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Solicito ao Secretário que proceda à
chamada dos Deputados para a verificação de quórum.
O Sr. Secretário Bancada do PT: Deputados Cecilia Hypolito, presente;
Dionilso Marcon (ausente); Edson Portilho, presente; Elvino Bohn Gass
(ausente); Ivar Pavan (ausente); José Gomes (ausente); Luciana
Genro (ausente); Luis Fernando Schmidt (ausente); Maria do Rosário
(ausente); Ronaldo Zülke (ausente); Roque Grazziotin, presente.
Bancada do PPB: Deputados Adolfo Brito (ausente); Érico Ribeiro
(ausente); Francisco Appio (ausente); Frederico Antunes (ausente); João
Fischer, presente; José Farret, presente; Marco Peixoto (ausente);
Maria do Carmo (ausente); Otomar Vivian (ausente); Valdir Andres (ausente);
Vilson Covatti (ausente).
Bancada do PTB: Deputados Abílio dos Santos, presente; Aloísio
Classmann (ausente); Edemar Vargas, presente; Eliseu Santos, presente;
Iradir Pietroski (ausente); Luis Augusto Lara (ausente); Manoel Maria,
presente; Osmar Severo (ausente); Paulo Moreira, presente; Sérgio
Zambiasi (ausente).
Bancada do PDT: Deputados Adroaldo Loureiro (ausente); Ciro Simoni (ausente);
Giovani Cherini, presente; João Luiz Vargas (ausente); Kalil Sehbe
(ausente); Paulo Azeredo (ausente); Vieira da Cunha, presente.
Bancada do PPS: Deputados Berfran Rosado (ausente); Bernardo de Souza
(ausente); Cézar Busatto (ausente); Iara Wortmann, presente; Mário
Bernd, presente; Paulo Odone (ausente)
Bancada do PMDB: Deputados Alexandre Postal, presente; Elmar Schneider
(ausente); Jair Foscarini, presente; João Osório (ausente);
José Ivo Sartori, presente.
Bancada do PFL: Deputados Germano Bonow, presente; Onyx Lorenzoni, presente.
Bancada do PSDB: Deputados Adilson Troca, presente; Jorge Gobbi (ausente).
Bancada do PC do B: Deputada Jussara Cony (ausente).
O SR. PRESIDENTE (Manoel Maria PTB) Srs. Deputados, iremos suspender
a Sessão por cinco minutos.
(Suspende-se a Sessão por cinco minutos.)
O SR. PRESIDENTE (Alexandre Postal PMDB) Estão reabertos os
trabalhos.
Solicito ao Secretário que prossiga a chamada dos Deputados para
verificação de quórum.
O Sr. Secretário Bancada do PT: Deputados Dionilso Marcon, presente;
Elvino Bohn Gass, presente; Ivar Pavan, presente; José Gomes, presente;
Luciana Genro (ausente); Luis Fernando Schmidt (ausente); Maria do Rosário
(ausente); Ronaldo Zülke (ausente).
Bancada do PPB: Deputados Adolfo Brito, presente; Érico Ribeiro,
presente; Francisco Appio (ausente); Frederico Antunes (ausente); Marco
Peixoto, presente; Maria do Carmo, presente; Otomar Vivian, presente;
Valdir Andres (ausente); Vilson Covatti, presente.
Bancada do PTB: Deputados Aloísio Classmann, presente; Iradir Pietroski,
presente; Luis Augusto Lara (ausente); Osmar Severo, presente; Sérgio
Zambiasi (ausente)
Bancada do PDT: Deputados Adroaldo Loureiro (ausente); Ciro Simoni, presente;
João Luiz Vargas (ausente); Kalil Sehbe, presente; Paulo Azeredo,
presente.
Bancada do PPS: Deputados Berfran Rosado, presente; Bernardo de Souza,
presente; Cézar Busatto (ausente); Paulo Odone (ausente).
Bancada do PMDB: Deputados Elmar Schneider, presente; João Osório,
presente.
Bancada do PSDB: Deputado Jorge Gobbi, presente.
Bancada do PC do B: Deputada Jussara Cony (ausente).
O SR. PRESIDENTE (Alexandre Postal PMDB) Presentes 41 Deputados, há
quórum para deliberação.
Em discussão e votação o Projeto de Lei nº
303/2001, do Poder Executivo: Autoriza o Poder Executivo a prorrogar os
contratos a que se referem a Lei nº 10.376, de 29 de março
de 1995, a Lei nº 11.126, de 9 de fevereiro de 1998, e a Lei
nº 11.339, de 21 de junho de 1999, e dá outras providências.
Ao Projeto foram apresentadas Emendas. Este Projeto entra na Ordem do
Dia por acordo de lideranças.
O SR. VILSON COVATTI (PPB) Sr. Presidente, solicitamos a V. Exa. que
aguarde um minuto, para podermos apresentar uma Emenda construída
basicamente por unanimidade. O objetivo é não prejudicar
a intenção, pelo menos da grande maioria do Parlamento,
de apresentar uma Emenda.
O SR. PRESIDENTE (Alexandre Postal PMDB) Deputado Vilson Covatti,
enquanto a Emenda é encaminhada à Mesa, o Projeto pode ser
discutido.
O SR. VILSON COVATTI (PPB) Sr. Presidente, depois de iniciada a discussão,
podem ser apresentadas emendas?
O SR. PRESIDENTE (Alexandre Postal PMDB) No período de discussão,
isso é possível; durante o encaminhamento de votação,
não se pode fazer apresentar emenda.
Em discussão o Projeto de Lei n° 303/2001 e suas Emendas.
(pausa) Por solicitação da Deputada Iara Wortmann, concedo
a palavra a S. Exa. para discutir a matéria.
A
SRA. IARA WORTMANN (PPS) Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados:
Discutimos o Projeto de Lei n° 303/2001, que logo estará
em votação. Por este Projeto, o Executivo encaminha o pedido
de prorrogação de contratação de professores,
muitos deles contratados desde 1995, desde o Governo anterior.
Diferentemente da proposta de prorrogação de contratos de
servidores de escola, este Projeto não esclarece quantos são
os professores que estão sendo novamente contratados.
No Diário da Assembléia de 16 de maio de 2001, que reproduz
a Sessão do dia 15 de maio, quando aqui discutimos, mais uma vez,
a prorrogação de contratos, as Bancadas foram todas favoráveis
e quero aqui dizer votarei pela aprovação também
deste Projeto. Naquela data, desafiei a Liderança do Governo nesta
Casa que nos demonstrasse realmente quantos eram os contratos de professores.
Naquele dia, afirmei que não eram menos de 8 mil, e a Bancada Governista
silenciou. Agora, voltam com o pedido e novamente silenciam em relação
ao número de professores.
A Oposição ao Governo Britto leia-se Partido dos Trabalhadores
sempre dizia que encaminhávamos projetos de contratação
de professores, porque não queríamos nomear. Ora, nomeamos
mais de 12 mil professores. Mas sabemos que na educação
sempre terá que haver contratos, pois as nomeações
não suprem as necessidades em todas as disciplinas e em todas as
áreas.
Ocupo esta tribuna para dizer, em nome da transparência - inclusive
com a Emenda que protocolamos agora -, que devemos saber o número
de professores contratados.
Segundo artigo publicado no Jornal do Comércio do dia 20 de agosto
deste ano, o Secretário de Estado da Administração
e dos Recursos Humanos, Marco Aurélio Spall Maia, teria dito que
o número de professores contratados seria 7.300; no jornal O Estado,
publicação oficial de julho de 2001, consta que esse número
é 7.297.
Já que o Governo não conseguiu trazer a esta tribuna o número
de professores contratados, esta Deputada o fará. O número
de funcionários contratados que estão sendo pagos pelo Governo
do Estado, segundo registros da folha de pagamento de novembro de 2001,
é de 11.130. Em dezembro de 1998, quando deixamos o Governo, tínhamos
7.590 contratos emergenciais.
Aprovaremos essa Emenda. Porém, em nome da transparência,
repito, nela deverá constar que o Governo, até 15 de abril,
encaminhará a esta Casa a real relação dos professores
contratados, informando a sua titulação e a respectiva disciplina,
por coordenadoria, por Município e por escola, bem como o esclarecimento
de que não há professor concursado naquela área que
tenha sido preterido da nomeação em razão da contratação.
Essa Emenda é de autoria do Deputado Vilson Covatti, do Deputado
Otomar Vivian e desta Deputada. Foi elaborada com a intenção
de que a sociedade do Rio Grande do Sul possa encaminhar, mesmo que a
base governista e o Governo digam que isso não é possível.
Nosso Governo deixou um programa informatizado de gerenciamento de recursos
humanos, que possibilitava que conhecêssemos a necessidade do Estado
inteiro apenas apertando um botão. Pelo que me consta, o atual
Governo desativou esse projeto, porque não foi criação
sua. Muito obrigada.(Não revisado pela Oradora.)
O SR. PRESIDENTE (Alexandre Postal PMDB) Continuam em discussão
o Projeto de Lei nº 303/2001 e suas Emendas. (pausa) Por solicitação
do Deputado Edson Portilho, concedo a palavra a S. Exa. para discutir
a matéria.
O
SR. EDSON PORTILHO (PT) Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados:
Boa-tarde a todos. Sejam bem-vindos a esta Casa.
Este Projeto do Executivo, sem dúvida alguma, é de grande
importância para o funcionamento regular e tranqüilo das escolas
no ano letivo de 2002, quando receberemos milhares e milhares de estudantes
na rede pública estadual.
Deputada Iara Wortmann, é importante que possamos, conjuntamente,
aprovar Emendas que venham qualificar o Projeto e que sejam de interesse
dos estudantes, das crianças e dos adolescentes que freqüentam
a escola pública.
Sempre defendemos, quando éramos Oposição e agora
que somos Governo, a realização de concurso público,
tanto que realizaremos um no próximo ano, para qualificarmos e
regularizarmos a situação de milhares de trabalhadores da
educação, de funcionários de escola, que não
têm acesso aos quadros e planos de carreira respectivamente.
Vejamos os números das exonerações que são
importantes: em 1999, foram 707 professores e funcionários exonerados
no Estado; em 2000, 1.957 professores e funcionários; em 2001,
668 professores e 128 funcionários, totalizando, em 20 de novembro
deste ano, 2.460 funcionários exonerados na área da educação.
Nas aposentadorias, os dados nos ajudam a refletir a respeito da importância
do concurso público, além da manutenção dos
contratos emergenciais: em 1999, 3.153 professores e 240 funcionários;
em 2000, 1.933 professores e 126 funcionários; em 2001, 197 professores
e 21 funcionários, totalizando 5.283 professores e 387 funcionários
que aposentaram-se no período do nosso Governo.
Em Licença para Tratamento de Interesse, tivemos, em 1999, 291
professores; em 2000, 107; em 2001, 506.
Sem dúvida alguma, continuaremos realizando concurso público.
Sabemos que, mesmo com os concur-sados, nomeados e chamados para se apresentarem
nas escolas, ainda não conseguimos completar o quadro de professores
de algumas disciplinas que são de difícil aprovação.
Obviamente, precisamos fechar os quadros das escolas para que não
haja falta de professores no início dos anos letivos.
Podemos discutir e negociar as Emendas propostas pela Deputada Iara Wortmann
e pelo Deputado Vilson Covatti para chegarmos a um acordo.
Solicitamos a todas as Bancadas que votem favoravelmente a este importante
Projeto, para não impedirmos que o ano de 2002 inicie com regularidade,
já que temos milhares de professores aprovados no concurso e que
estão sendo chamados. Com o aumento do número de vagas no
ensino médio proporcionado pelo Governo, obviamente precisaremos
de mais professores e funcionários.
Entendemos que a negociação e a votação desta
Emenda é importante, e o Projeto deve ser aprovado por unanimidade,
já que se trata de uma proposta de alto alcance social em relação
à organização, à defesa da escola pública,
à qualidade do ensino e ao atendimento de todos aqueles que baterem
às portas das escolas estaduais. Nós, Deputados, faremos
a nossa parte aprovando este Projeto que é da maior relevância.
Muito obrigado. (Não revisado pelo Orador.)
O SR. PRESIDENTE (Alexandre Postal PMDB) Continuam em discussão
o Projeto de Lei nº 303/2001 e suas Emendas. (pausa) Por solicitação
do Deputado Elmar Schneider, concedo a palavra a S. Exa. para discutir
a matéria.
O
SR. ELMAR SCHNEIDER (PMDB) Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados:
Quem faz concurso tem de ser habilitado. Quem entra por intermédio
de contrato temporário não necessita de habilitação.
Na verdade, o Governador está propondo, com esses colaboradores,
criar a figura do freelancer da educação. Digam amém
ao Governador.
