SAÚDE
Presidente da CECIA recebido no Conselho Federal de Medicina
Luciano Medina Martins - MTE12262 | DEM - 17:56 - 14/02/2020 - Foto: Luciano Medina Martins
Deputado Dr. Thiago recebido pelo presidente do CFM e conselheiros.
Deputado Dr. Thiago recebido pelo presidente do CFM e conselheiros.
Nesta quinta-feira (13), as 11h30 o presidente da Comissão Especial do Câncer Infantil, deputado estadual Dr. Thiago Duarte (DEM), foi recebido pelo presidente do Conselho Federal de Medicina, Dr. Mauro Ribeiro e a conselheiro pelo estado do Rio Grande do Sul, Dra. Tatiana Della Giustina, o conselheiro federal Dr. Salomão Rodrigues Filho, o 3º vice-presidente Dr. Emmanuel Fortes Cavalcanti, a conselheira pelo estado de Pernambuco e vice corregedora, Dra. Helena Maria Carneiro.
 
Foram tratados diversos assuntos relativos a formação de médicos, a gestação, a infância e a maternidade. Sobre a questão do Câncer Infantil o Dr. Thiago Duarte explicou "estados como Pernambuco chegam a 80% de sobrevida entre seus pacientes de oncologia pediátrica, e o Rio Grande do Sul não passa de 60%. Suspeitamos de pelo menos 1200 casos novos a cada ano, sendo só 600 registrados, a capacidade instalada pode atender até 2000 pacientes. A matemática não fecha. Estes pacientes estão chegando atrasados e sendo tratados erradamente. Tenho dito para a secretária da saúde, o problema não são recursos e sim gestão" explicou Dr. Thiago sobre os índices que considera baixos de sobrevida no RS.
 
Outro tema debatido foi sobre o reconhecimento da oncologia pediátrica como especialidade médica. "Acredito que vocês saibam, existe uma demanda forte por parte dos oncologistas pediatras, e aqui deve ser o fórum adequado para este debate, de que a oncologia pediátrica seja considerada uma especialidade médica, e não uma linha de atuação. Para que exista mais conforto para estes profissionais no sentido de que os hospitais que tratam de casos de oncologia pediátrica tenham obrigatoriamente que ter oncologista pediátrica", explica o Thiago Duarte.
 
"Você está abraçando uma causa extremamente nobre e extremamente importante", frisou o conselheiro federal, Dr. Salomão Rodrigues Filho. "Os olhos dos gestores não se voltaram para isso, neste enfoque que você está nos trazendo, completou Dr. Rodrigues Filho. "Ao dizer que os hospitais que não tem oncologista pediátrico, são 7 no Estado do RS, não vão poder atender a câncer infantil, é uma medida drástica, mas que precisa ser feita para diminuir a mortalidade no câncer infantil, para aumentar a sobrevida, para deixar estas crianças irem para o local adequado" completou Dr. Thiago. "Não permitir que os hospitais de oncologia adulta retenham este paciente em função da AIH", completou Thiago Duarte.
 
"Interessa ao Conselho Federal de Medicina este debate, sobre a porta de acesso, sobre a questão do encurtamento do processo entre o primeiro atendimento e o início do tratamento, estamos tratando desta questão neste momento com o Ministério da Saúde, sobre a mobilidade, sobre o primeiro atendimento, a triagem, sobre o acesso aos exames, existe uma burocracia extraordinária, esta burocracia é ruim para o paciente e uma das causas da destruição da relação médico paciente. Hoje dento do SUS não existe o corpo a corpo, o paciente é um número e vai para qualquer médico que é escalado, e não volta para o mesmo médico, precisamos trazer o médico de volta ao protagonismo" destacou o 3º vice-presidente, Dr. Emmanuel Cavalcanti.
 
Números do Câncer no RS e no Brasil
Os números do Rio Grande do Sul foram avaliados pelo Dr. Thiago Duarte "Dos 1335 casos atendidos nos hospitais do RS entre 2014 e 2017, 1116 foram tratados nos 7 centros de referência em oncologia pediátrica, e 219 foram tratadas em centros não especializados em oncologia pediátrica. A sobrevida fora dos centros de referência cai para 40%, enquanto nos centros de referência beira os 80%, esta diferença impacta decisivamente na mortalidade no RS". Segundo Dr. Rodrigues Filho o paciente de alta complexidade só chega ao centro onde deve ser tratado, na média, "após a décima consulta", "o paciente tem que chegar ao destino certo o mais rápido o possível" contrapôs.
 
