COMUNICAÇÕES
Pronunciamentos na tribuna nesta terça-feira
Francis Maia* - MTE 5130 | Agência de Notícias - 17:14 - 30/04/2019 - Edição: Letícia Rodrigues - MTE 9373 - Foto: Guerreiro
Sessão plenária de terça-feira, 30 de abril
Sessão plenária de terça-feira, 30 de abril
Confira o resumo dos pronunciamentos dos deputados e das deputadas durante o período das Comunicações da sessão plenária do Parlamento gaúcho, desta terça-feira (30). A íntegra das manifestações pode ser ouvida no endereço www.al.rs.gov.br/legislativo, em áudios das sessões.
 
Capitão Macedo (PSL) fez discurso abordando a crise na moralidade social, referindo a busca de soluções com palestras antidrogas ou conscientização sobre a sexualidade, como alternativas teóricas, pois “na idade moderna, desponta uma fantasia de que quando as coisas vão mal, precisamos de homens práticos e medidas imediatas; seria mais lógico dizer que a crise deve ser resolvida na teoria, e explicar onde a doutrina e prática estão erradas”. Destacou os recentes incêndios do Museu Nacional do Brasil e da Catedral de Notre Dame, em Paris, evidenciando que “devemos refletir se não são as consecutivas negligências aos valores ocidentais que construíram o que há de bom na civilização o motivo da nossa crise moral”, afirmando confiança nos valores da família gaúcha, da tradição, lealdade à terra e espírito aguerrido.
 
Pepe Vargas (PT) convidou o líder do governo, a base governista e demais deputados para ida ao Ministério Público Estadual dia 6 de maio, às 10h, quando a presidente da Comissão de Educação, deputada Sofia Cavedon (PT), estará encaminhando denúncia da falta de professores e funcionários nas escolas públicas do Estado. Mostrou o caso da Escola Estadual Carlos Fetter, de Farroupilha, na Serra, onde os alunos divulgaram vídeo nas redes sociais com depoimentos questionando o compromisso dos governantes com a educação de qualidade. Apontou a falta de professores de matemática, português e inglês nessa escola, e mostrou levantamento do 1º Núcleo do Cpers, resultado de consulta às direções, que apurou a falta de professores em 46 escolas e a falta de funcionários em 25, em especial merendeiras e serventes, “há quase três meses de período letivo”, lamentou. A direção da escola solicitou audiência com o secretário da Educação, Faisal Karam, que negou a falta dos profissionais uma vez que nos registros da pasta constam como “liberados”. Pediu o apoio da base governista para esta audiência no MPE, criticando o governador que considera governar “abrir central de licitação para vender o patrimônio público”.
 
Sebastião Melo (MDB) tratou da situação do Cais Mauá, tema que é recorrente na cidade desde a primeira eleição da redemocratização, em 1985, tendo sido pauta da eleição do ex-prefeito Alceu Collares, e repetindo-se nas administrações que o sucederam, até agora. A licitação da obra foi no governo de Yeda Crusius e o consórcio ganhou em 2010, mas passaram-se 10 anos e o projeto não saiu do papel, lamentou. Ele é autor de audiência pública na Assembleia para debater o assunto, mas ponderou que “talvez não seja necessária” uma vez que o governador Eduardo Leite deverá decidir sobre o destino da obra no Cais Mauá. Para o deputado, “pelas raízes profundas que tenho na cidade, não dá para continuar desta maneira”, sugerindo um termo de ajustamento de conduta e o atual consórcio define a data de início da obra, “ou rompa-se o contrato e vamos para novo tempo”. Disse que depois de nove anos os galpões estão se deteriorando, a Polícia Federal já fez operação no local, quando dinheiro do IPE foi colocado no consorcio e não foi recuperado, assim como dinheiro de outros fundos. Pediu solução para o projeto, que não é somente de Porto Alegre, mas do Rio Grande do Sul. Anunciou ainda agenda hoje na Casa Civil, onde tratou da situação da rodoviária de Porto Alegre, do Cais Mauá e da Comissão Especial de Integração do Transporte Metropolitano.
 