Estamos para votar aqui a Lei nº 11.126. O Governo está
pedindo a contratação de aproximadamente 11 mil professores.
Deputado Edson Portilho, V. Exa. hoje está do outro lado, e quero
aqui lembrar a coerência dos Deputados do PT.
No passado, a história era diferente. O Deputado Edson Portilho
pediu unanimidade para o Projeto. A expressão freelancer da educação,
Srs. Deputados, não é nova, pois já foi utilizada
pela nobre Deputada Cecilia Hypolito, na época em que era oposição
nesta Casa.
Deputada Iara Wortmann, como os Deputados do PT votaram, naquela ocasião,
o mesmo número de professores? Trouxe alguns dados apenas para
lembrar o que é coerência na vida pública. Da Bancada
do PT, a Deputada Cecilia Hypolito, o Deputado Elvino Bohn Gass, o Deputado
Flávio Koutzii hoje o todo poderoso Chefe da Casa Civil , o
Deputado José Gomes e o Deputado Marcos Rolim votaram contrariamente.
Desculpem, telespectadores que estão nos assistindo, mas este é
exatamente o PT do Rio Grande do Sul.
Agora, vem o Deputado Edson Portilho falar que se trata de uma questão
social. E antes não era? É a mesma Lei, o mesmo número
de professores. Que coerência é essa? Que Partido é
esse que muda de lado a toda hora, a todo momento?
Deputado Edson Portilho, V. Exa. que esteve lá, ao lado do professor,
lutando, hoje é um palaciano. Vem aqui falar em questão
social, mas antes era o quê?
Pergunte aos seus colegas Deputados, dirija-se à Casa Civil, pergunte
por que o Sr. Flávio Koutzii antes era contrário e hoje,
poderoso, enviou este Projeto a esta Casa. É o mesmo número,
Deputados Edson Portilho e Roque Grazziotin. V. Exas. mudam de lado. Onde
está a ética, a transparência? Esta situação
tem de ficar muito clara.
Felizmente, Deputado João Osório, vejo aqui como votou a
Bancada do PMDB, o meu Partido. Deputado José Ivo Sartori, meu
Líder, vamos exatamente manter a coerência. Os políticos
estão perdendo a credibilidade, porque mudam de posição.
Telespectadores, ouçam o que dizem os Deputados do PT e, nas suas
casas, façam o julgamento. É uma coisa quando são
da Oposição; é outra quando são da Situação.
Como bem disse a Deputada Cecilia Hypolito: o Governo vai criar um freelancer.
Digo não ao Governador. Não, Deputada, diga sim ao Governador.
Pelo amor de Deus, não se trata de uma questão social o
fato de deixar crianças fora da sala de aula?
Sr. Presidente, não sou eu quem está dizendo isto, mas,
sim, a Deputada Cecilia Hypolito. Não, Deputada Cecilia Hypolito,
vamos dizer sim ao Governador, vamos falar da importância de termos
um professor na sala de aula.
Coerência, nada como um dia após o outro. Muito obrigado.
(Não revisado pelo Orador.)
O SR. PRESIDENTE (Alexandre Postal PMDB) Continuam em discussão
o Projeto de Lei nº 303/2001 e suas Emendas. (pausa) Por solicitação
da Deputada Maria do Rosário, concedo a palavra a S. Exa. para
discutir a matéria.
A
SRA. MARIA DA ROSÁRIO (PT) Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados:
Confiamos, até pelo nível de negociação que
estabelecemos neste Plenário, na aprovação deste
Projeto, com o compromisso que todos temos com a educação
pública.
Precisamos utilizar esta tribuna no sentido recuperar alguns conceitos
que para nós são caros e que são aquilo que perseguimos
como meta da nossa maneira de fazer política, e que acredito caracterizam
não só a nós, mas a muitos com quem compartilhamos
este espaço político nesta Casa, sendo o principal a coerência.
Somos absolutamente coerentes, tanto é que se o Deputado Elmar
Schneider cita a Bancada anterior, é preciso referir que em 1995,
no início do Governo Antônio Britto, a nossa Bancada nesta
Casa votou favoravelmente à contratação emergencial
solicitada por aquele Governo, com o objetivo do atendimento emergencial.
Mas o compromisso daquele Governo não se manteve, e, mesmo tendo
realizado um concurso público, essas nomeações efetuadas
são infinitamente menores do que o incentivo à demissão,
que se iniciou em 1996, e que, pela via do PDV Programa de Demissão
Voluntária , retirou dos quadros do Magistério cerca de
6 mil trabalhadores em educação educadores, professores.
Portanto, se passamos a votar contrariamente à contratação
emergencial, é porque não concordávamos e não
concordamos com esse processo, e não realizamos esta política
como política de pessoal. E o Governo anterior o fez desta forma.
Deputado Elmar Schneider, não é preciso que V. Exa., que
é do PMDB, carregue o fardo do que foi o Governo Antônio
Britto, do que foram os desmandos, do que foi a política neoliberal.
O próprio ex-Governador já o desobrigou desta cruz pesada
demais, e derrotada no Rio Grande.
A política de pessoal efetuada pelo Governo anterior foi desastrosa
porque teve como linha a contratação emergencial. O nosso
Governo, ao contrário, tem cumprido com os compromissos. Alguns
dias atrás ouvi de uma professora uma frase que me chamou a atenção:
O Governo do Governador Olívio Dutra, da Frente Popular, governa
para o futuro, mas precisa também governar resolvendo o passado.
E é verdade.
Estamos também governando para trás quando trabalhamos dando
promoções que o Governo anterior não deu; quando
atuamos nas questões do Magistério, recuperando o Plano
de Carreira, recuperado também por esta Casa quando aqui aprovou
o retorno do Plano de Carreira proposto pelo nosso Governo e que tinha
sido destruído pelo Governo Antônio Britto. Queremos recuperar
o Plano de Carreira, a valorização profissional e dar promoções
a quem não as recebe, pois havia esse direito na Lei, mas não
estava sendo respeitado. Já recuperamos os anos de 1993, de 1994
e de 1995. Estamos, portanto, avançando, abrindo vagas, fazendo
nomeações, e já estamos no segundo concurso público.
Portanto, Srs. Deputados, o Governo do Estado, a Secretaria de Estado
da Educação, as escolas, enfim, o Rio Grande do Sul merece
tratar de forma diferente o que realizamos hoje e o que o Estado realizou
no passado. Não se confunda o que é emergencial e aquilo
com que estamos trabalhando hoje com a política de pessoal do passado,
quando se dava as costas para a Constituição, para o ingresso
por concurso público e para a educação; quando se
promovia, assim como se fez com a Brigada Militar e com a Polícia
Civil, o famigerado PDV.
Portanto, repito, caro Deputado, solidariamente, não carregue o
fardo do Governo Antônio Britto. Um olhar para a frente, para o
horizonte e para o futuro é o que de melhor o Rio Grande do Sul
pode esperar de todos nós. Muito obrigada. (Não revisado
pela Oradora.)
O SR. PRESIDENTE (Alexandre Postal PMDB) Continuam em discussão
o Projeto de Lei nº 303/2001 e suas Emendas. (pausa) Por solicitação
do Deputado Jair Foscarini, concedo a palavra a S. Exa. para discutir
a matéria.
O
SR. JAIR FOSCARINI (PMDB) Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados:
Lerei um pequeno trecho da manifestação da Deputada Maria
do Rosário, por ocasião da discussão do Projeto de
Lei nº 116/99 portanto, desta Admi-nistração:.Como
educadora, mais do que como Deputada, sou, em princípio, contrária
aos processos de contratação que têm acontecido ano
após ano. (...) No Rio Grande do Sul, neste momento, estamos desenvolvendo
um processo de contratação emergencial, reconhecendo que
ele não deve permanecer nos anos subseqüentes.
O ano de 2001 não é subseqüente a 2000 e nem a 1999.
Estamos no lugar errado, na hora errada. A Deputada Maria do Rosário
proferiu este discurso em 9 de junho de 1999, desta tribuna. Estava presente
na Sessão também a Deputada Luciana Genro, que disse: É
preciso que fique claro que, no Governo Olívio Dutra, não
vamos seguir fazendo contratações emergenciais como, infelizmente,
foi a prática dos governos anteriores. Elas continuam sendo feitas.
Em 1995, quando se iniciou o Governo anterior, praticamente todos votaram
a favor das contratações emergenciais, e, após aquilo,
não mais, porque não se admitia incompetência administrativa
isso foi dito desta tribuna. Será que ainda continua essa incompetência
administrativa? Eu diria que não, porque realmente este é
um problema sério. Sabemos, muitas vezes, da impossibilidade de
se preencher os quadros por regiões em determinadas matérias
e disciplinas.
É óbvio que se necessita de contratação emergencial,
mas chamamos a atenção para o fato de que o discurso muda
de um ano para outro. Já vínhamos a esta tribuna e dizíamos
que era necessária a contratação, mas falavam que
era incompetência administrativa. Agora, não. Justifica-se
que foi feito concurso, mas o Governo passado também o fez, nomeando
12 mil servidores. Foi o Governo que demitiu alguém por meio do
PDV? Não, foi o funcionário que pediu a demissão.
Não demitimos ninguém.
O problema central de tudo na educação eram os salários
absolutamente desmotivantes e desmo-ralizantes. Deixemos bem claro que
na gestão anterior foi concedido um reajuste de 40% acima da inflação.
Contando o conta-gotas aprovado, que deve se estender até o final
do próximo ano, este Governo não vai repor a inflação
do período.
Nunca mais ouvimos desta tribuna menção aos 190%, porque,
na verdade, esse valor está aumentando, e, no final do ano que
vem, deverá estar em torno de 210%.
Mas este Deputado continuará votando a favor da contratação.
Já o fez no Governo anterior, assim como em todas as contratações
emergenciais deste Governo e continuará a agir dessa forma. Porém,
que não se diga nunca mais desta tribuna que houve incompetência
administrativa. Não, é uma necessidade, e votaremos a favor.
Muito obrigado. (Não revisado pelo Orador.)
O SR. PRESIDENTE (Alexandre Postal PMDB) Por solicitação
do Deputado Onyx Lorenzoni, concedo a palavra a S. Exa. para uma comunicação
de líder.
O
SR. ONYX LORENZONI (PFL) Sr. Presidente, Srs. Deputados:
Volto à tribuna para chamar a atenção de V. Exas.
para o editorial de hoje do jornal Zero Hora, cujo título é
As três ameaças.
A consideração feita por esse jornal é no sentido
de que tanto o Governo Federal, por meio do desajuste da tabela do Imposto
de Renda seja por ausência da correção monetária
ou pelo aumento da alíquota , como o Governo do Estado do Rio
Grande do Sul, por meio do projeto de aumento de impostos que esta Casa
ainda vai ter de enfrentar, tenho certeza disso , ou a Prefeitura Municipal
de Porto Alegre, com o Projeto do IPTU Progressivo cuja urgência
foi retirada hoje pela manhã, mas continua tramitando na Câmara
Municipal de Vereadores , tratam convergentemente do mesmo tema.
Que tema é esse? O setor público, para financiar a ausência
de sua capacidade administrativa e de gestão, vai tentar colocar,
de maneira cada vez mais profunda, a mão na bolsa da dona-de-casa,
no bolso do trabalhador para retirar, por meio do aumento de impostos,
os recursos de que o Estado, seja ele em nível federal, estadual
ou municipal, carece.
Tenho a tranqüilidade de dizer que ontem ocupei esta tribuna para
falar sobre a proposta que fiz ao Presidente Sérgio Zambiasi e
a este Parlamento, no sentido de que a Assembléia Legislativa do
Rio Grande do Sul tome a dianteira no cenário nacional para fazer
a discussão sobre o controle do gasto público.
Se não houver mecanismo eficiente para o controle do gasto público,
para que se possam construir medidas de racionalização,
de contenção, de modo a se estabelecer uma poupança
de 1%, 1,5%, 2%, 2,5% no Orçamento Estadual, cada vez mais vai
preponderar a medida pouco criativa, simplista, medíocre de ficar
oferecendo à sociedade a alternativa de buscar o aumento de impostos.
É um desafio extraordinário. Não há fórmula
pronta. Com toda humildade, quero, junto aos meus Pares, confessar que
desconheço fórmula mágica. Creio, entretanto, que
a Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul pode, junto com os
Conselhos Regionais de Administração, de Economia, de Ciências
Contábeis, com a representação de auditores e fiscais,
com as universidades e com os Parlamentos Municipais, criar alternativas
consistentes.