"Hoje o grande problema do SUS é o acesso, a palavra mágica é o acesso. A urgência e emergência está sempre lotada, isto tem uma face nos jornais, mas existe uma outra gama de pacientes eletivos que não tem uma face, eles não têm acesso e não são prioritários" comentou o presidente do CFM, Dr. Mauro Ribeiro. "Nas 18 capitais, segundo dados destas prefeituras, que são subnotificados, somam um milhão de pacientes" calcula Dr. Ribeiro. "Existem dois tipos de paciente que estão excluídos, não tem acesso, os oncológicos, e outro segmento que está totalmente desprovido de atendimento no Brasil são o de saúde mental" afirma o presidente. "Temos milhões de dependentes de crack, em todas as capitais, que são verdadeiros zumbis e que não tem acesso" completou. "Nós como autarquia Federal precisamos fazer alguma coisa por estas duas áreas, a oncologia e a saúde mental" finalizou.
 
Objetivos da Comissão Especial do Câncer Infantil e Adolescente no RS
“Estamos trabalhando para entender cenário do câncer infantil, os gargalos e por que crianças e adolescentes por vezes não tem o acesso a centros de referência” explica o presidente, deputado Dr. Thiago. São 7 os centros de referência em oncologia pediátrica no RS. Quatro em Porto Alegre: Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Hospital Conceição, Hospital Santo Antônio da Santa Casa de Misericórdia e Hospital São Lucas (PUCRS). Três centros de referência em câncer infantil são no interior do RS: Hospital Universitário de Santa Maria, Hospital Geral de Caxias do Sul e Hospital São Vicente de Paulo em Passo Fundo.
 
“Temos por ano, em dados oficiais, mais de 600 casos novos de câncer infantil, pelas tendências estatísticas que temos apreendido este número pode chegar a 1200 novos pacientes por ano. Muitas destas crianças não chegam aos leitos disponíveis em centros de referência o que diminui a sobrevida e aumenta a morbidade” informa Dr. Thiago. Segundo o Instituto do Câncer Infantil as crianças tratadas nos centros de referência têm um resultado positivo no tratamento mais alto, chegando a 70% a sobrevida destes pacientes, para as crianças tratadas fora dos centros de referência a sobrevida cai para 30%. “Precisamos mudar o fluxo dos pacientes, levarmos mais informação ao atendimento básico sobre os primeiros sintomas” concluí o parlamentar.
 
"O que temos visto nas visitas aos centros de referência é que os 7 centros no RS realmente atendem a maioria, mas existe um grande grupo, principalmente entre adolescentes, que acabam ficando represados nestes centros de tratamento de adultos. Que não são apropriados para atender adolescentes, pois o câncer do infantil é completamente diferente do câncer adulto" afirmou o presidente da comissão sobre as visitas anteriores.
 
A comissão pretende a partir da finalização do relatório final fazer encaminhamentos que atendam pacientes e instituições voltadas para a Oncologia Pediátrica. "Não precisamos de bilhões de reais, mas precisamos de vontade política e organização. Muitas crianças com câncer seguem morrendo à toa ou para satisfazer interesses locais. Precisamos mostrar essa realidade e modificá-la" afirma o presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica.
 
Audiência Pública vai dar visibilidade as atividades da CECIA
Dia 19 de fevereiro no Espaço de Convergência Adão Pretto (térreo do Palácio Farroupilha – Praça Marechal Deodoro, 101 Porto Alegre/RS - Centro Histórico) a partir das 18h30 acontece a audiência pública da Comissão Especial do Câncer Infantil no RS que pretende prestar contas das atividades da CECIA e debater sobre os possíveis encaminhamentos a constarem no relatório final.
 
Para mais informações sobre a CECIA temos um hotsite dentro do portal da Assembleia Legislativa com informações completas sobre os 22 membros da CECIA e as atividades da comissão. http://www.al.rs.gov.br/legislativo/Comissoes.aspx?IdComissao=443
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