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ORDEM DO DIA
Solicito ao Secretário que proceda à chamada dos Deputados para verificação de quórum.
O Sr. Secretário Bancada do PT: Deputados Cecilia Hypolito, presente; Dionilso Marcon, presente; Edson Portilho, presente; Elvino Bohn Gass, presente; Ivar Pavan, presente; José Gomes, presente; Luciana Genro (ausente); Luis Fernando Schmidt (ausente); Maria do Rosário, presente; Ronaldo Zülke (ausente); Roque Grazziotin, presente.
Bancada do PPB: Deputados Adolfo Brito, presente; Érico Ribeiro, presente; Francisco Appio, presente; Frederico Antunes (ausente); João Fischer, presente; José Farret (ausente); Marco Peixoto (ausente); Maria do Carmo (ausente); Otomar Vivian (ausente); Valdir Andres, presente; Vilson Covatti, presente.
Bancada do PTB: Deputados Abílio dos Santos (ausente); Aloísio Classmann, presente; Edemar Vargas, presente; Eliseu Santos, presente; Iradir Pietroski, presente; Luis Augusto Lara (ausente); Manoel Maria (ausente); Osmar Severo, presente; Paulo Moreira, presente; Sérgio Zambiasi (ausente).
Bancada do PDT: Deputados Adroaldo Loureiro (ausente); Ciro Simoni, presente; Giovani Cherini, presente; João Luiz Vargas, presente; Kalil Sehbe, presente; Paulo Azeredo (ausente); Vieira da Cunha, presente.
Bancada do PPS: Deputados Berfran Rosado (ausente); Bernardo de Souza, presente; Cézar Busatto (ausente); Iara Wortmann, presente; Mário Bernd, presente; Paulo Odone, presente.
Bancada do PMDB: Deputados Alexandre Postal, presente; Elmar Schneider (ausente); Jair Foscarini, presente; José Ivo Sartori, presente; João Osório (ausente).
Bancada do PFL: Deputados Germano Bonow, presente; Onyx Lorenzoni, presente.
Bancada do PSDB: Deputados Adilson Troca, presente; Jorge Gobbi, presente.
Bancada do PC do B: Deputada Jussara Cony, presente.
O SR. PRESIDENTE FRANCISCO APPIO (PPB) Presentes 37 deputados, há quórum para deliberação.
Há sobre a mesa um Requerimento do Sr. Governador do Estado, em exercício, Miguel Rossetto, solicitando a retirada do regime de urgência, que tem base no art. 62 da Constituição do Estado, para a apreciação do Projeto de Lei nº 278/2001.
O SR. IVAR PAVAN (PT) Sr. Presidente, conversamos com a maioria dos Srs. Líderes e como há a intenção de apreciar este Projeto, em nome do Governo, solicito a retirada do Requerimento que V. Exa. acaba de apresentar, mantendo também na pauta o Projeto de Lei nº 279/2001.
O SR. PRESIDENTE FRANCISCO APPIO (PPB) Esta Presidência defere a solicitação e mantém na pauta os Projetos de Lei nºs 278/2001 e 279/2001.
Em discussão e votação o Projeto de Lei 278/2001, do Poder Executivo: Altera dispositivos da Lei nº 11. 289, de 23 de dezembro de 1998, que dispõe sobre organização, funcionamento e atribuições do Conselho Estadual de Cultura e dá outras providências. Ao Projeto foi apresentada uma Emenda. O Projeto entra na Ordem do Dia com base no art. 62 da Constituição Estadual.
Em discussão. (pausa) Por solicitação do Deputado Bernardo de Souza, concedo a palavra a S. Exa. para discutir a matéria.
O
SR. BERNARDO DE SOUZA (PPS) Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados:
O Projeto de Lei nº 278/2001 propõe algumas alterações relativas à composição e à duração dos mandatos dos membros do Conselho Estadual de Cultura. Esse Projeto chega a esta Casa com um pedido de urgência para a sua votação, prerrogativa do Governador do Estado nos termos do art. 62 da Constituição Estadual. Por força disso, temos de votá-lo.
As possíveis insuficiências de conhecimento acerca do texto, do conteúdo e do alcance das proposições peço que debitem à dificuldade que este Deputado e a sua Bancada tiveram diante da urgência e da avalanche de projetos que chegou a esta Casa.
Não temos nenhuma formal objeção a esse Projeto e, em princípio, poderemos até votar favoravelmente a ele. Conforme a matéria ora em discussão, o Conselho Estadual de Cultura, composto por 18 conselheiros, passará a ter 24, três de cada um dos oito segmentos arrolados na proposta.
Há uma peculiaridade que considero no mínimo intrigante. Os oito conselheiros, um terço, de livre indicação do Governo do Estado manteriam ou manterão, se aprovado o Projeto o tempo de mandato de quatro anos. Já os demais 16 conselheiros indicados pelos oito segmentos teriam o seu mandato reduzido para dois anos. Os do Governo continuam com quatro; os novos, os dos segmentos, com dois. Isso me parece levar a uma absurda e até odiosa diferenciação. Vamos apresentar uma Emenda sobre a qual viremos falar na hora adequada em que se tenta resolver esse problema pela definição de um mandato igual de dois anos para todos.
Segundo o Projeto original este que chegou com urgência , é permitida uma única recondução, o que é justo e legítimo. Mas há que se fazer a pergunta sobre a possibilidade de, interrompido o hipotético segundo mandato, dois, quatro, seis, 10, 20, 40, 50 anos depois, aquela pessoa vir a ser designada membro do Conselho de Cultura. A idéia é que haja um mandato de dois anos, permitida uma única recondução consecutiva, o que não vedaria futuras hipotéticas reconduções não-consecutivas.
Há um outro elemento que me parece crucial e essencial na busca da legítima representação dos atores atores não no sentido teatral , dos agentes do processo cultural, que é dos produtores culturais que foram guindados a uma posição indispensável nos termos da Lei de Incentivo à Cultura, que esta Casa aprovou por unanimidade há alguns anos, na forma de um Substitutivo gerado em consenso, ante um Projeto originário do Poder Executivo.
A idéia oscilou entre a inclusão nos diversos segmentos da figura dos produtores culturais. Mas isso nos levaria, talvez, a esbarrar numa possível inconstitucionalidade se a Emenda partisse da Assembléia Legislativa; também não poderá partir do Poder Executivo não há como fazer uma alteração agora. Então, a idéia está no art. 3º, quando se define o aumento da composição para 24 e que todos terão um mandato de dois anos; e no caput do artigo, quando diz que os representantes, os membros do Conselho serão eleitos pelas entidades representativas dos segmentos culturais, com a participação dos produtores culturais, sem dar uma cota fixa ou específica para esse segmento, que nos parece tem de ter presença assegurada no Conselho. Muito obrigado. (Revisado pelo Orador.)
O SR. PRESIDENTE FRANCISCO APPIO (PPB) Continuam em discussão o Projeto de Lei nº 278/2001 e sua Emenda. (pausa) Não havendo manifestação de mais nenhum dos Deputados, encerro a discussão.
Em votação.
O SR. BERNARDO DE SOUZA (PPS) Sr. Presidente, está sendo tirada cópia de uma Emenda para o cumprimento das disposições regimentais, e, parece, haverá um grande entendimento favorável a ela. Não sei como procederemos.
O SR. PRESIDENTE FRANCISCO APPIO (PPB) Estando em fase de encaminhamento de votação, Deputado, em que pese a sua preocupação, não há mais possibilidade de apresentar emendas à matéria.
Em votação o Projeto de Lei nº 278/2001 e sua Emenda. Primeiramente, votaremos a Emenda nº 1, do Deputado Bernardo de Souza, que tem o seguinte teor:
Altera o inciso I do art. 1º, ficando como segue:
Inciso I O caput do art. 3º e seu § 2º passam a vigorar com a seguinte redação, revogado seu § 3º:
Art. 3º O Conselho Estadual de Cultura será composto por 24 (vinte e quatro) conselheiros e respectivos suplentes, um terço indicado pelo Governador do Estado e dois terços eleitos pelas entidades representativas dos diversos segmentos culturais, com a participação de representantes dos produtos culturais.
Parágrafo 2º Os conselheiros e seus suplentes terão mandato de dois anos, permitida uma única recondução consecutiva.
Em votação. (pausa) Por solicitação do Deputado Bernardo de Souza, concedo a palavra a S. Exa. para encaminhar a votação da matéria.
O SR. BERNARDO DE SOUZA (PPS) Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados:
Gostaria de esclarecer creio que não havia me expressado claramente que a Emenda nº 1 já foi apresentada, e o que está sendo feito agora é a coleta das cópias para distribuição às Bancadas. Parece-me que existe a possibilidade de um grande entendimento em torno desta Emenda.
Esta Emenda significa de nossa parte a adesão ao Projeto e à votação favorável com algumas pequenas alterações a que me referi antes. Mexe apenas no art. 3º do Projeto.
O que diz o art. 3º? Diz que serão 24 membros. Isso a Emenda mantém. Vou ler a Emenda, o que talvez facilite a sua compreensão: O Caput do art. 3º diz ela e seu § 2º passam a vigorar com a seguinte redação, revogado o seu § 3º: O Conselho Estadual de Cultura será composto por 24 (vinte e quatro) conselheiros e respectivos suplentes, um terço indicado pelo Governador do Estado e dois terços eleitos pelas entidades representativas dos diversos segmentos culturais aí começa a novidade , com a participação não há cota fixa de representantes dos produtores culturais. § 2º Os conselheiros e seus suplentes terão mandato de dois anos, permitida uma única recondução consecutiva.
Esta é a Emenda, e quero encaminhar favoravelmente a ela para dizer o seguinte: a ampliação do número de conselheiros, sim, tem o nosso apoio e todas as disposições correlatas. Queremos colaborar no enfrentamento de duas questões básicas. Uma, como já mencionei anteriormente aqui, é que a recondução vedada seja consecutiva depois da segunda, o que permitiria hipoteticamente que um conselheiro conduzido e reconduzido, 10, 15, 20 anos depois, pudesse ocupar um cargo no Conselho, uma posição no Conselho.
Em segundo lugar, queremos equilibrar o tempo. O Projeto propõe a redução do tempo de mandato de quatro para dois anos. Entretanto, comete uma falta de isonomia na nossa ótica, porque os representantes do Governo ficariam com quatro anos e os dos segmentos baixariam para dois. A nossa Emenda pretende que se reduzam todos para dois anos e assegura, sem ser um segmento, que os produtores culturais possam participar do Conselho, ou melhor, têm que participar do Conselho.
O SR. PRESIDENTE FRANCISCO APPIO (PPB) Deputado Bernardo de Souza, estou interrompendo V. Exa. e peço desculpas.
Srs. Parlamentares, a Mesa compreende a preocupação de V. Exas. na discussão e no aperfeiçoamento deste Projeto, mas o autor da única Emenda está na tribuna, e apelo pelo cumprimento do Regimento Interno. Solicito particularmente aos Srs. Parlamentares e aos Srs. Líderes sua atenção para que possamos dar andamento normal à apresentação e discussão dos projetos.
Pode concluir, Deputado Bernardo de Souza, seu tempo está assegurado.
O SR. BERNARDO DE SOUZA (PPS) Muito obrigado, Sr. Presidente. Agradeço a gentileza nímia de V. Exa., mas eu já havia encerrado a minha manifestação, pelo que vou retirar-me da tribuna. Muito obrigado. (Revisado pelo Orador.)
O SR. PRESIDENTE FRANCISCO APPIO (PPB) Em votação a Emenda nº 1 ao Projeto de Lei nº 278/2001. Solicito aos Deputados que registrem seu voto.
(Procede-se à votação pelo painel eletrônico.)
