TRIBUNA
Para Edegar, o governador ter que recuar sobre decisões tornou-se pratica corriqueira
Claiton Stumpf (MTB 9747) | PT - 16:44 - 05/11/2019 - Foto: Celso Bender

Em nome da bancada do PT na Assembleia Legislativa, o deputado Edegar Pretto (PT) fez uma comunicação de liderança, na tarde desta terça-feira (5), para comentar o anúncio do fim do parcelamento do Imposto sobre Circulação de Veículos Automotores (IPVA) e fim da possibilidade de antecipação do pagamento com descontos e o consequente recuo do governador Eduardo Leite a partir da pressão pública.

Para o deputado, a postura dos deputados sobre esse assunto foi fundamental para que o governador voltasse atrás de uma medida impositiva e prejudicial à economia gaúcha. “Virou corriqueiro no RS, o governador dar uma palavra e voltar atrás porque faz as coisas entre quatro paredes. Os deputados da oposição, obviamente se levantaram. A sociedade gaúcha se levantou, mas eu vi ontem nesta Casa o constrangimento da base aliada porque ninguém havia sido consultado”.

Para Edegar, este foi mais um episódio em que o governador Eduardo Leite deve ter aprendido uma lição. “Um governador que acha que por ter maioria nesta casa se acha acima do estado, ontem ele tomou uma lição: governador Eduardo Leite, vossa Excelência não é maior que o Rio Grande do Sul. E esta Casa com homens e mulheres responsáveis se levantaram e fizeram o governador escutar as vozes das ruas e voltar atrás porque os gaúchos e gaúchas estão revisando o seu passado e se levantando contra estes desmandos”.

O parlamentar lembrou que Leite se elegeu prometendo ser o homem do diálogo, mas que se não fosse a Assembleia se mobilizar, teria vendido mais de 70 mil ações, o equivalente a ¼ do Banrisul. Esse mesmo governador que enviou para esta casa em regime de urgência, pretendendo constranger o regime interno e sapateando sobre a Constituição federal, um novo código ambiental em regime de urgência, fazendo com que a base governista patrolasse a minoria no Parlamento, mas nós nos insurgimos para respeitar a Constituição e a Justiça gaúcha disse que o governador está errado e esse tipo de matéria não pode ser votada em regime de urgência”.

O governador dizia em campanha que pagar a folha do funcionalismo em dia era apenas uma questão de organizar o fluxo de caixa e queria determinar como segunda medida a questão da saúde e por isso pediu que fossem mantidas as alíquotas do ICMS. “Agora pergunto: se enganou, governador, ou é calote eleitoral? O fato é que tem desagradado a sua base, mas principalmente tem feito os gaúchos e gaúchas levantarem e dizerem que o Rio Grande é maior do que o mandato de um governante e essa foi a prova que tivemos ontem”.

Edegar lembrou ainda, que os movimentos sociais do campo realizaram recentemente um ato pedindo atenção aos produtores de leite e estiveram no Palácio Piratini, e receberam a garantia de intermédio do governador junto ao governo federal para cessar as normativas que tirarão segundo a Emater, mais de 20 mil famílias da produção. “Até agora não moveu uma palha. Em que pese a medida federal, estamos falando de um estado que é o terceiro maior produtor de leite do país, mas o governado se cala perante os desmandos do presidente, por isso fica como lição que quando os debaixo se levantam, quando as ruas gritam, o governador precisa se calar, pois o Rio Grande é maior que o seu mandato”.


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