COMUNICAÇÕES
Pronunciamentos na tribuna nesta quarta-feira
Letícia Rodrigues* - MTE 9373 * | Agência de Notícias - 17:00 - 03/07/2019 - Edição: Olga Arnt - MTE 14323 - Foto: Celso Bender
Sessão plenária de 3 de julho
Sessão plenária de 3 de julho
Confira o resumo dos pronunciamentos dos deputados durante o período das Comunicações da sessão plenária do Parlamento gaúcho desta quarta-feira (3). A íntegra das manifestações pode ser ouvida no endereço www.al.rs.gov.br/legislativo , em áudios das sessões.

 Rodrigo Lorenzoni (DEM), referindo-se às votações em plenário ontem, disse que vivemos uma noite histórica, com debates elevados e respeitosos. “Conseguimos, pelo entendimento da maior parte do Parlamento gaúcho, avançar no sentido da reestruturação da máquina do Estado”, declarou. Na sua avaliação, esse foi o primeiro passo na direção de um programa estratégico de gestão para o RS. Disse que o nome que mais ouviu na sessão de ontem foi o do ex-governador Antônio Britto, principalmente nos discursos da oposição. Afirmou que o RS só não está em uma situação melhor atualmente, como os estados de SC e PR, porque o plano de desenvolvimento promovido por Britto em sua gestão foi interrompido porque ele não conseguiu se reeleger e, no seu lugar, assumiu o petista Olívio Dutra. Lorenzoni também reconheceu o trabalho realizado por José Ivo Sartori, que teve a coragem de retomar o processo de modernização do Estado, e disse que o povo gaúcho, apesar de não ter reelegido Sartori, elegeu um programa praticamente idêntico, dando ao RS a oportunidade de prosseguir nesse processo. “Não podemos voltar ao passado, não podemos voltar às práticas de Olívio Dutra e Tarso Genro, que destruíram o nosso estado”, finalizou.

 Luiz Henrique Viana (PSDB) lamentou, em nome de seu partido, o falecimento do vereador Prof. Nei Rodrigues, do município de Pedro Osório. “Um homem de grande caráter, reconhecido no seu município como um grande professor e que aproveitou a política para fazer mais”, destacou. Citou seu último encontro com o vereador, em janeiro, na Festa da Melancia de Pedro Osório. “Lamentamos sua morte, mas damos graça por tudo o que fez pelo seu município”, declarou. Ainda se solidarizou com a família de Rodrigues.

Zé Nunes (PT) respondeu às afirmações de Rodrigo Lorenzoni (DEM) de que os governos petistas de Olívio Dutra e Tarso Genro empobreceram o RS. Disse que foi ao contrário, nesses dois períodos, conforme a contabilidade do Estado, o crescimento do RS foi acima do PIB nacional, não houve venda de patrimônio público e tampouco atraso salarial, com registro de ampliação das políticas públicas. A dívida do estado decresceu 0,3% e no governo Tarso aumentou R$ 5,07 bi, mas com a captação de financiamentos (R$ 5,5 bi), dos quais R$ 2,3 bi ficaram para o governo Sartori investir, inclusive nas rodovias. E referiu que dos R$ 300 milhões anunciados pelo governador Eduardo Leite para investir em rodovias, R$ 130 milhões são do Banco Mundial, de financiamentos captados no governo Tarso. De outra parte, ponderou que o alinhamento do governo estadual ao governo federal, repetindo a escolha neoliberal dos anos 80, não terá resposta positiva, como não há registro de sucesso do neoliberalismo radical em nenhum lugar. Disse que a decisão de ontem (2), de venda das estatais, vai gerar mais crise e o estado abre mão de 70% das suas reservas de carvão ao trocar o setor energético por três folhas de pagamento, aceitando uma dívida que vai se multiplicar 1,6 vezes em três anos. Mostrou o “quadro desesperador” do RS diante do fechamento em sequência de empresas nos últimos dias, como a Pirelli, em Gravatai, deixando 900 desempregados; a Nestlé, em Palmeira das Missões; a Duratex, em São Leopoldo, com 500 desempregados; a metalúrgica Brighenti, em Guaíba, também encerrou seus 41 anos de atividade; o grupo Paquetá, em Sapiranga, demitiu 600 funcionários e está em recuperação judicial. Antecipou que importante grupo da Zona Sul também deverá parar suas atividades, depois de quase 20 anos de atuação e com quase 200 empregados.

Tiago Simon (MDB) ponderou que as dificuldades das empresas refletem dinâmica de mais tempo e sinalizam para medidas de modernização. Disse que “é importante entender que o RS tem que entrar na equação receita-despesa”, e ponderou que o fechamento de empresas este ano remetem ao passado recente, no período de maior recessão do Brasil durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff, e questionou “quantas empresas fecharam” nesse período, “foi o maior momento de recessão do país, maior número de quebra de empresas em 2015 e 2016, o PIB decresceu 7,8% e geramos 13 milhões de desempregados”. Comentou, ainda, que “se de um lado as políticas restritivas, de ajuste fiscal necessário, não são suficientes, é muito bom lembrar que a visão intervencionista que assistimos no Brasil, com a concepção do estado, com 37 ministérios, a expansão do crédito insustentável, déficit fiscal e corrupção endêmica, digo com tranquilidade, esse não é o modelo que o nosso país e estado devam seguir”. Repetiu que o desafio deste momento é o crescimento, a articulação das políticas públicas para fomentar a economia. Referiu, também, o exemplo de Santa Catarina, cujo crescimento é acima da média nos últimos 20 anos, num ambiente de incentivo às empresas. Elogiou a proposição do presidente da Assembleia, Luis Augusto Lara, de que o desafio é crise ou crescimento. “Esse é o momento que o RS tem que constituir agenda que possa engajar seus diferentes atores ,entrar num ciclo virtuoso e superar a baixa autoestima que tem acometido o ambiente empreendedor do estado.”

Pepe Vargas (PT) reivindicou a lotação de servidores na agência do IPE, em Caxias do Sul, que se encontra fechada por falta de funcionários. Para ele, a situação prejudica um grande número de servidores estaduais e demostra a ineficiência e o desrespeito dos atuais gestores do Estado com os servidores públicos. Em resposta à manifestação do deputado Tiago Simon, Pepe Vargas defendeu a adoção, pelo governo federal, de políticas e ações anticíclicas. “Precisamos de um novo pacto, de um “New Dale” para voltarmos a crescer econômica e socialmente”, disse. O deputado do PT sugeriu que o governo federal deixe de pagar parte do serviço da dívida pública para voltar a investir em ações que possam gerar renda e emprego. Vargas condenou também a política econômica do governo Bolsonaro. “É errado esse discurso de que o estado não tem que intervir na economia”, sustentou. Ele reprovou iniciativa do ministro Paulo Guedes de retirar o subsídio dos produtos ligados às culturas agrícolas ou a elas relacionados.

* Com informações de Francis Maia e Vicente Romano

© Agência de Notícias
Reprodução autorizada mediante citação da Agência de Notícias ALRS.
© Agência de Notícias
As matérias assinadas pelos partidos políticos são de inteira responsabilidade dos coordenadores de imprensa das bancadas da Assembleia Legislativa. A Agência de Notícias não responde pelo conteúdo das mesmas.
Versão de Impressão
Sessão Plenária

PESQUISA DE NOTÍCIAS
Termo
Período
   


TV Assembleia

Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul - Praça Marechal Deodoro, 101 - Porto Alegre/RS - Cep 90010-300 - PABX (51) 3210.2000
Horário de atendimento: das 08:30 às 18:30