PARTIDO UF PARLAMENTAR VOTO
PPB RS ÉRICO RIBEIRO S
PPB RS JOSÉ FARRET S
PPB RS MARIA DO CARMO S
PPB RS OTOMAR VIVIAN S
PMDB RS ALEXANDRE POSTAL S
PMDB RS ELMAR SCHNEIDER S
PPS RS IARA WORTMANN S
PMDB RS JAIR FOSCARINI S
PMDB RS JOÃO OSÓRIO S
PMDB RS JOSÉ IVO SARTORI S
PC DO B RS JUSSARA CONY S
PTB RS ABÍLIO DOS SANTOS S
PPS RS MARIO BERND S
PTB RS ALOÍSIO CLASSMANN S
PTB RS EDEMAR VARGAS S
PTB RS IRADIR PIETROSKI S
PTB RS LUIS AUGUSTO LARA S
PTB RS MANOEL MARIA S
PPB RS JOÃO FISCHER S
PPB RS MARCO PEIXOTO S
PPB RS VALDIR ANDRES S
PPB RS VILSON COVATTI S
PTB RS ELISEU SANTOS S
PPB RS ADOLFO BRITO S
PTB RS OSMAR SEVERO S
PTB RS PAULO MOREIRA S
PDT RS CIRO SIMONI S
PDT RS GIOVANI CHERINI S
PDT RS JOÃO LUIZ VARGAS S
PDT RS KALIL SEHBE S
PDT RS VIEIRA DA CUNHA S
PT RS CECÍLIA HYPÓLITO S
PT RS DIONILSO MARCON S
PT RS EDSON PORTILHO S
PT RS ELVINO BOHN GASS S
PT RS IVAR PAVAN S
PT RS LUCIANA GENRO S
PT RS MARIA DO ROSARIO S
PT RS JOSÉ GOMES S
PFL RS ONYX LORENZONI S
PT RS ROQUE GRAZZIOTIN S
PPS RS BERNARDO DE SOUZA S
PSDB RS ADILSON TROCA S
PSDB RS JORGE GOBBI S
PFL RS GERMANO BONOW S
O SR. PRESIDENTE FRANCISCO APPIO (PPB) Com 45 votos favoráveis e nenhum voto contrário, está aprovada a Emenda nº 1 ao Projeto de Lei nº 278/2001.
Em votação o Projeto de Lei nº 278/2001. Solicito aos Deputados que registrem seu voto.
(Procede-se à votação pelo painel eletrônico.)
PARTIDO UF PARLAMENTAR VOTO
PPB RS ÉRICO RIBEIRO S
PTB RS MANOEL MARIA S
PPB RS JOÃO FISCHER S
PPB RS JOSÉ FARRET S
PPB RS MARIA DO CARMO S
PPB RS OTOMAR VIVIAN S
PPB RS VALDIR ANDRES S
PPB RS VILSON COVATTI S
PMDB RS ALEXANDRE POSTAL S
PMDB RS ELMAR SCHNEIDER S
PPS RS IARA WORTMANN S
PMDB RS JAIR FOSCARINI S
PMDB RS JOÃO OSÓRIO S
PC DO B RS JUSSARA CONY S
PTB RS ABÍLIO DOS SANTOS S
PPS RS MARIO BERND S
PTB RS ALOÍSIO CLASSMANN S
PTB RS EDEMAR VARGAS S
PTB RS ELISEU SANTOS S
PTB RS IRADIR PIETROSKI S
PTB RS LUIS AUGUSTO LARA S
PPB RS ADOLFO BRITO S
PTB RS OSMAR SEVERO S
PTB RS PAULO MOREIRA S
PDT RS CIRO SIMONI S
PDT RS GIOVANI CHERINI S
PDT RS JOÃO LUIZ VARGAS S
PDT RS VIEIRA DA CUNHA S
PT RS CECÍLIA HYPÓLITO S
PT RS DIONILSO MARCON S
PT RS EDSON PORTILHO S
PT RS ELVINO BOHN GASS S
PT RS IVAR PAVAN S
PT RS LUCIANA GENRO S
PT RS MARIA DO ROSARIO S
PT RS JOSÉ GOMES S
PT RS ROQUE GRAZZIOTIN S
PPS RS BERNARDO DE SOUZA S
PSDB RS ADILSON TROCA S
PSDB RS JORGE GOBBI S
PFL RS GERMANO BONOW S
O SR. PRESIDENTE FRANCISCO APPIO (PPB) Com 41 votos favoráveis e nenhum voto contrário, está aprovado o Projeto de Lei n° 278/2001.
O SR. PAULO ODONE (PPS) Sr. Presidente, voto sim ao Projeto.
O SR. PRESIDENTE FRANCISCO APPIO (PPB) Esta Presidência registra seu voto favorável à matéria recém-aprovada, permanecendo, entretanto, o resultado consignado no painel eletrônico.
O SR. ELVINO BOHN GASS (PT) Sr. Presidente, solicito a suspensão da Sessão por um minuto para que possamos concluir um Requerimento que será, em seguida, enviado à Mesa.
O SR. PRESIDENTE FRANCISCO APPIO (PPB) Está registrada a solicitação de V. Exa., Deputado Elvino Bohn Gass.
Por solicitação do Deputado Edemar Vargas, concedo a palavra a S. Exa. para uma comunicação de líder.
O
SR. EDEMAR VARGAS (PTB) Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados:
Vimos a esta tribuna para registrar a realização, no final da semana passada, da Convenção do Partido Trabalhista Brasileiro na cidade de Tramandaí. Durante três dias, reunimo-nos no Hotel Beira-Mar, no Centro daquela cidade, envolvidos com os trabalhos da convenção. Lá constatamos a presença de dezenas e dezenas de Municípios representados pelos prefeitos, vereadores, secretários municipais, militantes do nosso Partido Trabalhista Brasileiro.
Com muito êxito e investidura realizamos a nossa convenção, uma prova de que o nosso PTB, a cada dia que passa, cresce, se consolida e avança no Rio Grande do Sul.
Nesses três dias, discutimos com as nossas lideranças, trocando idéias e sugestões. Com os nossos companheiros do Partido, oriundos de todo o Estado e representantes de todos os segmentos da sociedade rio-grandense, buscamos aconselhamentos.
Reconduzimos, como Presidente de Honra do PTB, o nosso Líder maior, Deputado Sérgio Zambiasi; como Presidente do Partido no Estado, temos o nosso Líder da Bancada nesta Casa, Deputado Iradir Pietroski; para 1º-Vice-Presidente foi eleito o Sr. Claudio Manfroi, que hoje é o Diretor-Geral desta Assembléia Legislativa e que, daqui a alguns dias, será o Superintendente-Geral desta Casa; para 2º-Vice-Presidente do PTB foi eleito o Deputado Aloísio Classmann, que é oriundo da beira do rio, da encosta do morro, de uma pequena cidade interiorana.
Uma das metas da convenção foi a criação de diretrizes para um plano de governo, apontando quadros para uma futura administração do Estado. Hoje, o nosso Partido é um instrumento capaz de alavancar as reformas que o Rio Grande do Sul necessita, com condições de governá-lo, através do nosso Líder maior, tornando-o um Estado mais competitivo, mais progressista e por que não dizer? mais forte ainda perante os demais entes da Federação.
O que mais nos surpreendeu durante a convenção foram os quadros do PTB sendo representados pela mulher petebista e pela juventude. As adesões a este Partido, que renasceu depois de três décadas no Rio Grande do Sul, não são somente dos trabalhistas históricos, que se recordam das idéias de Alberto Pasqualini ou de Getúlio Vargas, mas também da juventude, que sempre está à frente, pois foi quem lutou, quem tombou e quem venceu. Muito obrigado. (Não revisado pelo Orador.)
O SR. PRESIDENTE FRANCISCO APPIO (PPB) Em discussão e votação o Projeto de Lei nº 279/2001, do Poder Executivo: Cria o Fundo de Apoio à Cultura do Estado do Rio Grande do Sul FAC/RS, e dá outras providências. Ao Projeto foram apresentadas Emendas. Este Projeto entra na Ordem do Dia com base no art. 62 da Constituição Estadual.
Em discussão. (pausa) Não havendo manifestação de nenhum dos Deputados, encerro a discussão.
Em votação o Requerimento, do Deputado Elvino Bohn Gass, de preferência para a votação das Emendas nºs 4, 5, 6, 7 e o texto do Projeto. (pausa) Por solicitação do Deputado Bernardo de Souza, concedo a palavra a S. Exa. para encaminhar a votação da matéria.
O SR. BERNARDO DE SOUZA (PPS) Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados:
Este Requerimento tem o seguinte significado, até óbvio: se aprovado, serão votadas as Emendas a que ele se refere: nºs 4, 5, 6, 7 e o Projeto de Lei. Não serão votadas as Emendas nºs 1, 2 e 3.
Estou encaminhando contra o Requerimento, porque a Emenda nº 1, que, se o Requerimento for aprovado, não será votada, pretende inovar comparativamente com a Lei de Incentivo à Cultura em relação à tramitação do processo. Diz o art. 4º do Projeto, que será aprovado porque não haverá Emenda a ele, se aprovado este Requerimento: Os projetos culturais que pretendam obter financiamento por meio da sistemática prevista nesta Lei, deverão ser apresentados à Secretaria da Cultura de acordo com o que dispuser o regulamento.
Regulamento, ou é um decreto, ou é uma portaria do Secretário. Estaríamos dando, literalmente, um cheque em branco. Tenho sistematicamente sustentado aqui nesta Casa, e volto a sustentar agora, e esta Emenda pretende isso, que não podemos abdicar das prerrogativas que são parlamentares.
A Emenda nº 2 mexe no art. 5º, e não será nem votada se aprovado o Requerimento: O FAC/RS poderá financiar até 100% do custo total de cada projeto. Quem diz que é 100% ou 1%? Não está explicado no Projeto. Alguma coisa impede que um projeto receba 100% e venha a consumir todos os recursos do Fundo? Não. Nada está dito. Pois a Emenda que queríamos, e queremos, ver votada por isso encaminho contra este Requerimento diz que o percentual do valor repassado a cada projeto será definido pelo Conselho Estadual de Cultura e nunca poderá ultrapassar 10% do valor total do Fundo.
A Emenda nº 3 suprime o art. 8º, contra o qual se têm várias objeções e, especialmente, uma ponderação de ordem formal. Diz o art. 8º que a destinação dos recursos do Fundo de Apoio à Cultura será deliberada pelas seguintes instâncias: Secretário de Estado da Cultura, Comissão de Seleção e Comissão de Análise Técnica.
Primeiro, não há nem a hierarquia definida aqui nem a preferência em caso de opiniões contrárias. Poderá prevalecer o argumento da hierarquia, mas não está dito aqui. Vamos votar um Projeto e não as intenções, que não duvido sejam as melhores possíveis.
Que Comissão de Seleção é essa? O art. 10, que a Emenda nº 3 também quer suprimir, diz: A Comissão de Seleção será constituída por especialistas dos segmentos culturais... Quais segmentos? A lei não diz. Não adianta dizer que são os mesmos daquela lei que votamos antes, porque não está dito aqui. Como são escolhidos? Não diz aqui. Em que oportunidades? Não diz aqui. Com que critérios? Não diz aqui. Em que momentos? Não diz aqui. Qual a forma de aferição da vitória? Não diz aqui. Lista tríplice ou nominal? Não diz aqui.
Há um conjunto de regras ausentes que não queremos que maculem este Projeto, e só a aprovação destas Emendas permitiria a adesão à proposta original. Por isso, nobres Deputados, encaminho contra o Requerimento porque eliminará a possibilidade de discussão e votação das Emendas nºs 1, 2 e 3, que reputo essenciais para a afirmação das prerrogativas da Assembléia Legislativa, do estado de direito e da própria democracia. Muito obrigado. (Revisado pelo Orador.)
O SR. PRESIDENTE FRANCISCO APPIO (PPB) Em votação o Requerimento do Deputado Elvino Bohn Gass. (pausa) Por solicitação do Deputado José Ivo Sartori, concedo a palavra a S. Exa. para encaminhar a votação da matéria.
O
SR. JOSÉ IVO SARTORI (PMDB) Sr. Presidente, Sras. e Srs.
Deputados:
A Emenda nº 7, de nossa autoria, trata justamente do que foi abordado pelo Deputado Bernardo de Souza, que apresentou seis Emendas a este Projeto.
O Requerimento propõe o aproveitamento de quatro das sete Emendas, sendo que seriam suprimidas três Emendas do Deputado Bernardo de Souza. Sou obrigado a acompanhar o Requerimento, pois do contrário estaria impossibilitando a aprovação da Emenda nº 7, que trata do erro técnico apresentado no art. 10 do Projeto, que diz que a Comissão de Seleção será constituída por especialistas dos segmentos culturais, com a responsabilidade de avaliar e selecionar o mérito dos projetos culturais propostos para receber financiamento.
No § 1º, fica bem claro que não há especialista. Não havendo especialista, elaboramos uma Emenda ao art. 10, transformando-o da seguinte maneira: Compete ao Conselho Estadual de Cultura que agora será ampliado pelo Projeto a responsabilidade de avaliar e selecionar o mérito dos projetos culturais propostos no âmbito deste fundo de apoio à cultura. Muito obrigado. (Não revisado pelo Orador.)
