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Solicito ao Secretário que proceda à chamada dos Deputados
para a verificação de quórum.
O Sr. Secretário Bancada do PT: Deputados Cecilia Hypolito, presente; Dionilso Marcon, presente; Edson Portilho, presente; Elvino Bohn Gass, presente; Ivar Pavan, presente; José Gomes, presente; Luciana Genro, presente; Luis Fernando Schmidt, presente; Maria do Rosário, presente; Ronaldo Zülke, presente; Roque Grazziotin, presente.
Bancada do PPB: Deputados Adolfo Brito (ausente); Érico Ribeiro, presente; Francisco Appio, presente; Frederico Antunes (ausente); João Fischer, presente; José Farret (ausente); Marco Peixoto (ausente); Maria do Carmo (ausente); Otomar Vivian (ausente); Valdir Andres (ausente); Vilson Covatti, presente.
Bancada do PTB: Deputados Abílio dos Santos, presente; Aloísio Classmann, presente; Edemar Vargas, presente; Eliseu Santos, presente; Iradir Pietroski, presente; Luis Augusto Lara (ausente); Manoel Maria, presente; Osmar Severo (ausente); Paulo Moreira (ausente); Sérgio Zambiasi, presente.
Bancada do PDT: Deputados Adroaldo Loureiro, presente; Ciro Simoni (ausente); Giovani Cherini (ausente); João Luiz Vargas (ausente); Kalil Sehbe, presente; Paulo Azeredo (ausente); Vieira da Cunha, presente.
Bancada do PPS: Deputados Bernardo de Souza, presente; Berfran Rosado, presente; Cézar Busatto, presente; Iara Wortmann, presente; Mário Bernd, presente; Paulo Odone (ausente).
Bancada do PMDB: Deputados Alexandre Postal, presente; Elmar Schneider, presente; Jair Foscarini, presente; José Ivo Sartori, presente; João Osório, presente.
Bancada do PFL: Deputados Germano Bonow (ausente); Onyx Lorenzoni (ausente).
Bancada do PSDB: Deputados Adilson Troca, presente; Jorge Gobbi, presente.
Bancada do PC do B: Deputada Jussara Cony, presente.
O SR. PRESIDENTE SÉRGIO ZAMBIASI (PTB) Presentes 38 Deputados, há quórum para deliberação.
Em discussão e votação o Projeto de Lei nº 238/2001, do Poder Executivo: Estima a Receita e fixa a Despesa do Estado para o exercício econômico-financeiro de 2002. Parecer: Favorável, da Comissão de Finanças e Planejamento. Relator: Deputado Adroaldo Loureiro, pela referida Comissão. Ao Projeto foram apresentadas 697 Emendas.
Há sobre a mesa o Requerimento, do Deputado Ivar Pavan, de preferência para a votação das Emendas com Parecer Favorável, das Emendas Indicativas e do texto do Projeto de Lei.
O SR. JOSÉ IVO SARTORI (PMDB) Sr. Presidente, nossa Bancada acompanhará o Relatório, como ficou decidido na Comissão de Finanças e Planejamento.
Acredito, no entanto, que deveríamos votar, antes do Orçamento do Estado, a Proposta de Emenda Constitucional nº 108/2001. Além de encaminharmos um Substitutivo, dentro dos trâmites normais, não solicitamos nenhuma outra medida no sentido de acelerar a votação da Proposta. Desde o primeiro semestre, antes da votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias e do Plano Plurianual, estamos aguardando essa votação.
A Proposta de Emenda Constitucional nº 108/2001 é um trabalho conjunto de vários Partidos desta Casa e tem por objetivo garantir, constitucionalmente, o cumprimento do Crédito Educativo, embora saibamos que dificilmente poderemos vencer o segundo turno de votação, mas preferimos arriscar, para que pelo menos o primeiro turno possa ser votado.
O SR. PRESIDENTE SÉRGIO ZAMBIASI (PTB) Deputado José Ivo Sartori, houve um acordo anterior estabelecendo as datas de votação do Orçamento: dias 22 na Comissão e 27 em plenário.
Podemos sugerir aos colegas Parlamentares que, logo após a votação do Orçamento, permaneçam em plenário para a votação da Proposta de Emenda Constitucional, que tem realmente um valor inestimável. Entretanto, a Mesa entende que o acordo anterior, de votação do Orçamento, deve ser preservado.
O SR. JOSÉ IVO SARTORI (PMDB) Não me cabe, Sr. Presidente, discordar da determinação de V. Exa., mas a ordem dos fatores altera o produto e o seu resultado.
O SR. PRESIDENTE SÉRGIO ZAMBIASI (PTB) Confio na sensibilidade de cada Bancada para que não se concretize a sua visão matemática do processo.
Em discussão o Projeto de Lei nº 238/2001. (pausa) Por solicitação do Deputado Adroaldo Loureiro, concedo a palavra a S. Exa. para discutir a matéria.
O
SR. ADROALDO LOUREIRO (PDT) Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados:
Inicialmente, devo dizer que este Relatório, já devidamente aprovado na Comissão de Finanças e Planejamento pela unanimidade de seus membros, é resultado de um exaustivo trabalho de análise e avaliação de cada uma das 676 Emendas recebidas dentro do prazo e analisadas à luz de critérios técnicos, bem como da Legislação pertinente.
A par disto, com o apoio das assessorias, dialogamos e negociamos com
todas as partes interessadas, visando a incorporar o máximo possível
de Emendas que pudessem enriquecer a Proposta Orçamentária
do Poder Executivo, sem desfigurá-la. Procuramos valorizar a atividade
parlamentar dentro das prerrogativas que possuem os Deputados de emendar
o Orçamento e prestigiar o Fórum Democrático, instrumento
de participação popular desta Casa Legislativa, acatando
as emendas populares.
Buscamos um entendimento, também, com o Poder Executivo, visando
a preservar a harmonia, o respeito e a interdependência entre os
Poderes, sustentáculo do regime democrático, e negociamos
com os parceiros do Fórum.
As Emendas da Famurs, por problemas técnicos, não haviam
sido aceitas pelo sistema de informática da Casa. Reunimo-nos com
os seus dirigentes no gabinete, com a participação do Presidente
desta Assembléia Legislativa, Deputado Sérgio Zambiasi,
e acolhemos suas principais demandas, dentre elas a Emenda que aumenta
de 11 milhões para 20 milhões de reais os recursos para
o transporte escolar, que beneficia todos os Municípios gaúchos.
Do Fórum dos Coredes, aprovamos uma Emenda que destina recursos
para os pólos de ciência e tecnologia das universidades do
Estado.
Para contemplar todas essas demandas importantes, construímos e
apresentamos 21 blocos de Emendas de Comissão, contendo esses blocos
77 ações, que foram aprovadas todas elas por unanimidade.
Estão ali incluídos 45 trechos de estradas e obras viárias,
sendo 21 de origem parlamentar e 24 de origem popular, cujos valores foram
readequados em patamares razoáveis, que permitem o início
das obras.
Estão contempladas, também, 21 ações na área
da saúde, sendo oito de Parlamentares e 13 de origem popular, beneficiando
principalmente hospitais, além das áreas da educação,
da agricultura, da segurança e da assistência social.
As demandas aprovadas totalizam 107 as 40 inicialmente com Parecer Favorável
mais as 67 contidas nos 21 blocos de Emendas de Comissão. Acrescentando-se
as 143 Emendas Indicativas, no nosso Relatório estão contempladas
260 Emendas, sendo 174 de origem parlamentar e todas as 86 de origem popular.
O Parecer tem o seguinte texto: Vem a esta Comissão Técnica
para exame e parecer o Projeto de Lei nº 238/2001, com Mensagem
Retificativa, RDI nº 078/2001, que estima a receita e fixa a
despesa do Estado para o exercício econômico-financeiro de
2002.
A proposta orçamentária em exame tem por base legal os arts.
149 a 156 da Constituição Estadual, as Leis Complementares
nºs 10.336, de 28 de dezembro de 1994, e a 101, de 4 de maio
de 2000, as Leis nºs 4.320, de 17 de março de 1964, bem
como a sua compatibilização com as Leis nºs 11.365,
de 5 de agosto de 1999 Plano Plurianual 2000-2003, n° 11.658,
de 2 de agosto de 2001, que dispõe sobre as diretrizes para elaboração
da Lei Orçamentária LDO para o exercício econômico-financeiro
de 2002, e o Decreto nº 39.349, de 29 de março de 1999.
A mensagem do Sr. Governador do Estado explicita a dinâmica de sua
elaboração através do Orçamento Participativo,
efetivada em assembléias públicas onde foram discutidas
e deliberadas as prioridades orçamentárias para o exercício
financeiro de 2002, definidas conforme quadros abaixo:
Prioridades Temáticas de Desenvolvimento do Rio Grande do Sul:
1º lugar, educação; 2º lugar, agricultura;
3º lugar, geração de trabalho e renda; 4º
lugar, transporte e circulação; 5 lugar, meio ambiente,
gestão ambiental e saneamento; 6 lugar, desenvolvimento do turismo;
7º lugar, ciência e tecnologia; 8º lugar, minas
e energia; e 9º lugar, gestão e ações de
qualificação no uso e ocupação do solo.
Prioridades Temas de Obras e Serviços no Estado: 1º lugar,
educação; 2º lugar, saúde; 3º lugar,
transporte e circulação; 4º lugar, agricultura;
5º lugar, segurança; 6º lugar, habitação;
7º lugar, gestão ambiental e saneamento; 8º lugar,
assistência social e promoção da cidadania; 9º
lugar, cultura; e 10º lugar, energia.
O orçamento do Estado para o ano de 2002 estima uma receita geral
de 12 bilhões, 93 milhões, 794 mil, 849 reais e uma despesa
geral no mesmo valor, com um déficit de 310 milhões de reais.
Ressalte-se que a economia gaúcha apresentou em 2000 um desempenho
superior à média nacional, devido fundamentalmente ao crescimento
da indústria de transformação e de eletricidade,
gás e água, resultando em um PIB global de 86,2 bilhões
de reais e um valor 'per capita' de 8 mil, 614 reais, representando taxas
de crescimento de 4,6% e 3,5%, respectivamente.
No entanto, esses índices não se refletiram numa maior ocupação
de postos de trabalho. Pelo contrário, representaram redução
do menor valor médio da remuneração dos trabalhadores
gaúchos, que, em dezembro de 1999, era de 730 reais e, em julho
de 2001, atingiu 681 reais.
A Assembléia Legislativa, sob a coordenação da Comissão
de Finanças e Planejamento, em parceria com a Famurs, os Coredes
e a UVERGS, através do Fórum Democrático, debateu
junto à sociedade gaúcha o orçamento de 2002, com
o objetivo de aprimorar a proposta oriunda do Poder Executivo, cumprindo
este roteiro de audiências públicas: Vacaria, em 3/10/2001;
Bento Gonçalves, em 3/10/2001; Encantado, em 4/10/2001; Cachoeira
do Sul, em 4/10/2001; Bagé, em 5/10/2001; Pelotas, em 5/10/2001;
Palmeira das Missões, em 8/10/2001; Ijuí, em 8/10/2001;
Itaqui, em 9/10/2001, e Porto Alegre, em 16/10/2001.
Nesse contexto, foram recebidas, na Comissão de Finanças
e Planejamento, 64 emendas populares, subscritas por entidades ou contendo
número mínimo de assinaturas necessárias à
sua formalização, que, somadas com as 575 emendas apresentadas
pelos Srs. Parlamentares, totalizam 676 emendas protocoladas, das quais
37 foram retiradas.
O orçamento de 2002 pode ser melhor visualizado através
de seus grandes números, que estão assim distribuídos:
Receitas da Administração Direta. Receitas Correntes 10
bilhões, 206 milhões, 269 mil, 357 reais; Receitas de Capital
650 milhões, 177 mil, 136 reais; Total da Administração
Direta 10 bilhões, 856 milhões, 446 mil, 493 reais; Transferência
do Detran para a Administração Direta 78 milhões,
36 mil, 566 reais; Total da Administração Direta, incluídas
transferências do Detran para a Administração Direta
10 bilhões, 934 milhões, 483 mil e 59 reais.
Receitas das Autarquias, incluídas as contribuições
ao IPE e excluídas as demais transferências do Tesouro. Receitas
Correntes 1 bilhão, 149 milhões, 417 mil, 566 reais; Receitas
de Capital 16 milhões, 383 mil reais; Total das Autarquias
1 bilhão, 165 milhões, 800 mil e 566 reais; Transferência
do Detran para a Administração Direta 78 milhões,
36 mil, 566 reais; Total das Autarquias, excluídas transferências
do Detran para a Administração Direta 1 bilhão,
87 milhões, 764 mil reais.
Receitas das Fundações, excluídas as transferências
do Tesouro. Receitas Correntes 66 milhões, 11 mil, 240 reais;
Receitas de Capital 5 milhões, 536 mil, 550 reais; Total das
Fundações 71 milhões, 547 mil, 790 reais; Total
Geral Bruto da Receita 12 bilhões, 93 milhões, 794 mil,
849 reais; Transferências ao IPE da Administração
Direta e Indireta 201 milhões, 466 mil e 44 reais; Total Geral
Consolidado da Receita 11 bilhões, 892 milhões, 328 mil,
805 reais.
Despesas da Administração Direta. Despesas Correntes 8
bilhões, 704 milhões, 757 mil,713 reais; Despesas de capital
1 bilhão, 224 milhões, 658 mil, 874 reais; Investimentos
329 milhões, 972 mil, 259 reais; Amortização da
dívida 654 milhões, 607 mil, 427 reais; Outras despesas
de capital 240 milhões, 79 mil, 188 reais Reserva de Contingência
184 milhões, 429 mil, 890 reais; Total da Administração
Direta: 10 bilhões, 113 milhões, 846 mil, 477 reais.
Despesas das Autarquias. Despesas Correntes 1 bilhão, 142 milhões,
538 mil, 220 reais; Despesas de Capital 448 milhões, 209 mil
e 16 reais; Total das Autarquias 1 bilhão, 590 milhões,
747 mil, 236 reais.
Despesas das Fundações. Despesas Correntes 340 milhões,
221 mil, 718 reais; Despesas de Capital 48 milhões, 979 mil,
418 reais; Total das Fundações 389 milhões, 201
mil, 136 reais; Total Geral Bruto da Despesa 12 bilhões, 93 milhões,
794 mil, 849 reais.
Contribuições ao IPE da Administração Direta
e Indireta 201 milhões, 466 mil e 44 reais; Total Geral Consolidado
da Despesa 11 bilhões, 892 milhões, 328 mil, 805 reais.
No que diz respeito às dotações orçamentárias
da Assembléia Legislativa, do Poder Judiciário, do Ministério
Público e do Tribunal de Contas, cabe ressaltar que os valores
propostos foram objeto de acordo entre as partes, acompanhado pela Comissão
de Finanças e Planejamento da Assembléia Legislativa, atendendo
os preceitos constitucionais, ficando assim constituído: Despesa
relativa aos outros Poderes. Poder Judiciário. Pessoal e Encargos
558 milhões de reais; Outras Despesas Correntes 60 milhões,
336 mil, 485 reais; Despesas de Capital 29 milhões, 171 mil,
308 reais; totalizando, para o Poder Judiciário, 647 milhões,
507 mil, 793 reais.
Ministério Público. Pessoal e Encargos 170 milhões
de reais; Outras Despesas Correntes 12 milhões, 502 mil reais;
Despesas de Capital 15 milhões de reais; totalizando, para o
Ministério Público, 197 milhões, 502 mil reais.
Poder Legislativo. Pessoal e Encargos 256 milhões, 399 mil reais;
Outras Despesas Correntes 40 milhões, 849 mil e 800 reais; Despesas
de Capital 4 milhões, 793 mil, 300 reais; totalizando 302 milhões,
42 mil e 100 reais para o Poder Legislativo.
Assembléia Legislativa. Pessoal e Encargos 160 milhões,
694 mil reais; Outras Despesas Correntes 35 milhões, 340 mil
reais; Despesas de Capital 2 milhões, 950 mil reais; totalizando,
para a Assembléia Legislativa, 198 milhões, 894 mil reais.
Tribunal de Contas. Pessoal e Encargos 95 milhões, 705 mil reais;
Outras Despesas Correntes 5 milhões, 509 mil e 800 reais; Despesas
de Capital 1 milhão, 843 mil e 300 reais; totalizando, para o
Tribunal de Contas, 103 milhões, 58 mil e 100 reais.
Total de Despesas Relativas a outros Poderes. Para Pessoal e Encargos
984 milhões, 399 mil reais; Para outras Despesas Correntes
113 milhões, 688 mil, 285 reais; Para Despesas de Capital 48
milhões, 964 mil, 608 reais; com um total de recursos destinados
aos outros Poderes de 1 bilhão, 147 milhões, 51 mil, 893
reais.
Integram o Projeto de Lei nº 238/2001, os anexos:
1. Demonstrativo consolidado da receita por fontes e seu detalhamento
por tipo de administração Direta, Autarquia e Fundacional
Anexo I;
2. Demonstrativo da despesa por órgão Anexo II;
3. Programa de trabalho de cada unidade orçamentária Anexo
III;
4. Relação dos projetos com recursos do Tesouro vinculados
por lei Anexo IV;
5. Demonstrativo da receita por fonte e despesa por função
Anexo V;
6. Demonstrativo da receita e da despesa, segundo as categorias econômicas
Anexo VI;
7. Demonstrativo de investimentos de interesse geral e regional discriminados
por projeto e por obra, com a indicação da origem dos recursos
Anexo VII;
8. Demonstrativo dos investimentos de interesse geral e regional em equipamentos,
exceto os destinados aos serviços meios, discriminados por tipo
de equipamento com indicação da origem dos recursos Anexo
VIII;
9. Demonstrativo das despesas com prestação de serviços
fins e de serviços meios, discriminados por atividade Anexo
IX;
10. Demonstrativo da despesa por órgãos, segundo as categorias
econômicas Anexo X;
11. Demonstrativo da origem e base legal dos recursos federais, repassados
ao Orçamento do Estado, para programas federais, bem como das obras
e financiamentos com recursos federais no Orçamento do Estado;
12. Demonstrativo da compatibilidade da programação do Orçamento
com os objetivos e metas fiscais.