Sérgio Turra (PP) manifestou solidariedade aos familiares do soldado Fabiano Heck Lunkes, morto por tiro de fuzil em confronto com bandidos em Porto Xavier. Lamentou comentários de alguns parlamentares de que o soldado estaria portando colete a prova de balas vencido. “Isso é um absurdo em operações como esta”, afirmando que “neste momento deveríamos estar acusando os bandidos e não tentando levantar falsidades a respeito da maneira como nossos bravos agentes da segurança pública têm se dedicado”. Solicitou o registro na Casa da folha funcional de todos os agentes da segurança, militares e civis envolvidos na operação em Porto Xavier, com voto de louvor para posterior promoções por ato de bravura. Disse que aguarda “expressiva vitória da BM contra o crime e os assaltantes de banco”, registrando que até o momento foram presos quatro presos assaltantes e um morto, enquanto permanece o cerco policial na mata, que somente será interrompido quando todos forem presos.
 
Jeferson Fernandes (PT) também comentou o assalto a uma agência do Banco do Brasil no município de Porto Xavier na última quarta-feira (24), que teve como desfecho um policial militar morto. Segundo o petista, o episódio, que gerou tensão nos municípios de toda a Região Noroeste do Estado, atesta que as facções criminosas ampliaram a atuação da Região Metropolitana de Porto Alegre para o interior. “A transferência de membros de facções para presídios do interior foi uma irresponsabilidade. É preciso que o governo trabalhe para desmantelar estas organizações”, afirmou o petista, que defendeu o aumento do efetivo da Brigada Militar e do quadro funcional da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe). “Os presos precisam trabalhar. Há presídios que têm oficinas e salas de aula que não estão sendo ocupadas por falta de servidores”, denunciou, sustentando que a crise do sistema carcerária precisa ser enfrentada pelas autoridades “sem sectarismo e sem ideologização”.
 
Aloísio Classamann (PTB) se somou às manifestações parlamentares que lamentaram o episódio ocorrido em Porto Xavier na semana passada. Ele revelou que sua esposa gerenciou a agência do Banco do Brasil local e sempre temeu a ocorrência de assaltos, em virtude do volume de recursos que circula por conta da produção agrícola da região. Lamentou também a morte do soldado Fabiano Heck Lunke, de 34 anos, ocorrida durante o cerco aos criminosos no interior do município de Campina das Missões. “O bravo soldado Fabiano perdeu a vida no cumprimento do dever, deixando esposa e um filhinho de quatro anos. Lamentavelmente, o episódio teve o envolvimento de um colega da Brigada Militar que, como disse nosso vice-governador, envergonhou a corporação”, declarou. Classmann afirmou ainda que o interior do Estado “não está preparado para conviver com tanta violência” e que o governo gaúcho deverá chamar cerca de dois mil policiais militares e comandar “um esforço estratégico em diversas regiões do Estado”.
 
Sergio Turra (PP) voltou à tribuna para comentar a entrevista do ex-presidente Lula, concedida recentemente aos jornais El País e Folha de São Paulo. O deputado progressista desaprovou o conteúdo da conversa do ex-presidente com os jornalistas, especialmente sobre a Reforma da Previdência. Turra relembrou que Lula não fez reforma nenhuma, mas “formatou a maior quadrilha dos cofres públicos do país”. Conforme ele, ficou patente que não dá para permitir que um condenado dê uma entrevista ao seu bel prazer. “Sinceramente era melhor que o ex-presidente ficasse calado”, finalizou sua manifestação.
 
Dr. Thiago Duarte (DEM) registrou as eleições do diretório estadual do DEM, que conduziu o deputado Rodrigo Lorenzoni à presidência do partido. Na sequência, falou sobre a aprovação pela Câmara Municipal de Porto Alegre do projeto que revisa o IPTU local. Segundo ele, a nova tarifa atingira cerca de 60% das moradias da cidade e impactará duramente a classe média porto-alegrense. “Isso remonta ao estelionato eleitoral”, declarou. Dr. Thiago prevê que, em decorrência do aumento do imposto, haverá um incremento do desemprego na capital da gaúcha, a partir do início do próximo ano. “A população de Porto Alegre vai ser penalizada”, finalizou.
 
*Colaboração de Olga Arnt e Vicente Romano
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