Tenho certeza de que se essas cabeças se dedicarem a estudar e
a pensar, encontraremos instrumentos e mecanismos que possam oferecer
à sociedade o controle racional do gasto público, de modo
que o setor público gaúcho possa dar exemplo ao País
de que, da mesma forma, na mesma dimensão que, sabiamente, o setor
privado que é o verdadeiro setor produtivo consegue buscar
recursos na racionalização de custos, na racionalidade dos
métodos, nos processos modernos de gestão privada. Está
lá uma fonte extraordinária, que vem alavancando a nossa
empresa comercial, o nosso setor industrial e também o setor primário
gaúcho. Lá, competentemente, os gestores privados vêm
buscando os recursos que de outra maneira não existiriam para investimentos.
O questionamento que trago a esta Casa e para a sociedade gaúcha
é no sentido de que todos nós, de maneira responsável
e conseqüente, possamos fazer o estudo e a análise do gasto
público, de mecanismos que possam oferecer à cidadania mais
investimentos e uma maior resposta ao setor público do que tem
sido dado até agora.
Sr. Presidente, solicito a transcrição, nos anais da Casa,
do editorial do jornal Zero Hora ao qual me referi, porque toca neste
ponto que é desafiador para todos nós.
Encerro com a seguinte frase deste editorial: O poder público não
aprendeu a lição da fábula e continua a matar a galinha
dos ovos de ouro. É para que possamos responder positivamente,
Sr. Presidente, que peço sua vênia e sua aquiescência.
Muito obrigado. (Não revisado pelo Orador.)
O SR. PRESIDENTE (Alexandre Postal PMDB) Defiro a solicitação
de V. Exa., Deputado.
(Matéria entregue para transcrição.)
ZERO HORA
As três ameaças
Para um país cuja carga tributária está entre as
mais pesadas do mundo, a existência de tentativas de ampliar esses
encargos nas três instâncias da federação revela,
no mínimo, falta de criatividade. Mesmo que cada um dos projetos
tenha prós e contras, mesmo que lateralmente eles disponham de
mecanismos para incentivar a produção ou para estabelecer
uma justiça fiscal progressiva, mesmo que signifiquem tentativas
de atender aos interesses da máquina pública, eles acabam
convergindo para um único objetivo: ampliar a receita. Mas não
é esta a única característica comum aos três
projetos. Eles estão sintonizados também numa outra: todos
acabam ampliando direta ou indiretamente os encargos da população,
em especial da classe média.
No âmbito federal, a discussão está centralizada na
insistência oficial de impedir a correção da tabela
do Imposto de Renda ou, se esta for alterada, em promover um aumento nas
alíquotas suficiente para compensar "as perdas". Ou seja, o governo
incorporou como receita natural e necessária a arrecadação
oriunda da não-atualização da tabela. O resultado
é que os contribuintes desse imposto, majoritariamente da classe
média, continuarão sendo penalizados numa ou noutra das
hipóteses.
Igual raciocínio vale, no atacado, para a tentativa do governo
do Estado de promover uma série de mudanças no ICMS. Com
o agravante de que, por envolver um tributo indireto, os encargos recairão
sobre todos os consumidores. Não são as empresas que arcarão
com o ônus do aumento, ele será repassado ao consumidor final
de telecomunicações, combustíveis, bebidas e cigarros.
O argumento de que o projeto tributário estadual prevê incentivos
para o crescimento pode até ser procedente, mas acaba enfraquecido
pela constatação de que o objetivo imediato do pacote implica
mais arrecadação e, portanto, um peso maior para o contribuinte.
Também na questão municipal de Porto Alegre, a discussão
sobre o aumento da carga impositiva está misturada com aspectos
de justiça fiscal, ou seja a da adoção do IPTU progressivo,
pelo qual os imóveis mais valorizados pagarão mais. Ninguém
pode se opor a uma intenção tão meritória.
Mas será necessário que, para conseguir a progressividade,
a carga total do imposto deva ser ampliada?
Os contribuintes são, como se vê os que pagam a conta. Aumentar
a carga tributária significará retirar deles, mais uma vez,
parte de sua capacidade de consumo, com reflexos sobre a potencialidade
de todo o mercado interno. A busca do efeito imediatista de uma arrecadação
maior indica que o poder público não aprendeu a lição
da fábula e, nas três instâncias federativas, continua
a matar a galinha dos ovos de ouro.
O SR. PRESIDENTE (Alexandre Postal PMDB) Continuam em discussão
o Projeto de Lei nº 303/2001 e suas Emendas. (pausa) Por solicitação
do Deputado Mário Bernd, concedo a palavra a S. Exa. para discutir
a matéria.
O
SR. MÁRIO BERND (PPS) Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados:
A Bancada do PPS, tal como adiantou a Deputada Iara Wortmann, votará
favoravelmente ao Projeto de Lei nº 303/2001, com a Emenda
que melhora em muito o Projeto apresentada pela Deputada.
Venho a esta tribuna para analisar aquilo que alguns Deputados do PT,
absolutamente despreparados para debater de forma transparente, vêm
aqui dizer sobre política de pessoal.
Consegui anotar, nos últimos 10 minutos, algumas das categorias
profissionais para as quais o Governo Olívio Dutra, do PT, pediu
contratação emergencial e prorrogação dos
contratos emergenciais. São elas: de professores, servidores de
escola, veterinários, servidores para o IGP e agentes de saúde
pública. Porque dizem que há uma epidemia de dengue uma
ameaça! , foi proposta a contratação emergencial,
sem concurso público, de 400 agentes de saúde pública!
Nos jornais consta que a UERGS, agora, depende da contratação
emergencial de professores e ficaram debatendo esse assunto durante
quatro anos! Também querem contratar funcionários para a
Faders e para a OSPA. E ainda ouvimos aqui que a política de pessoal
deste Governo é diferente das implementadas por outros governos.
Nada mais enganador, mentiroso, irresponsável e impróprio
para ser dito desta tribuna.
Que assumam de uma vez por todas, que digam: Olha, o nosso Governo não
assume, não precisa falar. Assumir é omitir. O nosso Governo
é incompetente para planejar, é incompetente para prever.
Queremos a Universidade Estadual, mas não sabemos como iniciar
esse processo, como contratar professores. Não temos tempo para
discutir todas as questões.
Se isso fosse assumido com humildade, poderia até ser aceito, mas
cometem o delito, Deputado Eliseu Santos, e vêm para a tribuna explicar
o inexplicável, querendo-se comparar aos governos anteriores.
A nossa política de pessoal é séria, tão séria
quanto os 190%, quanto o Diógenes, quanto o Jairo Carneiro e por
aí afora. Qual é a seriedade deste Governo! Fiquem quietos,
calem-se, não mintam, porque vamos aprovar esse Projeto assim mesmo,
assim como aprovamos a contratação emergencial dos 400 agentes
de saúde pública.
Ontem, fizeram aqui alguns discursos, tentando-nos mostrar que o Rio Grande
do Sul estava sofrendo uma ameaça de dengue. Descobriram a América,
Deputado Bernardo de Souza!
Faz 11 anos que a situação é rigorosamente a mesma.
A diferença é que agora temos o Sr. Olívio Dutra
como Governador. E o que se viu? Despreparo, incompetência e negligência.
E aí, o que se faz? Contratações emergenciais, no
fim do ano. É sempre assim! É preciso que o Rio Grande se
dê conta do que está acontecendo. Essa gente está
terminando o terceiro ano de mandato, e dê-lhe contratação
emergencial!
É claro que podem faltar professores, em função de
serem concursados para uma determinada área e não atenderam
à convocação. Mas há sempre prorrogação!
Esse é um hábito do Governo em todas as áreas. E
vêm os Deputados da Bancada Governista explicar que a política
deles é diferente da dos outros. Mas que cara-de-pau! O Rio Grande
está cansado dessas desculpas esfarrapadas, está cansado
de ver atacarem o de ontem para justificar o de hoje e o de amanhã.
Essa gente não tem um pingo de humildade para ver, depois de três
anos, que há diferença entre cometer a bravata eleitoral
e assumir a responsabilidade administrativa? Será que esses últimos
episódios, que inclusive ofenderam a moralidade e a ética
do Governo na condução da questão pública,
não fizeram essa gente parar de cometer o vício da mentira,
da manipulação, da tentativa de engodo? Mas será
possível?
Sei que o Deputado Dionilso Marcon fica chateado com o que estou dizendo.
S. Exa. quer ouvir a concordância age de acordo com o almanaque,
é a bancada cartilhista. Mas chamar este projetinho de política
de pessoal, Sr. Presidente, é muita pequenez. Muito obrigado. (Não
revisado pelo Orador.)
O SR. PRESIDENTE (Alexandre Postal PMDB) Continuam em discussão
o Projeto de Lei nº 303/2001 e suas Emendas. (pausa) Por solicitação
do Deputado Eliseu Santos, concedo a palavra a S. Exa. para discutir a
matéria.
O
SR. ELISEU SANTOS (PTB) Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados:
Todos já ouvimos o ditado muito errado que diz que fazer política
é engolir sapo. Graças a Deus, nunca engoli e nunca vou
engolir sapo o que pode ser comprovado a partir de todos os pronunciamentos
que fiz nesses dois mandatos e que estão disponíveis na
Internet.
Temos de valorizar e dignificar a política, que está muito
desmoralizada não só no Brasil, mas em muitos lugares do
mundo. E por quê? Porque falta seriedade. Quem promete e não
cumpre é tratante, mentiroso, e isso não tem nada a ver
com coerência.
A pessoa não precisa ter uma mentalidade objetiva, sem nenhuma
mudança. Só um doente mental tem uma obcecação
e não muda nunca. O ser humano pode mudar, sim, ter flexibilidade,
mas em relação a assuntos que não envolvam a própria
palavra, a própria honra e, como dizem por aí, o fio do
bigode. O que está acontecendo com este Governo não é
falta de coerência, mas falta de caráter para cumprir aquilo
que prometeu ao povo do Rio Grande.
Vamos votar favoravelmente à contratação emergencial,
como sempre fizemos. Não dá para mudar de discurso. No Governo
passado, votávamos de um jeito. Agora vamos mudar para outro? É
isso que tira a credibilidade e a dignidade de um trabalho que deve ser
sério, como é o trabalho na área política.
É vergonhoso que a classe política faça discursos
assim hoje e assado amanhã.
Está registrado nos anais desta Casa o resultado de uma votação
ocorrida no Governo do Sr. Antônio Britto. Era um Projeto de aumento
de impostos. Votei contra. Sempre votei e sempre votarei contra esse tipo
de proposta.
Votei a favor dos contratos emergenciais e continuo votando, mas apelo
à Bancada do PT a fim de que, para o bem da política, mantenha
não apenas a palavra e a coerência, mas, sim, o caráter.
Disseram ao Rio Grande que o Governador iria honrar o seu bigode. Não
honrou nada e está desmoralizando a política, mudando cada
dia de posição.
Deixo registrado nesta Casa que nós, Deputados, temos a obrigação
de mantermos a nossa palavra, a nossa posição e a nossa
coerência. Isso envolve caráter, personalidade, conduta e
até alteração de conduta, embora esta última,
muitas vezes, possa ser patológica. Muito obrigado. (Não
revisado pelo Orador.)
O SR. PRESIDENTE (Alexandre Postal PMDB) Continuam em discussão
o Projeto de Lei nº 303/2001 e suas Emendas. (pausa) Não
havendo manifestação de mais nenhum dos Deputados, encerro
a discussão.
Em votação. Primeiramente, votaremos as Emendas.
O SR. BERNARDO DE SOUZA (PPS) Sr. Presidente, estou retirando a Emenda
nº 1, que tem a minha subscrição.
O SR. VILSON COVATTI (PPB) Sr. Presidente, solicito que também
seja retirada a Emenda nº 2.
O SR. PRESIDENTE (Alexandre Postal PMDB) Sras. e Srs. Deputados, estão
retiradas as Emendas nºs 1 e 2.
Em votação a Emenda nº 3 ao Projeto de Lei nº
303/2001, do Deputado Vilson Covatti, que tem o seguinte teor:
Altera a redação do art. 2º do Projeto de Lei nº
303/2001, e acrescenta parágrafo único.
O art. 2º do Projeto de Lei nº 303/2001 passa a ter
a seguinte redação:
'Art. 2º Até 15 de abril de 2002, o Poder Executivo
publicará no 'Diário Oficial do Estado' relatório
circunstanciado por coordenadorias regionais, Municípios e por
escola, com os seguintes dados relativos aos contratos ora prorrogados:
I Nome do servidor e respectiva matrícula;
II Disciplina(s) de atuação;
III Nível(eis) de ensino;
IV Titulação/habilitação para docência
e
V indicação do número de candidatos aptos à
nomeação no Município e na(s) disciplina(s);
Parágrafo Único para a indicação do inciso
V, deverão ser considerados os candidatos aptos à nomeação
dos Bancos de Concursados CPR/99 e CPR/2001'. Solicito aos Deputados que
registrem seu voto.
(Procede-se à votação pelo painel eletrônico.)