O SR. PRESIDENTE FRANCISCO APPIO (PPB) Em votação o Requerimento do Deputado Elvino Bohn Gass.
O SR. GERMANO BONOW (PFL) Sr. Presidente, consulto V. Exa. sobre a possibilidade de suspendermos a Sessão por dois minutos, a fim de realizarmos alguns acertos e, dessa forma, evitarmos confusões nesta apreciação.
O SR. PRESIDENTE FRANCISCO APPIO (PPB) Infelizmente, Deputado Germano Bonow, já estamos em processo de votação do Requerimento de preferência.
O SR. GERMANO BONOW (PFL) De qualquer forma, Sr. Presidente, fica o meu alerta para o fato de que, se aprovado este Requerimento ou as Emendas, teremos alguma dificuldade para compor o Projeto.
O SR. PRESIDENTE FRANCISCO APPIO (PPB) Está registrado o alerta do Deputado Germano Bonow.
Em votação. Solicito aos Deputados que registrem seu voto.
(Procede-se à votação pelo painel eletrônico.)
PPB RS ÉRICO RIBEIRO S
PTB RS MANOEL MARIA N
PPB RS FREDERICO ANTUNES S
PPB RS JOÃO FISCHER S
PPB RS JOSÉ FARRET S
PPB RS MARCO PEIXOTO S
PPB RS MARIA DO CARMO S
PPB RS OTOMAR VIVIAN S
PPB RS VALDIR ANDRES S
PPB RS VILSON COVATTI S
PMDB RS ALEXANDRE POSTAL S
PPS RS BERFRAN ROSADO N
PMDB RS ELMAR SCHNEIDER S
PPS RS IARA WORTMANN N
PMDB RS JAIR FOSCARINI S
PMDB RS JOÃO OSÓRIO S
PMDB RS JOSÉ IVO SARTORI S
PPS RS PAULO ODONE N
PC DO B RS JUSSARA CONY S
PTB RS ABÍLIO DOS SANTOS N
PPS RS MARIO BERND N
PTB RS ALOÍSIO CLASSMANN N
PTB RS EDEMAR VARGAS N
PTB RS ELISEU SANTOS N
PTB RS IRADIR PIETROSKI N
PTB RS LUIS AUGUSTO LARA N
PPB RS ADOLFO BRITO S
PTB RS OSMAR SEVERO N
PTB RS PAULO MOREIRA N
PDT RS CIRO SIMONI N
PDT RS GIOVANI CHERINI S
PDT RS JOÃO LUIZ VARGAS N
PDT RS KALIL SEHBE N
PDT RS VIEIRA DA CUNHA N
PT RS CECÍLIA HYPÓLITO S
PT RS DIONILSO MARCON S
PT RS EDSON PORTILHO S
PT RS ELVINO BOHN GASS S
PT RS IVAR PAVAN S
PT RS LUCIANA GENRO S
PT RS MARIA DO ROSARIO S
PT RS JOSÉ GOMES S
PT RS ROQUE GRAZZIOTIN S
PPS RS BERNARDO DE SOUZA N
PSDB RS ADILSON TROCA S
PSDB RS JORGE GOBBI S
O SR. PRESIDENTE FRANCISCO APPIO (PPB) Com 28 votos favoráveis e 18 votos contrários, está aprovado o Requerimento do Deputado Elvino Bohn Gass.
Em votação a Emenda nº 4, do Deputado Bernardo de Souza, que tem o seguinte teor:
Altera o art. 9º.
Art. 9º Na definição dos projetos a serem financiados, contemplar-se-á todos os segmentos culturais e todas as regiões do Estado, considerados os recursos disponíveis.
Solicito aos Deputados que registrem seu voto.
(Procede-se à votação pelo painel eletrônico.)
Partido UF PARLAMENTAR VOTO
PPB RS ÉRICO RIBEIRO S
PTB RS MANOEL MARIA S
PPB RS FREDERICO ANTUNES S
PPB RS JOÃO FISCHER S
PPB RS JOSÉ FARRET S
PPB RS MARCO PEIXOTO S
PPB RS MARIA DO CARMO S
PPB RS OTOMAR VIVIAN S
PPB RS VILSON COVATTI S
PMDB RS ALEXANDRE POSTAL S
PMDB RS JAIR FOSCARINI S
PMDB RS JOÃO OSÓRIO S
PMDB RS JOSÉ IVO SARTORI S
PC DO B RS JUSSARA CONY S
PTB RS ABÍLIO DOS SANTOS S
PPS RS MARIO BERND N
PTB RS ALOÍSIO CLASSMANN S
PTB RS EDEMAR VARGAS S
PTB RS ELISEU SANTOS S
PTB RS IRADIR PIETROSKI S
PTB RS LUIS AUGUSTO LARA S
PPB RS ADOLFO BRITO S
PTB RS OSMAR SEVERO S
PTB RS PAULO MOREIRA S
PDT RS CIRO SIMONI S
PDT RS GIOVANI CHERINI S
PDT RS JOÃO LUIZ VARGAS S
PDT RS KALIL SEHBE S
PDT RS VIEIRA DA CUNHA S
PT RS CECÍLIA HYPÓLITO S
PT RS EDSON PORTILHO S
PT RS ELVINO BOHN GASS S
PT RS IVAR PAVAN S
PT RS LUCIANA GENRO S
PT RS MARIA DO ROSARIO S
PT RS JOSÉ GOMES S
PFL RS ONYX LORENZONI S
PT RS ROQUE GRAZZIOTIN S
PPS RS BERNARDO DE SOUZA S
PSDB RS ADILSON TROCA S
PSDB RS JORGE GOBBI S
O SR. PRESIDENTE FRANCISCO APPIO (PPB) Com 41 votos favoráveis e 1 voto contrário, está aprovada a Emenda nº 4 ao Projeto de Lei nº 279/2001.
O SR. MÁRIO BERND (PPS) Sr. Presidente, registro o meu voto, que é sim.
A SRA. YARA WORTMANN (PPS) Sr. Presidente, registro o meu voto, que é sim.
O SR. PRESIDENTE FRANCISCO APPIO (PPB) Esta Presidência registra o voto favorável do Deputado Mário Bernd e da Deputada Yara Wortmann à matéria recém-aprovada, permanecendo, entretanto, o resultado consignado no painel eletrônico.
Em votação a Emenda nº 5, do Deputado Bernardo de Souza, que tem o seguinte teor:
Altera o parágrafo único do art. 11:
'Parágrafo único Qualquer pessoa física ou jurídica terá acesso, de acordo com as disposições constitucionais, à documentação referente aos projetos culturais beneficiados por esta lei. '
Solicito aos Deputados que registrem seu voto.
(Procede-se à votação pelo painel eletrônico. )
PARTIDO UF PARLAMENTAR VOTO
PPB RS ÉRICO RIBEIRO S
PTB RS MANOEL MARIA S
PPB RS FREDERICO ANTUNES S
PPB RS JOÃO FISCHER S
PPB RS JOSÉ FARRET S
PPB RS MARCO PEIXOTO S
PPB RS MARIA DO CARMO S
PPB RS OTOMAR VIVIAN S
PPB RS VALDIR ANDRES S
PPB RS VILSON COVATTI S
PMDB RS ALEXANDRE POSTAL S
PPS RS BERFRAN ROSADO S
PMDB RS ELMAR SCHNEIDER S
PPS RS IARA WORTMANN S
PMDB RS JAIR FOSCARINI S
PMDB RS JOÃO OSÓRIO S
PMDB RS JOSÉ IVO SARTORI S
PPS RS PAULO ODONE S
PC DO B RS JUSSARA CONY S
PTB RS ABÍLIO DOS SANTOS S
PPS RS MARIO BERND S
PTB RS ALOÍSIO CLASSMANN S
PTB RS EDEMAR VARGAS S
PTB RS ELISEU SANTOS S
PTB RS IRADIR PIETROSKI S
PTB RS LUIS AUGUSTO LARA S
PPB RS ADOLFO BRITO S
PTB RS OSMAR SEVERO S
PTB RS PAULO MOREIRA S
PDT RS CIRO SIMONI S
PDT RS GIOVANI CHERINI S
PDT RS JOÃO LUIZ VARGAS S
PDT RS KALIL SEHBE S
PDT RS VIEIRA DA CUNHA S
PT RS CECÍLIA HYPÓLITO S
PT RS DIONILSO MARCON S
PT RS EDSON PORTILHO S
PT RS ELVINO BOHN GASS S
PT RS IVAR PAVAN S
PT RS LUCIANA GENRO S
PT RS MARIA DO ROSARIO S
PT RS JOSÉ GOMES S
PT RS ROQUE GRAZZIOTIN S
PPS RS BERNARDO DE SOUZA S
PSDB RS ADILSON TROCA S
PSDB RS JORGE GOBBI S
PFL RS GERMANO BONOW S
O SR. PRESIDENTE FRANCISCO APPIO (PPB) Com 47 votos favoráveis e nenhum voto contrário, está aprovada a Emenda nº 5 ao Projeto de Lei 279/2001.
Em votação a Emenda nº 6, do Deputado Bernardo de Souza, que tem o seguinte teor:
Altera a redação do art. 12, ficando como segue:
'Art. 12 Fica o Poder Executivo autorizado a abrir os créditos especiais necessários à criação de unidade no orçamento da Secretaria da Cultura e de Projeto/Atividade específicos do FAC/RS com dotação de RS 1. 000. 000, 00 (hum milhão de reais) no grupo Outras Despesas Correntes e de R$ 1. 000. 000, 00 (hum milhão de reais) no grupo Outras Despesas de Capital. '
Solicito aos Deputados que registrem seu voto.
(Procede-se à votação pelo painel eletrônico. )
PARTIDO UF PARLAMENTAR VOTO
PPB RS ÉRICO RIBEIRO S
PTB RS MANOEL MARIA S
PPB RS JOÃO FISCHER S
PPB RS JOSÉ FARRET S
PPB RS MARCO PEIXOTO S
PPB RS MARIA DO CARMO S
PPB RS OTOMAR VIVIAN S
PPB RS VALDIR ANDRES S
PPB RS VILSON COVATTI S
PMDB RS ALEXANDRE POSTAL S
PPS RS BERFRAN ROSADO S
PMDB RS ELMAR SCHNEIDER S
PPS RS IARA WORTMANN S
PMDB RS JAIR FOSCARINI S
PMDB RS JOÃO OSÓRIO S
PMDB RS JOSÉ IVO SARTORI S
PPS RS PAULO ODONE S
PC DO B RS JUSSARA CONY S
PTB RS ABÍLIO DOS SANTOS S
PPS RS MARIO BERND S
PTB RS ALOÍSIO CLASSMANN S
PTB RS EDEMAR VARGAS S
PTB RS ELISEU SANTOS S
PTB RS IRADIR PIETROSKI S
PTB RS LUIS AUGUSTO LARA S
PPB RS ADOLFO BRITO S
PTB RS OSMAR SEVERO S
PTB RS PAULO MOREIRA S
PDT RS CIRO SIMONI S
PDT RS GIOVANI CHERINI S
PDT RS JOÃO LUIZ VARGAS S
PDT RS KALIL SEHBE S
PDT RS VIEIRA DA CUNHA S
PT RS CECÍLIA HYPÓLITO S
PT RS DIONILSO MARCON S
PT RS EDSON PORTILHO S
PT RS ELVINO BOHN GASS S
PT RS IVAR PAVAN S
PT RS LUCIANA GENRO S
PT RS MARIA DO ROSARIO S
PT RS JOSÉ GOMES S
PT RS ROQUE GRAZZIOTIN S
PPS RS BERNARDO DE SOUZA S
PSDB RS ADILSON TROCA S
PSDB RS JORGE GOBBI S
O SR. PRESIDENTE FRANCISCO APPIO (PPB) Com 45 votos favoráveis e nenhum voto contrário, está aprovada a Emenda nº 6 ao Projeto de Lei nº 279/2001.
Srs. Deputados, o Presidente da Comissão de Economia e Desenvolvimento, Deputado João Fischer, lembra V. Exas. de que será realizada amanhã, quarta-feira, às 9h30min, na sala da reuniões desta Comissão, a Audiência Pública sobre o Projeto de Lei nº 297/2001.