Na análise e avaliação das 676 Emendas apresentadas,
esta Relatoria utilizou critérios eminentemente técnicos
e legais.
O exame das Emendas baseou-se em três premissas: preservação
das prioridades e da estrutura definida pelo Orçamento Participativo,
em respeito à forma como o Governo elaborou a sua proposta orçamentária;
inclusão das Emendas originadas das discussões do Fórum
Democrático, quando de sua interiorização através
da Comissão de Finanças e Planejamento; e a valorização
do Poder Legislativo, através do acolhimento de Emendas de origem
Parlamentar.
Diante desses critérios de sistematização, um grande
número de Emendas apresentadas não se adequaram aos princípios
estabelecidos. No entanto, reconhecendo que se constituem em demandas
legítimas das comunidades, essas Emendas constituirão um
bloco que denominamos de Indicativas e Prioritárias para exame
do Poder Executivo que as receberá na forma de um anexo a esta
Lei aprovada.
Outros dois conjuntos foram formados: o das Emendas com Parecer Favorável,
que satisfizeram os preceitos legais e adequaram-se tecnicamente ao Projeto
de Lei nº 238/2001, e as Emendas com Parecer Contrário,
que, por problemas de elaboração técnica ou de desfiguração
da Proposta Orçamentária, devem ser rejeitadas por esta
Comissão.
Saliente-se que diversas Emendas populares, protocoladas ou não,
e de Parlamentares e também um conjunto de Emendas da Famurs e
do Fórum dos Coredes integrarão Proposta de Emenda de Comissão
por iniciativa desta Relatoria.
Dessa forma, a análise das 697 Emendas resultou nos quadros que
se seguem abaixo.
Número de Emendas com Parecer Favorável Quadro Final do
Relatório: 61 Emendas, sendo 40 originais e 21 Emendas de Comissão.
Estas Emendas são as de nºs 1, 4, 28, 72, 74, 75, 77,
104, 109, 115, 121, 145, 176, 204, 205, 206, 225, 232, 253, 254, 285,
300, 326, 328, 359, 361, 362, 392, 394, 398, 403, 405, 488, 505, 582,
586, 587, 589, 599, 645, 677, 678, 679, 680, 681, 682, 683, 684, 685,
686, 687, 688, 689, 690, 691, 692, 693, 694, 695, 696 e 697.
Número de Emendas com Parecer Contrário: 449 Emendas. Não
vou ler os seus números uma por uma, pois serão devidamente
transcritas na Ata desta Sessão.
Número de Emendas retiradas: 38 Emendas. Número de Emendas
Prejudicadas: 6 Emendas. Número de Emendas Indicativas: 143 Emendas.
A síntese dos pareceres acima consignados resulta em um total de
61 Emendas com Parecer Favorável, contendo 117 demandas. Têm
Parecer Contrário 449 Emendas, 38 Emendas retiradas, 6 Emendas
Prejudicadas e 143 Emendas Indicativas, as quais serão objeto de
um anexo a ser enviado ao Poder Executivo para exame de prioridades.
Dessa forma, efetivamos o aproveitamento de 260 Emendas, sendo 174 Emendas
de origem parlamentar e 86 Emendas de origem popular.
Na condição e com a responsabilidade de Relator, procurei
preservar as prioridades do Poder Executivo e acolher as proposições
que aprimoraram e enriqueceram o Orçamento proposto para o ano
de 2002, aproximando-o ainda mais das expectativas da sociedade rio-grandense,
sendo o meu Parecer Favorável ao Projeto de Lei n° 238/2001
e à RDI nº 78/2001 já devidamente aprovado na
Comissão de Finanças e Planejamento, competentemente presidida
pela colega Deputada Cecilia Hypolito.
Com isso, recomendo a este plenário a aprovação do
Parecer para que seja este Projeto devolvido, dentro do prazo legal, ao
Poder Executivo, que tem a responsabilidade de executá-lo.
Lido o Relatório e o Parecer, Sr. Presidente. (Não revisado
pelo Orador. )
O SR. PRESIDENTE SÉRGIO ZAMBIASI (PTB) Continuam em discussão
o Projeto de Lei n° 238/2001 e suas Emendas. (pausa) Por solicitação
da Deputada Cecilia Hypolito, concedo a palavra a S. Exa. para discutir
a matéria.
A
SRA. CECILIA HYPOLITO (PT) Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados:
Minha saudação a todos que prestigiam a nossa Sessão
de hoje e aos que nos assistem pela TV Assembléia.
Registro a presença de representantes do Conselho do Orçamento
Participativo, do Sr. Coordenador Estadual do Gabinete de Orçamento
e Finanças, Ubiratan de Souza, e da Sra. Coordenadora Estadual
do Gabinete de Relações Comunitárias, Iria Charão.
O Projeto de Orçamento para 2002, enviado pelo Poder Executivo
ao Legislativo, foi elaborado a partir de um amplo debate com a sociedade,
do qual participaram 378 mil pessoas, em 735 assembléias públicas
do Orçamento Participativo.
Em uma concepção de que, se a população paga
os impostos, os recursos públicos não são de um ou
de outro governante, mas sim da população, essa população,
portanto, tem direito de definir e eleger as suas prioridades.
O Orçamento foi elaborado definindo recursos na área de
serviços e obras, bem como a partir de temáticas prioritárias
de desenvolvimento, com recursos de 2 bilhões e 700 milhões
de reais destinados à educação, de 777 milhões
de reais à segurança, de 637 milhões de reais à
saúde e, em torno, de 294 milhões de reais à agricultura.
No momento em que o Projeto chegou a esta Casa, a Comissão de Finanças
e Planejamento, de imediato, estabeleceu um processo de discussão
com a população através do Fórum Democrático,
que foi instituído pela Assembléia Legislativa. Nessa oportunidade,
já com a Relatoria do Deputado Adroaldo Loureiro, desenvolvemos
10 audiências públicas pelo interior do Estado do Rio Grande
do Sul, realizando uma nova rodada de discussão sobre o Orçamento.
O Deputado Adroaldo Loureiro, a quem cumprimento neste momento pelo trabalho
realizado, conseguiu respeitar as prioridades eleitas pela população
para o Orçamento Participativo, bem como teve a sensibilidade de
estabelecer um diálogo com todas as Bancadas. Ele conversou com
os Deputados que haviam apresentado Emendas, consultou as deliberações
do Fórum Democrático, garantindo que as Emendas Populares
pudessem ser apreciadas e aprovadas no seu Relatório, que obteve
aprovação unânime dos membros da Comissão de
Finanças e Planejamento.
Deputado Sérgio Zambiasi, votamos esse Relatório, na semana
passada, no dia 22, na Comissão de Finanças e Planejamento.
Conforme já foi informado pelo Deputado Adroaldo Loureiro, o Relatório
recebeu 40 Emendas, finalizando com um total de 61 Emendas, tendo em vista
aquelas propostas pelo Deputado Adroaldo Loureiro e aprovadas pela Comissão
de Finanças e Planejamento.
A Bancada do Partido dos Trabalhadores aprovou esse Parecer, bem como
o bloco das Emendas Favoráveis, porque compreendemos que o Relatório
do Deputado Adroaldo Loureiro respeitou o Orçamento Participativo
decidido pela população no Estado do Rio Grande do Sul.
É lógico que, como votamos essas Emendas em bloco, nosso
voto foi favorável com restrições. Das 61 Emendas
aprovadas, 14 foram aprovadas plenamente. Quero registar as Emendas que
foram aprovadas com restrições, pois, caso algumas delas
sejam vetadas, a nossa Bancada terá possibilidade de trabalhar
em parceria com o Governo do Estado.
O SR. PRESIDENTE SÉRGIO ZAMBIASI (PTB) Deputada, o tempo de V.
Exa. já está ultrapassado. (pausa) Por solicitação
da Oradora, concedo o tempo de uma comunicação de líder
a S. Exa.
A SRA. CECILIA HYPOLITO (PT) Citarei as Emendas aprovadas com restrições
pela nossa Bancada, para que fique registrado na ata desta Sessão.
São as Emendas nºs: 4, 28, 109, 204, 145, 206, 232, 253,
254, 285, 300, 326, 328, 359, 361, 392, 394, 398, 403, 405, 488, 505,
586, 587, 589, 599, 645, 678, 679, 680, 681, 682, 683, 684, 685, 686,
687, 688, 689, 690, 691, 692, 693, 694, 695, 696 e 697. Não faremos
nenhum destaque para que o Relatório do Deputado Adroaldo Loureiro
seja aprovado na íntegra também por este plenário.
Sr. Presidente, o Projeto foi votado na Comissão e, hoje, está
sendo apreciado no plenário. Temos a convicção de
que será aprovado tanto o Relatório do Deputado, quanto
o Orçamento enviado pelo Governador Olívio Dutra. A Comissão
de Finanças e Planejamento cumpriu o seu papel ao respeitar os
prazos, garantindo que o Projeto seja votado hoje, publicado amanhã,
e enviado ao Governo do Estado nos prazos legais, até o dia 30
de novembro, sexta-feira, conforme exige a legislação.
Consideramos importante a realização desse processo, o qual
possibilitou um diálogo entre a Bancada do Governo e as Bancadas
da Oposição, fruto do trabalho de articulação
política e muito embasamento técnico e legal do Deputado
Adroaldo Loureiro e de sua assessoria. Aproveito este momento para, mais
uma vez, cumprimentar o Deputado. (Não revisado pela Oradora.)
O SR. PRESIDENTE SÉRGIO ZAMBIASI (PTB) Continuam em discussão
o Projeto de Lei nº 238/2001 e suas Emendas. (pausa) Não
havendo manifestação de mais nenhum dos Deputados, encerro
a discussão.
Em votação o Requerimento do Deputado Ivar Pavan, de preferência
para a votação, em bloco, das Emendas com Parecer Favorável,
das Emendas com Parecer Indicativo e do texto do Projeto de Lei nº
238/2001. Solicito aos Deputados que registrem seu voto.
(Procede-se à votação pelo painel eletrônico.
)
Partido UF PARLAMENTAR VOTO
PTB RS MANOEL MARIA S
PPB RS FRANCISCO ÁPPIO S
PPB RS FREDERICO ANTUNES S
PPB RS JOÃO FISCHER S
PPB RS JOSÉ FARRET S
PPB RS MARCO PEIXOTO S
PPB RS MARIA DO CARMO S
PPB RS OTOMAR VIVIAN S
PPB RS VALDIR ANDRES S
PPB RS VILSON COVATTI S
PMDB RS ALEXANDRE POSTAL S
PPS RS BERFRAN ROSADO N
PPS RS CÉZAR BUSATTO N
PMDB RS ELMAR SCHNEIDER S
PPS RS IARA WORTMANN N
PMDB RS JAIR FOSCARINI S
PMDB RS JOÃO OSÓRIO S
PMDB RS JOSÉ IVO SARTORI S
PC DO B RS JUSSARA CONY S
PPS RS MARIO BERND N
PT RS RONALDO ZULKE S
PTB RS EDEMAR VARGAS S
PTB RS ELISEU SANTOS S
PTB RS IRADIR PIETROSKI S
PTB RS LUIS AUGUSTO LARA S
PPB RS ADOLFO BRITO S
PTB RS PAULO MOREIRA S
PDT RS ADROALDO LOUREIRO S
PDT RS CIRO SIMONI S
PDT RS GIOVANI CHERINI S
PDT RS JOÃO LUIZ VARGAS S
PDT RS KALIL SEHBE S
PDT RS PAULO AZEREDO S
PT RS CECÍLIA HYPÓLITO S
PT RS DIONILSO MARCON S
PT RS EDSON PORTILHO S
PT RS ELVINO BOHN GASS S
PT RS IVAR PAVAN S
PT RS LUCIANA GENRO S
PT RS LUIS F. SCHMIDT S
PT RS MARIA DO ROSARIO S
PT RS JOSÉ GOMES S
PT RS ROQUE GRAZZIOTIN S
PPS RS BERNARDO DE SOUZA N
PSDB RS ADILSON TROCA S
PSDB RS JORGE GOBBI S
PFL RS GERMANO BONOW S.
O SR. PRESIDENTE SÉRGIO ZAMBIASI (PTB) Com 42 votos favoráveis
e 5 votos contrários, está aprovado o Requerimento do Deputado
Ivar Pavan.
Com satisfação, registro a presença de alunos da
Escola Estadual São Domingos Sávio, de Flores da Cunha,
sob a coordenação da Professora Eliana Gavazzoni, e de 40
alunos da Escola Municipal Jair de Moura Calixto, de Nonoai, sob a coordenação
da Professora Madalena. Sejam todos bem-vindos. Os Deputados e os funcionários
desta Casa fazem votos de que nossos visitantes levem daqui a melhor imagem.
Em votação, em bloco, as Emendas com Parecer Favorável
da Comissão de Finanças e Planejamento. (pausa) Por solicitação
do Deputado Bernardo de Souza, concedo a palavra a S. Exa. para encaminhar
a votação da matéria.
O
SR. BERNARDO DE SOUZA (PPS) Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados:
Este Requerimento, aprovado, empurra a votação das Emendas
por etapas, tal qual está no Parecer do Relatório.
Faço uma manifestação, que gostaria que fosse aguda,
de apontamento de profundas distorções nas finanças
do Estado e no Orçamento do Estado, o que não significa
nenhuma crítica pessoal ao nobre Deputado Adroaldo Loureiro, autor
do Parecer e Relator, que fez um trabalho com esmero, qualidade, dedicação
e, tenho a certeza, com grande esforço.
Temos de registrar que a situação do Estado fica cada vez
pior do ponto de vista financeiro. É bem verdade, antes que alguém
acuda a esta tribuna e venha dizer isto, que historicamente o Poder Público
estadual apresenta uma situação de déficit.
Progressivamente, este déficit vem sendo aumentado; progressivamente,
a situação financeira se deteriora. Vamos aos números,
aborrecidos, mas essenciais. Neste Projeto de Orçamento, que daqui
a alguns minutos será aprovado, está declarado um déficit
de 310 milhões de reais. São 310 milhões de reais!
Alguém poderá dizer que é pouco. Seria bom que fosse
pouco, se fosse apenas isto mas há mais, e muito mais. Pior do
que isto, muito mais.
No balanço do Estado do ano de 2000, documento oficial, página
114, inclusive com um gráfico colorido, está apontado um
déficit, daquele exercício, de mais 2 bilhões de
reais. Não é nenhum Deputado que está dizendo isto.
Está no relatório, com a prestação de contas
e com o Balanço Geral do Estado do ano de 2000.
Para o ano de 2001, ainda não encerrado, na mais maravilhosa das
hipóteses, haverá um déficit de 600 milhões
de reais. Se juntarmos ao déficit acumulado de 2000, teremos 2
bilhões e 600 milhões de reais.
Só existem duas formas de cobrir os buracos, as deficiências
decorrentes dos déficits: ou um superávit, que não
houve, não está havendo, não haverá no ano
que vem; ou uma previsão orçamentária para o seu
pagamento, que não houve, não há, e não está
havendo.
Mas não pára aí: é preciso lembrar que, neste
Orçamento que será aprovado daqui a alguns minutos, há
uma superestimação da Receita por conta de antecipação
"iluminada" entre aspas de possíveis transferências da
União, que desejamos e subscrevemos eu pessoalmente subscrevi
apoiando a iniciativa da Secretaria dos Transportes para a indenização
do Estado com despesas que fez em rodovias federais. Mas essa é
uma pendência que se arrasta há muitos anos, e os recursos
nunca chegaram aos cofres públicos. Não há nenhum
indicativo gostaria que viesse esse dinheiro e ficarei feliz se vier
de que este recurso virá, pelo que, posso dizer com segurança,
é uma superestimação de Receita de 617 milhões
de reais.
Mas, há mais, e pior ainda: há uma subestimação
da Despesa não é na área de pintura de prédios,
de compra de imóveis ou de veículos, que bem poderiam não
ser comprados, pintados, nem reformados. Esse fato ocorre na área
de pagamento de pessoal, onde não estão incorporados sequer
os cálculos correspondentes a aumentos já aprovados por
esta Assembléia. E aí estão faltando 431 milhões
de reais.
São 617 milhões de reais de Receita superestimada. São
431 milhões de reais de Despesas subestimadas. Já passamos
de 1 bilhão de reais. Se agregarmos os 2 bilhões de reais
do déficit declarado no Balanço de 2000, são 3 bilhões
de reais. Se agregarmos o déficit deste ano, de aproximadamente
600 milhões de reais, e o déficit programado para o ano
que vem, passamos dos 4 bilhões de reais. Esta é a triste
realidade orçamentária do Estado.
O SR. PRESIDENTE SÉRGIO ZAMBIASI (PTB) Deputado, o tempo de V.
Exa. já está ultrapassado. (pausa) Por solicitação
do Orador, concedo o tempo de uma comunicação de líder
a S. Exa.
O SR. BERNARDO DE SOUZA (PPS) Isto está a evidenciar que a situação
financeira do Estado é das mais graves, das mais atrozes, razão
pela qual, ou razões pelas quais a Bancada do PPS, na Comissão
de Finanças e Planejamento, quando foi discutido e votado o Parecer
do nobre Relator, já apontou essas deformações.
