COMISSÕES
CCDH promove audiência pública para exibição dos premiados no projeto Curta na Educação
Francis Maia - MTE 5130 | Agência de Notícias - 12:01 - 06/11/2020 - Foto: Reprodução Fotografia / ALRS
Projeto vencedor na categoria do do Ensino Médio
Projeto vencedor na categoria do do Ensino Médio
A Comissão de Cidadania e Direitos Humanos promoveu hoje (6), em audiência pública virtual, a exibição dos dois documentários vencedores da 9ª edição do Projeto Curta na Educação, uma iniciativa da Associação Nacional de Educação Católica (ANEC). O Colégio Maria Auxiliadora, de Canoas, venceu com o vídeo Olhares que promovem a vida, realizado pelos alunos do 7º ao 9º ano do Ensino Fundamental, e o Instituto Estadual Santo Tomás de Aquino, de Marau, saiu vitorioso com o documentário Sou #Amazônia, um olhar à biodiversidade. O projeto envolve escolas públicas e privadas do RS e toda a produção de vídeos de 2020 estará disponível no site Curta na Educação. 

A deputada Sofia Cavedon (PT) presidiu a audiência pública, que nesta 9ª edição foi realizada em modo virtual, tendo em vista os protocolos de prevenção do novo coronavírus. Os dois documentários foram exibidos pela TV Assembleia, que fez a transmissão ao vivo da audiência pública. No encerramento, Sofia Cavedon destacou a convocação dos jovens para que também sejam ouvidos pelos adultos, conforme sinalizaram em seus trabalhos audiovisuais, onde mostraram suas preocupações com as desigualdades sociais e a construção de um futuro inclusivo. 

Na exibição dos documentários premiados, cada um dos alunos das escolas detalharam os critérios que utilizaram para a construção do roteiro de trabalho e o desafio enfrentado com as limitações impostas pelo isolamento social. Olhares que promovem a vida foi construído pelos estudantes do Ensino Fundamental do Colégio Maria Auxiliadora, de Canoas, tendo em vista a experiência realizada por eles através de trabalho voluntário em lar de idosos, onde compartilharam os sentimentos provocados pela pandemia, o isolamento e a aceitação desta realidade como forma de proteger os outros. A produção dos estudantes manteve a conexão com os idosos através de entrevistas e cartas. 

Na categoria do Nível Médio, o documentário Sou #Amazônia, um olhar à biodiversidade, do 1º ano do Instituto Estadual Santo Tomás de Aquino, de Marau, dialogou com o tema buscando aproximar os 8 milhões de quilômetros quadrados da região brasileira e sua fragilidade diante das ameaças humanas, em especial as queimadas e o desmatamento. Os jovens buscaram referências da população ribeirinha, cujos depoimentos revelam os temores com o descaso governamental com 60% do território nacional, que a cada ano perde em média 30 mil espécies do seu ecossistema, resultado da fragilidade dos investimentos em pesquisa e das queimadas. A ideia foi mostrar que a biodiversidade da Amazônia, no norte do país, também existe nas dimensões menores em todas as regiões e tudo deve ser cuidado e preservado. 

Na edição do próximo ano, o Curta na Educação estará voltado para a temática do Diálogo, conforme anunciou a ANEC. 

Construção da cidadania
Ao abrir o evento, o reitor da Unilasalle e presidente da Associação Nacional de Educação Católica, Paulo Fossati, destacou a temática deste ano, voltada para a vida. Com a pandemia, o assunto ganhou dimensão mais intensa diante da exposição das dificuldades e limitações sociais para enfrentar o isolamento. Disse que abordar a vida é tema vinculado à ONU e aos direitos humanos, vinculados à pobreza, cuidados com os outros, e à proteção ambiental. Esse projeto entre os estudantes oportuniza a construção da cidadania e a preparação de lideranças que no futuro estarão em cargos de direção, afirmou Fossati. 

Pela SEDUC, Patrícia Rochelle destacou o incentivo aos projetos vinculados ao meio ambiente e voltados para os cuidados para um mundo mais sustentável. Elogiou a iniciativa que, conforme afirmou, oportuniza a construção de um pensamento coletivo de preservação. 

A presidente do Conselho Estadual de Educação, Márcia Adriana de Carvalho, referiu as 12 parcerias que viabilizam o projeto Curta na Educação, para envolver crianças e adolescentes na criação de temáticas reflexivas. Ao avaliar o valor e a dignidade da vida, seja pessoal, comunitária, social ou ecológica, do ponto de vista da educação, os jovens contribuem para fortalecer valores como a fraternidade e a solidariedade, observou. No final, elogiou o trabalho de todas as escolas participantes e adiantou que em 2021 o tema estará voltado para os “diálogos”. 
 
Outro parceiro do projeto, o presidente do SINEPE, Bruno Eizerik, comentou a importância da promoção da atividade mesmo com a pandemia, que promoveu alterações na dinâmica escolar. Disse que se trata de um “ano especial” e não perdido, como alguns analisam, elogiando a construção dos discursos audiovisuais das escolas participantes. 

Pela Defensoria Pública, Andreia Paz Rodrigues destacou o apoio ao projeto, cuja essência é a construção da cidadania. Pela Famurs, Jussara Dutra Vieira também avaliou a necessidade de resgate dos direitos, sejam humanos, sociais ou coletivos, e ambientais, oportunizando que os estudantes debatam esses valores nos projetos e produzam conteúdos para a sociedade. 

Construção dos conteúdos
Logo após a apresentação dos dois documentários premiados, aconteceu uma exposição dos autores, mediados pelos professores. Inicialmente, a coordenadora do Comite Estadual de Promoção da Vida e Prevenção do Suicídio, Andrea Volkmer, fez uma apresentação do trabalho realizado pela SEDUC nessa área, articulado com universidades e organizações da sociedade civil, voltado para estratégias de promoção da vida, envolvendo a comunidade escolar. 

Do Instituto Estadual Santo Tomás de Aquino, o jovem Vinícius Fabri contou a dinâmica adotada para a elaboração do documentário sobre a Amazônia, os estudos realizados e as dificuldades enfrentadas, em especial a acomodação do vasto conteúdo em apenas oito minutos de gravação. Luisa Bianchi, do Colégio Maria Auxiliadora de Canoas, disse que a vulnerabilidade social na pandemia foi a preocupação do grupo, uma vez que o isolamento provocou a exposição dessa realidade. Através do trabalho voluntário conseguiram olhar para as fragilidades dessas pessoas com mais empatia. 

Na segunda colocação, o Colégio Anchieta, de Porto Alegre, foi representado pelo jovem Mateus Caprio Girotto, que explicou a dinâmica adotada pelo seu grupo, buscando contato através de cartas para crianças na África ou com os negros americanos, para enfrentar questões como o racismo ou a exclusão social, realidades que também se repetem no Brasil. A professora Maria Helena Trevisol acompanhou o jovem, destacando o empenho da escola em participar do projeto. 

De Alegrete, a menina Antônia Bruni, do Colégio Divino Coração, relatou a construção do conteúdo produzido no documentário Janelas, a forma que encontraram para que cada um mostrasse o seu mundo a partir do isolamento social, com temas como depressão, angústia e solidão. 
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Comissão de Cidadania e Direitos Humanos, reunião virtual e audiência pública

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