ARTIGO
O cerco aos crimes do campo
Sergio Turra* | PP - 15:04 - 19/03/2019

A segurança pública – no campo e na cidade – tem sido uma de minhas prioridades na Assembleia Legislativa, desde o início de meu primeiro mandato. Desde 2017, presido a Frente Parlamentar de Combate aos Crimes Agropecuários, criada para discutir soluções para o grave problema do abigeato e do roubo de insumo e máquinas agrícolas.

 O abigeato representa 70% dos crimes rurais, num estado que tem no agro mais de 40% do seu PIB. Envolve crimes de sonegação fiscal, contrabando, ambiental, de maus tratos aos animais e de saúde pública. Da Frente Parlamentar surgiu a proposta, que levei ao então secretário de Segurança Pública do Governo Sartori, Cezar Schirmer, para a criação de Uma Delegacia de Polícia Especializada no Combate aos Crimes Rurais e Abigeato (DECRAB). O governo acatou a minha proposta e hoje já existem três delegacias: em Bagé, em Santiago e em Cruz Alta. Ainda virão mais duas.

 A DECRAB foi a primeira delegacia deste tipo no país. Mas minha proposta é instalar uma DECRAB em cada região do Estado.

Também criamos, no ano passado, uma campanha para incentivo ao registro de ocorrências de crimes contra o agronegócio, como roubos de animais, de máquinas e de agroquímicos. A falta de informações é um dos principais entraves no combate ao crime organizado no campo.

 Segundo a DECRAB, desde abril de 2018 a Polícia Civil realizou 214 mandados de busca e apreensão e 61 prisões, desbaratando quadrilhas especializadas que atuavam neste tipo de crime. Nos primeiros meses de atuação da delegacia, o roubo de animais caiu cerca de 30%. No primeiro mês deste ano, a redução foi de 40%.

 Neste ano, vamos expandir as ações da Frente Parlamentar para o combate aos crimes envolvendo contrabando, falsificação e roubo de agroquímicos, que, além de lesarem o patrimônio de produtores, envolvem crimes ambientais e riscos à saúde pública.

 Em 2017, a venda de defensivos no Brasil atingiu aproximadamente R$ 28 bilhões. O comércio ilegal destes produtos representa 20% do total no país. O Rio Grande do Sul gasta quase R$ 4 bilhões com defensivos. Estima-se que, deste total, quase R$ 700 milhões fiquem com o comércio de defensivos ilegais. Não podemos cruzar os braços diante desta situação. É hora de fecharmos o cerco aos crimes do campo.

*Deputado Estadual

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