PARTIDO UF PARLAMENTAR VOTO
PPB RS FREDERICO ANTUNES S
PPB RS JOSÉ FARRET S
PPS RS IARA WORTMANN S
PTB RS ABÍLIO DOS SANTOS S
PTB RS ELISEU SANTOS S
PPB RS ADOLFO BRITO S
PDT RS ADROALDO LOUREIRO S
PT RS CECÍLIA HYPÓLITO N
PT RS IVAR PAVAN N
PT RS ROQUE GRAZZIOTIN N
PSDB RS JORGE GOBBI S
PFL RS GERMANO BONOW S
PPB RS OTOMAR VIVIAN S
PPB RS VILSON COVATTI S
PMDB RS ALEXANDRE POSTAL S
PPS RS BERFRAN ROSADO S
PTB RS OSMAR SEVERO S
PTB RS PAULO MOREIRA S
PDT RS CIRO SIMONI S
PDT RS PAULO AZEREDO S
PT RS DIONILSO MARCON N
PT RS JOSÉ GOMES N
PPB RS ÉRICO RIBEIRO S
PTB RS MANOEL MARIA S
PPB RS FRANCISCO ÁPPIO S
PPB RS JOÃO FISCHER S
PPB RS MARCO PEIXOTO S
PPB RS VALDIR ANDRES S
PPS RS CÉZAR BUSATTO S
PMDB RS ELMAR SCHNEIDER S
PMDB RS JAIR FOSCARINI S
PMDB RS JOÃO OSÓRIO S
PMDB RS JOSÉ IVO SARTORI S
PPS RS MARIO BERND S
PTB RS EDEMAR VARGAS S
PTB RS IRADIR PIETROSKI S
PDT RS GIOVANI CHERINI S
PDT RS JOÃO LUIZ VARGAS S
PDT RS KALIL SEHBE S
PT RS EDSON PORTILHO N
PT RS LUCIANA GENRO N
PT RS MARIA DO ROSARIO N
PPS RS BERNARDO DE SOUZA S
PSDB RS ADILSON TROCA S
O SR. PRESIDENTE (Alexandre Postal PMDB) Com 36 votos favoráveis
e 8 votos contrários, está aprovada a Emenda nº
3 ao Projeto de Lei nº 303/2001.
Em votação o Projeto de Lei nº 303/2001. (pausa)
Por solicitação do Deputado José Ivo Sartori, concedo
a palavra a S. Exa. para encaminhar a votação da matéria.
O
SR. JOSÉ IVO SARTORI (PMDB) Sr. Presidente, Sras. e Srs.
Deputados:
Ouvi aqui a Deputada Maria do Rosário e o Deputado Edson Portilho,
que integram a Bancada Governista desta Assembléia e o Partido
detentor do Governo do Estado do Rio Grande do Sul.
Quero ser breve e dizer algo muito simples: às vezes, não
adianta dizermos uma coisa nesta tribuna quando somos Oposição,
porque depois, eventualmente como Governo, seremos cobrados por aquelas
palavras.
Pessoalmente, desde que atuo como Deputado, sempre votei a favor dos contratos
emergenciais, mas me recordo de ter ouvido muitos desaforos por isso
inclusive consegui esquecer alguns dos tantos que ouvi, porque acredito
que não devemos guardá-los. Sendo assim, temos de considerar
aqueles novéis Deputados da Situação que algumas
vezes pensaram que isso acabaria momentaneamente ou não existiria
mais.
Imaginem o que seria do calendário escolar do próximo ano
se a Oposição não tivesse responsabilidade e resolvesse,
nesta hora, marcar apenas a sua posição, rejeitando os contratos
emergenciais!
Faço essas considerações para a reflexão dos
Deputados Governistas mais afoitos, que apenas marcavam posição,
dizendo tal coisa porque não tinham responsabilidade com o ato
de governar. Como resposta àquelas atitudes, poderiam todos os
Deputados Oposicionistas fazer o mesmo: marcar posição e
eximir-se de responsabilidade neste momento. Mas tenho certeza de que
nenhum de nós deixará de aprovar o Projeto proposto pelo
Governo, mesmo que não indique sequer quantos professores serão
contratados emergen-cialmente.
Não adiantou a Deputada ter discursado logo depois das eleições,
ou no início do Governo, dizendo que tudo iria mudar. Isso irá
permanecer, e não sei que número fabuloso teremos, em todas
as áreas, de contratos emergenciais possibilitados, auferidos e
elaborados pelo atual Governo. Como diz o ditado popular, não se
cospe para cima porque pode cair no olho. Infelizmente, foi o que aconteceu
com os Deputados da Situação, que ontem eram Oposição
e que não tinham responsabilidade com o ato de governar.
Somos responsáveis e assumimos a possibilidade, pelo menos, da
governabilidade no setor educacional. O calendário escolar estaria
evidentemente comprometido se adotássemos o mesmo comportamento
que sempre tiveram na história deste Parlamento os Deputados hoje
Governistas. Muito obrigado. (Não revisado pelo Orador.)
O SR. PRESIDENTE (Alexandre Postal PMDB) Sras e Srs. Deputados, registramos
a presença do Professor Aloísio Zimmer Júnior, Coordenador
do Curso de Direito das Faculdades Integradas Ritter dos Reis. Queremos
saudá-lo em nome deste Parlamento e do Deputado Eliseu Santos.
Em votação o Projeto de Lei nº 303/2001. Solicito
aos Deputados que registrem seu voto.
(Procede-se à votação pelo painel eletrônico.)
PARTIDO UF PARLAMENTAR VOTO
PPB RS ÉRICO RIBEIRO S
PPB RS FREDERICO ANTUNES S
PPB RS MARCO PEIXOTO S
PPB RS OTOMAR VIVIAN S
PPB RS VALDIR ANDRES S
PPB RS VILSON COVATTI S
PTB RS ABÍLIO DOS SANTOS S
PTB RS OSMAR SEVERO S
PPB RS MARIA DO CARMO S
PMDB RS ALEXANDRE POSTAL S
PPS RS CÉZAR BUSATTO S
PDT RS CIRO SIMONI S
PDT RS GIOVANI CHERINI S
PDT RS VIEIRA DA CUNHA S
PT RS CECÍLIA HYPÓLITO S
PT RS DIONILSO MARCON S
PT RS IVAR PAVAN S
PT RS LUCIANA GENRO S
PT RS ROQUE GRAZZIOTIN S
PSDB RS JORGE GOBBI S
PFL RS GERMANO BONOW S
PTB RS MANOEL MARIA S
PPB RS JOÃO FISCHER S
PPB RS JOSÉ FARRET S
PMDB RS ELMAR SCHNEIDER S
PPS RS IARA WORTMANN S
PMDB RS JAIR FOSCARINI S
PMDB RS JOÃO OSÓRIO S
PMDB RS JOSÉ IVO SARTORI S
PTB RS ALOÍSIO CLASSMANN S
PTB RS EDEMAR VARGAS S
PTB RS ELISEU SANTOS S
PTB RS IRADIR PIETROSKI S
PPB RS ADOLFO BRITO S
PTB RS PAULO MOREIRA S
PDT RS ADROALDO LOUREIRO S
PDT RS JOÃO LUIZ VARGAS S
PDT RS KALIL SEHBE S
PDT RS PAULO AZEREDO S
PT RS EDSON PORTILHO S
PT RS ELVINO BOHN GASS S
PT RS MARIA DO ROSARIO S
PT RS JOSÉ GOMES S
PPS RS BERNARDO DE SOUZA S
PSDB RS ADILSON TROCA S
A SRA. PRESIDENTE (Maria do Rosário PT) Com 45 votos favoráveis
e nenhum voto contrário, está aprovado o Projeto de Lei
nº 303/2001.
Em discussão e votação o Projeto de Lei nº
304/2001, do Poder Executivo: Autoriza o Poder Executivo a prorrogar os
contratos emergenciais de que trata a Lei nº 11.478, de 17 de
maio de 2000, e dá outras providências. Ao Projeto foram
apresentadas Emendas. O Projeto entra na Ordem do Dia por acordo de lideranças.
O SR. BERNARDO DE SOUZA (PPS) Sra. Presidente, solicito a retirada da
Emenda nº 1.
A SRA. PRESIDENTE (Maria do Rosário PT) Defiro a solicitação
de V. Exa. Está retirada a Emenda nº 1, de autoria do
Deputado Bernardo de Souza.
O
SR. VILSON COVATTI (PPB) Sra. Presidente, solicito a retirada da Emenda
nº 2, permanecendo tão-somente a Emenda nº 3,
de autoria coletiva.
A SRA. PRESIDENTE (Maria do Rosário PT) Defiro a solicitação
de V. Exa. Está retirada a Emenda nº 2, permanecendo a
Emenda nº 3.
Em discussão o Projeto de Lei nº 304/2001 e sua Emenda.
(pausa) Por solicitação da Deputada Iara Wortmann, concedo
a palavra a S. Exa. para discutir a matéria.
A SRA. IARA WORTMANN (PPS) Sra. Presidente, Sras.
e Srs. Deputados:
Ocupo esta tribuna para discutir o Projeto de Lei nº 304/2001,
mas antes gostaria de fazer um registro. Deputados da base governista
vieram a esta tribuna dizer que este Governo valoriza a educação.
Pergunto: será que a valorização é o não-cumprimento
do reajuste de 190%, promessa de campanha eleitoral que enganou o magistério
todo do Rio Grande do Sul?
Estamos aqui com um Projeto de Lei que prorroga as contratações
de 4.500 servidores de escola, lei esta já aprovada por esta Casa
Legislativa em maio deste ano. Nós, da Bancada do PPS, vamos votar
sim a este Projeto, mas vamos votar sim a uma Emenda que obrigue o Poder
Executivo, em 12 meses, a realizar aquele concurso que recentemente aprovamos
nesta Casa, o plano dos funcionários servidores de escola.
Mais uma vez, quero falar que a confusão de números deste
Governo já dizendo que votamos sim é uma coisa que realmente
espanta toda a sociedade do Rio Grande. Até não sei se essa
confusão de números decorre da falta de transparência,
da desorganização administrativa, de má-fé,
de desrespeito à lei ou de falta de verdade, porque neste Projeto
de Lei o Governo afirma que está querendo...
Sra. Presidente, gostaria que pudesse ser ouvida.
A SRA. PRESIDENTE (Maria do Rosário PT) A Deputada Iara Wortmann
solicita a atenção dos Srs. Deputados, e a Mesa reitera
a solicitação de S. Exa.
A SRA. IARA WORTMANN (PPS) Na justificativa deste Projeto, o Governo
informa que são 4.500 contratados. No mesmo artigo a que me referi
anteriormente, de autoria do Secretário da Administração,
publicado no Jornal do Comércio de 20 de agosto de 2001, na página
4, S. Exa. também fala em 4.500 contratos de funcionários
de escola.
Pasmem! Na publicação oficial, paga com o dinheiro do povo,
encaminhada a todos os rincões deste Estado, o Governo do Estado
publica uma notícia que, para esta Deputada, só considerando
professores e funcionários, não é verdadeira. A publicação
é de julho de 2001 e é intitulada Governo já contratou
mais de 30 mil funcionários. Será que este é o Governo
que tem compromisso com concurso público?
E mais, Srs. Deputados: nessa publicação, o Governo informa
que já contratou 5.166 funcionários. Se o Governo contratou
5.166 funcionários, como fica a Lei nº 11.478, aprovada
por esta Casa, que autorizou apenas, conforme pedido do Governo, a contratação
de 4.500? Volto a perguntar: será que é desorganização
administrativa, falta de transparência, má-fé? Será
que o Governo está desrespeitando a lei ou é falta de verdade?
Pois fui buscar os dados também na folha de pagamento, e lá
estão os números corretos. O Governo contratou 4.030, não
ultrapassou o limite da Lei. Por que, então, na sua publicação
oficial engana o povo do Rio Grande do Sul? É isso que o povo quer
saber. Por isso, queremos que o Governo publique no Diário Oficial
a contratação dos professores de escola, para que efetivamente
possamos ter, professor por professor, a certeza de que este contratado
não está tirando o lugar de nenhum professor concursado.
Vamos votar favoravelmente ao Projeto com a Emenda, que exige que o Governo,
em 12 meses, realize o concurso público. Muito obrigada. (Não
revisado pela Oradora.)
A SRA. PRESIDENTE (Maria do Rosário PT) Continuam em discussão
o Projeto de Lei nº 304/2001 e sua Emenda. (pausa) Por solicitação
do Deputado Alexandre Postal, concedo a palavra a S. Exa. para discutir
a matéria.