Naquele dia, naquele momento, naquela oportunidade, declaramos e quero
repetir aqui que não queríamos eventualmente ser responsáveis
pela rejeição da Proposta Orçamentária, pelo
que votamos, na Comissão de Finanças e Planejamento desta
Casa, favoravelmente, com restrições, ao Parecer e produzimos
uma declaração de posição, que foi inserida
nos anais, em que consta isso tudo.
Mas há dados ainda mais graves, Sr. Presidente. Em todos esses
pouco mais de 4 milhões de reais, não estão incluídos
os precatórios que o Governo do Estado deve. São 233 milhões
de reais que não estão programados no Orçamento.
Se agregarmos o Projeto de Lei recentemente aprovado por esta Assembléia
Legislativa, pelo qual o Poder Executivo se apossará dos recursos
correspondentes aos depósitos judiciais em ações
relativas a tributos estaduais, a isso, terei uma pergunta a fazer: quem
pagará o rendimento daqueles depósitos?
Pois se os depósitos são feitos no Banco do Estado, como
determinava a Lei de agosto; mas se esse Banco fica obrigado pela nova
Lei a repassar os recursos ao Poder Público, não poderá
pagar os rendimentos porque não estará com esses recursos
e não poderá fazer a sua aplicação. E o Estado,
que passará a ser o responsável pelos rendimentos, não
tem um único centavo previsto no Orçamento para dar cobertura
a essa despesa. Não sei a quanto montará esse rendimento
no ano de 2002, pois não está no Orçamento, não
está computado nos 4 bilhões de reais.
E, segundo declarações transversais, sinuosas, que apareceram
acerca o montante dos depósitos judiciais, isso significaria 130
milhões de reais. Os rendimentos previstos por Lei Estadual vão
levar alguns milhões no ano de 2002.
Mas não paramos aí. No exercício de 2000, foi feito
o empenho de algo em torno de 87 milhões de reais por conta das
denominadas promoções do Magistério, que é
bem verdade eram devidas há muitos anos por Governos passados,
mas que são encargos do Poder Público.
Esse empenho feito no ano 2000 não se transformou em pagamento,
e esse valor, porque empenhado naquele ano, foi incorporado ao cálculo
do dever do Estado de investir 35% de sua Receita Corrente Líquida
em educação. Mas, quando este Governo vier a pagar o que
não acredito que possa fazer no ano de 2002, ou o governo que o
fizer , não poderá abater 87 milhões de reais da
conta dos 35%, porque antes calculados e incorporados. Quem empenha inclui
no percentual da educação; quem paga, se é no outro
exercício, não inclui.
Peço desculpas, nobres Deputados, pelo aborrecimento que sei que
causo ao falar em números. Entretanto, sinto-me na obrigação
de cumprir o dever imperioso de apontar dados para dizer que um Orçamento
que está estimado em 12 bilhões de reais, este que será
aprovado daqui a alguns minutos, aponta um déficit de pelo menos
4 bilhões de reais. Muito obrigado. (Não revisado pelo Orador.)
O SR. PRESIDENTE SÉRGIO ZAMBIASI (PTB) Em votação,
em bloco, as Emendas com Parecer Favorável. (pausa) Por solicitação
do Deputado Mário Bernd, concedo a palavra a S. Exa. para encaminhar
a votação da matéria.
O
SR. MÁRIO BERND (PPS) Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados:
O Orçamento, Projeto de Lei encaminhado pelo Governo Olívio
Dutra, repete em tudo o que observamos nos dois primeiros anos de sua
administração. Além de ser um Orçamento que
superestima a Receita, subestima a Despesa. E a mais grave das subestimações
de despesas é em relação ao salário dos servidores.
Não está contido, por exemplo, neste Projeto e o Governo
não se preocupa com isso , como será coberto o déficit
monstruoso do caixa único. Não há nenhuma alusão
aos mais de 1 bilhão e 200 milhões de reais que temos como
déficit.
Além disso, este Projeto, que será transformado em lei em
poucos momentos, demonstra que mais uma vez todas as Emendas, sejam elas
do ornamento manipulativo ou do Orçamento Participativo, serão
desconsideradas, desmoralizadas, o mesmo ocorrendo com as Emendas apresentadas
pelo Fórum Democrático.
Portanto, Sr. Presidente, registro aqui meu voto contrário, juntamente
com o da Bancada do PPS, já anunciado pelo nosso Líder,
Deputado Bernardo de Souza, porque este é um Projeto medíocre,
com a mesma dimensão deste Governo, que repete, ano após
ano, uma forma medíocre de elaborar um projeto de Orçamento,
já sabendo que não será cumprido.
Sabemos, pois, que, no primeiro trimestre do próximo ano, teremos
um pedido de suplementação orçamentária. Verbas
serão realocadas, haverá receitas a maior, sem que haja
nenhum tipo de cobertura e de previsão.
O Governo deu entrada nesta Casa, ontem, a um novo Projeto prevendo aumento
de impostos, que, mascarado sob outra denominação, também
não tem sua previsão no Projeto de Lei do Orçamento.
Portanto, o que se dizia, que o Orçamento era uma ficção,
foi consagrado definitivamente pelo Governo Olívio Dutra. Só
que, além da ficção, há a manipulação,
a suplementação, o engodo, a superestimação
de receitas que não acontecerão, a subestimação
de despesas que, em seguida, justificarão novamente mais um projeto
do Governo para tentar aumento de impostos e mais uma incompetência
do Executivo ao não repassar, por exemplo, recursos para a saúde
eles dizem que o Programa Municipalização Solidária
da Saúde é extraordinário.
Trata-se de um Orçamento capenga, ilegal, medíocre. Portanto,
vamos votar contrariamente. Muito obrigado. (Não revisado pelo
Orador.)
O SR. PRESIDENTE (Francisco Appio PPB) Em votação, em
bloco, as Emendas com Parecer Favorável. (pausa) Por solicitação
do Deputado Cézar Busatto, concedo a palavra a S. Exa. para encaminhar
a votação da matéria.
O
SR. CÉZAR BUSATTO (PPS) Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados:
Dirijo-me especialmente às Senhoras e Senhores presentes e aos
prezados telespectadores.
Tivemos uma longa discussão sobre esta Proposta Orçamentária
nos meios de comunicação, na Comissão de Finanças
e Planejamento e, hoje, neste plenário.
Por ocasião do debate na Comissão de Finanças e Planejamento,
subscrevemos, juntamente com 10 Deputados de Oposição, um
voto em que explicitamos o nosso apoio com restrições ao
Parecer e ao Projeto de Lei encaminhado pelo Poder Executivo em relação
ao Orçamento para o ano 2002. Esse voto tem como restrições,
em primeiro lugar, o desrespeito do Governo do Estado para com as Emendas
que contaram com a participação da população
e que não estão sendo executadas sistematicamente pelo Governo.
O povo participa, as Emendas são incluídas no Orçamento,
transformam-se em lei, mas a execução não acontece,
frustrando a participação da população que,
de boa-fé, faz-se presente nas assembléias tanto do Fórum
Democrático de Desenvolvimento Regional como do Orçamento
Participativo.
Também manifestamos nossa restrição às suple-mentações
que são feitas de forma exagerada, deturpando, distorcendo e praticamente
criando uma nova peça orçamentária que não
contou com a participação e a decisão popular.
Nossa restrição também se relacionou com o desrespeito
ao Fórum Democrático de Desenvolvimento Regional, Fórum
desta Casa, do Poder Legislativo, e que não recebe nenhuma atenção
e nenhuma consideração do Poder Executivo, a tal ponto que
todas as Emendas apresentadas no Fórum Democrático do ano
passado foram simplesmente engavetadas. O Governo não executou
absolutamente nada, ou melhor, para não deixar dúvidas,
executou 0,3% do que foi aprovado pela população.
Nosso voto tem restrições, porque esta Proposta Orçamentária
desrespeita abertamente a Lei de Diretrizes Orçamentárias.
Portanto, é uma Peça inconstitucional. Ela não respeita
aquilo que a Constituição do Estado exige de uma proposta
orçamentária.
Finalmente, esta Peça Orçamentária afronta a Lei
de Responsabilidade Fiscal. Possui um déficit embutido de nada
menos do que 1 bilhão, 358 milhões de reais, de tal maneira
que, contrariando a Lei de Responsabilidade Fiscal, é uma Peça
Orçamentária que agrava o desequilíbrio financeiro
do Estado e não o atenua.
Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, há um agravante nesta nossa
discussão. Com todo o respeito ao trabalho do nosso Relator, aprovamos
o Relatório com essas restrições, pois não
achamos correta a maneira como foram tratadas as Emendas Populares.
Não nos parece correto que 43 Emendas Populares tenham ficado apenas
como Indicativas, pois sabemos que essas Emendas não são
consideradas prioridade pelo Governo do Estado. Aliás, este Governo
não prioriza nada que vem, efetivamente, desta Assembléia
Legislativa e da participação popular, contrariando totalmente
o seu discurso.
Portanto, manifesto o meu protesto contra a exclusão dessas 43
Emendas Populares, pois isso nos parece um desrespeito para com as pessoas
que lutaram por suas reivindicações.
Destaco a atuação da população do Bairro Harmonia,
no Município de Canoas, que coletou 800 assinaturas para sua proposta
de construção de um ginásio poliesportivo, que beneficiaria
15 mil moradores. Essa foi uma das Emendas desconsideradas.
O trabalho de Relatoria não levou em conta, como deveria, todas
as Emendas Populares, uma expressão da manifestação
popular que esta Casa do Povo teria a obrigação de acatar.
Com essas restrições, registramos nosso voto. Sr. Presidente,
pedimos que a nossa declaração de voto, também expressa
por escrito, seja inserida nos anais desta Casa, para que fique claro
que este Projeto de Lei Orçamentária para o próximo
ano é inviável, pois gera mais desequilíbrio, agrava
a situação financeira em que se encontra o nosso Estado,
já acentuadamente temerária, além de desrespeitar
a participação da nossa população. Muito obrigado.
(Não revisado pelo Orador.)
O SR. PRESIDENTE. (Francisco Appio PPB) Informo que o tempo excedido
pelo Deputado Cézar Busatto será considerado comunicação
de líder da Bancada do PPS.
Defiro a solicitação de V. Exa.
(Matéria entregue para transcrição.)
Projeto de Lei n° 238/2001
DECLARAÇÃO DE VOTO
Restrições apresentadas na votação do Parecer
Com base no art. 69, inciso I, do Regimento Interno desta Casa, vimos
por meio deste documento manifestar as razões que nos levam a votar
favoravelmente, mas com restrições, ao Parecer do relator
do Projeto de Lei Orçamentária PL n° 238/2001,
encaminhado pelo Poder Executivo à apreciação desta
Casa Legislativa, como preconiza a nossa Constituição Estadual.
De início destacamos que nossas divergências não dizem
respeito ao Parecer emanado do Excelentíssimo Deputado Adroaldo
Loureiro, mas sim ao texto do Projeto de Lei encaminhado pelo Executivo,
do qual constam graves falhas legais, técnicas e de planejamento
das atividades governamentais, que são praticamente impossíveis
de serem sanadas no âmbito deste Parlamento.
Para não nos estendermos em demasia, apontaremos apenas as principais
razões que nos levam a votar com restrições, mas
favoravelmente ao Parecer do relator.
Antes de entrarmos nas questões orçamentárias propriamente
ditas, gostaríamos que deixar bem claro que nosso voto favorável
se deve ao reconhecimento do trabalho realizado pelo Deputado relator;
ao fato dele permitir o trâmite normal desta importante matéria
e com isto possibilitar o cumprimento dos prazos constitucionais a que
sua tramitação está afeita, bem como evitar transtornos
adicionais ao funcionamento dos diversos Poderes do Estado e especialmente
à população rio-grandense, já tão penalizada
pela falta de um projeto de desenvolvimento econômico e social para
o Rio Grande do Sul.
Apenas as falhas mais gritantes serão objeto de nossa manifestação,
que de per si poderiam levar a Assembléia Legislativa gaúcha
a rejeitar a proposta orçamentária, fato que até
hoje não ocorreu, pois as conseqüências desta decisão
levariam a uma descontinuidade administrativa cujos resultados são
imensuráveis.
Porém, não entendemos que esta dificuldade da Assembléia
Legislativa em rejeitar a proposta orçamentária encaminhada
pelo Poder Executivo sirva de razão para que este se desobrigue
a planejar suas ações de uma forma realista, a buscar o
equilíbrio econômico e financeiro das contas públicas
e a respeitar os ditames legais que regem a elaboração dos
orçamentos públicos.
Não queremos cumplicidade com relação aos fatos que
passaremos a destacar e que são as razões de nossas divergências.
1. O DESCOMPROMISSO DO PODER EXECUTIVO EM CUMPRIR COM AS LEIS ORÇAMENTÁRIAS
E O DESRESPEITO À PARTICIPAÇÃO POPULAR.
As razões de nosso voto partem de nossa análise da execução
do Orçamento de 2000. Primeiro elaborado efetivamente pelo atual
Governo com a legada participação popular.
Esta, aliás, foi uma inovação que consideramos muito
positiva. Sem dúvidas, a produção da peça
orçamentária de 2000 representou um avanço democrático,
seja através dos encontros do denominado Orçamento Participativo,
seja através do denominado Fórum Democrático, organizado
pela Assembléia Legislativa.
Apesar de constatarmos para o ano de 2001 muito do que relataremos a seguir,
como o exercício não está concluso, não emitiremos
juízo de valor antecipadamente sobre a execução do
orçamento de 2001.
Antes de passarmos a analisar a execução orçamentária
do ano 2000 achamos oportuno apresentar um breve comentário sobre
o desempenho da economia gaúcha.
O ano 2000 apresentou um Produto Interno Bruto de R$ 86,2 bilhões,
um acréscimo de praticamente 12% em relação ao ano
anterior, um dos maiores crescimentos da história do Rio Grande
do Sul nos últimos 30 anos. Ou seja, o Orçamento de 2000
foi executado num ambiente econômico favorável, de crescimento
da economia e de redução nos índices de desemprego.
A arrecadação tributária do ICMS, o maior tributo
estadual, acompanhou esta tendência. Em 2000, o ICMS cresceu R$
987 milhões acima do ano anterior. Isso demonstra que as condições
da arrecadação foram extremamente favoráveis para
a execução do Orçamento. O que confirmou a previsão
de arrecadação do Governo. A receita, portanto, comportou-se
tal como previsto.
1.1 O ORÇAMENTO VOTADO DESFIGURADO PELAS SUPLEMENTAÇÕES
Se as receitas tiveram um bom comportamento e se deram dentro do projetado,
com relação às despesas infelizmente não podemos
dizer o mesmo.
A dotação inicial da peça orçamentária,
que se transformou em Lei, foi de R$ 8,4 bilhões. Esse foi o Orçamento
votado pela Assembléia Legislativa.
O Governo ao longo do ano 2000, sem consultar o denominado Orçamento
Participativo e nem o Fórum Democrático, suplementou verbas
no valor de R$ 1,9 bilhões. Fez isto por sua iniciativa. Praticamente
fez um Orçamento novo sem nenhuma consulta popular.
O Governo acrescentou 23% a mais de despesas, fazendo com que a verba
orçamentária somasse ao final do ano R$ 10,3 bilhões.
Prática que vem repetindo-se ao longo de toda a execução
orçamentária: a utilização do expediente das
suplementações, que acabam desfigurando o Orçamento
inicialmente votado.
Trata-se de uma decisão unilateral do Executivo em torno de despesas
que o Governo do Estado deseja executar, mas que não encontra amparo
na Lei Orçamentária, elaborada e votada alegadamente com
a participação do povo.
O Orçamento votado pela Assembléia Legislativa garantiu
recursos de R$ 1,6 bilhão para a manutenção da máquina
pública e novos investimentos. Aí o Governo exacerbou no
expediente da suplementação. Ao longo do ano, ele suplementou
R$ 0,7 bilhão para manutenção e investimentos. Isto
significa que estas despesas foram suplementadas em um valor equivalente
a 43% da verba inicial, longe das assembléias populares que o Governo
do Estado declaradamente consultou para montar a proposta.
1.2 A BAIXA EXECUÇÃO DO ORÇAMENTO DE INVESTIMENTOS
A análise dos investimentos nos permite sérias críticas
à sua execução.
A dotação orçamentária inicial, aquela que
foi votada depois da alegada participação popular, foi de
R$ 462 milhões, um valor muito baixo em relação a
disponibilidade total que era de R$ 10,3 bilhões ou seja, apenas
4% de todo o Orçamento.
O Governo suplementou R$ 207 milhões, praticamente criando um novo
orçamento, pois representa 45% a mais do que foi votado, sem consulta
às assembléias populares.
A soma das duas partes (dotação inicial mais suplementações)
resultou num orçamento total de R$ 669 milhões.
Os investimentos, no entanto, foram executados da seguinte forma: empenhados
R$ 399 milhões; pagos R$ 205 milhões. Com o valor pago representando
menos de um terço daquilo que fora orçado.
Ou seja, quando examinamos os investimentos, além de descaracterizados
pelas suplementações, verificamos que sua execução
real foi de apenas 30,6% da verba disponível.
1.3 DESRESPEITO ÀS EMENDAS POPULARES DO FÓRUM DEMOCRÁTICO
Ao todo a Assembléia Legislativa realizou em 1999 23 encontros
do Fórum Democrático por todo o Estado. Foram apresentadas
e acolhidas as mais diversas propostas das comunidades, todas apresentadas
por meio das emendas populares. O Governo ao sancionar estas prioridades
da população transformou-se em Lei, com verba no valor de
R$ 347 milhões.
O Governo reduziu essa verba, unilateralmente, em R$ 272 milhões.
Ou seja, cortou 80% da verba e deixou disponíveis apenas R$ 75
milhões.
