, aconselhou.

* Colaboração de Vicente Romano

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