COMUNICAÇÕES
Pronunciamentos na tribuna nesta quinta-feira
Francis Maia* - MTE 5130 | Agência de Notícias - 15:53 - 21/03/2019 - Edição: Celso Bender - MTE 5771 - Foto: Guerreiro

Confira o resumo dos pronunciamentos dos deputados durante o período das Comunicações da sessão plenária do Parlamento gaúcho, desta quinta-feira (21). A íntegra das manifestações pode ser ouvida no endereço www.al.rs.gov.br/legislativo, em áudios das sessões.

A deputada Luciana Genro (PSOL) registrou da tribuna a prisão, hoje (21), do ex-presidente Michel Temer, e do ex-ministro e ex-governador do Rio de Janeiro, Moreira Franco. Disse que é um momento de comemoração uma vez que os esquemas de corrupção estavam sendo investigados e Temer, mediante mais corrupção, conseguiu se “blindar” até mesmo de um pedido de impeachment. “Agora, sem a blindagem do foro privilegiado, a justiça finalmente alcançou Temer e Moreira Franco”, responsáveis pela deposição da ex-presidente Dilma Rousseff e pelas medidas nefastas aprovadas contra o povo, como a PEC do teto de gastos, que reduz investimentos em saúde, educação e segurança, e a reforma trabalhista, que acelerou o desemprego e a precarização do trabalho. Cobrou a prisão, também, da cúpula do PSDB, uma vez que Aécio Neves continua protegido pelo foro privilegiado, “a quadrilha do PSDB ainda não foi desbaratada”, disse, referindo ainda, no MDB, “membros da quadrilha de Temer que não foram alcançados”, como o ex-ministro Eliseu Padilha. Observou que a construção de um novo país não acontecerá pelas mãos do Poder Judiciário, da PF ou MP, mas “pela ação direta e organizada do povo ao a tomar a política com suas próprias mãos”, o que deverá acontecer pela unidade da esquerda comprometida com a população.

Mateus Wesp (PSDB) respondeu à afirmação de que “a quadrilha do PSDB ainda não foi desbaratada”, argumentando que “é comum confundir instituições e pessoas, e falo que defender instituições não pressupõe defender pessoas, de direita ou esquerda”. Afirmou que por princípio respeita o discurso democrático porque separa as instituições das pessoas, e ponderou que “afirmar que a quadrilha do PSDB ainda não foi desbarata, é confundir”, e aderir a esse discurso seria injusto, observando que em todas as legendas existem pessoas honradas. Repudiou o discurso abstrato e generalizante contra o PSDB, que “possui pessoas com convicção de suas ideias e tem também pessoas que merecem ser investigadas e condenadas”. Como vereador em Passo Fundo, diversas vezes manifestou contrariedade às posturas do ex-governador Aécio Neves, “sem receio de represálias partidárias, sou dono da minha consciência”, reiterando que é preciso separar as pessoas das instituições, sabendo que existem os que cometem erros. “Quando escutei a afirmação de que a quadrilha do PSDB ainda não foi desbaratada, me senti ofendido porque não sou quadrilheiro, corrupto e não tenho bandido de estimação”.

Rodrigo Maroni (PODE) também repercutiu o comentário, lembrando sua trajetória inicial na política, no movimento estudantil, e sua filiação aos 12 anos a partido político, “estimulado pelo período da democracia e motivado justamente a participar”. Mas ponderou que a rebeldia juvenil ensina no sentido da transformação, porém fazer política “em cima da contrariedade do outro” não é recomendável, uma vez que existem pessoas corretas em todas as instituições e também na política, que dedicam suas vidas a essa atividade com trabalho e dedicação. Comentou que pretende sair da política e não mais concorrer para retomar sua vida privada, ideia que no seu grupo de proteção de animais é rejeitada, e isso diante da difícil e pesada pauta da atividade política. Por isso, reiterou, é contra a “maré de generalização”, uma vez que existem pessoas legais em todos os partidos políticos. Registrou, ainda, a passagem, hoje (21), do Dia Internacional das Pessoas com Síndrome de Down, observando os ensinamentos advindos dessas pessoas e a capacidade que têm de trabalhar e, com os avanços da ciência e os cuidados amorosos de suas famílias, alcançam viver longos anos.

Tiago Simon (MDB) também repercutiu a prisão do ex-presidente Temer. “É com imenso pesar e tristeza que assisto mais uma vez um ex-presidente desonrando a mais alta função pública do País”, lamentou. Na sua avaliação, a prisão dos ex-presidentes é um “sintoma da decadência e do quanto o crime organizado se infiltrou na política brasileira. “A única coisa que podemos comemorar neste momento é a eficácia das instituições judiciárias e de controle pela capacidade de desconstituir as quadrilhas que assaltam o País”, declarou. Tiago rechaçou a postura do PSOL que, em sua opinião, teria se aliado ao PT no movimento Lula Livre e agora comemora a prisão do ex-presidente Temer.

Luiz Fernando Mainardi (PT) diz não entender a posição do deputado do MDB. “No dia que o ex-presidente Temer, que é do seu partido, é preso, ele ataca o PT. Realmente, não dá para entender a postura de quem alimentou justiceiros que, agora, se voltam contra eles”, apontou. Mainardi comentou também o Informativo da Farsul que aponta uma queda de 28% nas exportações, especialmente, de carne e soja. “A redução ocorre fundamentalmente no nosso maior cliente, que é a China. Isso por conta da conduta assumida pelo governo federal, que coloca a ideologia acima do interesse público”, ressaltou.

Sofia Cavedon (PT) criticou a decisão do prefeito de Porto Alegre de privatizar as unidades de pronto-atendimento na Lomba do Pinheiro e Bom Jesus. Segundo ela, as duas unidades prestam um excelente serviço e têm uma equipe de médicos intensivistas capacitados, recebendo, inclusive, pacientes encaminhados da Santa Casa e de outros hospitais da Capital. A petista revelou que hoje (21) usuários, trabalhadores e lideranças comunitárias e políticas protestaram em frente as unidades contra a intenção do prefeito. “Os dois serviços são frutos da luta da população. Prestam um excelente serviço e não há motivos para deixem de ser públicos, a não ser por conta de compromissos privatistas assumidos pelo prefeito. Não há lógica em usar dinheiro público para garantir um atendimento privado. Além disso, a medida poderá resultar na redução do atendimento”, prevê a petista.

Sofia Cavedon (PT) criticou decisão dos vereadores de Porto Alegre de realizar votação sumária na segunda-feira de projeto que, segundo ela, prejudica os municipários. Disse que mais uma vez, nesta manhã, os servidores decidiram entrar em greve, o que poderia ser visto por alguns como uma banalização desse instrumento, mas que era, na realidade, uma reação da categoria ao ataque à sua vida funcional.
 
A deputada retornou pela terceira vez à tribuna para lembrar que, na próxima terça-feira (26), a Comissão de Educação deverá deliberar sobre a realização de audiência pública para tratar da violência nas escolas e instituições de ensino. Referiu as recentes ameaças sofridas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, disse que a segurança no campus estava sendo redobrada e pediu que o governo do Estado realizasse uma ação ostensiva no local. "Não dá mais para relevar esse tipo de ameaça", disse a parlamentar, sugerindo que se exija dos órgãos de polícia e de investigação a identificação dos autores.

*Com Olga Arnt e Marinella Peruzzo

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