Deste total, o Governo empenhou R$ 8 milhões e acabou pagando míseros
R$ 1 milhão, o que equivale a 0,3% da verba originalmente disponível
(veja o gráfico abaixo).
EXECUÇÃO DO ORÇAMENTO 2000
PROPOSTAS DO FÓRUM DEMOCRÁTICO
Reduzido: EXECUTADO: 0,3%
R$ 272
milhões
Empenhados:
R$ 8 milhões
Dotação PAGOS:
restante: R$ 1 MILHÃO
R$ 75 milhões
Podemos concluir que o Governo desconsiderou totalmente as propostas do
Fórum Democrático.
2. O DESRESPEITO À LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS
Na elaboração do orçamento para 2002 o Poder Executivo
desconsiderou os seguintes artigos da Lei nº 11.658, de 02 de
agosto de 2001, que trata justamente das diretrizes orçamentárias
para a elaboração do orçamento do próximo
ano.
a) O Art. 3º que estabelece que a lei orçamentária
deverá atender ao previsto na Lei Complementar nº 101,
de 4 de maio de 2000, a Lei de Responsabilidade Fiscal.
Ora, a Lei de Responsabilidade Social preconiza no seu Art. 1º,
§ 1º "A responsabilidade na gestão fiscal pressupõe
a ação planejada e transparente em que se previnem riscos
e corrigem desvios capazes de afetar o equilíbrio das contas públicas..."
Tal princípio está sendo desrespeitado no orçamento
proposto de forma flagrante sobre dois aspectos: o primeiro é pelo
não contingenciamento de recursos para a cobertura dos saques a
descobertos do SIAC; o segundo é quanto a previsão de uma
"receita extraordinária para a cobertura do déficit" de
R$ 310 milhões, cuja fonte não está identificada.
b) O Art. 8º da LDO diz que as dotações oriundas
de emenda popular, não executadas no exercício anterior,
deverão obrigatoriamente ser reincluidas na proposta orçamentária.
Este artigo da LDO não foi atendido pois as emendas populares,
até a presente data, não foram executadas e não estão
previstas na proposta orçamentária que ora analisamos.
c) O Art. 15 fixa que a Lei Orçamentária assegurará
recursos para que o IPERGS possa cumprir suas obrigações
financeiras decorrentes de decisão judicial.
Na proposta orçamentária para 2002 existe uma previsão
de R$ 11 milhões, que representa patamares de repasse históricos,
mas que não é suficiente para o atendimento desta determinação.
d) O Art. 17 determina que o Projeto de Lei Orçamentária
contenha as receitas e as despesas dos Poderes do Estado e de seus fundos.
Não foram orçados nem o FUNDOPIMES nem o FUNDURBANO. Apenas
um demonstrativo muito simplificado na pág. 89 do volume III. Mesmo
que o Governo Estadual não pretenda efetuar novos repasses ele
deveria prever a movimentação dos recursos já existentes.
e) No Art. 17, § 2º, da LDO, ficou estabelecido que
acompanharão a proposta orçamentária os orçamentos
das empresas públicas e de outras empresas em que o Estado, direta
ou indiretamente, detenha a maioria do capital com direito a voto.
Não localizamos, em nenhum dos três volumes, o orçamento
da Caixa Estadual S.A. Agência de Fomento.
f) No mesmo Art. 17, § 3º, ficou determinado que deve
acompanhar a proposta orçamentária um demonstrativo analítico
de todos os recursos que compõe o Sistema de Caixa Única
do Estado, com o respectivo valor, o montante dos resgates e o saldo financeiro
efetivamente aplicado, com posição em 31 de dezembro do
ano anterior e em 30 de junho do ano corrente, assim como o calendário
de reposição dos valores efetivamente utilizados.
Tal determinação foi ignorada na proposta orçamentária
encaminhada pelo Poder Executivo.
g) O Art. 25 fixa que a proposta orçamentária para o exercício
de 2002 deverá prever reserva de recursos suficientes para repor
os saques a descoberto no Sistema Integrado de Administração
do Caixa do Estado SIAC, efetuados pela atual gestão.
Tal mandamento foi simplesmente ignorado na proposta orçamentária.
h) O Art. 28 diz: "A Lei Orçamentária para o exercício
de 2002 priorizará o desenvolvimento da Metade Sul do Estado através
da duplicação dos valores orçados para obras e investimentos
nesta região em relação ao orçamento de 2001.
Parágrafo único A proposta orçamentária
deverá conter demonstrativo pormenorizado do estabelecido no caput
deste artigo."
Não foi localizada a discriminação imposta, tão
pouco o demonstrativo da duplicação dos valores orçados.
i) O Art. 39, § 2º, da LDO, fixa que o Orçamento
do Estado deverá prever dotação específica
para a capitalização da Caixa Estadual S. A. Agência
de Fomento, para atender ao disposto no art. 41 das disposições
transitórias da Constituição do Estado do Rio Grande
do Sul e para garantir a continuidade do FUNDOPIMES.
Novamente o Governo do Estado ignorou tal dispositivo.
Em suma, a sistemática conduta adotada pelo atual Governo do Estado,
de só cumprir com as Leis e a Constituição Estadual
quando lhe interessa, aqui se repete.
3. O ROMBO ORÇAMENTÁRIO
Da proposta encaminhada pelo Poder Executivo consta um desequilíbrio
que, além de desrespeitar a Lei de Responsabilidade Fiscal, provocará
um rombo nas finanças públicas estaduais capaz de comprometer
a governabilidade do próximo mandatário estadual.
Para a mensuração do déficit partimos dos seguintes
dados:
(Em R$)
Receita superestimada 617.000.000,00
Déficit orçamentário, conforme proposta 310.000.000,00
Despesas subestimadas 431.000.000,00
Total 1.358.000.000,00
Se somarmos ao valor apurado no quadro acima o saldo financeiro negativo
de R$ 2.085 milhões de 2000, mais o déficit orçamentário
provável de R$ 600 milhões para o ano corrente, chegaremos
a um déficit financeiro no final de 2002 de aproximadamente R$
4 bilhões.
Pior, neste valor não estão computadas as transferências
ao IPE para a complementação das pensões.
Como podemos observar a proposta orçamentária para 2002,
se executada em sua plenitude, representará um aprofundamento da
crise financeira do Estado, gerada pela gestão financeira temerária
que está sendo conduzida pelo atual Governo Estadual.
Não podemos ficar passivos diante desses fatos.
4. A AUSÊNCIA DE PREVISÃO DE RECURSOS PARA RECOMPOR O CAIXA
ÚNICO
A conta Resgate do Sistema Integrado de Caixa Único SIAC (saques
do caixa único) atingiu a R$ 1.040 milhões em dezembro de
2000, recursos que deverão se aplicados nas suas verdadeiras finalidades,
mesmo que em exercício diverso daquele em que ocorreu o ingresso,
sob pena de contrariar o que dispõe o art. 8º, parágrafo
único, da Lei de Responsabilidade Fiscal.
No SIAC estão os recursos dos diversos fundos do Estado, entre
eles Fundo de Apoio ao Setor Primário FEASP, Fundo Penitenciário,
Fundo Estadual de Saúde, Fundurbano, Funterra, Fundo Pró-Guaíba,
Fundo de Segurança Pública, Fundopimes, entre outros. Fazem
parte também do SIAC recursos das sociedades de economia mista,
fundações e autarquias, conforme referido.
Nele estão contidos os chamados recursos vinculados. Estes são
recursos provenientes do Governo Federal, de entidades internacionais
e de impostos e taxas recolhidos pelo Poder Executivo estadual que têm
destinação exclusiva vinculada por lei. Ou seja, recursos
que só podem ser utilizados para gastos estritamente dentro do
que a legislação determina. Por exemplo, os recursos recolhidos
nos pedágios estaduais só podem ser utilizados para construir
e melhorar as estradas.
Pois bem, o que se verificou foi que a Secretaria da Fazenda utilizou-se
deles para pagar as suas despesas, sem usar das cautelas necessárias
para garantir sua reposição.
Ao não atender a determinação da LDO de prever recursos
para a completa reposição desses saques o Governo Estadual
está confessando sua incapacidade de, no último ano de governo,
repor os valores sacados.
Isto se constitui em uma clara transgressão à legislação
vigente, pois o atual governo ao não repor os recursos sacados
do Caixa Único estará se apropriando de dinheiro que não
lhe pertence e sem autorização legal. Gerará uma
dívida para ser paga pelo próximo governo, numa clara afronta
a Lei de Responsabilidade Fiscal, por gestão temerária.
Diante de um reiterado descumprimento das normas legais e de um cenário
de grandes dificuldades financeiras por decorrência de uma gestão
temerária, julgamos como oportuna e necessária a apresentação
de nossas restrições ao Projeto de Lei orçamentária
que ora apreciamos.
Dep. Cezar Busatto
Dep. Bernardo de Souza
Líder da Bancada do PPS
O SR. PRESIDENTE (Francisco Appio PPB) Em votação, em
bloco, as Emendas com Parecer favorável. (pausa) Por solicitação
do Deputado Elvino Bohn Gass, concedo a palavra a S. Exa. para encaminhar
a votação.
O
SR. ELVINO BOHN GASS (PT) Sr. Presidente e Srs. Deputados:
O Orçamento do Estado para o próximo ano é uma das
matérias mais importantes que analisamos nesta Casa, principalmente
porque está embasado no debate popular, diferentemente de um orçamento
elaborado em gabinete, longe do povo.
A participação popular na elaboração da peça
orçamentária tem sido crescente. No primeiro ano, participaram
180 mil pessoas; no segundo ano, 280 mil pessoas; e, neste ano, tivemos
a participação de 380 mil pessoas.
Estranhamos muito que o Deputado Cézar Busatto, hoje integrante
da Bancada do PPS, mas ex-Secretário de Estado da Fazenda do Governo
passado, tenha feito críticas dizendo que o Orçamento não
é exeqüível, que está subestimado ou superestimado.
O fato é que o nosso Governo tem acertado nas suas projeções.
Mas não posso falar o mesmo do Orçamento organizado pelo
Governo do Deputado Cézar Busatto. Quando projetaram o Orçamento
para 1996, fizeram uma previsão de 4 bilhões, 194 milhões,
236 mil reais, do ponto de vista da arrecadação do ICMS,
e essa foi apenas de 3 bilhões e 800 milhões de reais.
O Deputado Cézar Busatto fez uma projeção, em 1997,
de 4 bilhões de reais, mas a arrecadação foi de 3
bilhões e 800 milhões de reais; em 1998, de 4 bilhões
e 300 milhões de reais, mas a arrecadação foi de
4 bilhões e 100 milhões de reais. Ou seja, sempre erraram
a projeção, como também errou o Deputado ao dizer
que não pagaríamos a folha salarial em março de 1999
se não vendêssemos patrimônio público, como
vinham fazendo para cobrir grandes déficits do Governo.
Estranha-nos muito este debate, porque, na verdade, eles erraram os cálculos,
diferentemente de nós, que fizemos as projeções e
acertamos.
Outra questão importante a ser levantada: É uma contradição
da Bancada do PPS manifestar-se contra a proposta do Orçamento,
que está de acordo com a realidade do Rio Grande, e votar contrariamente
ao Veto do Governador ao Projeto que estendia benefícios salariais
aos grandes salários no Rio Grande do Sul.
Aqui foi feita no voto em separado do PPS a crítica de que fizemos
muitas suplementações. Essa é outra grande contradição.
É bom lembrar que, em 1995, a suplementação de verbas
foi de 63% em relação ao Orçamento; em 1996, foi
de 45,9%; em 1997, foi de 83%. Pasmem os Senhores, no Orçamento
de 1998, foi feita suplementação, Deputado Cézar
Busatto, superior a um novo orçamento. A crítica ao nosso
Governo, que, em 1999, suplementou o Orçamento em 34% e, em 2000,
em 27%, é feita pelo ex-Secretário que suplementou em 105%
o Orçamento. Críticas desse porte não são
mais aceitas pela sociedade, porque ela participou da estruturação
do Orçamento e conhece o que é Receita e Despesa.
Queremos aqui deixar registrado o grande esforço feito pelo Relator,
Deputado Adroaldo Loureiro, que dialogou com essa expectativa da sociedade
gaúcha, com os 380 mil cidadãos e cidadãs que participaram
desse debate-cidadão, construindo a Peça Orçamentária.
Sr. Presidente, solicito a transcrição, nos anais da Casa,
do comparativo entre o empenhado e o orçado no Governo anterior
e no nosso Governo. O gráfico mostra exatamente que empenhamos
mais, no mesmo período, do que o Governo passado. Cai por terra,
portanto, a crítica feita pela Bancada do PPS, que inclui o ex-Secretário
da Fazenda Deputado Cézar Busatto. Muito obrigado, Sr. Presidente.
(Não revisado pelo Orador.)
O SR. PRESIDENTE (Francisco Appio PPB) Defiro a solicitação
de V. Exa.
(Matéria publicada na íntegra no Diário da Assembléia
legislativa no dia 28.11.2001.)
O SR. PRESIDENTE (Francisco Appio PPB) Em votação, em
bloco, as Emendas com Parecer Favorável. (pausa) Por solicitação
do Deputado João Luiz Vargas, concedo a palavra a S. Exa. para
encaminhar a votação da matéria.
O
SR. JOÃO LUIZ VARGAS (PDT) Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados:
Quero registrar, em nome dos Deputados que integram a Frente Parlamentar
da Metade Sul, o esforço de cada Deputado na busca de apresentar
emendas, tendo entre elas nove obtido Parecer Favorável. Foram
13 Indicativas, e as demais receberam Parecer Contrário.
Cada um dos Srs. Deputados está fazendo um esforço bastante
grande para, por meio dos debates realizados em todo o Estado do Rio Grande
do Sul, vermos diminuídas as desigualdades regionais no nosso Estado.
Isso tanto é verdade que, no Orçamento da União,
pelo esforço do Governo do Estado e com a participação
da Frente Parlamentar da Metade Sul, foram incluídos 60 milhões
de reais para projetos de irrigação no nosso Estado.
Faço este registro, repito, em virtude do esforço que os
Parlamentares têm feito, buscando interpretar as necessidades para
que se possa, por meio de emendas parlamentares, da participação
dos Municípios, da participação do Estado, diminuir
as dificuldades regionais e, acima de tudo, quebrar este paradigma de
que o Rio Grande do Sul é metade pobre e metade rico.
Dessa forma, quando se analisa o Orçamento, faço um especial
agradecimento à Presidente da Comissão, que, com muita presteza,
trouxe o trabalho para que apresentássemos as Emendas, bem como
ao Relator da Comissão do Orçamento, que oportunizaram a
aprovação de Emendas extremamente importantes para diminuirmos
as desigualdades existentes na Metade Sul do nosso Estado. Muito obrigado,
Sr. Presidente. (Não revisado pelo Orador.)
O SR. PRESIDENTE (Francisco Appio PPB) Em votação, em
bloco, as Emendas com Parecer Favorável. (pausa) Por solicitação
da Deputada Jussara Cony, concedo a palavra a S. Exa. para encaminhar
a votação da matéria.
A
SRA. JUSSARA CONY (PC do B) Sr. Presidente e Srs. Deputados:
Cumprimento a Presidente da nossa Comissão de Finanças e
Planejamento, Deputada Cecilia Hypolito; o Secretário Ubiratan
de Souza; a Coordenadora do Orçamento Participativo, Sra. Iria
Charão; as Senhoras e os Senhores; as entidades que aqui estão
presentes na votação do Orçamento do Estado do Rio
Grande do Sul.
De forma muito especial, cumprimento o Deputado Adroaldo Loureiro pela
forma particular, pela qualidade, pela habilidade que teve na construção
deste Relatório, nas articulações que efetuou não
só no Legislativo mas com a sociedade, e pela responsabilidade
que teve de combinar a manutenção da essência da Proposta
Orçamentária discutida com 380 mil gaúchos no Orçamento
Participativo, mais as contribuições do Fórum Democrático,
com a participação dos Coredes, da Famurs, da Uvergs e da
sociedade que se mobilizou.
Sempre procuro contribuir, na discussão do Orçamento, com
a visão que tenho de que a interpretação das leis
orçamentárias, seja LDO, seja o Primeiro Plano Plurianual
e o próprio Orçamento, deve ser efetuada à luz de
um projeto de governo. No caso, um projeto de governo hoje em vigência
no Estado do Rio Grande do Sul, que, mesmo situado no contexto sociopolítico
e econômico de um modelo de desenvolvimento nacional que é
excludente, tem procurado inverter as prioridades que eram tradicionalmente
estabelecidas na sociedade, para garantir um Estado que cumpra o seu papel
como ente público promotor do progresso para todos, incentivador
da participação nas decisões e na discussão
acerca do trato e da fiscalização da coisa pública.
A Proposta Orçamentária do Governo Democrático e
Popular para o ano 2002 vem consolidar o projeto deste Governo para o
Estado do Rio Grande do Sul. Também consagra definitivamente a
participação popular na definição das prioridades
do gasto público através do Orçamento Participativo.
Em 1999, 190 mil gaúchos ajudaram a elaborar a Proposta Orçamentária;
em 2000, 280 mil; em 2001, 378 mil, ou seja, a participação
popular cresce cada vez mais no processo não apenas de fiscalizar,
mas de decidir sobre a coisa pública, sobre o destino do dinheiro
dos impostos pagos pela população.
Nós, da Bancada do PC do B, exatamente pelo modo como o Relator
encaminhou essa proposta à Comissão de Finanças e
Planejamento, entendemos que foram respeitadas as prioridades definidas
no OP e a essência da Proposta Orçamentária, que representa
um projeto de governo. Então, embora façamos restrições
a algumas Emendas aprovadas, votaremos favoravelmente ao Parecer do Relator
e às Emendas que receberam Parecer Favorável e às
Indicativas, na medida em que foram respeitadas a participação
popular representada pelo OP e pelo próprio Fórum Democrático
e as políticas de Governo.