Em votação a Emenda nº 7, do Deputado José Ivo Sartori, que tem o seguinte teor:
O art. 10 do Projeto de Lei nº 279/2001 passa a ter a seguinte redação:
'Art. 10 Compete ao Conselho Estadual de Cultura a responsabilidade de avaliar e selecionar o mérito dos projetos culturais propostos no âmbito deste Fundo de Apoio à Cultura. '
Em votação. (pausa) Por solicitação do Deputado Bernardo de Souza, concedo a palavra a S. Exa. para encaminhar a votação da matéria.
O SR. BERNARDO DE SOUZA (PPS) Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados:
A Emenda nº 7, do nobre Deputado José Ivo Sartori, teria a nossa aprovação. Havíamos dito a S. Exa. e a sua Bancada que estávamos modificando o teor de uma Emenda nossa que suprimia o art. 8º e o art. 10, para suprimirmos apenas o art. 8º, e daríamos o voto de aprovação a esta Emenda.
Entretanto, o Requerimento aprovado impediu a discussão, o exame, e a votação das Emendas nºs 1, 2 e 3, e está persistindo no Projeto de Lei que será votado depois que a destinação dos recursos do Fundo de Apoio à Cultura será deliberado pela Comissão de Seleção responsável pela avaliação e seleção dos Projetos a serem financiados.
O art. 10, que agora está sendo objeto de uma proposta de modificação pela Emenda nº 7, do Deputado José Ivo Sartori, está tendo a sua redação alterada, e diz o seguinte: Compete ao Conselho Estadual de Cultura a responsabilidade de avaliar e selecionar o mérito acho esta palavra perigosa na área da Cultura , dos projetos culturais propostos no âmbito deste Fundo de Apoio à Cultura.
Este art. 10 vai conviver com o art. 8º, e o art. 8º volto a repetir diz que quem delibera sobre a destinação dos recursos são as seguintes instâncias: a Secretaria de Estado, o Secretário, a Comissão de Seleção e a Comissão de Análise Técnica.
O Projeto, em seu art. 10, diz que essa Comissão será constituída por especialistas dos segmentos culturais, mas não explicita quais, não diz como se elegem ou como são escolhidos não diz nada, pois é o Projeto que está valendo e não as intenções.
Como o art. 8º irá conviver com esse art. 10, que diz que compete ao Conselho Estadual de Cultura a responsabilidade de avaliar o mérito dos projetos culturais? Eles são absolutamente incompatíveis, e não tenho dúvida de que um deles terá que ser vetado. Não temo mais em dizer que o art. 10, se aprovada a Emenda, é o que será vetado. Por isso, pela absoluta dificuldade em conciliar-se o art. 8º com o art. 10, temos que repensar como ficará essa questão.
E há um grave problema conceitual quando se fala na análise do mérito de projetos culturais, pois existe análise de mérito e análise de qualidade da obra. Historicamente, a análise de mérito tem servido e serviu, não há exceção para o sufocamento da liberdade de criação artística, tanto que a Lei de Incentivo à Cultura em nenhum momento usa a palavra mérito, exatamente para escapar desta possibilidade de dar a alguma instância administrativa a prerrogativa de avaliação, de fazer juízo sobre o mérito, o conteúdo, a qualidade de uma iniciativa de uma obra de arte ou cultural.
Vincent Van Gogh foi vítima sabemos nós no sentido de que o mérito de suas obras foi muito mal avaliado pelos contemporâneos. Auguste Rodin também sabemos disto teve a sua estátua em homenagem a Honoré de Balzac muito mal avaliada quanto ao mérito, e aí os exemplos históricos estão-se sucedendo.
A palavra mérito apresenta uma grave dificuldade, dada a vez em que ela é inserida ou em que se imiscui nas regras próprias de análise de projeto de iniciativa cultural. Nenhum movimento cultural e artístico na história da humanidade começou a favor da linha oficial, mas sempre na contramão: os Impressionistas em relação à Escola Clássica, os Renascentistas em relação à Escola Medieval, e assim tem sido ao longo da história, os Bizantinos em relação à Arte Clássica, e a própria Arte Clássica em relação à Arte Oriental. Sempre foi assim: todas as iniciativas culturais e artísticas começaram na contramão, na divergência, na dissidência com relação à arte oficial. Se dermos a algum segmento a prerrogativa de julgar o mérito de uma obra de arte ou de cultura, estaremos oficializando o poder de dizer: esta obra vale, esta obra não vale.
Por essa razão, embora tenha dito anteriormente que votaria favoravelmente a esta Emenda, naquela pressa que lamentavelmente os processos parlamentares levam a acontecer, não poderei votar favoravelmente, neste caso. Não vou trair a palavra, vou-me ausentar do plenário. Muito obrigado. (Revisado pelo Orador. )
O SR. PRESIDENTE FRANCISCO APPIO (PPB) Em votação a Emenda nº 7. Solicito aos Deputados que registrem seu voto.
(Procede-se à votação pelo painel eletrônico. )
PARTIDO UF PARLAMENTAR VOTO
PPB RS ÉRICO RIBEIRO S
PTB RS MANOEL MARIA S
PPB RS FREDERICO ANTUNES S
PPB RS JOÃO FISCHER S
PPB RS JOSÉ FARRET S
PPB RS MARCO PEIXOTO S
PPB RS MARIA DO CARMO S
PPB RS OTOMAR VIVIAN S
PPB RS VALDIR ANDRES S
PPB RS VILSON COVATTI S
PMDB RS ALEXANDRE POSTAL S
PMDB RS ELMAR SCHNEIDER S
PMDB RS JAIR FOSCARINI S
PMDB RS JOÃO OSÓRIO S
PMDB RS JOSÉ IVO SARTORI S
PC DO B RS JUSSARA CONY S
PTB RS ABÍLIO DOS SANTOS S
PTB RS ALOÍSIO CLASSMANN S
PTB RS EDEMAR VARGAS S
PTB RS ELISEU SANTOS S
PTB RS IRADIR PIETROSKI S
PTB RS LUIS AUGUSTO LARA S
PPB RS ADOLFO BRITO S
PTB RS OSMAR SEVERO S
PTB RS PAULO MOREIRA S
PDT RS CIRO SIMONI S
PDT RS GIOVANI CHERINI S
PDT RS JOÃO LUIZ VARGAS S
PDT RS KALIL SEHBE S
PDT RS VIEIRA DA CUNHA S
PT RS CECÍLIA HYPÓLITO S
PT RS DIONILSO MARCON S
PT RS EDSON PORTILHO S
PT RS ELVINO BOHN GASS S
PT RS IVAR PAVAN S
PT RS LUCIANA GENRO S
PT RS MARIA DO ROSARIO S
PT RS JOSÉ GOMES S
PT RS ROQUE GRAZZIOTIN S
PSDB RS ADILSON TROCA S
PSDB RS JORGE GOBBI S
PFL RS GERMANO BONOW N
O SR. PRESIDENTE FRANCISCO APPIO (PPB) Com 41 votos favoráveis e 1 voto contrário, está aprovada a Emenda nº 7 ao Projeto de Lei nº 279/2001.
Em votação o texto do Projeto de Lei nº 279/2001. (pausa) Por solicitação do Deputado Bernardo de Souza, concedo a palavra a S. Exa. para encaminhar a votação da matéria.
O SR. BERNARDO DE SOUZA (PPS) Sr. Presidente, Srs. Deputados:
Este Projeto de Lei, com as Emendas que foram aprovadas, trata da criação de um Fundo de Apoio à Cultura. Somos todos a favor, em tese. Quem seria contrário a um Fundo de Apoio à Cultura? Entretanto, quero tecer algumas rápidas e, entendo eu, cruciais ponderações.
Se alguém se der ao trabalho de examinar o Balanço Geral do Estado do ano 2000, publicado sob os auspícios do Governo do Estado, verá que os 32 Fundos já existentes no Estado não usaram segundo declaração constante do Balanço Geral do Estado, às páginas 182 a 242 cerca de 500 milhões de reais para suas precípuas finalidades. No entanto, esse dinheiro não está disponível. Foi, juntamente com os demais recursos vinculados do Estado, usado no tal caixa único, do qual já foram retirados 1 bilhão e 250 milhões, ou 1 bilhão e 260 milhões de reais, até agora.
Há sérias razões para supormos que os recursos deste Fundo em votação poderão ter o mesmo destino. Por que o Fundo de Apoio à Cultura terá destino melhor do que o Fundo da Segurança Pública, do qual, conforme o que consta no Balanço Geral do Estado, já foram retirados de 42 a 43 milhões de reais, usados em finalidades não próprias do Fundo de Segurança Pública? Por que este Fundo da Cultura teria um destino diferente? Não estou duvidando da intenção, da boa-fé dos redatores deste Projeto, mas aqui não votamos discursos nem declarações de intenção. Votamos projetos de lei.
O que é que está dito aqui? Está dito aqui, por exemplo: Os recursos destinados a esse Fundo serão a ele encaminhados 2 milhões de reais, conforme o art. 12 do Projeto de Lei serão oriundos do excesso de arrecadação, que, sabidamente, não houve, não há e não haverá, o que já me leva a supor a possibilidade da existência de impossibilidade para o suprimento do Fundo, razão pela qual apresentamos uma Emenda, suprimindo essa odiosa restrição.
Esse Fundo persiste com alguns graves defeitos. O primeiro deles é que nada consta no Projeto sobre a forma como ele será gerido. Nada. Todos os fundos têm um conselho gestor, um diretor, um presidente. Nada disso consta aqui. Apenas se trata, no Projeto de Lei, de dizer como os projetos que busquem o financiamento palavra também de sentido duvidoso do Fundo serão destinados. Por alguma entidade representativa? Pode ser que sim, pode ser que não, porque o art. 8º, que sobreviveu e dele já tratei , diz que a destinação dos recursos do Fundo de Apoio à Cultura será deliberada pelas seguintes instâncias:... Admitindo-se que há uma hierarquia entre elas Secretário de Estado da Cultura, Comissão de Seleção, Comissão de Análise Técnica , significando isso que não há como mensurar os argumentos possíveis de contrariedades, de convicções, de opiniões, qua a palavra do titular da Secretaria de Estado da Cultura seja final e definitiva.
O SR. PRESIDENTE FRANCISCO APPIO (PPB) Deputado, o tempo de V. Exa. já está ultrapassado. (pausa) Por solicitação do Orador, concedo o tempo de uma comunicação de líder.
O SR. BERNARDO DE SOUZA (PPS) Obrigado, Sr. Presidente.
Quero chamar a atenção para o fato de que a legislação de incentivo à cultura, que trata do uso de cerca de 25 milhões de reais como possibilidade, no atual exercício, jamais, em momento algum, permite que o titular da Secretaria dê a sua palavra final e definitiva sobre o uso dos recursos.
Pois neste Projeto de Lei está-se dizendo que o Secretário poderá fazer isso. Um Secretário hoje, outro Secretário amanhã e novo Secretário depois de amanhã. A lei é para sempre, e sempre que criarmos instituições ou regras temos de pensar não nos atuais, ocasionais, circunstanciais e temporários detentores de funções, mas na função em si.
Mais do que isso: diz o art. 10 do Projeto de Lei que esta comissão de seleção que, aqui, embora arrolada como instância é uma contradição, parece-me, insuperável , é, também, a responsável pela avaliação e seleção dos projetos a serem financiados inciso II do art. 8º, que eu propunha suprimir , e será constituída por especialistas dos segmentos culturais não se diz quais, dando a idéia de que são técnicos e não representantes formais da sociedade, os quais não se sabe como serão escolhidos que terão a responsabilidade de avaliar e selecionar o mérito da proposta.
Com a Emenda aprovada, este dispositivo desapareceu e um novo dispositivo surgiu, dando ao Conselho Estadual de Cultura o poder, que até então não tinha, de avaliar o mérito dos financiamentos solicitados.
O art. 9º trazia a idéia de que a comissão de seleção definisse, dentre os projetos habilitados pela comissão de análise técnica, aqueles que seriam financiados, possibilitando que sejam contemplados todos os segmentos culturais e todas as Regiões do Estado, considerados os recursos disponíveis. Para este dispositivo, foi aprovada uma Emenda onde se suprimiu a referência à comissão de seleção, suprimiu-se a referência à comissão de análise técnica, determinando, apenas, que os projetos contemplarão todos os segmentos culturais de todas as Regiões do Estado, dados os recursos disponíveis.
