LEIS ESTADUAIS
Deputado Airton Lima recebe vítima de tentativa de feminicídio em Porto Alegre
Thuane Liesenfeld da Silva - MTE 19563 | PL - 17:43 - 17/10/2019 - Foto: Thuane Liesenfeld
Bárbara Penna conta sobre sua história em reunião no gabinete do deputado Airton Lima.
Bárbara Penna conta sobre sua história em reunião no gabinete do deputado Airton Lima.

O deputado Airton Lima reuniu-se, nesta quinta-feira, 17, com a sra. Barbara Penna, vítima de violência doméstica pelo ex-marido, em 7 de novembro de 2013. Bárbara, na época com 19 anos, sofreu uma tentativa de feminicídio dentro de sua própria casa, em Porto Alegre (RS). Naquela noite, seu ex-companheiro colocou fogo no apartamento em que a jovem morava e depois a jogou da janela do prédio. Os dois filhos pequenos do casal morreram no incêndio, assim como um vizinho de 79 anos, que tentou ajudar. Esteve presente na reunião o secretário de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Catarina Paladini.

A conversa, que se estendeu pela tarde desta quinta-feira, 17, focou em salientar sobre a importância da prevenção ao feminicídio através da criação de políticas públicas eficazes para a proteção da mulher. Além disto, durante a reunião, o deputado Airton Lima apresentou as ações e projetos que tem sido promovidos em seu mandato, como as audiências públicas sobre feminicídio e violência doméstica que já aconteceram em alguns municípios do estado do Rio Grande do Sul e o projeto Você Tem Uma Voz que visa debater sobre o tema dentro do âmbito cristão.

Hoje, Bárbara continua em processo de recuperação. Por conta das graves queimaduras, passou por mais de 200 cirurgias. Porém, atualmente virou ativista da defesa das mulheres na briga pelo fim de casos como o seu.

Dados sobre a violência contra a mulher no Brasil:

  •  Apesar dos 13 anos da existência da Lei Maria da Penha e quatro anos da Lei do Feminicídio, é crescente o número de mulheres assassinadas no País.
  • Segundo o Atlas da Violência de 2019, 4.963 brasileiras foram mortas em 2017, considerado o maior registro em dez anos.
  • Entre 2012 e 2017, aumentou 28,7% o número de assassinatos de mulheres na própria residência por arma de fogo.
  • Relatório mais recente da ONU detalha que os assassinatos de mulheres por parte dos seus companheiros fazem que o lar seja o “lugar mais perigoso” e que, sendo assim,”é frequentemente a culminação de uma violência de longa duração que precisa ser combatida”.
  • Assim, o relatório conclui que a cada 6 horas uma mulher é vítima de feminicídio no mundo.
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