Destacarei algumas questões que considero elucidativas na discussão
de um projeto de Orçamento, como, por exemplo, a votação
favorável, desde o primeiro momento, das Bancadas de sustentação
do Governo PC do B e PT em relação àquela Emenda
dos Coredes relativa aos programas de inovação tecnológica
da matriz produtiva do Rio Grande do Sul. Por quê? Exatamente porque
faz parte do nosso projeto de governo um incentivo ao desenvolvimento
dos pólos tecnológicos dos Coredes. Lembro, inclusive, que
essa foi uma discussão importante durante os debates a respeito
da UERGS, a qual unificou o Projeto da Universidade com a busca dos Coredes
pelo incentivo aos pólos de desenvolvimento.
O SR. PRESIDENTE (Francisco Appio PPB) Deputada, o tempo de V. Exa.
já está ultrapassado. (pausa) Por solicitação
da Oradora, concedo o tempo de mais uma comunicação de líder
a S. Exa.
A SRA. JUSSARA CONY (PC do B) No nosso entendimento, a preservação
do processo dessa construção orçamentária
por meio do OP dá conta exatamente da estratégia de desenvolvimento
da nossa proposta, a qual vem reativando a nossa estrutura econômica
e estimulando cadeias produtivas incentivadores de geração
de emprego e renda, de distribuição de renda, de inclusão
social e de qualidade de vida, bem como a implementação
gradativa de um modelo de Estado que vem regulando as atividades econômicas
e sociais prioritárias.
Naturalmente, um Projeto como esse, antagônico ao que se vinha desenvolvendo
no Estado, pressupõe críticas da oposição,
de um modo geral, e, particularmente, das Bancadas que hoje são
Oposição.
Agora mesmo, Deputados do PPS fizeram críticas a questões
que, segundo a sua Bancada, estariam ligadas à discussão
do Orçamento. Uma delas, por exemplo, refere-se às suplementações.
Segundo meu entendimento, fica evidente uma incoerência desse discurso,
porque, além de não cumprir o Orçamento, pela falta
de controle social, o Governo anterior fez pior: praticamente ao longo
de todo o mandato, o Orçamento foi refeito ao longo do ano, tal
o volume de suplementações.
Tenho em mãos um gráfico muito elucidativo, mostrando que,
em 1998, as modificações foram superiores ao Orçamento
originalmente aprovado, atingindo 105,3%. Em nosso primeiro ano de governo,
as suplementações foram de 34% e, no segundo ano, de 27%.
É impressionante ouvirmos críticas quando os números
mostram uma realidade totalmente inversa ao que foi dito!
No caso do suposto rombo orçamentário, a Oposição
pressupõe que as receitas serão menores e as despesas maiores
do que aquelas previstas no Orçamento deste ano. Então,
juntando as suposições ao saldo financeiro negativo do Estado,
chega a um valor catastrófico de déficit público.
Tabelas já referenciadas pelo Deputado Elvino Bohn Gass mostram
que, em relação à estimativa da arrecadação
do ICMS, em todos os Governos e no anterior o Secretário da Fazenda
era o Deputado Cézar Busatto , arrecadou-se muito menos do que
o previsto aliás, o saldo é negativo, enquanto, no nosso
Governo, os dois anos de saldo são positivos.
Vemos que o atual Governo sempre superou as metas. Além disso,
não é dito que o saldo financeiro negativo é historicamente
elevado. A Oposição confirma o que sempre dissemos sobre
a situação das finanças públicas no Rio Grande
do Sul, mas teima em negar quando lhe convém, ou seja, o Estado
enfrenta sérios déficits que são frutos não
de um desequilíbrio atual, mas de um desequilíbrio estrutural
das suas contas.
Lamentavelmente, a Oposição, além de apostar na estratégia
do caos, sistematicamente tem repelido todas as propostas para a solução
do problema. Vamos ver se, com o Projeto do PIC, a Oposição
como um todo particularmente a Bancada do PPS, que hoje fez essas afirmações,
dando a sua opinião, o que é legítimo e democrático
contribui no sentido de buscarmos soluções.
É importante observar que a Oposição, quando quer
aumentar os maiores salários, considera que o Estado tem dinheiro,
mas quando é para apostar na catástrofe, afirma que não
há recursos. Isso é lamentável, porque, de um modo
geral, a nossa população não tem muita intimidade
com números e com questões orçamentárias.
É uma tentativa de confundir as pessoas!
Só que agora é diferente, pois um dos aspectos importantes
do Orçamento Participativo é exatamente oportunizar a intimidade
com as finanças do Estado no sentido de que a população
decida e compreenda o significado da participação popular
cada vez maior na construção de um projeto alternativo que,
por ser diferente, naturalmente incomoda os que historicamente tinham
um outro projeto e não encontraram solução para as
questões de fundo no nosso Estado. (Não revisado pela Oradora.)
O SR. PRESIDENTE (Francisco Appio PPB) Em votação, em
bloco, as Emendas com Parecer Favorável. (pausa) Por solicitação
do Deputado Paulo Odone, concedo a palavra a S. Exa. para encaminhar a
votação da matéria.
O
SR. PAULO ODONE (PPS) Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados:
Assistimos aqui à manifestação dos Deputados da minha
Bancada, do PPS, e dos Deputados do Governo em relação à
questão do orçamento. Pessoalmente, sinto-me muito constrangido
tendo que votar essa Proposta Orçamentária. Afinal, este
é o terceiro ano de Governo. O Governo termina no ano que vem,
e é o último Orçamento que vai executar.
Há três anos, quando assumi a Presidência desta Casa,
o Governo disse que revolucionaria o Rio Grande: que a partir de então,
no globo inteiro, haveria apenas uma região que era o Estado
do Rio Grande do Sul onde o povo faria o orçamento. O povo iria
se reunir no chamado Orçamento Participativo e escolheria em que
investir o dinheiro do povo. Essa era uma idéia brilhante, fantástica.
Aí, alguém interpretou: Já que vamos fazer o Participativo,
esta Assembléia Legislativa não tem que discutir o que vamos
fazer. Foi o povo que escolheu. Ela tem que aceitar goela abaixo a proposta
orçamentária. Esta Casa fez o chamado Fórum Democrático.
Ou seja, recebeu a proposta do Governo, feita com essas intenções,
e foi para a rua, pelo Rio Grande do Sul inteiro, debater a proposta orçamentária
em audiência aberta, pública, com direito ao uso da palavra
por todos, para saber se era exatamente isso que queriam ou se queriam
alguma modificação.
Depois de memoráveis debates, levamos ao Governador: Está
aqui a peça orçamentária, que V. Exa. disse que era
a mais democrática do mundo, aperfeiçoada pelo debate plúrimo,
partidário, aberto à sociedade. Fiquei feliz da vida, orgulhoso,
como Presidente da Assembléia, pelo Fórum Democrático
e pela participação popular no Poder Legislativo.
No ano seguinte, quando recomeçamos a discutir a proposta orçamentária,
fiquei com vergonha de chegar em Cachoeira e dizer: Vamos debater a proposta
orçamentária pelo Rio Grande de novo. Sabem por que a vergonha?
Porque, do Orçamento anterior, o Governo não tinha realizado
quase nada, como não fez no ano passado e como não está
fazendo neste ano. O que vamos votar aqui é uma peça de
ficção, uma mentira. Mas a mentira não é só
para o povo do Rio Grande, a mentira é para publicar na Sorbonne,
no Fórum Mundial, e dizer que o que estamos votando aqui é
o que o povo escolheu.
Pelo amor de Deus! Do Fórum Democrático, zero; do Orçamento
Participativo, nem 20%. Aqui, executa-se o que os gabinetes tecnocráticos
ou ideológicos mandam para esta Casa como suplementação.
Não adianta falar do Governo passado. Estão neste Governo.
Precisam honrar a palavra com o povo rio-grandense, com esta gente enganada
no Orçamento Participativo. Ou alguém pode chegar aqui com
20% do Orçamento realizado? Alguém pode sair mentindo que
este Orçamento é do povo, que neste Estado se decide a aplicação
do dinheiro público em debate com a população? Não!
É muita hipocrisia.
Não saio mais em Fórum Democrático para discutir
orçamento, porque não vou mentir junto para prefeitos, sindicatos,
Famurs, vereadores, cidadãos comuns, regiões pobres, dizendo
que estamos incluindo algumas emendas que os contemplam. Não adianta
a sociedade dos obesos nos pedir emendas para a saúde, que nunca
foram para eles, porque, se aprovamos, nada chega lá. O que fazemos
aqui? Que circo está montado, Sr. Presidente? É por isso
que a Bancada do PPS se recusa a manchar o seu voto aqui, embora entenda
que as demais tenham que aprovar a matéria, para não dar
o álibi a essa gente que está lá.
Mas espero que os companheiros do Sr. Diógenes de Oliveira tenham
a transparência de dizer: De fato, não executamos isso que
os Senhores vão votar aqui. O que está montado aqui é
uma farsa, e é para denunciar essa farsa que fizemos a declaração
de voto, e para não nos somarmos a essa farsa é que não
iremos votar sim a este Orçamento, que é a maior fantasia
e a maior hipocrisia que já foi apresentada ao povo do Rio Grande.
Muito obrigado. (Não revisado pelo Orador.)
A SRA. PRESIDENTE (Maria do Rosário PT) Em votação,
em bloco, as Emendas com Parecer Favorável. (pausa) Por solicitação
do Deputado Ivar Pavan, concedo a palavra a S. Exa. para encaminhar a
votação da matéria.
O
SR. IVAR PAVAN (PT) Sra. Presidente, Sras. e Srs. Deputados:
Inicialmente, gostaria de saudar o trabalho realizado pela Comissão
de Finanças e Planejamento nas discussões feitas no interior
do Estado. Da mesma forma, saúdo o trabalho do Sr. Relator, que
conseguiu produzir uma peça, um Parecer que não gerou grandes
discordâncias na Comissão de Finanças e Planejamento
e sobre o qual há um acordo aqui no plenário. Isso revela
que esta é uma peça muito bem produzida, coerente e que
traduz aquilo que a sociedade gaúcha espera do Relatório
e da distribuição dos recursos do Orçamento.
Obviamente, nem todos iriam concordar com isso, nem esperávamos
que fosse diferente. Algumas afirmações, porém, pela
sua contundência, precisam ser respondidas. Uma delas é de
que este Orçamento é inviável, como disse o Deputado
Cézar Busatto. É inviável para a pretensão
de um ou outro partido, mas não é inviável para os
interesses da população gaúcha. Mais de 300 mil gaúchos
participaram, estiveram juntos e aprovaram este Orçamento, assim
como a maioria deste Parlamento o fará.
O Deputado Cézar Busatto também disse que este Orçamento
é inconstitucional. Sempre que uma proposta vem recheada de sugestões
da população e é histórico por parte de
alguns na política , sempre que o povo participa, a proposta é
inconstitucional. Mas se o Orçamento estivesse recheado de emendas
e sugestões de multinacionais, como acontecia no passado, seria
constitucional. Essa é a diferença entre constitucional
e inconstitucional.
Gostaria de destacar a Emenda nº 520, proposta por cidadãos
de Canoas, cuja população acredito que aqui se encontra,
devido aos aplausos para o Deputado Cézar Busatto. Ela foi votada
na Comissão de Finanças e Planejamento, apresentada pelo
Relator como Emenda Indicativa e aprovada com o voto do próprio
Deputado Cézar Busatto. Poderia o Deputado, na Comissão,
ter destacado a Emenda e tê-la incluído entre as aprovadas
não como Indicativas, mas não o fez. Não dá
para ter um discurso aqui e uma prática diferente lá, porque
assim se cria uma ilusão para as pessoas, e essa é uma forma
de enganá-las.
Saliento ainda a forma contundente e agressiva como o Deputado Paulo Odone
tratou aqui o Orçamento. O Deputado afirma que é uma mentira.
Para mim, isso revela inconformidade, porque todos concordam em defender
a democracia no palanque, mas, na prática, começam a aparecer
as diferenças. Nunca existiu na história do Rio Grande do
Sul um Orçamento elaborado por tantas mãos. É histórico
que o Orçamento era feito nos gabinetes, com sugestões dadas
por alguns grupos econômicos, por telefone.
Agora, a população participa da elaboração
do Orçamento, e isso incomoda não a muitos, mas a alguns
Deputados, que vieram a esta tribuna manifestar toda a sua inconformidade.
Por quê? Porque a democracia e a participação popular
incomodam. São 300 mil gaúchos, juntos, discutindo a elaboração
da Peça Orçamentária, e é óbvio que
alguns interesses estão sendo contrariados.
Quero dizer que faço a seguinte leitura: essa inconformidade é
o reconhecimento ao Orçamento Participativo, ao método democrático
e adequado que o nosso Governo, um Governo de participação
popular, está adotando. É, também, o reconhecimento
de que o Fórum Democrático está definhando, de que
deixou de ser um instrumento de contraponto, porque foi se esvaziando,
e de que o Orçamento Participativo está se consolidando.
Parabéns a todos aqueles que ajudaram a construir esta Peça
Orçamentária democrática e de participação
popular: ao Relator, à Comissão de Finanças, aos
300 mil gaúchos que ajudaram a elaborá-la e a todos os demais
Deputados que irão aprová-la. Muito obrigado. (Não
revisado pelo Orador. )
A SRA. PRESIDENTE (Maria do Rosário PT) Em votação,
em bloco, as Emendas com Parecer Favorável. (pausa) Por solicitação
do Deputado Berfran Rosado, concedo a palavra a S. Exa. para encaminhar
a votação da matéria.
O
SR. BERFRAN ROSADO (PPS) Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados:
Nesta Casa, nada é mais importante do que discutir o Projeto do
Orçamento, pois, nele, passamos a ver a verdadeira face do Governo
e a constatar que o resto não passa de promessas e de propagandas
no rádio, na televisão e nos jornais.
Quero destacar o trabalho executado pelo Relator, Deputado Adroaldo Loureiro,
que teve que fazer uma mágica para tratar deste Orçamento
como se fosse algo sério, procurando, portanto, viabilizá-lo
e permitir a governabilidade.
Vale a pena lembrar como esta Assembléia Legislativa se comportou
em 1999, quando analisou o Orçamento para o ano 2000. Como votaram
os Srs. Deputados? Todos votaram favoravelmente. Fomos unânimes
em aprovar o Orçamento proposto. Ele foi alterado pelo Fórum
Democrático, aprovado pelo Orçamento Participativo e por
esta Assembléia Legislativa. Apesar de toda essa aprovação,
esse Orçamento, depois, não foi respeitado, já que
sofreu alterações brutais e foi totalmente descaracterizado,
por exemplo, quanto à suplementação. O Governo saiu
por aí pregando o Orçamento Participativo, que vive defendendo,
mas foi o primeiro a desmoralizá-lo. Com o canetaço do Governador,
no gabinete, fizeram suplementação, sem ouvir a população,
com alterações de 1 bilhão e meio de reais.
Que participação é essa? A população
vem a esta Casa fazer reclamações, porque é uma farsa
a tal da participação popular e, pior, ainda dão
calote na sociedade e no cidadão que participa do Orçamento
Participativo, pois apenas 30% do que foi previsto para o ano 2000 foi
executado, e o resto ficou dependurado, não foi feito. Do Fórum
Democrático, nenhum por cento foi executado.
No ano 2000, de novo, esta Assembléia Legislativa votou favoravelmente
à Proposta Orçamentária. No entanto, na execução
de 2001, o que estamos percebendo? Novamente, o Governo está fazendo
uma suplementação. Por decreto, o Governador Olívio
Dutra já suplementou mais de 600 milhões de reais por excesso
de arrecadação, o que não ocorreu, pois, pelo contrário,
a receita está menor cerca de 360 milhões de reais.
Isso é uma farsa, não há nenhum respeito à
participação da sociedade. Falam nesta Casa sobre o Orçamento
Participativo, mas o desrespeitam. A execução orçamentária
é uma vergonha: estamos indo para o último mês do
ano e, até agora, executaram apenas 20% do que estava previsto.
Isso é um desrespeito ao Orçamento Participativo. Não
cumprem o que foi determinado.
Deputado José Farret, vamos analisar o Projeto da Municipalização
Solidária, de interesse dos médicos e de toda a sociedade
gaúcha que precisa de saúde. O Orçamento do Estado
disponibilizou 70 milhões de reais, e a assessoria de seu Partido,
o PPB, aponta que foi executado somente 5% do que estava previsto: só
liberaram 3 milhões e 700 mil reais. Isso é uma vergonha!
Vamos analisar agora a questão da proteção à
criança e ao adolescente. Ouve-se tanto discurso bonito, mas só
houve a liberação até agora de 12%. É um desrespeito
à participação popular. Destruíram o Orçamento
Participativo. É um desrespeito ao Parlamento. Para 2002, estão
propondo uma Peça Orçamentária que é totalmente
de ficção. A Receita e a Despesa não são verdadeiras.
Vão causar um rombo nas finanças do Estado que poderá
atingir um total de 4 bilhões de reais e não dizem de onde
o dinheiro vai sair.
É um Orçamento de ficção, é uma proposta
irresponsável e que não tem compromisso com a verdade. Distribuem
panfletos informando que vão investir mais de 1 bilhão de
reais. Como, se neste ano não investiram nem 200? Quem é
que vai acreditar nisso? Nem eles acreditam, mas a sociedade está
a par da situação. Quando vemos as pesquisas e notamos os
índices de impopularidade do Governador Olívio, podem ter
certeza de que não é somente pelas questões que envolvem
a CPI que a imagem dele está tão ruim., mas porque S. Exa.
não cumpre o que promete lá nas comunidades, no Orçamento
Participativo, que está sendo abandonado e desrespeitado por este
Governo. Muito obrigado. (Não revisado pelo Orador.)