Mas, na verdade, a mistura de algumas emendas aprovadas, de outras não aprovadas e de novas inseridas leva à construção de um modelo em que sobrevive, inquestionavelmente, a possibilidade do autoritarismo pelos órgãos que estão a definir para onde irão os recursos.
Este autoritarismo é duplamente reforçado e afirmado quando define instâncias cuja composição não está prescrita e quando diz da possibilidade de julgamento do mérito. Mais ainda: quando se diz que o fundo financiará o uso do verbo no futuro em leis significa comando, obrigação até 100%, segundo o art. 5º, do custo total de cada projeto.
Ora, nada determina com que critérios um projeto será financiado com 100% e outro, se não houver recurso porque daqui pode se extrair que todos serão financiados com 100% que não tem recurso para tanto, não seja.
Não há nada que determine que um projeto selecionado por uma instituição, que não tem nem forma, nem origem, nem composição previamente definidas na lei, seja impedido por um outro projeto que consumiria todos os recursos de um fundo, que, parece, não serão tão grandes assim.
Como impedir que um projeto que pleiteia 2 milhões para mencionar um valor citado aqui receba os recursos e o fundo fique absolutamente impotente para financiar outros projetos? Nada no Projeto determina isso. Então, aprovar este Projeto é aprovar, em primeiro lugar, um fundo diante de realidades que permitem, estimulam e exigem que se pense que seus recursos não serão usados na finalidade própria, como todos os outros não tem sido usados.
Essa questão poderia até ser deixada ao largo se considerássemos, na maior boa-fé deste planeta, que a cultura terá um tratamento diferenciado, por exemplo, do fundo próprio do Fundopimes, do Fundo Urbano e dos fundos da Segurança Pública.
Não há como ultrapassar as contradições insuperáveis que ficaram do autoritarismo na deliberação sobre os gastos dos recursos do Fundo. Muito obrigado. (Revisado pelo Orador.)
O SR. PRESIDENTE FRANCISCO APPIO (PPB) Srs. Parlamentares, o Deputado Luis Augusto Lara informa que amanhã, às 17 horas, a Comissão do Mercosul realizará a cerimônia de instalação do link de acesso ao Portal do Mercosul.
Em votação o Projeto de Lei nº 279/2001. Solicito aos Deputados que registrem seu voto.
(Procede-se à votação pelo painel eletrônico.)
PARTIDO UF PARLAMENTAR VOTO
PPB RS ÉRICO RIBEIRO S
PTB RS MANOEL MARIA S
PPB RS FREDERICO ANTUNES S
PPB RS JOÃO FISCHER S
PPB RS JOSÉ FARRET S
PPB RS MARIA DO CARMO S
PPB RS OTOMAR VIVIAN S
PPB RS VALDIR ANDRES S
PPB RS VILSON COVATTI S
PMDB RS ALEXANDRE POSTAL S
PMDB RS ELMAR SCHNEIDER S
PMDB RS JAIR FOSCARINI S
PMDB RS JOÃO OSÓRIO S
PMDB RS JOSÉ IVO SARTORI S
PC DO B RS JUSSARA CONY S
PTB RS ABÍLIO DOS SANTOS S
PTB RS ALOÍSIO CLASSMANN S
PTB RS ELISEU SANTOS S
PTB RS IRADIR PIETROSKI S
PTB RS LUIS AUGUSTO LARA S
PPB RS ADOLFO BRITO S
PTB RS OSMAR SEVERO S
PTB RS PAULO MOREIRA S
PDT RS CIRO SIMONI S
PDT RS GIOVANI CHERINI S
PDT RS JOÃO LUIZ VARGAS S
PDT RS VIEIRA DA CUNHA S
PT RS CECÍLIA HYPÓLITO S
PT RS DIONILSO MARCON S
PT RS EDSON PORTILHO S
PT RS ELVINO BOHN GASS S
PT RS IVAR PAVAN S
PT RS LUCIANA GENRO S
PT RS MARIA DO ROSARIO S
PFL RS ONYX LORENZONI S
PT RS ROQUE GRAZZIOTIN S
PSDB RS ADILSON TROCA S
PSDB RS JORGE GOBBI S
PFL RS GERMANO BONOW S
O SR. PRESIDENTE FRANCISCO APPIO (PPB) Com 39 votos favoráveis e nenhum voto contrário, está aprovado o Projeto de Lei nº 279/2001.
Apelo aos Srs. Líderes de Bancada para que, tão logo se encerre a Ordem do Dia, façamos uma rápida reunião, na Presidência, para discutirmos a possibilidade de convocação extraordinária, na quarta ou quinta-feira, a fim de examinarmos projetos de Parlamentares. Comunico ainda que tal convocação não acarreta prejuízo à reunião de Líderes marcada para amanhã, às 12 horas, para o exame da pauta dos Projetos de origem do Poder Executivo, da Procuradoria-Geral de Justiça, do Poder Judiciário e dos demais constantes da Ordem do Dia.
Em discussão e votação, em primeiro turno, a Proposta de Emenda à Constituição nº 108/2001, do Deputado José Ivo Sartori: Aperfeiçoa a redação do § 3º do art. 201 da Constituição Estadual para assegurar a continuidade do Crédito Educativo. À Proposta de Emenda à Constituição foi apresentado um Substitutivo.
Em discussão. (pausa) Não havendo manifestação de nenhum dos Deputados, encerro a discussão.
Em votação. Primeiramente, votaremos o Substitutivo nº 1 à Proposta de Emenda à Constituição nº 108/2001. Solicito aos Deputados que registrem seu voto.
(Procede-se à votação pelo painel eletrônico.)
PARTIDO UF PARLAMENTAR VOTO
PPB RS ÉRICO RIBEIRO S
PTB RS MANOEL MARIA S
PPB RS FREDERICO ANTUNES S
PPB RS JOÃO FISCHER S
PPB RS JOSÉ FARRET S
PPB RS MARIA DO CARMO S
PPB RS OTOMAR VIVIAN S
PPB RS VALDIR ANDRES S
PPB RS VILSON COVATTI S
PMDB RS ALEXANDRE POSTAL S
PPS RS BERFRAN ROSADO S
PPS RS CÉZAR BUSATTO S
PMDB RS ELMAR SCHNEIDER S
PPS RS IARA WORTMANN S
PMDB RS JAIR FOSCARINI S
PMDB RS JOÃO OSÓRIO S
PMDB RS JOSÉ IVO SARTORI S
PPS RS PAULO ODONE S
PC DO B RS JUSSARA CONY N
PTB RS ABÍLIO DOS SANTOS S
PPS RS MARIO BERND S
PTB RS ALOÍSIO CLASSMANN S
PTB RS EDEMAR VARGAS S
PTB RS ELISEU SANTOS S
PTB RS IRADIR PIETROSKI S
PTB RS LUIS AUGUSTO LARA S
PPB RS ADOLFO BRITO S
PTB RS OSMAR SEVERO S
PTB RS PAULO MOREIRA S
PDT RS CIRO SIMONI S
PDT RS GIOVANI CHERINI S
PDT RS JOÃO LUIZ VARGAS S
PDT RS KALIL SEHBE S
PDT RS VIEIRA DA CUNHA S
PT RS CECÍLIA HYPÓLITO N
PT RS DIONILSO MARCON N
PT RS EDSON PORTILHO N
PT RS ELVINO BOHN GASS N
PT RS IVAR PAVAN N
PT RS LUCIANA GENRO N
PT RS MARIA DO ROSARIO N
PT RS JOSÉ GOMES N
PFL RS ONYX LORENZONI S
PT RS ROQUE GRAZZIOTIN N
PPS RS BERNARDO DE SOUZA S
PSDB RS ADILSON TROCA S
PSDB RS JORGE GOBBI S
PFL RS GERMANO BONOW S
O SR. PRESIDENTE FRANCISCO APPIO (PPB) Com 38 votos favoráveis e 10 votos contrários, está aprovado, em primeiro turno, o Substitutivo nº 1 à Proposta de Emenda à Constituição nº 108/2001. Fica, dessa forma, prejudicada a Proposta original.
Em votação o Requerimento, do Deputado Valdir Andres, de preferência para votação do Projeto de Resolução nº 52/20001. (pausa) Por solicitação do Deputado Elvino Bohn Gass, concedo a palavra a S. Exa. para encaminhar a votação da matéria.
O
SR. ELVINO BOHN GASS (PT) Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados:
Está sobre a mesa o Requerimento para que este plenário aprecie o Relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito que investigou a Segurança Pública.
Lembramos aqui as palavras do Governador Olívio Dutra ao referir que temos todo o interesse de que esse Relatório seja votado em plenário o mais rapidamente possível, pois isso possibilitará, na Comissão de Constituição e Justiça e, principalmente, no Ministério Público que fará o exame com o uso da razão , o debate para dirimir todas as dúvidas e insinuações que, no nosso entender, foram falsas e interesseiramente levantadas contra o Partido, o Governador e o nosso Governo.
Gostaríamos que a sociedade pudesse participar desse debate, e, para tanto, seria importante definir e divulgar a data da votação do Relatório. Por isso, a título de sugestão, levantamos a possibilidade de realizarmos essa votação amanhã, desde que o acordo seja divulgado para a sociedade, a fim de que não sejamos pegos de surpresa, como ocorre agora com esse Requerimento que pretende a votação no dia de hoje.
Sr. Presidente, temos interesse em fazer esse debate com a participação da sociedade, e esse é o nosso exato posicionamento desde o início. Fizemos vários esforços para que a data dessa votação fosse tornada pública, mas isso não foi possível, e, neste momento, estamos frente a um Requerimento para que o Relatório da CPI da Segurança Pública seja votado hoje.
Consideramos que, após o tema ter sido debatido durante tanto tempo, não é correto votarmos agora apenas porque foi apresentado um Requerimento de preferência. Era esse o registro que gostaria de fazer em nome da nossa Bancada. (Não revisado pelo Orador.)
O SR. PRESIDENTE FRANCISCO APPIO (PPB) Em votação o Requerimento do Deputado Valdir Andres. (pausa) Por solicitação da Deputada Jussara Cony, concedo a palavra a S. Exa. para encaminhar a votação da matéria.
A
SRA. JUSSARA CONY (PC do B) Sr. Presidente e Srs. Deputados:
Está em votação um Requerimento que vem ao plenário desta Casa no sentido de que hoje seja apreciado e votado o Relatório da CPI da Segurança Pública.
A Bancada do PC do B quer trazer algumas questões que considera importantes até em função do debate que se realizou nessa CPI e que contou, inclusive, com a divulgação maciça dos órgãos de imprensa deste Estado, os quais se dirigiram a esta Assembléia Legislativa e proporcionaram desdobramentos inclusive nacionais relacionados ao tema.
Gostaríamos de estar votando esse Relatório com uma intensa participação popular, porque somos radicalmente favoráveis ao conhecimento, pela sociedade, sobre o que se vota, principalmente quanto se trata de uma CPI que deveria debater uma questão de extrema complexidade e importância como a da Segurança Pública. E tal discussão deveria ser feita exatamente a partir do entendimento que sempre manifestamos de que o enfrentamento à criminalidade necessita não só de ações firmes por parte do Poder Público, mas também de uma análise mais profunda dos determinantes do aumento da criminalidade.
Trata-se de uma questão de extrema complexidade, e a própria CPI, no entendimento de nossa Bancada, além de abandonar essas questões no processo, perdeu uma boa oportunidade o Relatório mostra isto de contribuir, como parte desta Assembléia Legislativa, na busca de soluções para as dificuldades da Segurança Pública.
Gostaríamos de votar o Relatório da CPI neste plenário com um amplo debate e inclusive com a presença da imprensa, da mesma forma como esteve presente em todas as audiências da CPI. Afinal, é uma votação em plenário, é uma votação dos 55 Deputados, é uma votação desta Casa Legislativa, deste Poder Legislativo. Mas vem este Requerimento para ser apreciado.
Em nome da Bancada do PC do B, queremos dizer também que nem nós nem a Bancada do PT, conforme já disse o companheiro Elvino Bohn Gass, nem o nosso Governo, o Governo Democrático e Popular, representado pelo Governador Olívio Dutra desde o primeiro momento um Governador que interpreta o sentimento deste Governo, e não só o sentimento, mas a responsabilidade deste Governo , pretendemos embromar as votações.
