GRANDE EXPEDIENTE
Luciana Genro enaltece atuação do projeto Emancipa por uma sociedade menos desigual
Marinella Peruzzo - MTE 8764 | Agência de Notícias - 16:04 - 11/04/2019 - Edição: Letícia Rodrigues - MTE 9373 - Foto: Guerreiro
Luciana Genro destacou a importância do projeto
Luciana Genro destacou a importância do projeto

No Grande Expediente da sessão desta tarde (11), a deputada Luciana Genro (PSOL) discorreu sobre o Emancipa, projeto nacional de educação popular, que surgiu há mais de dez anos em São Paulo por iniciativa do professor Maurício Costa, que até hoje é um de seus coordenadores naquele estado. Disse que o projeto estava presente hoje em sete estados brasileiros, reunindo mais de 40 cursinhos, com 700 professores e milhares de alunos, e que era uma honra ter sido uma de suas fundadoras no Rio Grande do Sul.

A deputada enalteceu o trabalho desenvolvido pelos cursinhos espalhados em várias cidades do país que estimulavam a transformação social pela ruptura de um modelo que condenava as pessoas por sua cor de pele ou condição socioeconômica. Também estimulava os alunos, segundo a ela, a não apenas aprender conteúdos, mas a desenvolver o espírito crítico. Afirmou ter a convicção de que o modelo educacional vigente estava falido, ao naturalizar as injustiças. "Não é à toa que o presidente Bolsonaro disse há poucos dias que desejava uma juventude que não se interessasse por política", declarou.

A parlamentar afirmou lutar por uma juventude que se interesse, sim, por política e que não busque nela uma carreira, mas uma forma de transformação social. Disse que a “Escola sem Partido” era algo absolutamente falacioso, porque ninguém defendia uma “escola com partido”, mas uma educação política emancipadora. “Estudantes do Emancipa são desafiados a desvendar a máscara socioeconômica que impede que o conhecimento desenvolvido nas universidades esteja a serviço do povo”, disse a parlamentar.

Luciana referiu uma série de atividades realizadas em Porto Alegre e demais municípios nos quais o projeto atua (Novo Hamburgo, Santa Rosa, Gravataí, Guaíba, Bagé e Pelotas), com destaque para extensões da ideia original como o Emancipa Mulher, de formação feminista e antirrascista, o curso Laudelina de Campos Melo e o Projeto Meninas Crespas, de valorização da cultura negra nas escolas, além de aulas de danças e musicalidade de matriz africana e a inauguração, em breve, de curso preparatório para o Instituto Federal na Restinga.

Ela finalizou seu pronunciamento reforçando a importância do projeto e avaliando que seus idealizadores não imaginavam a dimensão que ele tomaria. “Mas já sabiam que estavam criando um cursinho para lutar para que os cursinhos não fossem mais necessários”, disse a deputada. “Um movimento que seria parte da luta por uma educação de qualidade, pública e gratuita, para que não houvesse mais vestibulares, mais Enems, mais funis a impedirem grande parte da juventude de chegar à universidade”, continuou a parlamentar, defendendo uma “educação crítica, transformadora, sem censura, segundo a qual a escola fosse um espaço de convivência e aprendizado comum, sem racismo, sem machismo, sem LGBTfobia”.

Em apartes, manifestaram-se os deputados Sofia Cavedon (PT), Sebastião Melo (MDB) e Juliana Brizola (PDT).

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