A SRA. PRESIDENTE. (Maria do Rosário PT) Em votação,
em bloco, as Emendas com Parecer Favorável. (pausa) Por solicitação
do Deputado Luis Fernando Schmidt, concedo a palavra a S. Exa. para encaminhar
a votação da matéria.
O
SR. LUIS FERNANDO SCHMIDT (PT) Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados:
É impressionante ouvirmos críticas de uma Bancada que sustentou
o Governo Britto ao longo dos seus famigerados quatro anos.
Vamos iniciar pela questão do percentual suplementado do Orçamento.
Deputado Berfran Rosado, em 1995, o seu Governo suplementou 63% do Orçamento;
em 1996, 45,9%; em 1997, 83,6% e, pasmem, em 1998, 105%, mais do que o
dobro do dotação orçamentária.
É claro, Deputado Berfran Rosado, foram vendidas estatais sem consulta
ao povo; não foi feito o Orçamento Participativo nem a consulta
popular, que apenas foi realizada nos seis meses finais do último
ano de Governo, por conveniência política e eleitoreira.
Temos dificuldades, sim, de aplicar mais neste Estado. Gostaríamos
de fazer muito mais investimentos em educação, transporte,
saúde, saneamento básico. No entanto, precisamos lembrar
que o déficit operacional era de praticamente 1 bilhão e
500 milhões reais. Esse déficit vai ser reduzido, no próximo
exercício, para 310 milhões de reais.
Portanto, Deputado Adroaldo Loureiro, a sua Bancada não se esforçou
para fazer um Orçamento como peça de ficção.
Empenhou-se para contemplar as reivindicações do Orçamento
Participativo, a manifestação dos desejos da população,
que reuniu mais de 378 mil pessoas para a definição de suas
prioridades. Não foi como a famigerada Consulta Popular dos últimos
meses do Governo Britto, que debateu apenas a destinação
de 100 milhões de reais.
Estamos debatendo muito mais do que isso. Discutimos investimentos, custeio,
dívida. Se há alguma crítica com relação
ao Orçamento Participativo, perguntem como ele é visto nos
países europeus, nos países pertencentes ao Nafta, em outros
Estados brasileiros.
O Orçamento Participativo é construído com a cidadania
e não por pseudolideranças partidárias, como vimos
acontecer em muitos momentos do Fórum Democrático, quando
estavam presentes apenas vereadores, prefeitos, lideranças partidárias.
Não quero dizer que estes não tenham representatividade,
mas não víamos lá o povo. É exatamente por
isso, Deputado Paulo Odone, que mesmo respeitando o Fórum Democrático,
criado na sua gestão nesta Casa, é que presenciamos a cada
dia a redução da participação nessas reuniões,
porque ele não representa a base da sociedade, e sim vontades partidárias
muito distantes dos desejos da população gaúcha.
Dizemos, além disso, que a dívida extraordinária
que esta administração recebeu, de 14 bilhões e 500
milhões de dólares, não é fruto do nosso Governo.
Os 15% da Receita Líquida que se esvaem a cada exercício
não é fruto do nosso Governo. Não foi devido à
política do nosso Governo que as estatais foram vendidas. Muito
pelo contrário, estamos incrementando a Receita em mais de 1 bilhão
de reais, exatamente por acertarmos na questão da agricultura
considerando os aspectos climáticos é claro e também
por investir nos sistemas locais de produção, nas empresas
que são nossas, que têm características regionais.
Por isso, apresentaremos, em breve, alternativas tributárias, que
construirão um Estado com maior arrecadação, podendo
investir ainda mais nos aspectos sociais e de infra-estrutura. (Não
revisado pelo Orador.)
A SRA. PRESIDENTE (Maria do Rosário PT) Em votação,
em bloco, as Emendas com Parecer Favorável. (pausa) Por solicitação
do Deputado Elmar Schneider, concedo a palavra a S. Exa. para encaminhar
a votação da matéria.
O
SR. ELMAR SCHNEIDER (PMDB) Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados:
Fiquei observando e analisando os números apresentados neste plenário.
Quando se fala em respeito à participação popular,
creio que o Rio Grande não a respeita. Aliás, o Orçamento
do Estado poderia ser melhor se contasse com a contribuição,
quem sabe, do articulador financeiro das campanhas políticas do
PT, o Dr. Diógenes.
Observem que a dotação inicial de 651 milhões de
reais passou, com as suplementações, para 834 milhões
de reais. Isso representa um acréscimo de 28%, ou seja, 183 milhões
de reais. Onde está, Deputado Valdir Andres, a participação
popular? Sabem o que foi executado, pago? Cento e sessenta e nove milhões
de reais, o que representa 20% do total. O atual Governo, o Governo do
PT, executou menos do que a suplementação, ou seja, a participação
popular citada pelo Deputado Luis Fernando Schmidt é desrespeitada.
Onde está o respeito pela população, por estas 300
mil pessoas que foram às reuniões do Orçamento Participativo?
Respeitem a população.
Aqui está o Orçamento de 2001, e o de 2002 não será
diferente. Talvez os números do Governo estejam malcalculados,
pois executaram 20% e suplementaram 28%.
Onde está o respeito pelo povo que participa do Orçamento
Participativo? Por que enganar a população desta forma?
Há Deputado do PT que defende a agricultura. Vamos aos números:
a dotação de 125 milhões de reais para a agricultura
foi reduzida para 115 milhões de reais, e foram pagos apenas 6
milhões e 700 mil reais. Isso representa 5,8%, ou a Fazenda calculou
mal.
Vamos analisar outros números. Na área da saúde,
foi destinado 8% da dotação prevista. Coitado do povo do
Rio Grande e daqueles que participaram das reuniões, à noite,
em Forquetinha, em Lajeado e em outros Municípios. Onde está
o respeito?
Ora, vir aqui falar em respeito pelo povo! Vamos analisar mais um item:
Secretaria do Trabalho e Assistência Social. Este Governo pode falar
no social, pois pegou dinheiro de todas as empresas. No entanto, em vez
de aplicar nesse setor, investiu no prédio da Farrapos agora
quer devolvê-lo, mas só se for para construir lá um
monumento à corrupção. No Orçamento, o social
conta com 7 milhões de reais. Com a suplementação,
passou para 8 milhões de reais, mas foram aplicados somente 251
mil reais. Isso representa 3% para a área social, para a agricultura,
saúde, educação. Deputado Elvino Bohn Gass, vamos
começar a respeitar o povo! Vamos colocar o Orçamento em
prática, caso contrário, não adianta debater. Dá
vontade de ir para casa ao olhar isto aqui. É uma vergonha!
Meu amigo Dionilso Marcon, V. Exa., que defende a agricultura, meu bravo
Deputado, pode perceber que não tem execução o previsto
para a agricultura. O que é isso, minha gente? Olhem para os números!
Não foi executada sequer a suplementação! Por favor!
E os Deputados vêm falar em respeito ao povo, ao movimento popular
do Orçamento Participativo, do Fórum Democrático.
Vamos começar a respeitar o povo, a participação
popular, olhando realmente para esta realidade. Muito obrigado. (Não
revisado pelo Orador.)
A SRA. PRESIDENTE (Maria do Rosário PT) Registro, com muita
honra, a presença nesta Casa do Presidente da Câmara Municipal
de Santa Maria, Vereador Sérgio Roberto Cechin, e dos Vereadores
Manoel Badke, Paulo Sidinei Schmidt e Anita Costa Beber, todos acompanhados
pelo Deputado José Farret.
Agradeço a presença a todos e desejo que sejam bem-acolhidos.
Em votação, em bloco, as Emendas com Parecer Favorável.
(pausa) Por solicitação do Deputado José Gomes, concedo
a palavra a S. Exa. para encaminhar a votação da matéria.
O SR. JOSÉ GOMES (PT) Sra. Presidente. Sras. e Srs. Deputados:
Parabenizo o empenho e o trabalho do Relator da Peça Orçamentária.
De fato, todos ficamos preocupados com os discursos proferidos, desta
tribuna, pelos integrantes das Bancadas de Oposição em relação
à Peça Orçamentária.
Na realidade, a Oposição faz o seu trabalho. Agora, dizer
que o Poder Executivo, irresponsável e aleatoriamente, faz suplementação,
não dá para imaginar.
Os Deputados Elmar Schneider, Paulo Odone, Cézar Busatto e Berfran
Rosado estão usando a teoria de Goebbels.
Goebbels dizia que uma mentira repetida mil vezes passa a ser verdade.
A idéia que se quer permear neste plenário e na sociedade
é de que o Governo irresponsavelmente tem enviado à Assembléia
Legislativa uma Peça Orçamentária que não
atende aos princípios legais com a sociedade.
Ao usar a teoria de Goebbels, a Oposição cai na sua própria
armadilha, porque é ela que estabelece a mentira. O Deputado Elmar
Schneider, juntamente com seus ex-companheiros de Partido, é muito
infeliz nas suas declarações. Em 1998, quando o Partido
de S. Exa. era Governo, o Orçamento foi suplementado em 105%.
O Sr. Elmar Schneider (PMDB) (Dá um aparte anti-regimental. )
O SR. JOSÉ GOMES (PT) V. Exa. era do Governo, sim. V. Exa. era
assessor do Deputado Nelson Proença. V. Exa. e os seus ex-Colegas
de Partido não podem escamotear a verdade e dizer que o Orçamento
de 1998 não foi suplementado em 105%, porque foi uma realidade.
Quem está mentindo de fato para a sociedade?
O Governo, em 1999, suplementou em 34% o Orçamento, sim; em 2000,
em 27%, sim, mas os percentuais estão muito aquém daquilo
que foi suplementado no Governo de V. Exas.
Tenho muito respeito pela atuação parlamentar do Deputado
Paulo Odone. Porém, ao vir a esta tribuna dizer que esta Peça
Orçamentária é uma mentira, S. Exa. cai no ridículo,
no descrédito, joga por terra todo o seu passado político.
Mentiu neste Governo quem vendeu o patrimônio público, quem
implementou o Programa de Demissão Voluntária e demitiu
servidores, quem concedeu grandes isenções fiscais para
o capital internacional. Isso, sim, é mentira.
Volto a lembrar: o Deputado Paulo Odone gozava de um respeito enorme de
parte deste Deputado, mas S. Exa. desce do seu pedestal e cai no ridículo
de um discurso vazio, de um discurso sem nexo, que prova, cada vez mais,
que o seu objetivo, embora não esteja alcançando êxito,
é ver este Governo se atrapalhar. Este Governo está tendo
austeridade para administrar a coisa pública e transparência
para discutir o Orçamento com a sociedade.
É uma pena que as Bancadas de Oposição nesta Casa
procurem a filosofia do General nazista Goebbels e tente passar para sociedade
uma mentira que não vai virar verdade, porque temos consciência,
e o povo tem memória. Muito obrigado, Sra. Presidente. (Não
revisado pelo Orador.)
A SRA. PRESIDENTE (Maria do Rosário PT) Em votação,
em bloco, as Emendas com Parecer Favorável.
Solicito aos Deputados que registrem seu voto.
(Procede-se à votação pelo painel eletrônico.)
Partido UF PARLAMENTAR VOTO
PPB RS ÉRICO RIBEIRO S
PPB RS FREDERICO ANTUNES S
PPB RS JOÃO FISCHER S
PPB RS JOSÉ FARRET S
PPB RS MARCO PEIXOTO S
PPB RS MARIA DO CARMO S
PPB RS OTOMAR VIVIAN S
PPB RS VALDIR ANDRES S
PPB RS VILSON COVATTI S
PMDB RS ALEXANDRE POSTAL S
PPS RS BERFRAN ROSADO N
PPS RS CÉZAR BUSATTO N
PMDB RS ELMAR SCHNEIDER S
PPS RS IARA WORTMANN N
PMDB RS JAIR FOSCARINI S
PMDB RS JOÃO OSÓRIO S
PMDB RS JOSÉ IVO SARTORI S
PPS RS PAULO ODONE N
PC DO B RS JUSSARA CONY S
PTB RS ABÍLIO DOS SANTOS S
PPS RS MARIO BERND N
PT RS RONALDO ZULKE S
PTB RS EDEMAR VARGAS S
PTB RS ELISEU SANTOS S
PTB RS IRADIR PIETROSKI S
PTB RS OSMAR SEVERO S
PTB RS PAULO MOREIRA S
PDT RS ADROALDO LOUREIRO S
PDT RS CIRO SIMONI S
PDT RS GIOVANI CHERINI S
PDT RS JOÃO LUIZ VARGAS S
PDT RS KALIL SEHBE S
PDT RS VIEIRA DA CUNHA S
PT RS CECÍLIA HYPÓLITO S
PT RS DIONILSO MARCON S
PT RS EDSON PORTILHO S
PT RS ELVINO BOHN GASS S
PT RS IVAR PAVAN S
PT RS LUIS F.SCHMIDT S
PT RS MARIA DO ROSARIO S
PT RS JOSÉ GOMES S
PT RS ROQUE GRAZZIOTIN S
PPS RS BERNARDO DE SOUZA N
PSDB RS ADILSON TROCA S
PFL RS GERMANO BONOW S
A SRA. PRESIDENTE (Maria do Rosário PT) Com 39 votos favoráveis
e 6 votos contrários, estão aprovadas as Emendas com Parecer
favorável.
Esta Presidência defere a solicitação de retirada
das 38 Emendas constantes do bloco de Emendas retiradas.
Em votação, em bloco, as Emendas Indicativas. Solicito aos
Deputados que registrem seu voto.
(Procede-se à votação pelo painel eletrônico.)
Partido UF PARLAMENTAR VOTO
PPB RS ÉRICO RIBEIRO S
PTB RS MANOEL MARIA S
PPB RS FRANCISCO ÁPPIO S
PPB RS FREDERICO ANTUNES S
PPB RS JOÃO FISCHER S
PPB RS JOSÉ FARRET S
PPB RS MARCO PEIXOTO S
PPB RS MARIA DO CARMO S
PPB RS OTOMAR VIVIAN S
PPB RS VALDIR ANDRES S
PPB RS VILSON COVATTI S
PMDB RS ALEXANDRE POSTAL S
PPS RS BERFRAN ROSADO N
PPS RS CÉZAR BUSATTO N
PMDB RS ELMAR SCHNEIDER S
PPS RS IARA WORTMANN N
PMDB RS JAIR FOSCARINI S
PMDB RS JOÃO OSÓRIO S
PMDB RS JOSÉ IVO SARTORI S
PPS RS PAULO ODONE N
PC DO B RS JUSSARA CONY S
PTB RS ABÍLIO DOS SANTOS S
PPS RS MARIO BERND N
PT RS RONALDO ZULKE S
PTB RS EDEMAR VARGAS S
PTB RS ELISEU SANTOS S
PTB RS IRADIR PIETROSKI S
PTB RS LUIS AUGUSTO LARA S
PPB RS ADOLFO BRITO S
PTB RS OSMAR SEVERO S
PTB RS PAULO MOREIRA S
PDT RS ADROALDO LOUREIRO S
PDT RS CIRO SIMONI S
PDT RS GIOVANI CHERINI S
PDT RS JOÃO LUIZ VARGAS S
PDT RS KALIL SEHBE S
PDT RS PAULO AZEREDO S
PDT RS VIEIRA DA CUNHA S
PT RS CECÍLIA HYPÓLITO S
PT RS DIONILSO MARCON S
PT RS EDSON PORTILHO S
PT RS ELVINO BOHN GASS S
PT RS IVAR PAVAN S
PT RS LUCIANA GENRO S
PT RS LUIS F.SCHMIDT S
PT RS MARIA DO ROSARIO S
PT RS JOSÉ GOMES S
PT RS ROQUE GRAZZIOTIN S
PPS RS BERNARDO DE SOUZA N
PSDB RS ADILSON TROCA S
A SRA. PRESIDENTE (Maria do Rosário PT) Com 44 votos favoráveis
e 6 votos contrários, estão aprovadas as Emendas Indicativas.
O SR. ALOÍSIO CLASSMANN (PTB) Sra. Presidente, registro o meu
voto, que é sim.
A SRA. PRESIDENTE (Maria do Rosário PT) Esta Presidência
registra seu voto favorável à matéria recém-aprovada,
permanecendo, entretanto, o resultado consignado no painel eletrônico.
Com esses resultados, ficam prejudicados o bloco de Emendas com Parecer
Contrário e o bloco de Emendas prejudicadas.
Em votação o texto do Projeto de Lei n° 238/2001.
(pausa) Por solicitação do Deputado Bernardo de Souza, concedo
a palavra a S. Exa. para encaminhar a votação da matéria.
O SR. BERNARDO DE SOUZA (PPS) Sr. Presidente, Sras.
e Srs. Deputados:
Ocupei esta tribuna no início daqueles longos debates que se seguiram
à minha manifestação sem nenhuma relação
com ela, imagino. Ouvi algumas coisas que quero rebater e que não
vou deixar passar. Para começar, as afirmações feitas,
do ponto de vista objetivo, não foram rebatidas.
Ninguém está aqui debatendo se o Orçamento teve ou
não teve participação popular, não é
esse o debate que este Deputado trouxe. Quero trazer um dado numérico
e peço desculpas por aborrecer a paciência dos nobres Pares
com números. Tenho em mãos um recorte do Jornal Gazeta Mercantil,
desta Capital, de 24 a 26 de agosto, que diz que o Governo projeta uma
redução gradual do déficit do Tesouro e aponta para
2000, o que seria uma evolução mais do que saudável,
um déficit de 562 milhões de reais. Entretanto, quem se
desse ao trabalho de, nos dias 24 a 26 de agosto de 2001, olhar o Balanço
do Governo do Estado relativo ao ano 2000, veria que o déficit
foi de 2 bilhões e 84 milhões de reais. Este é o
número verdadeiro, e não o que está aqui.