Queremos que esta Casa cumpra o seu rito no sentido de que o Ministério Público busque também, o mais rápido possível, contribuir com a sua participação, com aquilo que lhe é afeto, para que o povo do Rio Grande do Sul possa efetivamente enfrentar esse processo, conhecer e buscar a verdade na sua plenitude. Queremos que o Ministério Público possa contribuir desempenhando o seu papel para efetivamente buscar a verdade em relação aos tratos, às questões discutidas na CPI.
Por isso, vindo este Requerimento, vamos votá-lo, embora com pesar, não de votar o Requerimento, porque não fugimos à nossa responsabilidade, mas com o pesar de que este plenário não esteja pleno, com a participação da sociedade com a posição que tiver, mas com a presença da sociedade e da imprensa, assim como esteve na CPI, para discutir, do ponto de vista de cada Deputado, do ponto de vista do Poder como um todo, o Relatório dessa Comissão Parlamentar de Inquérito.
Mas não queremos embromação, e ninguém vai poder dizer, em relação às Bancadas de sustentação do Governo embora lamentemos este plenário vazio , que tentamos embromar a votação desse Relatório, porque ninguém mais do que nós quer que esse Relatório chegue ao Ministério Público e que a verdade venha à tona no Estado do Rio Grande do Sul. Muito obrigada. (Não revisado pela Oradora.)
O SR. PRESIDENTE FRANCISCO APPIO (PPB) Em votação o Requerimento do Deputado Valdir Andres. (pausa) Por solicitação do Deputado Ivar Pavan, concedo a palavra a S. Exa. para encaminhar a votação da matéria.
O
SR. IVAR PAVAN (PT) Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados:
Quero registrar o meu protesto contra este Requerimento. Com toda a repercussão que teve essa CPI, transmitida ao vivo para todo o Rio Grande do Sul e para o Brasil no dia em que votamos o Relatório, não estou entendendo o porquê dessa pressa e desse silêncio para votar o Projeto de Resolução que lhe dá encaminhamento. Acho estranho, porque hoje é norma desta Casa que se faça a pauta do dia em reunião de Líderes, o que não ocorreu.
Tentamos construir um acordo para votar esse Relatório já na semana passada, mas ninguém se manifestou favoravelmente à antecipação da votação. E agora, sem sequer terem conversado com a Bancada do Governo, apresentam hoje um Requerimento e querem, no silêncio, votar e aprovar esse Relatório. Essa não é a prática da nossa Casa, não faz parte da política de convivência que construímos aqui dentro.
Lamento que se conduzam os projetos e as votações dessa forma, porque é norma já, entre nós, que, quando se quer votar um projeto de lei, as lideranças se comunicam, constroem-se acordos, tomam-se decisões de conjunto ou de maioria, mas sempre a minoria é informada. O que lamento é que agora haja um certo recuo e ainda não entendi o porquê e não se queira fazer o debate sobre um trabalho de tamanha repercussão, tentando-se, por maioria, tomar uma decisão relâmpago, sem permitir sequer que as lideranças desta Casa construam um acordo.
Essa não é a nossa política, não é a nossa prática, não é a nossa tradição; isso faz parte das inovações desta Casa, que mais se parecem com atropelos das normas de boa convivência e com uma visão autoritária da política do que com regras claras, transparentes e com o debate público que devem ter os nossos procedimentos e os projetos nesta Casa.
Registro este protesto porque não é normal o que aconteceu, o que querem nos impor, atropelando a base do Governo, que não foi consultada pelo simples fato de que a maioria tem votos suficientes para decidir o que achar melhor.
Em nome do bom-senso, em nome da transparência, em nome da boa convivência, em nome do respeito a todas as Bancadas desta Casa, é prudente que não se adote a postura que se está ensaiando aqui, neste momento. Muito obrigado. (Não revisado pelo Orador.)
O SR. PRESIDENTE FRANCISCO APPIO (PPB) Em votação o Requerimento do Deputado Valdir Andres. (pausa) Por solicitação da Deputada Luciana Genro, concedo a palavra a S. Exa. para encaminhar a votação da matéria.
A
SRA. LUCIANA GENRO (PT) Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados:
A votação que faremos em seguida é muito importante, porque decidirá se a população gaúcha terá o direito de acompanhar, de presenciar, de testemunhar um dos momentos mais importantes desta Assembléia Legislativa no presente ano.
O Relatório da CPI, que do nosso ponto de vista é absolutamente mentiroso e inconsistente, no qual se forjaram fatos para atacar o Governo do Estado e o Partido dos Trabalhadores, teve a sua leitura e a sua votação na Comissão Parlamentar de Inquérito acompanhadas por milhares de gaúchos, através da televisão, do rádio e da presença de centenas de pessoas na Assembléia Legislativa.
Agora, os Deputados da Oposição desejam votar este Relatório na surdina, votá-lo no plenário da Assembléia Legislativa sem dar oportunidade aos gaúchos de acompanharem essa votação e manifestarem a sua opinião a respeito desse nefasto documento.
Entendemos que esta Casa deve votar esse Relatório rapidamente e enviá-lo ao Ministério Público, posição essa externada pelo próprio Governador, porque temos a consciência tranqüila de que ele será desmontado pela realidade.
Estamos tranqüilos para acolher a população gaúcha, os trabalhadores deste Estado que desejam vir a esta Casa acompanhar das galerias a votação mas para isso precisam saber, com o mínimo de antecedência, quando isso ocorrerá ou assistir aos discursos dos Deputados através da TV Assembléia ou de outras emissoras de televisão que transmitam a votação, a fim de que possam manifestar a sua opinião.
Sras. e Srs. Deputados, estamos pedindo, reivindicando, exigindo a rapidez na votação, mas não o atropelo, não o emprego de um método que impeça a população gaúcha de acompanhar a votação. Por isso, queremos e estamos dispostos a votar este Relatório amanhã, com um mínimo de 24 horas de antecedência para a sua divulgação, porque, afinal de contas, os Deputados da Assembléia Legislativa não podem votar o Relatório sem escutar a população e sem saber o posicionamento da maioria dos gaúchos. Precisamos de no mínimo um dia de antecedência para que as pessoas possam-se comunicar com seus Deputados e vir a esta Casa acompanhar a votação.
Temos certeza de que este Relatório não condiz com a realidade, de que ele é meramente uma antecipação da disputa eleitoral e tem o fim único de impedir que o Partido dos Trabalhadores siga governando este Estado e venha a governar este País. Mas temos a certeza também de que essa manobra, essa armação não será suficiente, porque os Partidos que dão sustentação a esse Relatório não têm credibilidade ética para defender a moralidade e acusar o PT. Possuem nas suas fileiras Jader Barbalho, Luiz Estevão, ACM, Paulo Maluf, Cássio Taniguchi e tantos outros manchados pela podridão da corrupção, do roubo do dinheiro público e do enriquecimento ilícito.
Queremos, Sr. Presidente, no mínimo 24 horas para se dar publicidade a essa importante votação, a fim de que a população gaúcha tenha a oportunidade de vir a esta Casa manifestar-se. Muito obrigada. (Não revisado pela Oradora.)
O SR. PRESIDENTE FRANCISCO APPIO (PPB) Em votação o Requerimento do Deputado Valdir Andres. (pausa) Por solicitação do Deputado Dionilso Marcon, concedo a palavra a S. Exa. para encaminhar a votação da matéria.
O
SR. DIONILSO MARCON (PT) Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados:
Saúdo os funcionários desta Casa.
Não estranho que se esteja discutindo agora o Requerimento para votar o Relatório Final da CPI da Segurança Pública, que se transformou numa CPI contra o Partido dos Trabalhadores.
A mesma patrola turbinada que está presente neste plenário funcionou com tração nos dois eixos no dia da votação do Relatório Final da Comissão Parlamentar de Inquérito, quando os Deputados que queriam pronunciar-se não tiveram vez nem voz. A Situação foi patrolada na votação do Relatório na reunião da CPI e continua sendo patrolada hoje neste plenário.
É estranho que antes, quando era chamado alguém para ser ouvido na CPI, a imprensa estava presente para acompanhar o depoimento. Nunca foi feita, nesta Casa, uma CPI igual a essa, com a presença constante da imprensa e com seis horas de duração da leitura do Relatório Final, do qual, inclusive, o Relator esqueceu de ler uma parte, porque fazia comentários políticos. Não havia nada de técnico no Relatório. E hoje, na calada da noite, no escurecer das luzes, a Oposição quer votar este Requerimento.
Não concordo que o PPB relacione meu companheiro e amigo Diógenes com Paulo Maluf, assim como não concordo que a Oposição o relacione com Lalau, com Luiz Estevão, com ACM e com Jader Barbalho, porque tenho certeza disse aqui desta tribuna e digo novamente de que posso ir, Deputado Vilson Covatti, a Liberato Salzano, a Frederico Westphalen, olhar nos olhos das pessoas do Rio Grande do Sul inteiro, porque não tivemos dinheiro do jogo do bicho nem recursos públicos para fazer campanha, como esses tiveram no passado.
Queremos votar, sim, este Requerimento, mas com data marcada para que a população gaúcha saiba o que estamos discutindo neste momento, o que está sendo feito nesta Casa e por que vocês têm medo que o povo saiba o que estamos votando. É por que o Relatório final não foi um documento técnico, mas político inclusive esqueceram de ler parte dele , ou por que a população percebe que deve ser mais uma fria da Oposição aqui no Rio Grande do Sul?
Entendo que haja pressa para votar, mas vamos marcar o dia, vamos chamar a imprensa estadual e nacional, vamos dizer para o povo gaúcho acompanhar a votação do Relatório Final neste plenário.
Não temos nada para esconder. Não tememos a verdade. O PT sempre foi um Partido de mostrar a verdade e não será agora que irá agir de forma diferente. Não temos nenhum envolvimento com dinheiro do jogo do bicho ou com dinheiro público, como acontece com a maioria dos outros Partidos em nível nacional, o que vem sendo divulgado pela própria imprensa. Muito obrigado. (Não revisado pelo Orador.)
O SR. PRESIDENTE FRANCISCO APPIO (PPB) Em votação o Requerimento nº 1, do Deputado Valdir Andres. (pausa) Por solicitação do Deputado Edson Portilho, concedo a palavra a S. Exa. para encaminhar a votação da matéria.
O
SR. EDSON PORTILHO (PT) Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados:
Sejam bem-vindas a esta Casa as pessoas que nos assistem.
Sem dúvida nenhuma, o debate do Relatório da CPI exige de todos nós grande responsabilidade, postura em plenário, compromisso com nossos mandatos e respeito para com esta Casa.
O povo gaúcho espera da Assembléia Legislativa a mesma atenção, transparência e dedicação que houve durante os trabalhos e interrogatórios realizados na CPI da Segurança Pública. Com o mesmo zelo e a mesma preocupação, é chegada a hora de a Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul mostrar à população gaúcha, à classe trabalhadora, à imprensa local, regional e nacional, que cada um dos Parlamentares que aqui se encontra tem sua posição e quer tornar claro o seu voto, a sua declaração e a sua opinião com relação a este Relatório.
Foram muitos os dias de discussão desta CPI em todo o Rio Grande do Sul, e, agora, não entendemos o porquê de tanta pressa para votar o Relatório. Solicitamos que ele seja votado amanhã, com mais tranqüilidade, a fim de que possamos tornar público o fato e lotar as galerias e a praça, para que toda a população gaúcha possa conhecer a posição de cada Deputado desta Casa.
Não temos rabo preso com ninguém. O nosso Governo é transparente e luta pela democracia. Estamos convictos de que, amanhã, defendendo o nosso Governo, mostraremos à população gaúcha que não temos nenhum envolvimento com o jogo do bicho, com a contravenção e com a banda podre da Polícia. Esses são os motivos pelos quais necessitamos realizar esta votação com as galerias lotadas, tal como já ocorreu em outras votações polêmicas. Queremos que a população gaúcha acompanhe a nossa declaração e o nosso voto.
A Oposição, que tem maioria nesta Casa, que é responsável pela maior parte das votações, também tem responsabilidade com a votação deste Relatório. Será que quer votá-lo apressadamente e sem a devida divulgação por não acreditar no Relatório que ajudou a construir? Ou será que existem dúvidas quanto ao trabalho do Relator e do Presidente desta CPI?
Peço aos Srs. Parlamentares que reflitam sobre a importância desta Assembléia Legislativa, independentemente do seu voto ser favorável ou contrário ao Relatório.
