COMUNICAÇÕES
Pronunciamentos na tribuna nesta quarta-feira
Letícia Rodrigues* - MTE 9373 | Agência de Notícias - 18:23 - 03/06/2020 - Foto: Joel Vargas
Confira o resumo dos pronunciamentos dos deputados durante o período das Comunicações da sessão extraordinária virtual do Parlamento gaúcho desta quarta-feira (3). 

Edegar Pretto (PT) aproveitou o momento para ressaltar a situação do país. Disse que observou dados divulgados pelo Ministério da Fazenda e verificou que, no mês de abril, foram registrados 800 mil empregos a menos. Destes 800 mil, 64.680 foram no Rio Grande do Sul. O deputado também ressaltou que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou que 17 milhões de lares brasileiros não contam com nem uma pessoa empregada formalmente e que estas famílias sobrevivem apenas com a renda do Bolsa Família ou previdenciária de algum integrante. Esta situação econômica, conforme Edegar, se acirra por conta da pandemia do coronavírus, mas é um processo que vem se agravando de 2014 para cá. Edegar finalizou afirmando que as atitudes do presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, vêm deixando a população estarrecida, principalmente, após a divulgação, em vídeo, da reunião ministerial. “Quando imaginaríamos que um ministro da Educação iria dizer aquelas palavras de baixo calão? Ou que o ministro do Meio Ambiente diria para aproveitar a pandemia para flexibilizar a legislação? Não podemos fazer de conta que não estamos vendo. O presidente da República está nos colocando no mapa da vergonha mundial pelo descaso com a vida. Precisamos unir forças para salvar o Brasil”, pontuou. 

Valdeci Oliveira (PT) abordou, em sua fala, o tema do auxílio emergencial do governo federal, que, segundo o parlamentar, precisa ter aprofundamento nas discussões do estado riograndense. Valdeci informou que já faz 60 dias que o programa foi instituído e que milhares de pessoas continuam em análise para receber o apoio financeiro. Em contraponto, pessoas que não estavam aptas a ganharem a assistência receberam o auxílio de R$ 600,00. O deputado ainda verificou, através da Lei de Acesso À Informação, que segundo um relatório do governo federal, que 30% das famílias gaúchas cadastradas no programa social do governo ainda não receberam a primeira parcela do auxílio emergencial. No mesmo relatório o deputado pegou a informação de que 40 mil gaúchos inscritos no Bolsa Família também não receberam a parcela mensal do programa. “Isso é um absurdo. Os pais e mães precisam ter o mínimo para colocar um pão no café da manhã para seus filhos. Peço para que o projeto que está tramitando na Casa de renda básica emergencial seja aprovado para que o Estado possa complementar a renda dessas famílias que não estão recebendo do governo federal”, finalizou.

Capitão Macedo (PSL) se solidarizou com os produtores de leite, que lançaram o “desafio do copo do leite”, do qual o parlamentar declarou ter participado. Macedo, no entanto, disse estar indignado com parte da imprensa que afirmou que o copo de leite “era um símbolo de opressão nazista”. Segundo o deputado, o único intuito do desafio era fazer com que a população consuma a bebida e fazer o governo voltar os olhos para esta classe. 

Zé Nunes (PT) reiterou estar preocupado com a diminuição dos atendimentos de saúde depois que iniciou a pandemia no RS. “O estado vai perder vidas que poderiam ser salvas pela omissão do governo estadual e dos setores de saúde no atendimento das doenças ‘comuns”, afirmou. Trouxe dados que mostram uma queda de 80% dos atendimentos para áreas da saúde. Sobre oncologia, o deputado também apresentou dados: as marcações de consultas especializadas na área de biopsias de próstatas, em março e abril, tiveram uma queda de 47%. Em mamografias bilaterais, a queda foi de 78%. Para colonoscopias a queda foi de 64%. "O nosso povo está morrendo por falta de atendimento. Vidas que poderiam ser salvas estão se perdendo porque o tratamento se atrasa e a desculpa é que, por conta do coronavírus, não dá para fazer exame, tratamento, consultas especializadas. O Estado tem que administrar a pandemia, mas não pode abandonar as demais áreas de saúde”, argumentou. 

*Com informações de André Lisboa, estagiário de Jornalismo

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