MANDATO
Situação da educação à distância é debatida na Comissão de Educação
Eduardo Jenisch Barbosa - MTE 16.065 | PSD - 17:14 - 08/10/2019 - Foto: Guerreiro

Nesta terça-feira (8), em audiência pública da Comissão de Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa, foi debatida a situação da educação a distância dos polos da Universidade Aberta do Brasil (UAB) e da Rede e-Tec Brasil nas instituições gaúchas.

"A chamada educação à distância veio para complementar a educação tradicional. Em um país continental como o nosso, com regiões longínquas e remotas, o EAD se mostra uma ferramenta poderosa de ensino, se usada, é claro, de forma consciente e responsável pelas universidades. Contem comigo nos próximos passos a partir desta audiência”, afirmou o deputado Gaúcho da Geral (PSD), um dos integrantes da Comissão de Educação.

Antônio Oliveira, chefe do departamento de educação a distância do IFSUL Pelotas, trouxe dados atuais para mostrar a queda no ensino EaD na instituição. “Atualmente, temos a oferta de somente três cursos na UAB. Rede e-Tec nem temos mais. Para se ter uma ideia: tínhamos, em média anual, em torno de 5.000 matrículas. Hoje, temos 600 matrículas. É uma disparidade muito grande”, conclui.

Para Lovois de Andrade Miguel, secretário de educação à distância da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), também levou dados alarmantes sobre a situação do polo UAB na universidade federal. “Nós tínhamos a previsão de lançar este ano em torno de 2.700 vagas em cursos de licenciatura, bacharelados e especializações. E nós conseguimos, efetivamente, colocar somente 600 vagas à disposição. Para 2020, não temos nenhuma perspectiva”, lamentou.

O professor da UFRGS também considera o ensino a distância como transformador de realidades. “O EaD é importante para levar a educação para áreas mais afastadas, onde, se essa oportunidade não existisse, muitos seriam excluídos de qualquer chance de ter educação. Me coloco, também, contra esta dicotomia que coloca como inimigos o ensino presencial e a distância. O EaD veio para complementar, dar um novo caminho”, disse.

O esvaziamento no EaD é somente na rede pública gratuita, diz o professor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Marcelo Freitas da Silva. “Na rede privada só cresce. Há um descaso cada vez maior do nosso governo com a educação brasileira. É meio ‘vamos privatizar o sistema’”, afirmou. Dados da universidade foram trazidos por Marcelo: da UAB, antes eram 9.000 alunos. Agora, são 1.600. No e-Tec, não há mais nenhum na universidade

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Comissão de Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia. Seminário O Desafio de Garantir o Direito à Educação.

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