PLENÁRIO
Sofia questiona a privatização de pronto-atendimentos de Saúde
Claiton Stumpf - MTE 9747 | PT - 16:30 - 21/03/2019 - Foto: Guerreiro

As dificuldades enfrentadas pelos usuários e profissionais da saúde pública foram levadas ao plenário 20 de Setembro da Assembleia Legislativa, na sessão desta quinta-feira (21), pela deputada Sofia Cavedon (PT). Utilizando declaração de líder, a parlamentar chamou a atenção para possíveis prejuízos no atendimento médico caso seja aprovada a proposta do prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Jr. de privatizar os pronto-atendimentos dos bairros Lomba do Pinheiro e Bom Jesus para transformá-los em UPAs até 2020.

Para que as unidades atendam casos de maior complexidade, duas organizações deverão ser contratadas para fazer a gestão. Os editais de contratação já foram lançados. Com isso, a gestão dos dois pronto-atendimentos que atualmente ficam abertos 24 horas por dia e realizam 150 mil atendimentos por ano, deixará de ser pública e passa a ser privada. “São dois pronto-atendimentos que contam com profissionais da Prefeitura, que são retaguarda para grandes atendimentos da Santa Casa, o Hospital de Pronto Socorro (HPS) e o hospital da PUC e que, portanto, possuem médicos intensivistas extremamente capacitados na carreira pública e mesmo assim o prefeito colocou na rua um edital para privatizar, desrespeitando a luta destas comunidades que conquistaram estes pronto-atendimentos em duas regiões extremamente populosas e vulneráveis”, enfatizou Sofia.

Para a deputada é preciso que a administração municipal responda por que fazer uma Parceria Público Privada (PPP) entregando à iniciativa privada e transformando a saúde em mercadoria. “Porque o DNA da iniciativa privada é sim a obtenção do lucro. Então sairemos de um atendimento público para garantir o lucro privado de instituições que farão atendimento com o limite da relação do privado com o público. Ou seja, quando chegam ao limite do atendimento, colocam uma plaquinha de lotado porque não tem garantia no contrato de que receberão pelos atendimentos extras, ao contrário do que acontece com o atendimento público”, argumentou.

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