55ª LEGISLATURA
Frente Parlamentar vai trabalhar na definição de estratégias para a inovação tecnológica
Francis Maia - MTE 5130 | Agência de Notícias - 17:04 - 17/06/2019 - Edição: Letícia Rodrigues - MTE 9373 - Foto: Celso Bender
Deputado anunciou realização de audiência pública na quarta-feira
Deputado anunciou realização de audiência pública na quarta-feira
A instalação da Frente Parlamentar da Ciência, Tecnologia e Inovação reuniu hoje (17), no Salão Júlio de Castilhos, autoridades públicas, privadas e acadêmicas para exposição do alcance e repercussão do tema no desenvolvimento das empresas e do estado. A iniciativa do deputado Fábio Branco (MDB) deverá debater e definir estratégias para alinhar as iniciativas políticas ao campo científico gaúcho que atua nessa área.
 
A ideia de Fábio Branco através da Frente Parlamentar é “alinhar o setor produtivo e aproximar do setor do conhecimento”, conforme definiu a linha de trabalho aos dirigentes de grupos empresariais e entidades como Fiergs, Associação Comercial de Porto Alegre, Fecomércio, Sebrae, Abimec e diversas outras, assim como o chefe da Casa Civil, Otomar Vivian, o secretário de Inovação, Ciência e Tecnologia, Luis Lamb, e os deputados Tiago Simon, Edson Brum e Carlos Búrigo, do MDB; Frederico Antunes (PP), Eric Lins (DEM) e Capitão Macedo (PSL).
 
Para isso, o deputado promoveu na instalação da Frente Parlamentar a exposição de setores que investem na inovação tecnológica. O reitor da UCS, Evaldo Antonio Kuiava, representou o Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas – COMUNG – que congrega as 15 instituições de ensino superior comunitárias do RS, envolvendo 181 mil estudantes em 1.527 cursos de graduação e pós-graduação, e 8.802 professores. O complexo reúne nove parques tecnológicos, 13 incubadoras de empresas e cinco incubadoras sociais, 12 agências de inovação e tecnologia e 3.620 laboratórios para apoio ao ensino, pesquisa e extensão.
 
Pesquisas de vanguarda
Kuiava revelou que estão em andamento 2.800 projetos de pesquisa, com financiamentos de diversas áreas. Ele mostrou alguns projetos, como da Unicruz, que faz estudos de biotecnologia para a agricultura familiar, ou o Hospital do Futuro, na Unisinos, e a melhoria da eficiência leiteira em unidade de produção de Augusto Pestana, em desenvolvimento na Unijuí. Na Universidade de Passo Fundo, o trabalho está direcionado para a segurança alimentar e na UCS, para a produção de grafeno. “É a vanguarda do que se faz inserido na comunidade”, resumiu o reitor, “aplicando a ciência através da produção de novas tecnologias para agregar valor ao que é produzido”.
 
O chefe da Casa Civil, Otomar Vivian, lembrou da sua atuação parlamentar, na década de 90, quando participou da criação do Conselho Estadual de Ciência e Tecnologia, núcleo inicial de uma agenda que ganha impulso agora por iniciativa do governador Eduardo Leite num modelo de avanço de ações iniciadas em 2015, pelo governo anterior, com espaço na secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia.
 
Pela Rede Gaúcha de Ambientes de Inovação, Artur Gibon revelou a abrangência dos 14 parques tecnológicos que alcançam todas as regiões do estado, e as 26 incubadoras de empresas associadas, cujo resultado está refletido nos R$ 5 bi de faturamento. As premiações aos parques tecnológicos, como da PUC e Unisinos, resumem a eficiência dessa iniciativa. Referiu a necessidade de políticas de Estado para dar continuidade às experiências desenvolvidas e em fase de projetos.
 
Política para o setor
Pela Fiergs, Daniel Randon apontou a inovação tecnológica como uma das opções para o Estado sair da crise, destacando que na coordenação do Centro de Inovação Tecnológica da federação, uma das questões a ser trabalhada diz respeito à criação de um marco regulatório para o setor.
 
Já o secretário de Inovação, Ciência e Tecnologia, Luis Lamb, fez ampla exposição sobre o tema, desde o seu contorno global com o uso de dados assumindo a titularidade tanto na inovação quanto nos negócios. “Para o RS agregar valor, a tecnologia é setor específico pela sua influência e liderança”, definiu o mestre em Ciência da Computação pela UFRGS, “como núcleo de negócios, é preciso de política que considere o seu impacto”, afirmou.
 
Lembrou que o encontro de Davos, em janeiro deste ano, teve a inteligência artificial como tema central, assim como os processos eleitorais mundiais e também no Brasil têm registrado o impacto dessa tecnologia. O RS concentra 12% da produção científica do país, mas sua capacidade de geral riqueza é limitada, alertou o secretário, uma vez que o modelo gaúcho é baseado na economia tradicional. Por isso a importância da cooperação e das redes universitárias e empresariais, com o poder público, para desenvolver tecnologias estratégicas e estimular a pesquisa, destacou.
 
No encerramento, Fábio Branco anunciou a realização de audiência pública da Comissão de Economia na próxima quarta-feira (19), que terá como tema Sistemas de Inovação: desafios e oportunidades para uma agenda de desenvolvimento, proposta do deputado Tiago Simon (MDB).
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