O SR. ALEXANDRE POSTAL (PMDB) Sra. Presidente,
Sras. e Srs. Deputados:
Venho a esta tribuna simplesmente para reafirmar o que os Colegas já
falaram, na discussão e no encaminhamento de votação
do Projeto anterior, sobre a contratação de professores.
O Partido do Governo, o PT, só conseguiu aqui, no debate anterior,
reafirmar aquilo que a sociedade gaúcha já sabe: não
tem coragem de admitir que errou quando tinha o discurso contrário
à contratação emergencial, até porque este
Governo e todos os que o sucederem sabem muito bem que não há
como suprir a demanda, principalmente em comunidades mais afastadas, onde,
às vezes, não há sequer gente capacitada para prestar
um concurso e preencher uma vaga.
Essa é a base. Não adianta. Debati nesta mesma Legislatura
com a Deputada Luciana Genro sobre essa matéria. Mas acho que isso
já está superado. Creio que a Bancada do Partido dos Trabalhadores
já está consciente de quantas palavras foram mal-empregadas
nesta tribuna no Governo anterior, porque, chegando ao governo, a realidade
é outra.
Mas contratação para servidor de escola é algo que
não dá para compreender. Servidor é aquele que mora
em determinada cidade, cumpre um serviço específico, devendo
ali residir. Assim sendo, não há motivo para não
haver concurso. Votaremos a favor do contrato emergencial, mas não
faz sentido continuarmos com este debate aqui na Casa, até porque
é possível encontrar servidor para prestar concurso no Município
onde está localizada a escola.
Deputado Dionilso Marcon, o Partido de V. Exa. já está consciente
disso. Sem sombra de dúvida, a Emenda nº 3, estipulando
o prazo de 12 meses para a realização do concurso público,
é a exigência mínima que temos a fazer. Já
deveriam ter sido abertas as inscrições ao concurso, mesmo
havendo aqui o projeto de contratações emergenciais.
Efetivamente, o Governo usará da artimanha de levar adiante, e
no ano que vem haverá a questão eleitoral. Creio, Srs. Deputados,
que teremos de votar novamente, em 2002, esses pedidos de contrato emergencial.
Está na hora de o Governo acordar e botar em prática o que
sempre pregou nos discursos nesta Casa: realizar concursos públicos
e daí, sim, contratar as pessoas, em especial no que se refere
a este Projeto.
Não vim à tribuna debater o Projeto anterior porque acredito
que o PT já esteja convencido das grandes inverdades que dizia
desta tribuna, quando afirmava que deviam fazer só concursos, e
não contratos emergenciais de professores. Mas servidores de escola,
isso não tem cabimento. É possível realizar concurso,
até porque em todas as comunidades existem pessoas que gostariam
de trabalhar nas escolas, suprindo a demanda. Muito obrigado. (Não
revisado pelo Orador.)
A SRA. PRESIDENTE (Maria do Rosário PT) Continuam em discussão
o Projeto de Lei n° 304/2001 e sua Emenda. (pausa) Por solicitação
do Deputado Vilson Covatti, concedo a palavra a S. Exa. para discutir
a matéria.
O SR. VILSON COVATTI (PPB) Sra. Presidente, Sras.
e Srs. Deputados:
É legal e constitucional que, para ingressar no serviço
público, se deva passar por concurso. Não é novidade
para ninguém. É o á-bê-cê da administração
pública. É legal também haver contratações
emergenciais no início do governo, para após realizar concurso.
O que não é legal e quero aqui fazer coro àqueles
que me antecederam é que, no seu último ano, um governo
que tanto lutou pela moralidade e pela realização de concurso
público venha renovar o contrato de basicamente 11.130 professores
e 4.500 servidores. Os Colegas que me antecederam falaram com toda a propriedade
da incoerência do Governo do PT, de Olívio Dutra.
Mas quero fazer uma saudação especial às galerias.
Sabem quem é que quero saudar? O Cpers-Sindicato, a Professora
Juçara Dutra. A Direção e os integrantes do Cpers-Sindicato
estão aqui, como sempre fizeram, manifestando-se contra o contrato
emergencial, que é um arranjo político. As Sras. e os Srs.
Deputados estão me olhando com espanto, pois não há
ninguém nas galerias. Peço ao operador de câmera da
TV Assembléia que mostre, por favor, as galerias vazias. Não
precisa mostrar este Deputado falando.
Onde está a coerência do Cpers-Sindicato? Onde está
a coerência, Sra. Presidente Juçara Dutra, do seu Sindicato,
que sempre lotou essas galerias contra os contratos emergenciais? O que
mudou? Mudou a coerência do Cpers-Sindicato? É claro que
mudou a coerência do Governo. Mas será que o Cpers-Sindicato,
que proclama ser o Sindicato mais organizado da América Latina,
mudou o seu discurso?
Quero aqui esclarecer que, quando falo em Cpers-Sindicato, não
me refiro aos professores do Rio Grande, mas, sim, aos pelegos da Diretoria
do Cpers-Sindicato. Refiro-me à Sra. pelega Juçara Dutra
e também às pelegas e aos pelegos da Diretoria do Cpers-Sindicato,
que não estão presentes para manifestar a sua indignação
contra essa verdadeira orgia de contratos emergenciais, que tiram a legitimidade
de o profissional poder ingressar no serviço público através
de concurso.
Fica registrado que estamos votando hoje, entre tantas renovações
de contratos emergenciais, a maior renovação da história.
Entretanto, aqui não se encontra nenhum representante do Cpers-Sindicato
para fazer o seu costumeiro lóbi contra essa verdadeira cláusula
que impede o ingresso no serviço público com legitimidade,
legalidade, da forma transparente e honesta que é o concurso público.
(Não revisado pelo Orador.)
A SRA. PRESIDENTE (Maria do Rosário PT) Continuam em discussão
o Projeto de Lei nº 304/2001 e sua Emenda. (pausa) Por solicitação
do Deputado Dionilso Marcon, concedo a palavra a S. Exa. para discutir
a matéria.
O
SR. DIONILSO MARCON (PT) Sra. Presidente, Sras. e Srs. Deputados:
Quando estamos discutindo a renovação dos contratos emergenciais
de professores e funcionários da área da educação,
o Líder do PPB nesta Casa questiona onde está a Presidente
do Cpers-Sindicato, a Sra. Juçara Dutra.
Acho que ela não está aqui porque deve estar em Santa Catarina,
ajudando os professores e os funcionários de escola daquele Estado,
porque lá os funcionários públicos de escolas não
tiveram a mesma ousadia dos servidores do Rio Grande do Sul. Não
receberam o aumento que tiveram aqui, e não houve concurso público
como no nosso Estado.
Ou talvez a Sra. Juçara Dutra esteja no Paraná do Governador
Jaime Lerner, onde os funcionários tiveram que fazer greve de fome,
não para terem aumento ou para haver concurso público, mas,
sim, para que o Governo do Estado do Paraná não privatizasse
o ensino público estadual, enquanto as universidades públicas
federais estiveram ou ainda estão de greve por quase 120 dias,
porque o Governo do Vilson Covatti não deu aumento ainda para os
professores públicos federais.
Estamos discutindo nesta Casa a renovação dos contratos,
primeiro dos professores e, agora, dos funcionários de escola.
Esta Assembléia aprovou o plano de carreira dos funcionários
de escola, que antes não existia, e vamos realizar, sim, no decorrer
do próximo ano, o concurso público, se houver possibilidade.
Mas jamais admito, Sra. Presidente, que o Deputado que anteriormente queria
municipalizar o ensino público estadual agora chame a Presidente
de um Sindicato de pelega, talvez só porque ela não esteja
com a bandeira do PPB ou porque não concorde com a política
do Governo Federal, ao qual o PPB dá sustentação.
Será que é isso, Deputado Vilson Covatti?
Defendo o respeito às entidades e organizações, principalmente
dos professores. Isso faz parte da ética e do respeito às
categorias. Jamais chamo uma categoria que é minha adversária
de pelega. Pelo contrário, tenho que elogiar a organização,
quaisquer que sejam os trabalhadores.
Peço ao Deputado Vilson Covatti, Líder do PPB, que tenha
a responsabilidade e o respeito de retirar dos anais desta Casa a palavra
pelega com que se referiu a nossa Presidente do Cpers-Sindicato, Sra.
Juçara Dutra Maria Vieira. Isso faz parte da política e
da ética.
Espero que o PPB do Rio Grande do Sul, do Sr. Celso Bernardi, tenha a
ética de tirar essa palavra dos anais desta Casa, postura que faz
parte também da educação e do respeito aos cidadãos
do Rio Grande do Sul. Muito obrigado. (Não revisado pelo Orador.)
A SRA. PRESIDENTE (Maria do Rosário PT) Continuam em discussão
o Projeto de Lei nº 304/2001 e sua Emenda. (pausa) Por solicitação
do Deputado Edson Portilho, concedo a palavra a S. Exa. para discutir
a matéria.
O SR. EDSON PORTILHO (PT) Sra. Presidente, Sras.
e Srs. Deputados:
Quando se fala em educação, muitas vezes os nossos Colegas,
principalmente nossos adversários, se inflamam e cometem alguns
equívocos, erros e gafes. O concurso público é uma
bandeira histórica que defendemos e que vamos realizar no nosso
Governo para a contratação dos funcionários, assim
como o Quadro e o Plano de Carreira, uma luta histórica dos funcionários,
Projeto que esta Casa aprovou.
Com relação às críticas e ao discurso inflamado
que o Deputado Vilson Covatti fez, inclusive preocupado com o Cpers-Sindicato,
que não está presente, quero dizer a S. Exa. que o Cpers
está cumprindo o seu papel, lutando pelo reajuste dos professores,
por melhores condições de trabalho. Esse Sindicato pressionou
o nosso Governo, fez manifestações, fez greve, lotou as
galerias deste plenário para pressionar que votássemos com
urgência o Plano de Carreira dos Funcionários e participou
de todas as audiências públicas que a Comissão de
Educação desta Casa organizou e promoveu.
Portanto, preocupar-se com o Cpers e adjetivar a companheira, lutadora,
Presidente do Cpers-Sindicato, Professora Juçara Dutra Vieira,
não é o melhor discurso e não seria apropriado para
um Deputado que tem experiência e que lidera sua Bancada. S. Exa.
parece-me não encontra eco e não tem o apoio de seus
próprios Colegas.
Este Projeto é importante no sentido de que iremos, paulatina e
gradativamente, buscar a valorização dos funcionários,
fundamentais na escola pública, na educação dos nossos
filhos, na educação da nossa juventude, das nossas crianças,
adolescentes e adultos.
Precisamos qualificar o ensino cada vez mais por meio da realização
de concurso público, e este Governo está estudando uma data
para a sua realização que não o inviabilize, porque,
no próximo ano, haverá eleições, e o concurso,
portanto, deverá ser realizado até o mês de julho.
Caberá ao Governo, à Secretaria Estadual de Educação
estudar qual o momento adequado para a realização desse
concurso para que os funcionários não sejam prejudicados.
Foi durante este Governo que, com a pressão da Assembléia
Legislativa, foi criado o Praden. Lembro os discursos da Deputada Iara
Wortmann e do Deputado Otomar Vivian, manifestando a preocupação
que tinham e têm em relação à manutenção
desse programa, que, em muitos momentos, causou preocupação
a esta Casa. O Praden continua em funcionamento. Portanto, há contratações
e renovações de contratos independente dos já existentes
com as prefeituras do interior do Estado.
Precisamos regularizar a situação desses funcionários
e fortalecer sua relação e vínculo com o Estado para
que possam também receber promoções, que hão
haviam antes, mas que, com a criação do Quadro de Funcionários,
desde 1989, paulatina e gradativamente, serão regularizadas.
Por isso, Sr. Presidente, afirmo, com a maior tranqüilidade, que
estamos cumprindo com o nosso compromisso junto aos funcionários
de escola, que reconhecem o esforço do Governo, que reconhecem
a sensibilidade da Secretaria Estadual de Educação e que
têm, no Cpers, o seu Sindicato de luta, forte, organizado e bem
representativo.
O Deputado Vilson Covatti foi infeliz nas suas afirmações,
preocupado que estava com a presença ou não da Presidente
do Cpers, Professora Juçara Dutra Vieira. S. Exa. não deve
se preocupar, pois o Cpers-Sindicato continuará lutando pela educação
e pela escola pública de ensino de boa qualidade. Muito obrigado.
(Não revisado pelo Orador.)
A SRA. PRESIDENTE (Maria do Rosário PT) Registramos a presença
de 40 alunos, acompanhados pela Professora Teresa Dostatny, da Escola
Municipal Catulino da Rosa, do Município de Dom Feliciano, aos
quais agradecemos a visita a esta Assembléia Legislativa.
Continuam em discussão o Projeto de Lei nº 304/2001 e
sua Emenda. (pausa) Por solicitação do Deputado Elmar Schneider,
concedo a palavra a S. Exa. para discutir a matéria.
