ARTIGO
Acidentes de trânsito: a pandemia que ninguém quer ver
Franciane Bayer* | PSB - 09:00 - 27/05/2020
Neste ano, chega ao fim a Década de Ação pela Segurança no Trânsito, campanha implementada pela ONU tendo como meta estabilizar e reduzir em até 50% os acidentes de trânsito no mundo. Na época, um estudo da Organização Mundial da Saúde havia estimado, em 2009, cerca de 1,3 milhões de mortes por acidentes de trânsito em 178 países.  Uma verdadeira pandemia. Os números, apesar de alarmantes, passavam despercebidos por muitos. Estamos falando de cerca de 112 mil pessoas perdendo a vida por mês. Só em nível de comparação, a Covid-19 até o momento matou, jogando para cima, cerca de 360 mil pessoas no mundo. Um estudo realizado pelo Observatório Nacional de Segurança no Trânsito apontou que em 20 anos do Código de Transito Brasileiro, completados em 2018, foram gastos R$ 650 bilhões em acidentes nas vias do país, o que daria para construir, segundo comparam, 22 mil novos hospitais ou quase triplicar o número de escolas.

O que gostaria alertar quanto a isto é que, diferente da Covid-19 que ainda não tem remédio ou vacina, o trânsito tem cura. E esta cura passa por educação, conscientização e respeito às leis de trânsito. Desde que a ONU lançou o desafio, o número de mortes no trânsito vem caindo. Estamos longe do ideal e é bem provável que o Brasil não consiga atingir a meta, mas qualquer redução dos números, na prática, representa vidas salvas.

Neste Maio Amarelo, mês dedicado a chamar atenção para o alto índice de mortos e feridos no trânsito, te convido a entrar em mais esta batalha pela vida. Combater esta guerra, seja através do exemplo e do respeito às leis, seja cobrando melhorias na legislação e na fiscalização, é um dever e uma obrigação de todos. Não podemos mais aceitar a violência no trânsito. São vidas perdidas, famílias destruídas, jovens e crianças que não chegarão à idade adulta. Um dos fatores que contribuem para isto é cultural. Tem a ver com a consciência e a responsabilidade individual, independente de governos, instituições ou terceiros.  

Encerro esta reflexão convidando a todos para lutarmos juntos por um trânsito mais seguro. “Perceba o risco, proteja a vida” é o slogan deste ano do Movimento Maio Amarelo. Que tenhamos, então, sabedoria para perceber e proteger uns aos outros.

*Deputada estadual, presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Trânsito Seguro 
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