Repito, neste momento difícil, é preciso deixar a votação deste Relatório polêmico para amanhã, para que a população gaúcha possa acompanhar cada discurso, cada voto dos Srs. Deputados desta Casa. Muito obrigado. (Não revisado pelo Orador.)
O SR. ONYX LORENZONI (PFL) Sr. Presidente, gostaria de solicitar uma informação: a TV Assembléia está transmitindo ao vivo esta Sessão?
O SR. PRESIDENTE FRANCISCO APPIO (PPB) Está, Deputado Onyx Lorenzoni.
O SR. ONYX LORENZONI (PFL) Haverá, em outro horário, a reprise desta Sessão, ou seja, todos os atos e passos dados serão novamente apresentados na programação noturna da televisão. Faço esse questionamento porque um Parlamentar, há pouco, deu a entender que esta Casa não estava dando publicidade aos seus atos. Portanto, quero somente reiterar que estamos ao vivo, para todo o Rio Grande.
O SR. PRESIDENTE FRANCISCO APPIO (PPB) V. Exa. tem razão em fazer esse questionamento.
Em votação o Requerimento nº 1, do Deputado Valdir Andres. (pausa) Por solicitação do Deputado José Gomes, concedo a palavra a S. Exa. para encaminhar a votação da matéria.
O
SR. JOSÉ GOMES (PT) Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados:
Penso que a Mesa deveria informar ao Deputado Onyx Lorenzoni que a TV Assembléia é transmitida via-cabo. Com isso, poucos são os privilegiados que têm acesso a ela, pois não abrange todas as regiões do Estado.
Seria importante que o Deputado fosse informado sobre esse aspecto, porque está ansioso em dizer aos Deputados da Situação que existe uma divulgação pública deste Parlamento o que não é verdade. S. Exa. sabe que isso não é verdade, mas é praxe esse comportamento por parte de S. Exa. nesta Assembléia.
Sr. Presidente, quero-me reportar à proposta que coloca em votação o Requerimento pedindo a votação do Relatório da CPI. Em primeiro lugar, nós, do Partido do Governo, somos os maiores interessados em que este Relatório vá ao Ministério Público para que se restabeleça a verdade. Queremos isso, exigimos isso e, se não fosse assim, não teríamos declarado o nosso voto naquela Comissão Parlamentar de Inquérito.
Agora, o que não se pode aceitar é o açodamento para que o Relatório seja discutido e votado hoje. Por que não foi seguido o trâmite normal? Por que não passou pela reunião de Mesa, para que lá fossem discutidos todos os temas que poderiam ser colocados na pauta de votação do dia de hoje? Parece-me que essa praxe de se discutir na Mesa os Requerimentos, para entrarem na Ordem do Dia os Projetos, tem-se estabelecido nesta Casa por muitos anos. Esse é o princípio da relação interna, nesta Casa, com todos os Deputados de todas as Bancadas. Por que não garantirmos o acesso da população a um tema tão importante como esse, já que queremos que ao Relatório seja dada publicidade e que a população tenha acesso a ele a partir da discussão neste plenário?
Não se pode aceitar como simplório este Relatório que faz acusação, indicia a figura central do Rio Grande do Sul, que é o Governador, e um Secretário deste Estado. Essa não pode ser uma discussão fechada a quatro paredes, mesmo que a televisão seja a cabo, Deputado João Fischer, e que poucos privilegiados a ela tenham acesso. Isso não está sendo tão claro e tão público assim, e é importante que se estabeleça um grande debate, pois queremos, sim, que toda a sociedade participe desse processo.
Não quero fazer comentários com relação ao trabalho do Relator já fiz isso em momento oportuno, quando fui instigado pela imprensa , mas não seria demais relembrar a falta de maturidade de S. Exa. Um Promotor de Justiça tarimbado como diz o jargão , de muitos anos de Ministério Público, cometeu erros primários um privilégio dado a acadêmico de Direito. A sua função era a de magistrado, mas assim não agiu, pois, a cada depoimento de uma testemunha, o Relator ia para a imprensa e emitia a sua posição. Não houve neutralidade. Isso foi um erro primário.
Certa vez eu disse ao Relator que S. Exa. tinha que se comportar como um magistrado, e ele disse que não, porque era o Relator. Voltei a lembrá-lo que ele, como Relator, deveria se comportar, sim, como um magistrado, porque era S. Exa. que tinha conhecimento de como seria o Relatório. Foi por essa razão que dissemos que já conhecíamos o Relatório. Muito obrigado. (Não revisado pelo Orador. )
O SR. PRESIDENTE FRANCISCO APPIO (PPB) A Presidência esclarece a V. Exa. que a tramitação desta matéria já está concluída, publicada na última sexta-feira, e que o Requerimento de preferência para a votação da matéria tem assinatura do Presidente, Deputado Valdir Andres, do Vice-Presidente, Deputado Elmar Schneider e do Relator, Deputado Vieira da Cunha. A Mesa Diretora desta Casa cumpre o Regimento Interno ao submeter ao plenário a votação do Requerimento, e toda a publicidade está convenientemente dentro da lei determinada.
Em votação o Requerimento nº 1, do Deputado Valdir Andres. Solicito aos Deputados que registrem seu voto.
(Procede-se à votação pelo painel eletrônico. )
Partido UF PARLAMENTAR VOTO
PPB RS ÉRICO RIBEIRO S
PTB RS MANOEL MARIA S
PPB RS FREDERICO ANTUNES S
PPB RS JOÃO FISCHER S
PPB RS JOSÉ FARRET S
PPB RS MARCO PEIXOTO S
PPB RS VALDIR ANDRES S
PPB RS VILSON COVATTI S
PMDB RS ALEXANDRE POSTAL S
PPS RS BERFRAN ROSADO S
PPS RS CÉZAR BUSATTO S
PMDB RS ELMAR SCHNEIDER S
PPS RS IARA WORTMANN S
PMDB RS JAIR FOSCARINI S
PMDB RS JOÃO OSÓRIO S
PMDB RS JOSÉ IVO SARTORI S
PPS RS PAULO ODONE S
PC DO B RS JUSSARA CONY N
PTB RS ABÍLIO DOS SANTOS S
PPS RS MARIO BERND S
PTB RS ALOÍSIO CLASSMANN S
PTB RS EDEMAR VARGAS S
PTB RS IRADIR PIETROSKI S
PTB RS LUIS AUGUSTO LARA S
PPB RS ADOLFO BRITO S
PTB RS OSMAR SEVERO S
PTB RS PAULO MOREIRA S
PDT RS JOÃO LUIZ VARGAS S
PDT RS KALIL SEHBE S
PDT RS PAULO AZEREDO S
PDT RS VIEIRA DA CUNHA S
PT RS CECÍLIA HYPÓLITO N
PT RS DIONILSO MARCON N
PT RS EDSON PORTILHO N
PT RS ELVINO BOHN GASS N
PT RS IVAR PAVAN N
PT RS LUCIANA GENRO N
PT RS MARIA DO ROSARIO N
PT RS JOSÉ GOMES N
PFL RS ONYX LORENZONI S
PT RS ROQUE GRAZZIOTIN N
PPS RS BERNARDO DE SOUZA S
PSDB RS ADILSON TROCA S
PSDB RS JORGE GOBBI S
PFL RS GERMANO BONOW S
O SR. PRESIDENTE FRANCISCO APPIO (PPB) Com 35 votos favoráveis e 10 votos contrários, está aprovado o Requerimento nº 1, do Deputado Valdir Andres.
Em discussão e votação o Projeto de Resolução nº 52/2001, da Comissão Parlamentar de Inquérito da Segurança Pública: Aprova Relatório Final da Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar fatos apontados na área da segurança pública do Estado do Rio Grande do Sul.
Em discussão. (pausa) Por solicitação do Deputado Ivar Pavan, concedo a palavra a S. Exa. para discutir a matéria.
O SR. IVAR PAVAN (PT) Sr. Presidente, Srs. Deputados:
Em primeiro lugar, registro que a forma como foi conduzida a CPI e toda articulação de mídia que teve, em minha opinião, significam um reconhecimento da força do nosso Governo. Se não fosse um Governo forte, que tem um Projeto de muita precisão, que se contrapõe a muitos interesses, seguramente a CPI não teria tido tanta repercussão pública.
Em segundo lugar, reitero o que já mencionei em outras ocasiões: em vários momentos, a CPI se assustou com a verdade. Cito, como exemplo, o momento em que estava sendo investigado o Poder Público e suas relações com a contravenção e em que uma das testemunhas disse que viu policiais receberem dinheiro da contravenção, além de declarar que não presenciou isso sozinho. Apesar disso, essa investigação foi abandonada. Isso me leva à conclusão de que a CPI se assustou com a verdade nós não a tememos , porque ela poderia absolver o nosso Governo, e o que mais interessava era a suspeita, pois rendia manchetes melhores e poderia produzir resultados mais importantes esse era o objetivo da CPI.
Houve um segundo momento, quando um grupo de delegados veio aqui e disse que agora o dinheiro da contravenção está indo para as obras sociais do Governo.
A CPI teve a oportunidade de realizar duas grandes investigações. Se agora esses valores vão para as obras sociais, para onde eram destinados antes? Se o dinheiro está nas obras sociais, conforme a denúncia, por que não verificaram em que obras foi aplicado? Como a CPI tem tanta certeza quanto nós de que não havia dinheiro da contravenção nas obras sociais do Governo, de novo a verdade confirmaria a tese do Governo, de corrupção em alguns setores da Polícia. Essa verdade assustou novamente os membros da CPI, que abandonaram a investigação e preferiram ficar com a suspeita.
O Relatório final traz um resultado obtido pela tese de que todas as testemunhas que depuseram na CPI em defesa do PT, em defesa do Governo, segundo o Relator, mentiram, e, por isso, precisavam ser indiciadas. E todas as testemunhas que falaram contra o PT e contra o Governo foram absolvidas, inclusive um policial aposentado que foi acusado de ter duas Carteiras de Identidade. Esse fato seria suficientemente forte para colocá-lo na lista dos indiciados. Mas como ele falou contra o Governo e o PT, foi absolvido.
Essa tese permitiu que fosse produzido um Relatório que era o objetivo inicial da CPI: uma sentença contra o Governo do PT no Rio Grande do Sul. Na impossibilidade de contestar as ações do nosso Governo, os resultados produzidos na geração de empregos, na produção agrícola, na reforma agrária, nos investimentos em saúde, em educação, na Universidade Pública Estadual, a criação do maior salário mínimo regional do País dados incontestáveis , só um Relatório condenando o Governo poderia produzir esse desgaste.
Enfrentaremos essa luta com toda a disposição necessária. Vamos enfrentar o Relatório e as disputas políticas. O palanque eleitoral foi montado, mas a disputa eleitoral é no ano que vem. Muito obrigado. (Não revisado pelo Orador.)
O SR. PRESIDENTE FRANCISCO APPIO (PPB) Continua em discussão o Projeto de Resolução nº 52/2001. (pausa) Por solicitação do Deputado Vieira da Cunha, concedo a palavra a S. Exa. para discutir a matéria.
O
SR. VIEIRA DA CUNHA (PDT) Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados:
Quis o destino que votássemos essa matéria após a ocorrência
de bárbaros crimes na Capital do Rio Grande do Sul. Em um deles
dois policiais militares foram assaltados em serviço e tiveram
suas armas roubadas.
Empresas de turismo não podem levar os nossos visitantes ao morro
Santa Tereza, pois eles são assaltados à luz do dia. Essa
é a situação da Segurança Pública do
Rio Grande, que foi apontada, sim, no nosso Relatório, que teve
46 das suas 114 laudas dedicadas a mostrar à opinião pública
do Rio Grande do Sul a incompetência, a omissão criminosa
deste Governo na área da Segurança.
Para a imprensa nacional, o Governador disse que apenas 10% do trabalho
do Relator foi dedicado aos problemas da Segurança. Isso quando,
repito, 46 das 114 laudas foram destinadas a apontar o caos do Instituto
Geral de Perícias e seus órgãos, a desestruturação
absoluta da Polícia Civil, a falta de condições da
Polícia Militar para exercer a sua função constitucional
de policiamento ostensivo e preventivo.
O resultado aí está: cresce o índice de violência
e criminalidade do Rio Grande do Sul. E o Sr. Secretário José
Paulo Bisol comparece à CPI e diz que o problema é a insegurança
subjetiva da população. O Secretário poderia ir até
o morro Santa Tereza. Sem o seu séqüito de seguranças,
veria com seus próprios olhos e sentiria na sua própria
carne que o problema da Segurança Pública do Rio Grande
é objetivo, muito objetivo, e tem vitimado pessoas diariamente.
