COMUNICAÇÕES
Pronunciamentos na tribuna nesta quarta-feira
Marinella Peruzzo* - MTE 8764 | Agência de Notícias - 16:27 - 24/06/2020 - Foto: Joel Vargas
Confira o resumo dos pronunciamentos dos deputados durante o período das Comunicações da sessão extraordinária virtual do Parlamento gaúcho desta quarta-feira (24).

Pepe Vargas (PT) criticou o governo estadual ao afirmar que o Estado vem fazendo caixa com os recursos destinados para o combate da Covid-19. Segundo o parlamentar, os recursos próprios do Estado foram definidos, em decreto publicado há 60 dias, em R$ 39 milhões. Deste montante, foram gastos somente 24% do valor. Pontuou também que o Ministério da Saúde repassou R$ 196 milhões de reais para o governo estadual e que, desta quantia, foram gastos somente R$ 12 milhões. O deputado afirmou que o Estado deve explicações para a sociedade gaúcha e que, com estes recursos, seria possível fazer testagens em massa no RS. 

Tiago Simon (MDB) disse ser importante a manifestação anterior do deputado Pepe Vargas (PT). Declarou que há muitas informações desencontradas e ressaltou a importância da Assembleia Legislativa exercer o seu papel fiscalizador neste caso. Citou o exemplo de Porto Alegre, que recebeu, segundo o deputado, R$60 milhões de reais do governo estadual e do Ministério da Saúde para combater a pandemia, mas que está fechado o comércio. "Se o dinheiro está em conta e não está sendo bem estruturado e utilizado isto é um problema", reiterou. Ao final, fez um apelo ao presidente da AL/RS, Ernani Polo (PP), para marcar uma reunião de emergência com o governador Eduardo Leite e a secretária de saúde, Arita Bergmann, para que eles atualizem os deputados em relação ao projeto de combate à pandemia. 

Thiago Duarte (DEM) seguiu no tema abordado pelos parlamentares que o antecederam na tribuna. Disse que Porto Alegre recebeu mais de R$ 100 milhões do governo federal, R$ 64 milhões do governo estadual e R$ 10 milhões do governo municipal, no entanto estava com dificuldade de leitos. Afirmou que a secretária estadual de Saúde, Arita Bergmann, havia dito aos deputados que, pela estratégia da prefeitura, a cidade não precisava de mais leitos. Porém, agora a realidade mostrava que precisavam, sim, de leitos. “E temos três hospitais fechados em Porto Alegre: o Parque Belém, com 250 leitos, o Álvaro Alvim, com 150 leitos, e a Beneficência Portuguesa, com 150 leitos”, disse. “São 550 leitos, mais 50 leitos de UTI”. Segundo o deputado, são leitos que impediriam a cidade de entrar na bandeira vermelha, por exemplo, ou em lockdown, mais adiante. “A prefeitura tem os hospitais, mas não está atuando adequadamente”, declarou. O deputado ainda criticou a retirada de R$ 3,123 milhões do Fundo Municipal de Saúde para serem aplicados em propaganda. Agora a desculpa da prefeitura, segundo ele, era que não havia médicos especialistas. “Cada vez é uma desculpa diferente”, lastimou.

Luiz Henrique Viana (PSDB), respondendo às críticas feitas pelo deputado Pepe Vargas, afirmou que o estado apresentava os melhores índices de transparência em relação ao combate ao coronavírus. Disse que o deputado era um administrador competente, que foi prefeito de Caxias do Sul, ministro e deputado, e sabia que não se podia gastar todo o dinheiro recebido ao mesmo tempo. Disse que o Rio Grande do Sul vinha sendo exemplo de planejamento e que a equipe do governo apresentava diariamente tudo o que estava sendo feito, assim como todo o planejamento existente, e que, com certeza, todos os recursos recebidos seriam aplicados no devido tempo. 

Fernando Marroni (PT) apelou que a Assembleia Legislativa e a bancada gaúcha no Congresso Nacional se unam em torno na formação de um movimento contrário a pretensão do Governo Federal em extinguir o Centro Nacional de Tecnologia Eletrônica Avançada (Ceitec), sediada em Porto Alegre. A estatal brasileira é a única empresa da América Latina que atua na fabricação de chips e semicondutores (utilizados na fabricação de componentes eletrônicos). Para o deputado Marroni, a medida governamental não tem razoabilidade. Ele alerta que se a extinção se concretizar, restarão perdidas todo o desenvolvimento de pesquisas, patentes e certificações científicas. Fernando Marroni afirmou que o argumento da geração de lucro é equivocado. "A concepção da Ceitec é de um empreendimento estratégico, criada não para dar lucro, mas para impulsionar a área de tecnologia e inovação", argumentou.

*Colaborou André Lisbôa.
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