CPI DOS MEDICAMENTOS
Presidente do Hospital Municipal de Novo Hamburgo preocupada com perda de recursos
Luciano Medina Martins - MTE 12262 | DEM - 13:56 - 10/08/2021 - Foto: Victor Franciscatto
Na tarde desta segunda-feira (9/08) a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Medicamentos e Insumos Covid-19 da Assembleia Legislativa do RS, representada pelo presidente, deputado Dr. Thiago Duarte (DEM), o vice-presidente, deputado Clair Kuhn (MDB), e o relator, deputado Faisal Karam (PSDB), realizou visita técnica ao Hospital Geral de Novo Hamburgo. Os deputados foram recebidos pela diretora presidente da Fundação de Saúde Pública de Novo Hamburgo, Tânia Terezinha da Silva. 

Segundo a presidente Tânia Terezinha graças à “atas de preços” o hospital teve condições de se defender da majoração dos custos gerais do hospital, que  ficaram na faixa de 25% a 30%. Ainda assim foram identificados aumentos significativos nos preços de medicações do Kit Intubação e nos EPIs. A presidente sugeriu que fosse realizado um certame licitatório pelo Governo do Estado com uma “ata em que os hospitais pudessem aderir”. O que garantiria preços compatíveis com as exigências das licitações públicas, entende Tânia Terezinha, que não registrou a realização ou proposição de venda casada. Na avaliação da presidente Tânia “os hospitais menores (no interior do Estado) se desesperaram com os pacientes intubados” por não terem expertise, não estarem “acostumados” a compra dos medicamentos e a um volume grande de pacientes necessitando de respiração mecânica. 

Em relação aos EPIs, Tânia Terezinha comentou que no início da pandemia “viraram artigo de luxo”, o custo de uma caixa de luvas ainda está no patamar de R$85, sendo que antes da pandêmica custava R$15. 

A maior dificuldade enfrentada pelo Hospital Geral de Novo Hamburgo foi a lotação do hospital que chegou a “mais de 140%”. “Eu nem imaginava o que significava um hospital com 140% de ocupação, hoje estamos com 40%”, relatou Tânia. “Nós todos estamos aprendendo” com a experiência da pandemia, avaliou a presidente.

O Hospital Geral conta com 258 leitos cadastrados no Cemes, sendo desses leitos de UTI. Em relação ao custeio Tânia avaliou que o valor dia de um leito de UTI está na faixa de R$3.500, “o que está acima do custeio, a prefeitura e a comunidade colaboram com a diferença”, explicou Tânia. “Temos um déficit orçamentário histórico, dede o início do hospital em 2014”, que na pandemia sofreu “incremento”, mas que “graças às emendas parlamentares Novo Hamburgo não vai ser prejudicada”, explicou completando que o paciente de Covid é de um tipo de alta complexidade  muito onerosa. “O grande problema são as defasagens nos custeios, por cirurgia cardíaca é pago 30% do que é gasto, os hospitais do Governo Federal ganham mais, não sei por que”, questionou a presidente.

A gestora do Hospital Geral de Novo Hamburgo está preocupada com o novo programa “Assistir” do Governo do Estado que poderá retirar 1 milhão e 700 mil Reais por mês do orçamento do Hospital. “Recebemos hoje o e-mail do Governo o que vimos é assustador, aumentaram as atribuições e reduziram as receitas, vamos sair perdendo muito, teremos que fazer uma defesa”, explicou Tânia Terezinha que ainda lembrou que o hospital “é porta de entrada” para a maioria dos pacientes da região.  Em relação às contas do hospital Tânia explicou que 75% das receitas são consumidas com folha de pagamento, “não podemos atrasar funcionários em plena pandemia, senão quebram-se as escalas”.

A presidente não registrou o recebimento de medicações do Governo do Estado, “aderimos ao programa e não recebemos”. O único recebimento de remédios foi uma pequena quantidade trazida pelo Exército no “início da pandemia”, também não registrou a falta de oxigênio mesmo com a necessidade de “intensa troca de torpedos”, relatou o grande aumento no consumo de oxigênio.
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