Muitas vezes, na ânsia ou no afã do debate, tendemos a cometer
o grave equívoco de pular por cima dos fatos, dos números
e dos dados, e é destes que eu quero falar. Por exemplo: a gravidade
da situação financeira levou-me a requerer na Comissão
de Finanças e Planejamento o convite ao Secretário de Finanças
do Estado isso está gravado nos anais , para que viesse, antes
da realização da reunião da Comissão que aprovaria
ou discutiria o Parecer, falar sobre o tema. S. Exa. não veio,
acho que nem convidado foi. Pior, muito pior, naquela mesma reunião
em que o Secretário da Fazenda aqui esteve para tratar da questão
do Projeto de aumento de impostos, agora chamado de Programa de Incentivo
ao Crescimento PIC , solicitei algo em torno de 50, 60, 70 ou 80 informações
o que consta nos anais desta Casa , documentos que até hoje
não vieram.
Tudo isso tem a ver com os dados dos quais estamos falando que, repito,
constam do Orçamento que será aprovado daqui a alguns minutos.
O déficit declarado é de 310 milhões de reais, isso
já temos como certo. Há uma superestimação
da Receita com mais de 400 milhões de reais para receita de patrimônio,
com algo em torno de 200 milhões de reais para receitas diversas,
totalizando 617 milhões de reais em receita superestimada, que
tem de se somar ao déficit.
Há pouco olhei o Projeto do Orçamento e verifiquei que existe
uma despesa malcalculada. A despesa de pessoal para o próximo ano,
comparada com a deste ano, possui um acréscimo pífio de
50 mil reais. Há uma subestimação de 431 milhões
de reais, porque não estão computados sequer os aumentos
já aprovados por esta Assembléia Legislativa.
Citei tudo isso para dizer que, se somarmos o déficit declarado,
se tirarmos a receita superestimada, se agregarmos a despesa subestimada,
teremos mais de 1 bilhão de reais de déficit. Se agregarmos
a isso o déficit do ano 2000, serão 2 bilhões de
reais. Caso agregarmos a isso o déficit deste ano, passaremos dos
4 bilhões de reais.
Goebbles, aqui citado, gostaria muito de ouvir coisas que foram ditas
aqui. Não gostaria de números como os que estou apresentando.
Muito obrigado. (Não revisado pelo Orador.)
A SRA. PRESIDENTE (Maria do Rosário PT) Em votação
o texto do Projeto de Lei nº 238/2001. (pausa) Por solicitação
do Deputado Berfran Rosado, concedo a palavra a S. Exa. para encaminhar
a votação da matéria.
O SR. BERFRAN ROSADO (PPS) Sra. Presidente, Sras.
e Srs. Deputados:
O Deputado Ivar Pavan, Líder do Governo, respondendo a um Parlamentar
que havia dito que o Orçamento era inviável, afirmou: O
Orçamento é viável. Bem, se o Orçamento é
viável, é possível de ser executado. Se é
possível de ser executado e isso não é feito, perdão,
Deputado Ivar Pavan, mas se conclui que o Governo é muito incompetente.
O ensino médio, ao longo deste ano, tinha à sua disposição
38 milhões de reais para aplicação no que se refere
a Investimentos, Outras Despesas de Capital e Despesas Correntes. Desse
total, o Governo investiu apenas 4%, praticamente nada do que tinha à
disposição. Significa que ou educação não
é importante, ou o Orçamento é de ficção,
ou o Governo é incompetente.
Para a Municipalização Solidária da Saúde,
o Governo tinha 70 milhões de reais, mas investiu 3 mil e 700 reais.
Ou o Orçamento é de ficção, ou saúde
não é importante, ou o Governo é incompetente, porque
teve Receita. Toda a Receita prevista está sendo executada, mas
o Governo não investe conforme seu compromisso com a comunidade
no Orçamento Participativo.
Para habitação, havia disponibilidade de uma dotação
inicial de 1 milhão, 470 mil reais. O Governo fez uma suplementação
ele faz isso o tempo todo, altera o Orçamento no canetaço
e elevou para 3 milhões e 800 mil reais. Sabe quanto ele investiu,
meus amigos Vereadores de Santa Maria? Oitenta mil reais, ou seja, 2%.
Ou habitação não é importante, ou o Orçamento
é de ficção, ou o Governo é incompetente.
Não dá para entender o comportamento do Governo ao apresentar
e defender uma proposta que é uma grande ficção.
Perdoem-me, mas a Assembléia Legislativa não pode deixar
isso passar como se não fosse nada. Este Projeto é o mais
importante que esta Casa tem oportunidade de apreciar, de debater e de
votar. É no Orçamento que ficamos sabendo exatamente para
onde vão os recursos públicos. E descobrimos que não
vão para onde deveriam ir.
Para investimentos na educação, o Governo tem 138 milhões
de reais disponíveis. Aí, dizem que nenhum Governo destinou
tanto para a educação, que estamos preocupados com isso.
Mentira. A verdade é que, até agora, só 10% chegou
lá na ponta, melhorando de forma efetiva a educação.
Então, repito, esta é uma peça de ficção.
Não tem compromisso com a verdade. Não tem respeito pela
participação da sociedade.
Vejam o que está acontecendo, de novo, com a saúde: são
23 milhões de reais disponíveis para investimentos, mas
até agora investiram 2 milhões e 500 mil. Apenas 10%, Deputada
Maria do Rosário. Isso é um desrespeito com a participação
da sociedade. É a confirmação da enganação
do Orçamento Participativo.
Quem é a favor da participação da sociedade, respeita
as Emendas Populares. Nenhuma das Emendas Populares aprovadas para o Orçamento
de 2001 foi cumprida.
O que dizer do Hospital do Parque Belém, que, dos 378 mil reais
destinados, nada foi liberado? Não precisam de hospital no Parque
Belém?
Porventura, está aqui a comunidade de Canoas. Para a implantação
e instalação do pronto-socorro daquele Município
estavam previstos 2 milhões e 500 mil. Pois não foi destinado
nenhum centavo para lá. Meus queridos amigos de Canoas, não
há necessidade de pronto-socorro na sua cidade? Ou o Orçamento
é de ficção, ou este Governo é incompetente.
E tem mais. Para a conclusão do prédio para o serviço
de hemodiálise do Hospital de Caridade de Santiago estavam previstos
150 mil no Orçamento.
Ou saúde não é importante, ou o Orçamento
é de ficção, ou o Governo é incompetente,
porque não faz aquilo que está no Orçamento, não
cumpre o compromisso que estabeleceu com a comunidade, não executa
as obras do Orçamento Participativo e apresenta um Orçamento
que é absolutamente uma peça de ficção. (Não
revisado pelo Orador. )
A SRA. PRESIDENTE (Maria do Rosário PT) Em votação
o texto do Projeto de Lei nº 238/2001. (pausa) Por solicitação
do Deputado Cézar Busatto, concedo a palavra a S. Exa. para encaminhar
a votação da matéria.
O SR. CÉZAR BUSATTO (PPS) Sra. Presidente,
Sras. e Srs. Deputados:
Sinceramente, não pretendia falar novamente desta tribuna, mas
fui surpreendido com a manifestação de baixa qualidade política
do Líder do Governo, Deputado Ivar Pavan. Em face disso, sou obrigado
a dar-lhe uma resposta publicamente.
O Deputado Ivar Pavan acusou-me de estar jogando para a platéia,
fazendo um discurso para lideranças populares não-petistas
do Município de Canoas, quando defendo a justa reivindicação
da Emenda Popular em favor da construção de um ginásio
poliesportivo, no Bairro Harmonia, para beneficiar 15 mil pessoas naquela
cidade.
Quero dizer ao Deputado Ivar Pavan que o fato de não ter sido apresentada
esta Emenda na Comissão de Finanças e Planejamento foi resultado
de uma decisão das Bancadas de Oposição, com o objetivo
de colaborar com a tramitação do Orçamento.
Declaramos o nosso voto por escrito, demonstrando que aprovávamos
o Orçamento, com restrições, para não inviabilizar
a Peça Orçamentária para o ano que vem. Fizemos questão
de tornar pública essa decisão e de publicá-la nos
anais desta Casa. Tanto isso é verdade, Sra. Presidente, Srs. Deputados,
que o Deputado Ronaldo Zülke, que já foi Líder deste
Governo, disse textualmente que registrava a atitude de colaboração
das Bancadas de Oposição na votação do Orçamento,
realizada na Comissão de Finanças e Planejamento.
Ora, se a nossa atitude foi de colaboração na Comissão
de Finanças e Planejamento, como pode o Deputado Ivar Pavan vir
aqui para me questionar, colocando-me em confronto com lideranças
populares que vêm prestigiar o trabalho parlamentar nesta Casa?
Ou o Deputado Ronaldo Zülke está certo, elogiando as Oposições
pela colaboração, ou está certo o Deputado Ivar Pavan,
fazendo essa crítica descabida. Nesse caso, fico com o Deputado
Ronaldo Zülke. Deixo aqui minha resposta pública ao Líder
do Governo, Deputado Ivar Pavan, que não foi correto, não
teve boa educação política na maneira como conduziu
os debates, hoje à tarde, nesta Assembléia Legislativa.
Sra. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, esta Peça Orçamentária
é de má qualidade, e a gestão financeira do Estado
também é de má qualidade o Tribunal de Contas registra
isso em seu Parecer, afirmando que o Estado marcha para o desequilíbrio
financeiro nas suas contas públicas. Se examinarmos o caixa único,
veremos que 1,2 bilhões de reais estão a descoberto, e o
Tribunal de Contas registra esse rombo, exigindo do Governo que esses
recursos sejam repostos.
Surpreendentemente, diz o Governo que não tem dinheiro para pagar
o funcionalismo, para investir em saúde e habitação,
ou para honrar as demandas populares. Entretanto, Sras. e Srs. Deputados,
o Tribunal de Contas registra um aumento de 60% nas verbas gastas em publicidade
no ano passado. Repito: 60% de aumento só no ano passado. Como
se isso não bastasse, o aumento nos gastos de publicidade pelas
empresas estatais pasmem V. Exas.! é de 368% se comparado ao
do ano anterior.
Este Governo, que se elegeu dizendo que o Governo anterior gastava demais
em publicidade, está gastando muito mais, desconsiderando a participação
popular e rasgando o discurso feito em campanha eleitoral e com o qual
se elegeu. Muito obrigado. (Não revisado pelo Orador.)
A SRA. PRESIDENTE (Maria do Rosário PT) Em votação
o texto do Projeto de Lei nº 238/2001. Solicito aos Deputados
que registrem seu voto.
(Procede-se à votação pelo painel eletrônico.)
PTB RS MANOEL MARIA S
PPB RS JOÃO FISCHER S
PPB RS JOSÉ FARRET S
PPB RS MARCO PEIXOTO S
PPB RS MARIA DO CARMO S
PPB RS OTOMAR VIVIAN S
PPB RS VALDIR ANDRES S
PPB RS VILSON COVATTI S
PMDB RS ALEXANDRE POSTAL S
PPS RS BERFRAN ROSADO N
PPS RS CÉZAR BUSATTO N
PMDB RS ELMAR SCHNEIDER S
PPS RS IARA WORTMANN N
PMDB RS JAIR FOSCARINI S
PMDB RS JOÃO OSÓRIO S
PMDB RS JOSÉ IVO SARTORI S
PC DO B RS JUSSARA CONY S
PPS RS MARIO BERND N
PTB RS ALOÍSIO CLASSMANN S
PT RS RONALDO ZULKE S
PTB RS EDEMAR VARGAS S
PTB RS ELISEU SANTOS S
PTB RS IRADIR PIETROSKI S
PTB RS LUIS AUGUSTO LARA S
PTB RS OSMAR SEVERO S
PDT RS ADROALDO LOUREIRO S
PDT RS CIRO SIMONI S
PDT RS GIOVANI CHERINI S
PDT RS JOÃO LUIZ VARGAS S
PDT RS KALIL SEHBE S
PDT RS PAULO AZEREDO S
PDT RS VIEIRA DA CUNHA S
PT RS CECÍLIA HYPÓLITO S
PT RS DIONILSO MARCON S
PT RS EDSON PORTILHO S
PT RS ELVINO BOHN GASS S
PT RS IVAR PAVAN S
PT RS LUIS F.SCHMIDT S
PT RS MARIA DO ROSARIO S
PT RS JOSÉ GOMES S
PPS RS BERNARDO DE SOUZA N
PFL RS GERMANO BONOW S
A SRA. PRESIDENTE (Maria do Rosário PT) Com 37 votos favoráveis
e 5 votos contrários, está aprovado o texto do Projeto de
Lei nº 238/2001.
Passaremos a examinar três Projetos de Decreto Legislativo de indicações
para a Agergs.
Há sobre a mesa Requerimento, do Deputado Vilson Covatti, de preferência
para a votação do Projeto de Decreto Legislativo nº
8/2001.
O SR. JOSÉ IVO SARTORI (PMDB) Sra. Presidente, como se trata
de indicações para a Agergs, consideramos conveniente que
sejam votadas conjuntamente. Não podemos votar um nome em separado
em função de um interesse momentâneo ou ocasional.
Como hoje já participamos de uma Sessão Extraordinária
e estamos finalizando esta Sessão Ordinária, em que concluímos
a votação do Orçamento, acreditamos que seja conveniente
realizarmos numa próxima oportunidade a votação de
todos os nomes que poderão compor a Agência Estadual de Regulação
dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul.
A SRA. PRESIDENTE (Maria do Rosário PT) Deputado José
Ivo Sartori, a Mesa recebeu um Requerimento e precisa apresentá-lo
para apreciação.
O SR. JOSÉ IVO SARTORI (PMDB) Sra. Presidente, estou fazendo
um apelo ao Deputado Vilson Covatti, para que retire o seu Requerimento.
A SRA. PRESIDENTE (Maria do Rosário PT) Certamente, Deputado
José Ivo Sartori. Como V. Exa. está fazendo esse apelo,
consultamos o Deputado Vilson Covatti. S. Exa., entretanto, não
está de acordo com essa solicitação.
O SR. IVAR PAVAN (PT) Sra. Presidente, concordando com a proposta do
Deputado José Ivo Sartori, solicito a V. Exa. que consulte os Srs.
Líderes no sentido de que sejam acrescentados nesse Requerimento
os outros dois Projetos de Decreto Legislativo. Então, por acordo,
poderíamos realizar a votação.
O SR. VILSON COVATTI (PPB) Sra. Presidente, por favor, solicito que
seja colocado em votação o Requerimento de minha autoria.
Não pode ser tolhida a vontade de um Deputado nesta Casa.
A SRA. PRESIDENTE (Maria do Rosário PT) Deputado, V. Exa. tem
assegurados os dispositivos garantidos pelo Regimento Interno desta Casa.
Srs. Deputados, recebemos um Requerimento, e já há deliberação.
O SR. JOSÉ IVO SARTORI (PMDB) Sra. Presidente, quero dizer que,
nesta Casa, é respeitada a vontade de todos os Deputados, que não
há ninguém que desrespeite o desejo de um Parlamentar, principalmente
do eminente Líder da Bancada do PPB, Deputado Vilson Covatti.
Por outro lado, penso que podemos cometer um desrespeito com relação
às indicações para a Agergs. Se há uma lista
de três nomes, é constrangedor o fato de não podermos
votá-los conjuntamente. Trata-se de uma questão de coerência,
de lealdade, de princípios e de bom comportamento.
A SRA. PRESIDENTE (Maria do Rosário PT) Agradeço a manifestação
de V. Exa., Deputado. No entanto, precisamos restringir as observações
à ordem dos trabalhos.
Por solicitação do Deputado João Osório, concedo
a palavra a S. Exa. para uma comunicação de líder.
O
SR. JOÃO OSÓRIO (PMDB) Sra. Presidente, Sras. e Srs.
Deputados:
Venho a esta tribuna manifestar-me a respeito da seriedade da questão
de ordem levantada pelo Líder da Bancada do PMDB, com cinco mandatos
nesta Casa, Deputado José Ivo Sartori. O PMDB tem feito Oposição
ferrenha a este Governo, mas temos procurado fazê-lo com responsabilidade.
Acabamos de votar um Projeto de Orçamento do qual discordamos,
mas compreendemos o grande esforço feito pelo Sr. Relator. A Bancada
do PMDB entendeu que deveria respeitar os critérios adotados pela
Comissão Técnica, mesmo discordando da maneira como o Governo
do PT executa o Orçamento do Estado.
Conheço o nobre Deputado Vilson Covatti, meu conterrâneo,
um Parlamentar esforçado, competente e sério, a quem faço
um apelo: se três nomes foram aprovados pela Comissão de
Serviços Públicos, por que este plenário tem de votar
apenas um nome? Esse fato é muito sério, pois vamos deixar
em dúvida para a sociedade o nome de dois cidadãos que não
são do meu Partido, os quais sequer conheço, mas que são
chefes de família.
Solicito, portanto, ao Deputado Vilson Covatti que inclua os outros dois
nomes em seu Requerimento, para que a Bancada do PMDB possa votar favoravelmente.
Caso contrário, faço um apelo aos Srs. Líderes para
que não se aprove esse Requerimento, que trará preocupação
para pessoas que acredito serem sérias, já que seus nomes
foram aprovados pela Comissão Técnica.
Deixo esse apelo ao plenário e, mais uma vez, ao Líder da
Bancada do PPB, nobre Deputado Vilson Covatti, para que inclua os outros
dois nomes ou retire o seu Requerimento. Muito obrigado. (Não revisado
pelo Orador.)
A SRA. PRESIDENTE (Maria do Rosário PT) Em votação
o Requerimento do Deputado Vilson Covatti.
