ARTIGO
O agro é o caminho
Edson Brum* | MDB - 08:34 - 26/05/2020

O Brasil será um dos primeiros países a retomar o crescimento financeiro ao fim da pandemia de coronavírus. O meu otimismo é baseado em uma solução simples, encontrada não apenas aqui no Vale do Taquari como em qualquer região de nosso Estado. Trata-se do agronegócio. Diante deste fato, cito cinco pontos que demonstram o quanto o setor se mostra competitivo: somos produtores de alimentos, temos uma agricultura competitiva, o mercado tem confiança em nosso país como fornecedor, há investimento constante em tecnologia nas propriedades rurais e o câmbio está favorável para as exportações.

Basta observarmos os resultados divulgados nesta semana pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Nos quatro primeiros meses de 2020, comparados com igual período do ano passado, as vendas externas da agropecuária brasileira tiveram um crescimento de 17,5% pela média diária.

Ao todo, a participação do agro passou de 18,7% em 2019 para 22,9% em 2020. Produtos como soja (16,3 milhões de toneladas), carne bovina (116 mil toneladas) e carne suína (63 mil toneladas) tiveram desempenho positivo nas vendas externas e quebraram recordes históricos de exportações em abril.

Diferentemente do quadro mundial, o Brasil manteve sua balança praticamente estável, segundo o Ministério da Economia. De janeiro a abril, as exportações totalizam US$ 67,833 bilhões e as importações, US$ 55,569 bilhões, com saldo positivo de US$ 12,264 bilhões e corrente de comércio de US$ 123,402 bilhões.

No contexto, houve aumento das exportações para a Ásia, que passou a representar 47,2% do total. Nem mesmo o impacto da pandemia sobre a economia chinesa afetou os nossos negócios com o país oriental, que cresceram 11,3% no período. Em dólares, a China comprou do Brasil o triplo do importado pelos Estados Unidos e o dobro demandado pela União
Europeia.

A carne suína foi o produto exportado pelos chineses que mais cresceu no primeiro quadrimestre em relação a 2019: 153,5%. Aliás, sabemos que a suinocultura tem relevância para a economia do Vale do Taquari e no quanto ela é baseada no agro. Também podemos citar a avicultura, a pecuária de leite e as agroindústrias como imprescindíveis para a região.

Com a projeção de o Brasil se firmar cada vez mais como fornecedor mundial do setor, a solução está bem diante de nós. Basta termos serenidade para cuidar da nossa saúde e da nossa economia. E acreditar que, muito em breve, o agronegócio se firmará como a mola propulsora para nos tirar desta crise.

* Deputado estadual

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