O SR. ELMAR SCHNEIDER (PMDB) Sr. Presidente,
Sras. e Srs. Deputados:
O Deputado Edson Portilho afirmou aqui que o Deputado Vilson Covatti foi
infeliz nas suas afirmações. Alguns números me fazem
crer que quem é infeliz, quem não se acerta bem com números
é o seu Partido, principalmente nas eleições.
O reajuste de 190% era apenas vontade política; falavam na oferta
de 100 mil cestas básicas e até agora não ofereceram
nenhuma; a distribuição de 100 mil litros de leite por dia
não é feita; o Programa Primeiro Emprego pretendia oferecer
100 mil empregos, mas, segundo o Governo, foram oferecidos 12 mil até
agora.
Os números atrapalham este Governo. Não sei se podemos acreditar
nos números, porque este jornal, que trago em minhas mãos,
é pago com o dinheiro do povo, dos professores, de todos nós.
A SRA. PRESIDENTE (Maria do Rosário PT) Deputado, esta Presidência
solicita que V. Exa. se atenha à discussão do Projeto de
Lei nº 304/2001.
O SR. ELMAR SCHNEIDER (PMDB) É exatamente isso que estou fazendo.
Tenho em mãos um jornal que diz que o Governo contratou 5.163 funcionários
de escola. É um jornal pago com dinheiro público, da cidadania.
Agora, este Projeto de Lei prevê a prorrogação de
4.500 contratos emergenciais. Na contabilidade, Deputada Luciana Genro,
parece-me que bom é o Diógenes de Oliveira, porque o Governo
tem errado nos números.
Quem sabe se a própria Deputada Luciana Genro ou o Deputado Edson
Portilho, que defendiam o Cpers, pudessem me explicar algo. O PT sempre
foi contrário a contratos emergenciais, e queria que alguém
viesse aqui informar se o PT mudou ou se continua contrário a eles.
Seria bom, Deputados Adilson Troca e Jorge Gobbi, que isso fosse esclarecido.
Seria bom que eles viessem aqui para dizer: Nós mudamos, tínhamos
uma opinião na Oposição e hoje entendemos de forma
diferente. Eu queria entender apenas isto: o PT é agora favorável
aos contratos emergenciais ou os Deputados votam favoravelmente apenas
pelo fato de pertencerem ao Governo? Ou será que eles estão
com o Cpers?
A Direção do Cpers, é claro, não precisa estar
aqui, mas se o PT estivesse na Oposição não teríamos
aqui uma cadeira vazia. Os Deputados do PT estão aqui porque são
obrigados a isso. Deve ser duro e difícil para um Deputado que
é contra os contratos de emergência ter que dizer amém
a eles neste momento.
Eu gostaria de entender, Sra. Presidente, se essa mudança ocorre
para agradar o Governo, se faz parte do fato desses Deputados pertencerem
ao Partido do Governo.
Pelos meus cálculos, pelos meus números, a redução
desses 5.163 para 4.500 demonstra que contrataram gente demais, ou a minha
matemática não fecha. Quem irá pagar por isso? Daqui
a pouco começa aquela conversa de vamos devolver o jornal, vamos
devolver a sede e está tudo resolvido. Não, aqui há
números. Isso tem de ser esclarecido, pois se trata de dinheiro
público.
Sra. Presidente, este é um jornal oficial do Estado. Claro que
este não é um jornal de campanha política, ou eles
errariam tudo e mais um pouco, mas é oficial do Estado e declara
que foram contratados 5.163 funcionários de escola e agora querem
prorrogar apenas 4.500 contratos. Os alunos sabem que essa diferença
significa que contrataram gente demais. Onde é que está
essa gente? Foram ou não contratados afinal?
O Governo está errando, há muito tempo, no cálculo
dos números. Daqui a pouco vão dizer devolvam, como estão
acostumados a fazer. Mas não é assim, aqui está o
dinheiro público, e desejamos que isso fique muito bem esclarecido,
Sra. Presidente. Muito obrigado. (Não revisado pelo Orador.)
A SRA. PRESIDENTE (Maria do Rosário PT) Srs. Deputados, devido
a problemas técnicos, será necessário desligar o
som por alguns instantes. Portanto, suspendemos a Sessão por um
minuto para que possam ser providenciados os devidos reparos.
(Suspende-se a Sessão por um minuto.)
O SR. PRESIDENTE (Alexandre Postal PMDB) Estão reabertos os
trabalhos.
Continuam em discussão o Projeto de Lei nº 304/2001 e
sua Emenda. (pausa) Por solicitação da Deputada Luciana
Genro, concedo a palavra a S. Exa. para discutir a matéria.
A
SRA. LUCIANA GENRO (PT) Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados:
O problema do Deputado Elmar Schneider e é uma pena que ele não
esteja aqui para me escutar é que S. Exa. é muito ignorante
em matéria de educação. Esse Parlamentar não
sabe que, além das contratações feitas pelo Governo,
existem as contratações em regime de colaboração
com os Municípios, os convênios do Praden.
Somando os 4.500 contratados pelo Executivo com os 1.274 do Praden, temos
o número divulgado pelo Governo de funcionários de escola.
Mas o Deputado Elmar Schneider desconhece a realidade da educação
no Rio Grande do Sul. Provavelmente nem sabia que existiam os contratos,
os convênios do Praden, e vem aqui tentar se fazer de defensor da
educação pública, dos estudantes e dos professores.
Mas o que mais me revolta é escutar o Deputado Vilson Covatti,
do PPB, que veio a esta tribuna e teve a coragem de mentir diante da população
gaúcha. Mentir para nós, seus Colegas, é o de menos,
mas mentir diante das câmaras que nos filmam e fazem com que esta
Sessão possa ser assistida pelos gaúchos é um absurdo.
O Cpers-Sindicato jamais lotou as galerias deste plenário para
protestar contra contratações emergenciais. Desafio algum
Deputado a dizer quando o Cpers-Sindicato esteve aqui para protestar contra
contratações emergenciais, para pedir que esta Casa rejeitasse
contratos emergenciais. Nunca fez isso, nem através da pressão
das galerias, nem da sua Diretoria, nem dos seus documentos escritos.
O Cpers-Sindicato nunca solicitou a esta Casa que rejeitasse os contratos.
E por isso novamente não está aqui, porque este não
é o tema essencial da educação do Estado neste momento.
O tema essencial da educação do Estado, neste momento, é
o Congresso dos Educadores, que o Cpers-Sindicato está empenhado
em organizar, evento que vai reunir cerca de 1.400 professores e funcionários
de escola a partir de domingo, quando vai mostrar a este Parlamento que
não há pelegos na Direção do Cpers-Sindicato.
Aliás, se alguém é pelego aqui é o próprio
Deputado Vilson Covatti, que foi pelego do Governo Britto e que, mesmo
quando discordava do Governo, baixou a cabeça e concordou tantas
vezes quantas foram necessárias; assim como também é
pelego do Dr. Paulo Maluf, que, aliás, é ladrão.
Portanto, não venham aqui atacar os dirigentes do Cpers, que conduziram
uma greve no ano passado de mais de 30 dias. Ou será que o Deputado
Vilson Covatti acha que a Direção anterior do Cpers-Sindicato,
que fez uma greve de apenas uma semana durante o Governo anterior, era
pelego do Governo Britto?
Não era pelego, assim como esta Direção, que fez
uma greve de mais de 30 dias e que neste ano realizou marchas e mobilizações
exigindo reajuste digno e arrancando do Governo uma proposta de reajuste
salarial, também não o é. Não podemos admitir
que Deputados que não conhecem a realidade da educação,
que não conhecem a luta do Cpers-Sindicato e nem a luta dos educadores
venham a esta tribuna se arvorar no direito de atacar a Direção
do Cpers e atacar este Governo, que tem erros, sim, do meu ponto de vista,
no que tange à educação, mas que fez o que governos
anteriores nunca fizeram no que diz respeito aos funcionários de
escola.
Sr. Presidente e Srs. Deputados, este Governo reconheceu essa categoria
como educadores, elaborando o Quadro de Funcionários de Escola
e propondo a esta Casa o Plano de Carreira dos Funcionários de
Escola. Pela primeira vez, esses trabalhadores, tão importantes
dentro das escolas e na educação das nossas crianças,
são reconhecidos como educadores e têm uma carreira. Eles
podem sonhar e transformar seu sonho em realidade, estudando e se qualificando,
para, dessa forma, melhorar a educação do Rio Grande do
Sul.
Por isso, é preciso reconhecer os avanços que foram obtidos
a partir deste Governo, fundamentalmente pela luta desses que o Deputado
Vilson Covatti chama de pelegos e pela luta do Cpers-Sindicato, que exigiu
e conquistou, porque se defrontou com um Governo que deu ouvidos a essa
luta, o que o Governo do Deputado Vilson Covatti nunca fez. Muito obrigada.
(Não revisado pela Oradora.)
O SR. PRESIDENTE (Alexandre Postal PMDB) Continuam em discussão
o Projeto de Lei nº 304/2001 e sua Emenda. (pausa) Por solicitação
do Deputado José Gomes, concedo a palavra a S. Exa. para discutir
a matéria.
O
SR. JOSÉ GOMES (PT) Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados:
Saúdo os telespectadores que nos acompanham pela TV Assembléia.
Ouvi todas as manifestações feitas aqui da tribuna, mas
duas delas me chamaram a atenção: a do Deputado Vilson Covatti,
que, por sinal, faz o seu papel de Oposição nesta Casa
e não poderíamos esperar dele nenhum elogio pelas obras
ou pelo trabalho do Governo , e a do Deputado Elmar Schneider, que dispara
a sua metralhadora para todos os lados, num raio sem dimensão.
Não quero dizer que há uma irresponsabilidade nos discursos
desses Deputados, mas também é necessário estabelecer
a verdade, quando vêm a esta tribuna dizer que este Governo não
sabe trabalhar com os números.
A Deputada Luciana Genro provou por que constava na matéria do
jornal o número de 5.163 contratos. Não se trata de os outros
Deputados não saberem fazer contas de somar, eles sabem, sim, fazê-las.
O que eles não querem é admitir que os números que
estão sendo divulgados são uns e que os números de
contrato emergencial são outros. Por que isso? Porque são
citados 4.500 contratos emergenciais.
A Deputada Iara Wortmann, que foi Secretária da Educação,
conhece muito bem os contratos do Praden, que são feitos entre
o Governo do Estado e os Municípios, com recursos do Estado.
O Deputado Elmar Schneider também sabe disso, porque fez parte
do Governo passado. Ora, não vamos aqui escamotear a verdade. Ou
o Deputado Schneider não sabe somar, ou a assessoria lhe passou
os números errados. Como, nesta Casa, tudo sobra para a assessoria,
acho que foi a assessoria que errou, porque Deputado não erra.
Aí os assessores erraram e colocaram para o Deputado um atestado,
não de burrice, mas de não saber somar os números.
Por isso é que vêm aqui e passam essa metralhadora desesperada.
Não queremos e nem esperamos nenhum elogio da Oposição,
porque sabemos que, em janeiro de 1999, quando assumimos este Governo,
tiramos dessa Oposição o sonho de continuar no Governo.
Então, não esperamos elogios, agora não aceitamos
que a verdade seja escamoteada.
Gostaria de pedir ao Deputado Vilson Covatti que desse uma passadinha
pelo País, que olhasse os números dos outros Estados e caísse
na realidade.
O Deputado Dionilso Marcon falou em Santa Catarina. O último concurso
público realizado naquele Estado foi em 1998. Lá, de um
total de 37 mil professores, 24 mil são contratados via contratos
emergenciais e o Governo daquele Estado não é do meu Partido
, sendo que o último aumento de salário foi concedido em
1995; em São Paulo, o último concurso foi realizado em 1998,
e o último aumento concedido foi em 1998.
É importante que se venha a esta tribuna trazer os números
verdadeiros. Não venham escamotear a verdade. Não queremos
elogios da Oposição, mas fazer um debate sério e
o cruzamento de números.
A Bancada do PT ajudou a aprovar, sim, projetos para contratações
emergenciais de professores eu estava nesta Casa quando os votamos.
Deixamos de votar alguns projetos com essa finalidade, principalmente
na área da educação, porque o Governo do Estado,
na ocasião, mudou o critério: enquanto promovia um Programa
de Demissão Voluntária, fazia contratações
emergenciais, e isso não dá para aceitar, porque não
é sério.
Entretanto, não vi os Deputado Vilson Covatti, Iara Wortmann e
Elmar Schneider discutirem isso, porque não querem fazer uma discussão
séria. Se, de um lado, demitiam através do Programa de Demissão
Voluntária, de outro, faziam contratações emergenciais.