Crescem, também, os índices de homicídio no Estado,
ao contrário do que diz o Governador.
De Norte a Sul, de Leste a Oeste deste Estado, a população
gaúcha está insegura, com medo, e, o que é pior,
o Governo do Estado continua omisso e incompetente, numa das áreas
de atuação mais importante, que é a da Segurança
Pública.
Como se tudo isso não bastasse, ainda chegaram à CPI denúncias
gravíssimas. E, por acaso, o que desejava o Governo? Que colocássemos
debaixo dos tapetes da Assembléia Legislativa toda a sujeira que
nos foi comunicada, com fatos, provas, fitas, gravações
e conversa do Chefe de Polícia com o Sr. Diógenes de Oliveira,
que hoje é o único crucificado?
Para o Partido dos Trabalhadores e para o Governo, crucificar o Sr. Diógenes
de Oliveira é devolver a sede que o Clube de Seguros da Cidadania
comprou. Essa atitude resolve tudo, coloca um ponto final. Como se o Sr.
Diógenes de Oliveira tivesse agido sozinho, como se ele, para amealhar
os milionários recursos que obteve não só na campanha
de 1998, mas em outras campanhas petistas , não tivesse que ter,
como de fato teve, as costas quentes pelo próprio Partido dos Trabalhadores,
como instituição, e, depois da vitória e da posse,
pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul.
As costas do Sr. Diógenes sempre estiveram fervendo de tão
quentes, porque era homem da copa e da cozinha do Palácio; era
homem que privava da intimidade do poder.
O SR. PRESIDENTE FRANCISCO APPIO (PPB) Deputado, o tempo de V. Exa.
já está ultrapassado. (pausa) Por solicitação
do Orador, concedo o tempo de uma comunicação de líder
a S. Exa.
O SR. VIEIRA DA CUNHA (PDT) Assistimos ao Sr. Governador do Estado dizer
que não se encontrava amiúde com o Sr. Diógenes.
Não é o que mostra a quebra do sigilo telefônico.
Assistimos ao Sr. Governador dizer que o Sr. Diógenes nunca ocupou
cargo no Governo. Não é o que diz o Diário Oficial.
O Sr. Diógenes foi Vice-Presidente da Caixa Econômica Estadual,
de 24 de fevereiro de 1999 até meados do ano passado. Exerceu,
sim, cargo de confiança do Governo, foi da cúpula do Sistema
Financeiro da Habitação do Estado do Rio Grande do Sul.
O Sr. Diógenes de Oliveira foi, sim, o principal arrecadador das
campanhas do PT. Dizer que o Sr. Diógenes não teve função
especial nas campanhas é até uma desconsideração
com um companheiro tão dedicado. Quem tiver dúvidas examine
as suas agendas, especialmente nos anos eleitorais de 1998 e 2000, e verá
que o Sr. Diógenes de Oliveira era o grande caixa da campanha petista.
Eu as examinei pessoalmente, e quem também o fez não pode
ter dúvida sobre o que estou dizendo.
Aliás, ele era uma pessoa tão dedicada à sua tarefa
que, mesmo sem estar registrado no Comitê Financeiro do Tribunal
Regional Eleitoral, subscreveu recibos eleitorais em nome do Partido dos
Trabalhadores. Nós só tivemos ciência desse fato porque
um Diretor da Marcopolo resolveu dizer a verdade à CPI. Assim como
tivemos ciência de que havia recibos forjados nessa entidade ilícita,
ilegal, de fachada, chamada Clube de Seguros da Cidadania, quando o Sr.
Sílvio Gonçalves Dubal sentou na cadeira de testemunha da
CPI para dizer a verdade, para dizer que usaram seu nome para esquentar
dinheiro na campanha eleitoral de 1998.
Se há necessidade de esquentar dinheiro, é porque a origem
é ilícita. Não é preciso esquentar dinheiro
de origem lícita, ele já vem quente.
Sr. Presidente e colegas Deputados, tínhamos, sim, documentos,
provas concretas, indícios veementes da prática de diversos
crimes. Não poderíamos ter outra atitude senão indiciar
inclusive o Sr. Governador, porque as atividades ilícitas, ilegais
do PT contaminam o candidato Olívio Dutra. Assim como as atividades
ilícitas do amigo e companheiro Diógenes também contaminam
o Sr. Olívio Dutra. É impossível dissociar as duas
figuras: Diógenes de Oliveira e Olívio Dutra, assim como
não é possível dissociar o Clube de Seguros da Cidadania
do Partido dos Trabalhadores.
Pensam que devolvendo a sede tudo se resolve, mas nós temos provas
documentais nos autos da CPI de que o apoio do Clube ao PT não
se limitou àquela sede. Há repasses de dinheiro vivo, do
Clube para o PT, com somas significativas. E, o que é pior, a origem
desse dinheiro: a associação de empreiteiros de obras públicas.
E o Sr. Governador vem dizer que não há dinheiro público
envolvido. Pergunto: de que cofre recebe o empreiteiro, se não
do cofre público? Há, sim, dinheiro público envolvido,
na medida em que há empreiteiros fazendo doações
generosas ao Partido do Governo.
Isso é vergonhoso, ilícito e ilegal, e sobre esses fatos
não ouço uma palavra dos membros do Governo e dos membros
do Partido do Governo. Silenciam! Preferem atacar este Relator. Aliás,
aproveito para manifestar que dispenso as lições jurídicas
dos Deputados José Gomes e Dionilso Marcon. É evidente que
tive as minhas falhas e jamais tive a pretensão de fazer um trabalho
perfeito, mas meu trabalho modéstia à parte foi bem
fundamentado juridicamente.
Minha formação deu-me condições de fazer um
trabalho que foi inclusive elogiado por juristas de renome. Aqueles que
me criticam o fazem porque estão tomados pelo fanatismo político-partidário
o mesmo fanatismo que queriam que hoje tomasse conta das galerias, não
para que a população participasse, mas para que a torcida
organizada petista pudesse aqui se expressar.
Sr. Presidente, afirmo que a população está, sim,
se manifestando. Andamos nas ruas, de cara limpa, sem segurança,
e sabemos o que a população pensa do nosso trabalho. Aqueles
que nos julgam sem o fanatismo político-partidário sabem
que a Assembléia Legislativa cumpriu o seu dever e que o nosso
trabalho, o Relatório final da CPI da Segurança Pública,
está à altura das tradições honradas do Parlamento
do Rio Grande. Muito obrigado. (Não revisado pelo Orador.)
O SR. PRESIDENTE FRANCISCO APPIO (PPB) Continua em discussão
o Projeto de Resolução nº 52/2001. (pausa) Por
solicitação da Deputada Cecilia Hypolito, concedo a palavra
a S. Exa. para discutir a matéria.
A
SRA. CECILIA HYPOLITO (PT) Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados:
Saúdo a todos que nos assistem.
Queríamos, na verdade, que a Bancada do Partido dos Trabalhadores
e a Bancada do Governo tivessem tido a oportunidade de manifestar-se com
relação à data de votação desta matéria,
porque o nosso interesse é que este Relatório seja encaminhado
para o Ministério Público. Isso não só foi
dito pelo Governador do Estado como todos nós assinamos embaixo.
Pelo nosso desejo, este Relatório já poderia estar lá
e poderia ter sido votado na semana passada, desde que a data da sua apreciação
tivesse sido divulgada.
Toda vez que falamos a verdade, toda vez que temos interesse em defender
as nossas idéias, queremos divulgá-las. Assim foi feito
durante os debates da CPI, quando a televisão e a imprensa em geral
estiveram presentes para informar a população.
Se o Deputado Vieira da Cunha resolveu mudar a sua tática e está
sendo acompanhado pela maioria do plenário, então vamos
à discussão especificamente da CPI, que começou mal.
Começou com a assinatura de um ex-Deputado, que já era Prefeito
na época, assinando o pedido da CPI, pois usaram um documento do
ano anterior. Os itens apresentados não manifestavam uma questão
concreta. Além disso, a CPI iniciou mal porque, na verdade, toda
vez que houve elementos claros, denúncia concreta, desviou-se do
rumo, e ficou evidente para o Estado do Rio Grande do Sul que a CPI sempre
teve o objetivo de antecipar a eleição, de fazer palanque
eleitoral.
O Secretário Bisol, em muitas oportunidades, já havia falado
da existência de uma banda podre na Polícia. Tinha inclusive
entregue farta documentação sobre o problema para os Deputados.
O Governo afastou em torno de duzentos funcionários envolvidos
com questões de contravenção, e inclusive reestruturou
a Corregedoria, porque havia processos engavetados que não tinham
sido enfrentados por Governos anteriores.
Reestruturamos a Corregedoria e puxamos projetos que tratam até
de envolvimento em assassinato de policiais. Portanto, o Governo não
se omitiu em momento algum. No entanto sabíamos que estávamos
mexendo em casa de marimbondo.
O Relator procurou sempre incluir o que bem entendia no Relatório,
relacionando os fatos da forma como entendia, buscando, sem dúvida,
a maioria nesta Casa para aprová-lo.
O único motivo, de fato, para indiciar o Governador do Estado foram
as famosas videoloterias, que foram aprovadas pela unanimidade desta Casa.
Se o Deputado João Luiz Vargas e o Deputado Frederico Antunes,
que estão propondo esta discussão, o tivessem feito um pouco
antes, estariam correndo o risco de serem indiciados também pelo
Deputado Vieira da Cunha.
Queríamos, de fato, uma CPI que apontasse fatos, que estendesse
a mão para aquilo com que o Governo vem trabalhando: o ataque à
banda podre da Polícia. Mas, toda a vez que a CPI pôde, ela
se desviou.
Finalmente, sobre as declarações mencionadas aqui a respeito
do Diógenes por ele ter dito, sem dúvida, em nome do Governador,
coisas que não deveria ter mencionado, tendo posteriormente afirmado
que não tinha autorização do Governador , o Relator
resolve concluir que não é bem assim, indiciando o Governador,
o Vice-Governador e o Chefe da Casa Civil.
De fato, o único que foi denunciado nessa CPI como tendo recebido
dinheiro ilícito, dinheiro de bicheiro, foi o próprio Deputado
Vieira da Cunha, que admitiu ter recebido recursos de um Senhor reconhecidamente
bicheiro, o Sr. Mônaco. Mesmo S. Exa. dizendo que o valor foi baixo,
não importa, pois para dinheiro ilícito não importa
o valor. S. Exa. admitiu ter recebido esse dinheiro, estando isso comprovado
nas suas contas na Justiça Eleitoral.
Não há dinheiro de bicheiro nenhum na contabilidade da nossa
campanha, e nossas contas foram aprovadas pela Justiça Eleitoral.
(Não revisado pela Oradora.)
O SR. PRESIDENTE FRANCISCO APPIO (PPB) Continua em discussão
o Projeto de Resolução nº 52/2001. (pausa) Por
solicitação da Deputada Maria do Rosário, concedo
a palavra a S. Exª para discutir a matéria.
A SRA. MARIA DO ROSÁRIO (PT) Sr. Presidente,
Srs. Deputados e Sras. Deputadas:
É impossível não ocuparmos a tribuna neste momento
para buscar publicamente a rejeição deste Relatório.
Aliás, não é por acaso que a votação
sequer foi marcada ou acordada com os Líderes, mas surge, de um
momento para o outro, no plenário. É uma tentativa para
que a comunidade não a acompanhe.
Certamente o Relator, articulista deste momento, sabe que não colhe
bons frutos por um trabalho que não teve como objetivo abordar
a segurança pública, mas foi uma tentativa de desmerecer
a história ética do Partido dos Trabalhadores.
O Relator citou desta tribuna, no início do seu pronunciamento,
acontecimentos tristes ocorridos nas últimas horas envolvendo a
população de Porto Alegre, fatos referentes à violência
urbana. Mas é preciso que se afirme alto e bom som que não
contribuíram o Sr. Relator e essa CPI para o enfrentamento da situação
da área da segurança pública como um direito da comunidade.
Até porque os múltiplos fatores que determinam a violência,
desde os fatores sociais, econômicos e culturais até o que
convencionamos chamar de banda podre da Polícia, os poucos prefiro
acreditar que assim o sejam mas poderosos policiais envolvidos com a
corrupç&ati |