PRESIDÊNCIA
Presidente Gabriel Souza participa de debate sobre futuro dos partidos políticos em evento na AL
Letícia Rodrigues - MTE 9373 | Agência de Notícias - 16:45 - 21/10/2021 - Edição: Sheyla Scardoelli - MTE 6727 - Foto: Joel Vargas
Na tarde desta quinta-feira (21), o Plenarinho da Assembleia Legislativa sediou o debate Partidos Políticos no Século XXI: Tendências e Impasses para as democracias representativas. A atividade, realizada em formato híbrido, foi promovida pela AL, UFRGS e KAS Brasil.

O presidente do Parlamento gaúcho, deputado Gabriel Souza (MDB), foi um dos debatedores, junto com a professora de Pós-Graduação em Ciência Política da UFRGS e Centro de Estudos Europeus e Alemães (CDEA)/ UFRGS-PUCRS Silvana Krause e o professor do Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da UFRGS Paulo Peres. Antes do debate, houve abertura institucional do evento e, após, participação especial, em vídeo gravado, do professor e pesquisador Thomas Poguntke, um dos organizadores do livro Partidos Políticos: um enfoque transdisciplinar. 

Entre as questões em debate estiveram a fragmentação partidária, a crescente perda de representatividade dos partidos, a emergência de lideranças populistas e o problema da governabilidade. Elas foram levantadas a partir da fala de Poguntke e do conteúdo do livro, que analisa os partidos políticos europeus, com foco especial nos da Alemanha. 

Gabriel Souza acrescentou que, além dos aspectos discutidos por Poguntke, a nova forma de comunicação que a internet permite, criando uma utopia de descentralização da informação, acaba gerando bolhas. "Isso é terreno fértil para o populismo. E com ele vem a radicalização", avaliou. Ele citou o episódio de ontem (20), em que participantes da audiência pública promovida pela AL sobre a exigência de passaporte vacinal para acesso a atividades foram para a Câmara de Vereadores de Porto Alegre e geraram tumulto, inclusive mordendo um vereador. "É isso que gera likes", comparou. O parlamentar, que é secretário-geral do MDB gaúcho, também avaliou que o sistema político brasileiro incentiva a fragmentação, citando o voto em lista aberta no sistema proporcional e agora o financiamento de campanha de acordo com os deputados eleitos. Sobre a perda de representatividade dos partidos, analisou que há uma assimetria entre os partidos, que utilizam um modus operandi antigo, e a sociedade atual. 

Silvana Krause, que fez a leitura das perguntas dos participantes do evento, questionou se, no Brasil, a fragmentação dos partidos representa realmente a fragmentação da sociedade e as diferentes agendas ou seria uma estratégia de sobrevivência dos partidos, citando que na Alemanha os novos partidos realmente representam agendas específicas. Já sobre as lideranças populistas, defendeu que os partidos criem controles internos para evitar a situação. 

Paulo Peres explicou que, para ser eleito no sistema político do país, um candidato precisa de carisma, inserção pessoal e saber se comunicar com as massas. "Como competir e capturar votos sem lideranças carismáticas?", questionou. Ele também falou da emergência de partidos radicais mais à direita ou ultra direitistas, que acabaram abrindo espaços para lideranças populistas que, via de regra, são contra instituições de controle. Para ele, esse fenômeno é explicado, em parte, pelas falhas dos partidos políticos em fazer a intermediação da sociedade com o Estado. 
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Debate sobre o livro Partidos Políticos no Século XXI

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