Por isso votamos contra alguns projetos naquela oportunidade. Mas, em
1995, ajudamos a aprovar nesta Casa vários Projetos de contratações
emergenciais propostos pelo Governo do Estado. Isso foi feito não
apenas nessa oportunidade, mas, em várias ocasiões, votamos
matérias com esse teor.
Repito: vamos fazer um debate sério. Não esperamos elogios
da Oposição, porque ela está fazendo o seu papel
de Oposição e, mais do que isso, de Oposição
inconseqüente, porque cego é aquele que não quer ver.
Muito obrigado. (Não revisado pelo Orador.)
O SR. PRESIDENTE (Francisco Appio PPB) Continuam em discussão
o Projeto de Lei n° 304/2001 e sua Emenda. (pausa) Por solicitação
da Deputada Maria do Rosário, concedo a palavra a S. Exa. para
discutir a matéria.
A SRA. MARIA DO ROSÁRIO (PT) Sr. Presidente,
Sras. e Srs. Deputados:
Muitas vezes estive nesta Casa como professora, como integrante do Quadro
do Magistério, debatendo assuntos da nossa categoria, particularmente
na greve de 1990, quando também compunha o comando geral de greve.
Da Bancada do PPB, recordo da atuação destacada do Deputado
Otomar Vivian, então Presidente da Comissão de Educação,
Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia desta Casa, mas também
recordo de uma atuação importantíssima, solidária
muitas vezes à nossa categoria, que foi a do Deputado Jarbas Lima,
que honrou esta Casa e que sempre teve um debate muito aberto com os trabalhadores
da educação, com os professores e com os funcionários
de escola.
O pronunciamento proferido pelo Deputado Vilson Covatti, porém,
não tem o mesmo tom de diálogo. Por mais que o discurso
de S. Exa. possa ser desmentido pelo seu voto favorável à
contratação emergencial dos funcionários de escola,
a ofensa feita ao Cpers-Sindicato desmerece, no meu modo de ver, uma história
de respeito para com a nossa categoria, e de respeito devido e importante
mantido ao longo dos anos.
O Deputado José Gomes disse que não poderíamos esperar
elogios. Com certeza, não esperamos elogios do Governo da Oposição,
mas esta Deputada, pelo menos, não esperava que um representante
tão destacado da Oposição ofendesse o principal Sindicato
dos servidores públicos deste Estado legítimo representante,
há mais de 50 anos, de uma categoria profissional que atua diretamente
na promoção humana deste Estado e na promoção
da educação e também a sua Presidente, Professora
Juçara Dutra Maria Vieira.
Não há como não dizer ao Deputado Vilson Covatti
apesar de S. Exa. não estar presente neste momento, mas certamente
está-nos escutando que se trata de uma calúnia, de uma
injúria e de um absurdo a referência negativa que fez à
Professora Juçara Dutra Maria Vieira. O Magistério Estadual
tem muitos anos de luta, não é caudatário do Governo,
em nenhum momento o foi de nenhum governo. Entretanto, sabe reconhecer
as conquistas obtidas, como a do pagamento das promoções,
do estabelecimento do Quadro de Funcionários de Escola e do Plano
de Carreira dos Funcionários de Escola. Os outros governos só
fizeram discurso.
O Sr. João Fischer (PPB) (Dá um aparte anti-regimental.)
A SRA. MARIA DO ROSÁRIO (PT) Deputado João Fischer, até
este Governo, não existia o Plano de Carreira dos Funcionários
de Escola e não existia o Quadro desses funcionários, eles
pertenciam ao Quadro Geral. V. Exa. e o Líder da Bancada de V.
Exa, que ofende a nossa categoria, precisam conhecer melhor essa luta.
Meus caros Parlamentares, o Magistério Estadual e o Cpers não
são caudatários também dos setores da Oposição
raivosa deste plenário. Talvez isso incomode muito. Esperavam o
quê? Esperavam que a Professora Juçara Dutra Maria Vieira
tivesse aplaudido quem esteve na Secretaria de Educação
e atuou contra a sua categoria? Queriam que ela aplaudisse quem foi Secretário
de Educação e acabou com o Plano de Carreira ou quem foi
governo por 40 anos e massacrou essa categoria?
O Cpers, meus caros Deputados, é independente, não é
do Governo, mas, ainda bem para os educadores, não é da
Oposição, é dos educadores. E esse respeito deve
ser devidamente registrado nesta tribuna, o que não foi feito pelo
Deputado Vilson Covatti. Muito obrigada. (Não revisado pela Oradora.)
O SR. PRESIDENTE (Francisco Appio PPB) Continuam em discussão
o Projeto de Lei nº 304/2001 e sua Emenda. Não havendo
manifestação de mais nenhum dos Deputados, encerro a discussão.
Em votação. Primeiramente votaremos a Emenda nº
3, do Deputado Vilson Covatti, que tem o seguinte teor:
Inclua-se, onde convier: art. O Poder Executivo realizará concurso
público no prazo de 12 meses, a contar da data de publicação
da presente Lei, para provimento dos cargos previstos no art. 1º
desta Lei. Solicito aos Deputados que registrem seu voto.
(Procede-se à votação pelo painel eletrônico.)
O SR. PRESIDENTE (Francisco Appio PPB) Tendo sido constatado defeito
no sistema eletrônico de votação, realizaremos votação
nominal.
O SR. JOSÉ IVO SARTONI (PMDB) Sr. Presidente, existem alguns
terminais com problemas, mas podem ser ocupados os que estão funcionando.
Acredito que, assim, o sistema funcionará para colher o voto dos
Srs. Deputados.
O SR. PRESIDENTE (Francisco Appio PPB) A Assessoria Legislativa alerta
que a queda de energia elétrica ocorrida há pouco danificou
o sistema. Não há possibilidade, neste momento, de realizar
a votação pelo painel eletrônico, em que pesem alguns
votos estarem registrados. Pedimos a compreensão de V. Exas. A
Mesa não vai correr o risco de realizar a votação
através de um sistema que, neste momento, não oferece segurança.
Lamentamos, Srs. Deputados.
Solicito ao Secretário que proceda à chamada dos Deputados.
O Sr. Secretário - Bancada do PT: Deputados Cecilia Hypolito, sim;
Dionilso Marcon, sim; Edson Portilho, sim; Elvino Bohn Gass sim; Ivar
Pavan, sim; José Gomes, sim; Luciana Genro, sim; Luis Fernando
Schmidt (ausente); Maria do Rosário, sim; Ronaldo Zülke (ausente);
Roque Grazziotin, sim.
Bancada do PPB: Deputados Adolfo Brito(ausente); Érico Ribeiro
(ausente); Francisco Appio, sim; Frederico Antunes, sim; João Fischer,
sim; José Farret, sim; Marco Peixoto (ausente); Maria do Carmo
(ausente); Otomar Vivian, sim; Valdir Andres (ausente); Vilson Covatti,
sim.
Bancada do PTB: Deputados Abílio dos Santos, sim; Aloísio
Classmann, sim; Edemar Vargas (ausente); Eliseu Santos (ausente); Iradir
Pietroski, sim; Luis Augusto Lara (ausente); Manoel Maria (ausente); Osmar
Severo (ausente); Paulo Moreira, sim; Sérgio Zambiasi (ausente).
Bancada do PDT: Deputados Adroaldo Loureiro, sim; Ciro Simoni, sim; Giovani
Cherini, sim; João Luiz Vargas (ausente); Kalil Sehbe, sim; Paulo
Azeredo (ausente); Vieira da Cunha, sim.
Bancada do PPS: Deputados Berfran Rosado (ausente); Bernardo de Souza,
sim; Cézar Busatto, sim; Iara Wortmann, sim; Mário Bernd
(ausente); Paulo Odone (ausente).
Bancada do PMDB: Deputados Alexandre Postal, sim; Elmar Schneider, sim;
Jair Foscarini, sim; José Ivo Sartori, sim; João Osório,
sim.
Bancada do PFL: Deputados Germano Bonow (ausente); Onyx Lorenzoni, sim.
Bancada do PSDB: Deputados Adilson Troca, sim; Jorge Gobbi, sim.
Bancada do PC do B: Deputada Jussara Cony (ausente).
O SR. PRESIDENTE (Francisco Appio PPB) Com 35 votos favoráveis
e nenhum voto contrário, está aprovada a Emenda nº
3 ao Projeto de Lei nº 304/2001.
Em votação o texto do Projeto de Lei nº 304/2001.
Informo aos Srs. Deputados que voltaremos a realizar a votação
pelo painel eletrônico.
Solicito aos Deputados que registrem seu voto.
(Procede-se à votação pelo painel eletrônico.)
Partido UF PARLAMENTAR VOTO
PMDB RS ELMAR SCHNEIDER S
PMDB RS JOÃO OSÓRIO S
PTB RS ABÍLIO DOS SANTOS S
PTB RS ALOÍSIO CLASSMANN S
PDT RS ADROALDO LOUREIRO S
PDT RS VIEIRA DA CUNHA S
PT RS EDSON PORTILHO S
PT RS ELVINO BOHN GASS S
PT RS MARIA DO ROSARIO S
PPS RS BERNARDO DE SOUZA S
PPB RS JOÃO FISCHER S
PMDB RS ALEXANDRE POSTAL S
PPS RS CÉZAR BUSATTO S
PPS RS IARA WORTMANN S
PTB RS IRADIR PIETROSKI S
PDT RS CIRO SIMONI S
PDT RS GIOVANI CHERINI S
PT RS CECÍLIA HYPÓLITO S
PT RS LUCIANA GENRO S
PT RS ROQUE GRAZZIOTIN S
PSDB RS ADILSON TROCA S
PPB RS FRANCISCO ÁPPIO S
PPB RS JOSÉ FARRET S
O SR. PRESIDENTE (Francisco Appio PPB) Com 34 votos favoráveis
e nenhum voto contrário, está aprovado o Projeto de Lei
nº 304/2001.
Por solicitação do Deputado Onyx Lorenzoni, concedo a palavra
a S. Exa. para uma comunicação de líder.
O SR. ONYX LORENZONI (PFL) Sr. Presidente, Sras.
e Srs. Deputados:
Ouvi, há alguns minutos, na Rádio Gaúcha a afirmação
do Líder do Governo de que não haveria a necessidade de
aprovação desta Casa para a contratação de
pessoal em caráter emergencial para a UERGS. Escutei, também,
que o Governo estudava a possibilidade de não enviar a esta Assembléia
o projeto para aprovar a contratação de pessoal.
Quero ler aos Srs. Parlamentares, na qualidade de Presidente da Comissão
de Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia
desta Casa, o art. 18 da Lei nº 11. 646, de 10 de julho de 2001,
que cria a Universidade Estadual: Para atender a necessidade temporária
de excepcional interesse público, a UERGS poderá efetuar
a contratação de pessoal por tempo determinado, nos termos
da Lei.
Portanto, não pode haver contratação de pessoal sem
que haja a aprovação por este Parlamento.
Mas, se isto não bastasse, ainda temos o comando maior da Constituição
Estadual, no art. 19, inciso IV que diz o seguinte: a lei estabelecerá
os casos de contratação de pessoal por tempo determinado,
para atender a necessidade temporária de excepcional interesse
público. Ou seja, a Lei de criação da UERGS está
ancorada no que determina a Constituição Estadual.
Se isto não fosse suficiente, Sras. e Srs. Deputados, ainda a Constituição
Federal no seu art. 37 inciso IX, diz claramente o seguinte: a lei estabelecerá
os casos de contratação por tempo determinado para atender
a necessidade temporária de excepcional interesse público.
Se ainda não for suficiente essa informação ao Governo,
há a Lei Federal nº 8.745, de 9 de dezembro de 1993, que
faz o mesmo disciplinamento.
Quero deixar registrado à sociedade gaúcha, à imprensa
que nos acompanha e ao público que está assistindo a esta
Sessão, que, para o Governo do Estado do Rio Grande do Sul fazer
qualquer contratação para a Universidade Estadual, deve
mandar a esta Casa um projeto de lei segundo determina, como já
demonstrei, a Constituição Federal, a Constituição
Estadual e mais a Lei que criou a UERGS, aprovada por este Parlamento
que autorize que assim seja feito.
Portanto, isso não cabe ao Governo do Estado, que foi inábil
ou insuficiente na análise do material legal, que não mandou
em tempo hábil o projeto a esta Casa, que não agiu de maneira
responsável com relação à sociedade gaúcha
e que quer, sim, o vestibular da UERGS no próximo ano.
Agora, o Governo quer contratar pessoal, mas a única fórmula
para que se cumpra a Constituição e a Lei e esta é
a responsabilidade de quem exerce o Poder Executivo é apresentar
um projeto de lei, que tem de ser aprovado por esta Casa, dando autorização
para que a contratação seja feita.
