COMUNICAÇÕES
Pronunciamentos na tribuna nesta quinta-feira
Francis Maia - MTE 5130 | Agência de Notícias - 16:15 - 30/05/2019 - Edição: Letícia Rodrigues - MTE 9373 - Foto: Celso Bender
Sebastião Melo foi um dos parlamentares a utilizar a tribuna
Sebastião Melo foi um dos parlamentares a utilizar a tribuna
Confira o resumo dos pronunciamentos dos deputados e das deputadas durante o período das Comunicações da sessão plenária do Parlamento gaúcho, desta quinta-feira (30). A íntegra das manifestações pode ser ouvida no endereço www.al.rs.gov.br/legislativo, em áudios das sessões.
 
Sebastião Melo (MDB) cumprimentou da tribuna os representantes da UFRGS que acompanharam o Grande Expediente em defesa da educação pública, proferido pela deputada Sofia Cavedon (PT). Disse que “sem educação não há saída para o Brasil”, mostrando o caminho adotado pela Coréia do Sul, que investiu na educação e registra altos índices de desenvolvimento. Defendeu investimentos nacionais em educação de qualidade, desde a creche até o ensino superior. E lamentou que na América Latina, Uruguai, Argentina e Chile superam o Brasil em número de universitários. Abordou, ainda, o Dia sem imposto, comentando que aceita pagar mais impostos desde que os serviços públicos funcionem de forma adequada. A carga tributária brasileira não é alta, afirmou, mas a sua destinação é incorreta, discorrendo sobre as distorções do sistema que fragilizam a saúde, segurança, educação, saneamento básico e outras áreas. Por isso a importância do Dia sem imposto para provocar o debate necessário que é o fato de que os pobres pagam mais impostos no país. Conforme o deputado, o correto seria o imposto sobre a renda e as grandes fortunas e não sobre o consumo, que recai pesadamente sobre toda a cidadania. “Há uma inversão de valores, o pobre paga sobre o consumo; o país precisa taxar primeiro os que têm renda, e segundo, a propriedade”, defendeu. Outra ponderação foi sobre a forte concentração de poder em Brasília, gerando distorções como o teto criado pelo Supremo Tribunal Federal, estendido pelo Conselho Nacional de Justiça aos estados, consumindo R$ 250 milhões do minguado orçamento estadual, enquanto professores contam moedas para pagar a conta de luz e a UERGS não dispõe dos recursos necessários para funcionar. “É o país dos privilégios, de elite egoísta, que faz o discurso nobre e tem atitudes pobres, porque não abre mão de nada”, recomendando uma inversão dessa prática para melhorar a vida das pessoas na sua origem, nos municípios.
 
Sofia Cavedon (PT) registrou a presença de representação de professores e estudantes da UERGS durante o Grande Expediente, assunto que ontem foi abordado em manifestação da tribuna, evidenciando a qualidade da instituição de ensino e os complexos impedimentos estruturais e financeiros que limitam sua atuação. A parlamentar comentou que a UERGS está instalada em prédio alugado, com custo de R$ 3 milhões para o campus em Porto Alegre, deveria ter orçamento de R$ 150 milhões mas apenas R$ 100 milhões foram liberados, e outros recursos que estão sendo contingenciados. Citou as frentes parlamentares da Assembleia que apoiam as demandas da universidade estadual e recomendou a utilização da área da Cientec, desativada, para as instalações da UERGS. Pediu a inserção nos Anais da Assembleia dos gráficos utilizados durante seu pronunciamento no Grande Expediente.
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