O SR. JOSÉ IVO SARTORI (PMDB) Gostaria de pedir a atenção
do Líder da Bancada do PPB, Deputado Vilson Covatti. (pausa) Gostaria,
então, que V. Exa., Sra. Presidente, solicitasse ao Deputado Vilson
Covatti que inclua no seu Requerimento os outros dois nomes.
A SRA. PRESIDENTE (Maria do Rosário PT) Há uma proposta
para que sejam incluídos esses nomes. (pausa) O Requerimento não
foi retirado.
Em votação o Requerimento do Deputado Vilson Covatti.
O SR. ELVINO BOHN GASS (PT) Sra. Presidente, gostaria de saber se o
Requerimento que acabei de encaminhar já chegou à Mesa,
incluindo os três nomes que desejamos apreciar.
A SRA. PRESIDENTE (Maria do Rosário PT) Acabamos de receber
o Requerimento do Deputado Elvino Bohn Gass de preferência para
votação dos Projetos de Decreto Legislativo nºs
6/2001, 7/2001 e 8/2001.
Em votação o Requerimento do Deputado Vilson Covatti. (pausa)
Por solicitação do Deputado João Luiz Vargas, concedo
a palavra a S. Exa. para encaminhar a votação da matéria.
O SR. JOÃO LUIZ VARGAS (PDT) Sra. Presidente,
Sras. e Srs. Deputados:
Da mesma forma como houve aqui o entendimento com relação
ao Projeto do Orçamento, com cada um dos Parlamentares expressando
seus sentimentos e as suas convicções no seu voto e nas
suas palavras, solicito ao eminente Líder da Bancada do PPB, Deputado
Vilson Covatti, que colabore no entendimento final desta Sessão
e retire o seu Requerimento, porque será votado outro Requerimento
incluindo os três nomes.
É uma solicitação de toda esta Casa. Do contrário,
seu Requerimento será derrotado, o que não é bom
para o crescimento de V. Exa., não reflete seu vigor na defesa
da democracia. Reitero o pedido para que V. Exa. retire seu Requerimento
e votaremos favoravelmente ao que inclui os nomes propostos ou permita
a inclusão dos outros dois nomes. (Não revisado pelo Orador.)
A SRA. PRESIDENTE (Maria do Rosário PT) Em votação
o Requerimento do Deputado Vilson Covatti. (pausa) Por solicitação
da Deputada Maria do Carmo, concedo a palavra a S. Exa. para encaminhar
a votação da matéria.
A
SRA. MARIA DO CARMO (PPB) Sra. Presidente, Sras. e Srs. Deputados:
Quero ser rápida e dirigir minhas palavras ao meu Líder,
Deputado Vilson Covatti, da Bancada do Partido Progressista Brasileiro.
Deputado Vilson Covatti, V. Exa. é um homem extremamente responsável,
capaz, um Parlamentar que está nesta Casa porque o povo o escolheu.
Neste momento, 54 Deputados estão pedindo a V. Exa. que retire
seu Requerimento ou que permita que os outros dois nomes sejam incluídos
nele. Não é só a Deputada Maria do Carmo que faz
essa solicitação, mas é a amiga e colega que carinhosamente
lhe diz: Vamos construir, porque será bem melhor. Muito obrigada.
(Não revisado pela Oradora.)
A SRA. PRESIDENTE (Maria do Rosário PT) Em votação
o Requerimento do Deputado Vilson Covatti. (pausa) Por solicitação
do Deputado José Ivo Sartori, concedo a palavra a S. Exa. para
encaminhar a votação da matéria.
O
SR. JOSÉ IVO SARTORI (PMDB) Sra. Presidente, Sras. e Srs. Deputados:
Nesse processo de votação dos nomes indicados para a Agência
Estadual de Regulação dos Serviços Públicos
Delegados do Estado do Rio Grande do Sul Agergs , pode ter havido,
da minha parte, alguma atitude mais acintosa ou até incompreensível,
em algum momento, pelo Deputado Vilson Covatti. Quero dizer a V. Exa.,
com toda a tranqüilidade, serenidade e humildade, que em nenhum momento
tive a intenção de prejudicar a sua proposta.
Entretanto, quero deixar claro que faria de novo o que fiz, porque, quando
se trata de pessoas que trabalharão no controle e fiscalização,
não podemos privilegiar apenas um nome. Temos que pensar em todos
os que irão trabalhar num organismo muito sério e que modificarão,
inclusive, as relações do serviço público
no que tange a essa organização.
Quando apresentei minha proposição, foi no sentido de preservar
todos os nomes indicados. Por isso, Deputado Vilson Covatti, fui até
sua mesa para dizer a V. Exa. que seu Requerimento seria aceito, desde
que incluísse os outros dois nomes. Sendo assim, não estaremos
excluindo ninguém e estaremos agindo de forma a engrandecer este
Parlamento, que não privilegia ninguém. Nesse sentido, era
a nossa proposta e continuará sendo a nossa posição.
Acreditamos ser de bom alvitre que V. Exa. permita a inclusão dos
outros dois nomes no mesmo Requerimento de preferência. Essa é
a solicitação de um amigo, de um companheiro, de alguém
que olha pelo bem desta Casa e que considera, acima de tudo, todas as
pessoas que vão desempenhar uma função pública.
Muito obrigado. (Não revisado pelo Orador.)
A SRA. PRESIDENTE (Maria do Rosário PT) Em votação
o Requerimento do Deputado Vilson Covatti. (pausa) Por solicitação
do Deputado Vilson Covatti, concedo a palavra a S. Exa para encaminhar
a votação da matéria.
O
SR. VILSON COVATTI (PPB) Sra. Presidente, Sras. e Srs. Deputados:
Estou resgatando um acordo feito no passado. Quando votamos o nome do
Sr. Miranda, foi me dada a palavra de que votaríamos o nome do
Sr. Eduardo Battaglia Krause. Não tenho nada contra os demais nomes,
entretanto eles não constavam desse acordo. Agora, evidentemente,
se o acordo não valer mais, solicito, Sra. Presidente, a retirada
do meu Requerimento. Muito obrigado. (Não revisado pelo Orador.)
A SRA. PRESIDENTE (Maria do Rosário PT) Defiro a solicitação
de V. Exa., Deputado Vilson Covatti. Está superada, portanto, essa
matéria.
O SR. IRADIR PIETROSKI (PTB) Sra. Presidente, solicito que se proceda
à votação da redação final do Projeto
do Orçamento, que deverá ser publicado amanhã.
A SRA. PRESIDENTE (Maria do Rosário PT) Esclareço que
a votação dos Requerimentos é determinada pela sua
ordem de chegada a esta Mesa. Por isso foi dada preferência ao Requerimento
do Deputado.
O SR. ELVINO BOHN GASS (PT) Sra. Presidente, após a votação
da redação final, estaremos votando o Requerimento de inclusão
dos três nomes: o solicitado pelo Deputado Vilson Covatti e os de
David Fialkow Sobrinho e Denise Zaions. Muito obrigado.
A SRA. PRESIDENTE (Maria do Rosário PT) Em votação
o Requerimento de dispensa de publicação e interstício
para a imediata votação da redação final do
Projeto de Lei nº 238/2001, ora aprovado, Requerimento este assinado
pelo Deputado Germano Bonow. Os Deputados que o aprovarem permaneçam
sentados. (pausa) Aprovado.
Em votação a redação final do Projeto referido
no Requerimento ora aprovado. Os Deputados que a aprovarem permaneçam
sentados. (pausa) Aprovada.
Em votação o Requerimento, do Deputado Elvino Bohn Gass,
de preferência para votação dos Projetos de Decreto
Legislativo nºs 6, 7 e 8/2001. Solicito aos Deputados que registrem
seu voto.
(Procede-se à votação pelo painel eletrônico.)
Partido UF PARLAMENTAR VOTO PTB RS MANOEL MARIA S PPB RS MARCO PEIXOTO
S
PPB RS MARIA DO CARMO S
PPB RS OTOMAR VIVIAN S
PMDB RS ALEXANDRE POSTAL S
PMDB RS ELMAR SCHNEIDER S
PMDB RS JAIR FOSCARINI S
PMDB RS JOÃO OSÓRIO S
PMDB RS JOSÉ IVO SARTORI S
PC DO B RS JUSSARA CONY S
PTB RS ALOÍSIO CLASSMANN S
PT RS RONALDO ZULKE S
PTB RS EDEMAR VARGAS S
PTB RS IRADIR PIETROSKI S
PDT RS CIRO SIMONI S
PDT RS JOÃO LUIZ VARGAS S
PDT RS KALIL SEHBE S
PDT RS VIEIRA DA CUNHA S
PT RS CECÍLIA HYPÓLITO S
PT RS DIONILSO MARCON S
PT RS EDSON PORTILHO S
PT RS ELVINO BOHN GASS S
PT RS IVAR PAVAN S
PT RS LUCIANA GENRO S
PT RS LUIS F.SCHMIDT S
PT RS MARIA DO ROSARIO S
PT RS JOSÉ GOMES S
PT RS ROQUE GRAZZIOTIN S
PFL RS GERMANO BONOW S
A SRA. PRESIDENTE (Maria do Rosário PT) Com 29 votos favoráveis
e nenhum voto contrário, está aprovado o Requerimento do
Deputado Elvino Bohn Gass.
Em discussão e votação o Projeto de Decreto Legislativo
nº 6/2001, da Comissão de Serviços Públicos:
Aprova a indicação do nome da Sra. Denise Zaions para compor
o Conselho Superior da Agência Estadual de Regulação
dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul Agergs.
Parecer: Favorável, da Comissão de Serviços Públicos.
Relator: Deputado José Gomes, pela referida Comissão.
Em discussão. (pausa) Não havendo manifestação
de nenhum dos Deputados, encerro a discussão.
Em votação. Solicito aos Deputados que registrem seu voto.
(Procede-se à votação pelo painel eletrônico.)
Partido UF PARLAMENTAR VOTO
PPB RS JOÃO FISCHER SECRETO
PPB RS JOSÉ FARRET SECRETO
PPB RS MARCO PEIXOTO SECRETO
PPB RS MARIA DO CARMO SECRETO
PPB RS OTOMAR VIVIAN SECRETO
PMDB RS ALEXANDRE POSTAL SECRETO
PMDB RS ELMAR SCHNEIDER SECRETO
PMDB RS JAIR FOSCARINI SECRETO
PMDB RS JOÃO OSÓRIO SECRETO
PMDB RS JOSÉ IVO SARTORI SECRETO
PC DO B RS JUSSARA CONY SECRETO
PTB RS ALOÍSIO CLASSMANN SECRETO
PT RS RONALDO ZULKE SECRETO
PTB RS EDEMAR VARGAS SECRETO
PTB RS IRADIR PIETROSKI SECRETO
PTB RS PAULO MOREIRA SECRETO
PDT RS ADROALDO LOUREIRO SECRETO
PDT RS CIRO SIMONI SECRETO
PDT RS JOÃO LUIZ VARGAS SECRETO
PDT RS KALIL SEHBE SECRETO
PDT RS VIEIRA DA CUNHA SECRETO
PT RS CECÍLIA HYPÓLITO SECRETO
PT RS DIONILSO MARCON SECRETO
PT RS EDSON PORTILHO SECRETO
PT RS ELVINO BOHN GASS SECRETO
PT RS IVAR PAVAN SECRETO
PT RS LUCIANA GENRO SECRETO
PT RS LUIS F.SCHMIDT SECRETO
PT RS MARIA DO ROSARIO SECRETO
PT RS JOSÉ GOMES SECRETO
PT RS ROQUE GRAZZIOTIN SECRETO
A SRA. PRESIDENTE (Maria do Rosário PT) Com 26 votos favoráveis
e 5 votos contrários, está aprovado o Projeto de Decreto
Legislativo nº 06/2001.
Em discussão e votação o Projeto de Decreto Legislativo
nº 07/2001, da Comissão de Serviços Públicos:
Aprova a indicação do nome do Sr. David Fialkow Sobrinho
para compor o Conselho Superior da Agência Estadual de Regulação
dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul Agergs.
Parecer: Favorável, da Comissão de Serviços Públicos.
Relator: Deputado Luis Fernando Schmidt, pela referida Comissão.
Em discussão. (pausa) Não havendo manifestação
de nenhum dos Deputados, encerro a discussão.
Em votação. Solicito aos Deputados que registrem seu voto.
(Procede-se à votação pelo painel eletrônico.)
Partido UF PARLAMENTAR VOTO
PPB RS JOÃO FISCHER SECRETO
PPB RS MARCO PEIXOTO SECRETO
PPB RS MARIA DO CARMO SECRETO
PPB RS OTOMAR VIVIAN SECRETO
PMDB RS ALEXANDRE POSTAL SECRETO
PMDB RS ELMAR SCHNEIDER SECRETO
PMDB RS JAIR FOSCARINI SECRETO
PMDB RS JOÃO OSÓRIO SECRETO
PMDB RS JOSÉ IVO SARTORI SECRETO
PC DO B RS JUSSARA CONY SECRETO
PTB RS ALOÍSIO CLASSMANN SECRETO
PT RS RONALDO ZULKE SECRETO
PTB RS EDEMAR VARGAS SECRETO
PTB RS IRADIR PIETROSKI SECRETO
PTB RS PAULO MOREIRA SECRETO
PDT RS ADROALDO LOUREIRO SECRETO
PDT RS CIRO SIMONI SECRETO
PDT RS JOÃO LUIZ VARGAS SECRETO
PDT RS KALIL SEHBE SECRETO
PDT RS VIEIRA DA CUNHA SECRETO
PT RS CECÍLIA HYPÓLITO SECRETO
PT RS DIONILSO MARCON SECRETO
PT RS EDSON PORTILHO SECRETO
PT RS ELVINO BOHN GASS SECRETO
PT RS IVAR PAVAN SECRETO
PT RS LUCIANA GENRO SECRETO
PT RS LUIS F.SCHMIDT SECRETO
PT RS MARIA DO ROSARIO SECRETO
PT RS JOSÉ GOMES SECRETO
PT RS ROQUE GRAZZIOTIN SECRETO
PFL RS GERMANO BONOW SECRETO
A SRA. PRESIDENTE (Maria do Rosário PT) Com 28 votos favoráveis
e 3 votos contrários, está aprovado o Projeto de Decreto
Legislativo nº 7/2001.
Em discussão e votação o Projeto de Decreto Legislativo
nº 8/2001, da Comissão de Serviços Públicos:
Aprova a indicação do nome do Sr. Eduardo Battaglia Krause
para compor o Conselho Superior da Agência Estadual de Regulação
dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul Agergs.
Parecer: Favorável, da Comissão de Serviços Públicos.
Relator: Deputado Otomar Vivian, pela referida Comissão.
Em discussão. (pausa) Não havendo manifestação
de nenhum dos Deputados, encerro a discussão.
Em votação. Solicito aos Deputados que registrem seu voto.
(Procede-se à votação pelo painel eletrônico.)
Partido UF PARLAMENTAR VOTO
PPB RS JOÃO FISCHER SECRETO
PPB RS JOSÉ FARRET SECRETO
PPB RS MARCO PEIXOTO SECRETO
PPB RS MARIA DO CARMO SECRETO
PPB RS OTOMAR VIVIAN SECRETO
PPB RS VALDIR ANDRES SECRETO
PPB RS VILSON COVATTI SECRETO
PMDB RS ALEXANDRE POSTAL SECRETO
PMDB RS ELMAR SCHNEIDER SECRETO
PMDB RS JAIR FOSCARINI SECRETO
PMDB RS JOÃO OSÓRIO SECRETO
PMDB RS JOSÉ IVO SARTORI SECRETO
PC DO B RS JUSSARA CONY SECRETO
PTB RS ALOÍSIO CLASSMANN SECRETO
PT RS RONALDO ZULKE SECRETO
PTB RS EDEMAR VARGAS SECRETO
PTB RS IRADIR PIETROSKI SECRETO
PTB RS PAULO MOREIRA SECRETO
PDT RS ADROALDO LOUREIRO SECRETO
PDT RS CIRO SIMONI SECRETO
PDT RS JOÃO LUIZ VARGAS SECRETO
PDT RS KALIL SEHBE SECRETO
PDT RS VIEIRA DA CUNHA SECRETO
PT RS CECÍLIA HYPÓLITO SECRETO
PT RS DIONILSO MARCON SECRETO
PT RS EDSON PORTILHO SECRETO
PT RS ELVINO BOHN GASS SECRETO
PT RS IVAR PAVAN SECRETO
PT RS LUCIANA GENRO SECRETO
PT RS LUIS F.SCHMIDT SECRETO
PT RS MARIA DO ROSARIO SECRETO
PT RS JOSÉ GOMES SECRETO
PT RS ROQUE GRAZZIOTIN SECRETO
PFL RS GERMANO BONOW SECRETO
A SRA. PRESIDENTE (Maria do Rosário PT) Com 32 votos favoráveis
e 2 votos contrários, está aprovado o Projeto de Decreto
Legislativo nº 8/2001.
A SRA. LUCIANA GENRO (PT) Sra. Presidente, gostaria de consignar o meu
voto sim ao Projeto de Lei nº 238/2001.
O SR. ROQUE GRAZZIOTIN (PT) Registro o meu voto sim ao Projeto de Lei
nº 238/2001.
A SRA. PRESIDENTE (Maria do Rosário PT) Esta Presidência
registra os votos favoráveis da Deputada Luciana Genro e do Deputado
Roque Grazziotin ao Projeto de Lei nº 238/2001, permanecendo,
entretanto, o resultado consignado no painel eletrônico.
Informamos aos Srs. Deputados que, conforme acordo, na Sessão de
amanhã, haverá Ordem do Dia.
Não havendo mais matéria a ser deliberada, declaro encerrada
a Ordem do Dia.
Passo às
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