Qualquer outra interpretação é meramente uma especulação
sem sustentação constitucional e legal. Fica esse alerta
à sociedade gaúcha e ao Governo, que jurou, quando tomou
posse, respeitar a Constituição e o estamento legal do Rio
Grande do Sul.
Espero que a informação dada pelo Líder do Governo
seja apenas um equívoco por falta de conhecimento da Lei que autorizou
a constituição da UERGS no Estado. Obrigado. (Não
revisado pelo Orador.)
O SR. PRESIDENTE (Francisco Appio PPB) Em discussão e votação
o Projeto de Lei nº 207/2001, da Procuradoria-Geral de Justiça:
Dispõe sobre a Lei nº 6. 536/73 Estatuto do Ministério
Público do Rio Grande do Sul , e dá outras providências.
Parecer: Favorável, da Comissão de Constituição
e Justiça. Relator: Deputado Vieira da Cunha, pela referida Comissão.
O Projeto entra na Ordem do Dia por acordo de lideranças.
Em discussão. (pausa) Não havendo manifestação
de nenhum dos Deputados, encerro a discussão.
Em votação. Solicito aos Deputados que registrem seu voto.
(Procede-se à votação pelo painel eletrônico.
)
Partido UF PARLAMENTAR VOTO
PTB RS MANOEL MARIA S
PPB RS JOÃO FISCHER S
PPB RS OTOMAR VIVIAN S
PPS RS CÉZAR BUSATTO S
PMDB RS ELMAR SCHNEIDER S
PMDB RS JAIR FOSCARINI S
PTB RS PAULO MOREIRA S
PDT RS ADROALDO LOUREIRO S
PT RS IVAR PAVAN S
PT RS MARIA DO ROSARIO S
PT RS ROQUE GRAZZIOTIN S
PPB RS VALDIR ANDRES S
PPS RS IARA WORTMANN S
PTB RS IRADIR PIETROSKI S
PT RS EDSON PORTILHO S
PT RS JOSÉ GOMES S
PSDB RS JORGE GOBBI S
PPB RS FRANCISCO ÁPPIO S
PPB RS VILSON COVATTI S
PTB RS ALOÍSIO CLASSMANN S
PDT RS CIRO SIMONI S
PDT RS GIOVANI CHERINI S
PDT RS KALIL SEHBE S
PDT RS VIEIRA DA CUNHA S
PT RS CECÍLIA HYPÓLITO S
PT RS DIONILSO MARCON S
PT RS ELVINO BOHN GASS S
PFL RS ONYX LORENZONI S
PPS RS BERNARDO DE SOUZA S
O SR. PRESIDENTE (Francisco Appio PPB) Com 29 votos favoráveis
e nenhum voto contrário, está aprovado o Projeto de Lei
nº 207/2001.
Em discussão e votação o Projeto de Lei nº
208/2001, da Procuradoria-Geral de Justiça: Dispõe sobre
a Lei Estadual nº 7.669/82 Lei Orgânica do Ministério
Público , e dá outras providências. Parecer: Favorável,
da Comissão de Constituição e Justiça. Relator:
Deputado Vieira da Cunha, pela referida Comissão. O Projeto entra
na Ordem do Dia por acordo de lideranças.
Em discussão. (pausa) Não havendo manifestação
de nenhum dos Deputados, encerro a discussão.
Em votação. Solicito aos Deputados que registrem seu voto.
(Procede-se à votação pelo painel eletrônico.)
Partido UF PARLAMENTAR VOTO
PPB RS OTOMAR VIVIAN S
PTB RS ALOÍSIO CLASSMANN S
PTB RS IRADIR PIETROSKI S
PDT RS ADROALDO LOUREIRO S
PDT RS CIRO SIMONI S
PDT RS VIEIRA DA CUNHA S
PT RS ELVINO BOHN GASS S
PT RS MARIA DO ROSARIO S
PPB RS VALDIR ANDRES S
PPS RS CÉZAR BUSATTO S
PMDB RS ELMAR SCHNEIDER S
PTB RS PAULO MOREIRA S
PDT RS KALIL SEHBE S
PT RS CECÍLIA HYPÓLITO S
PT RS IVAR PAVAN S
PPS RS BERNARDO DE SOUZA S
PTB RS MANOEL MARIA S
PPB RS FRANCISCO ÁPPIO S
PPB RS JOÃO FISCHER S
PPB RS MARCO PEIXOTO S
PPB RS VILSON COVATTI S
PPS RS IARA WORTMANN S
PMDB RS JAIR FOSCARINI S
PDT RS GIOVANI CHERINI S
PT RS DIONILSO MARCON S
PT RS EDSON PORTILHO S
PT RS JOSÉ GOMES S
PT RS ROQUE GRAZZIOTIN S
PSDB RS JORGE GOBBI S
O SR. PRESIDENTE (Francisco Appio PPB) Com 29 votos favoráveis
e nenhum voto contrário, está aprovado o Projeto de Lei
nº 208/2001.
Em discussão e votação o Projeto de Lei nº
209/2001, da Procuradoria-Geral de Justiça: Dispõe sobre
a Lei nº 6.536/73, Estatuto do Ministério Público
do Rio Grande do Sul, e dá outras providências. Parecer:
Favorável, da Comissão de Constituição e Justiça.
Relator: Deputado Vieira da Cunha, pela referida Comissão. O Projeto
entra na Ordem do Dia por acordo de lideranças.
Em discussão. (pausa) Não havendo manifestação
de nenhum dos Deputados, encerro a discussão.
Em votação. Solicito aos Deputados que registrem seu voto.
(Procede-se à votação pelo painel eletrônico.)
Partido UF PARLAMENTAR VOTO
PPB RS VALDIR ANDRES S
PPB RS VILSON COVATTI S
PPS RS IARA WORTMANN S
PMDB RS JAIR FOSCARINI S
PTB RS ALOÍSIO CLASSMANN S
PTB RS IRADIR PIETROSKI S
PDT RS ADROALDO LOUREIRO S
PDT RS CIRO SIMONI S
PDT RS KALIL SEHBE S
PT RS JOSÉ GOMES S
PSDB RS JORGE GOBBI S
PT RS MARIA DO ROSARIO S
PTB RS MANOEL MARIA S
PPB RS FRANCISCO ÁPPIO S
PPB RS JOÃO FISCHER S
PPB RS OTOMAR VIVIAN S
PPS RS CÉZAR BUSATTO S
PMDB RS ELMAR SCHNEIDER S
PTB RS PAULO MOREIRA S
PDT RS VIEIRA DA CUNHA S
PT RS DIONILSO MARCON S
PT RS EDSON PORTILHO S
PT RS ELVINO BOHN GASS S
PPS RS BERNARDO DE SOUZA S
PPB RS MARCO PEIXOTO S
PDT RS GIOVANI CHERINI S
PT RS CECÍLIA HYPÓLITO S
PT RS IVAR PAVAN S
PT RS ROQUE GRAZZIOTIN S
O SR. PRESIDENTE (Francisco Appio PPB) Com 29 votos favoráveis
e nenhum voto contrário, está aprovado o Projeto de Lei
nº 209/2001.
Em discussão e votação o Projeto de Lei nº
256/2001, da Procuradoria-Geral de Justiça: Dispõe sobre
a Lei nº 6.536/73, Estatuto do Ministério Público
do Rio Grande do Sul, e dá outras providências. O Projeto
entra na Ordem do Dia por acordo de lideranças.
Em discussão. (pausa) Não havendo manifestação
de nenhum dos Deputados, encerro a discussão.
Em votação. Solicito aos Deputados que registrem seu voto.
(Procede-se à votação pelo painel eletrônico.)
Partido UF PARLAMENTAR VOTO
PPB RS MARCO PEIXOTO S
PPS RS CÉZAR BUSATTO S
PMDB RS ELMAR SCHNEIDER S
PPS RS IARA WORTMANN S
PMDB RS JAIR FOSCARINI S
PTB RS ALOÍSIO CLASSMANN S
PTB RS IRADIR PIETROSKI S
PDT RS ADROALDO LOUREIRO S
PDT RS GIOVANI CHERINI S
PDT RS VIEIRA DA CUNHA S
PT RS CECÍLIA HYPÓLITO S
PT RS EDSON PORTILHO S
PT RS ELVINO BOHN GASS S
PT RS IVAR PAVAN S
PT RS JOSÉ GOMES S
PPS RS BERNARDO DE SOUZA S
PSDB RS JORGE GOBBI S
PT RS MARIA DO ROSARIO S
PT RS ROQUE GRAZZIOTIN S
PPB RS JOÃO FISCHER S
PPB RS VALDIR ANDRES S
PTB RS PAULO MOREIRA S
PDT RS CIRO SIMONI S
PDT RS KALIL SEHBE S
PT RS DIONILSO MARCON S
PTB RS MANOEL MARIA S
PPB RS FRANCISCO ÁPPIO S
PPB RS OTOMAR VIVIAN S
PPB RS VILSON COVATTI S
O SR. PRESIDENTE (Francisco Appio PPB) Com 29 votos favoráveis
e nenhum voto contrário, está aprovado o Projeto de Lei
nº 256/2001.
Em discussão e votação o Projeto de Lei nº
265/2001, da Procuradoria-Geral de Justiça: Dispõe sobre
a Lei nº 6.536/73 Estatuto do Ministério Público
do Rio Grande do Sul e dá outras providências. O Projeto
entra na Ordem do Dia por acordo de lideranças.
Em discussão. (pausa) Não havendo manifestação
de nenhum dos Deputados, encerro a discussão.
Em votação. Solicito aos Deputados que registrem seu voto.
(Procede-se à votação pelo painel eletrônico.)
PARTIDO UF PARLAMENTAR VOTO
PPB RS ÉRICO RIBEIRO S
PTB RS MANOEL MARIA S
PPB RS JOÃO FISCHER S
PPB RS MARCO PEIXOTO S
PPB RS VALDIR ANDRES S
PMDB RS ELMAR SCHNEIDER S
PPS RS IARA WORTMANN S
PTB RS ALOÍSIO CLASSMANN S
PTB RS IRADIR PIETROSKI S
PTB RS PAULO MOREIRA S
PDT RS ADROALDO LOUREIRO S
PDT RS GIOVANI CHERINI S
PDT RS KALIL SEHBE S
PDT RS VIEIRA DA CUNHA S
PT RS CECÍLIA HYPÓLITO S
PT RS DIONILSO MARCON S
PT RS ELVINO BOHN GASS S
PT RS JOSÉ GOMES S
PT RS ROQUE GRAZZIOTIN S
PPS RS BERNARDO DE SOUZA S
PMDB RS JAIR FOSCARINI S
PDT RS CIRO SIMONI S
PSDB RS JORGE GOBBI S
PPB RS FRANCISCO ÁPPIO S
PPB RS OTOMAR VIVIAN S
PPB RS VILSON COVATTI S
PPS RS CÉZAR BUSATTO S
PT RS EDSON PORTILHO S
PT RS IVAR PAVAN S
PT RS MARIA DO ROSARIO S
O SR. PRESIDENTE (Francisco Appio PPB) Com 30 votos favoráveis
e nenhum voto contrário, está aprovado o Projeto de Lei
nº 265/2001.
Em discussão e votação o Projeto de Lei nº
273/2001, da Procuradoria-Geral de Justiça: Dispõe sobre
a Lei nº 7.669/82 Lei Orgânica do Ministério Público
do Rio Grande do Sul , e dá outras providências. O Projeto
entra na Ordem do Dia por acordo de lideranças.
Em discussão. (pausa) Não havendo manifestação
de nenhum dos Deputados, encerro a discussão.
Em votação. Solicito aos Deputados que registrem seu voto.
(Procede-se à votação pelo painel eletrônico.)
PARTIDO UF PARLAMENTAR VOTO
PTB RS MANOEL MARIA S
PPB RS JOÃO FISCHER S
PPB RS MARCO PEIXOTO S
PPB RS OTOMAR VIVIAN S
PPB RS VALDIR ANDRES S
PPB RS VILSON COVATTI S
PPS RS CÉZAR BUSATTO S
PPS RS IARA WORTMANN S
PMDB RS JAIR FOSCARINI S
PTB RS ALOÍSIO CLASSMANN S
PTB RS IRADIR PIETROSKI S
PTB RS PAULO MOREIRA S
PDT RS ADROALDO LOUREIRO S
PDT RS GIOVANI CHERINI S
PT RS CECÍLIA HYPÓLITO S
PPB RS ÉRICO RIBEIRO S
PPB RS FRANCISCO ÁPPIO S
PMDB RS ELMAR SCHNEIDER S
PDT RS CIRO SIMONI S
PDT RS KALIL SEHBE S
PDT RS VIEIRA DA CUNHA S
PT RS DIONILSO MARCON S
PT RS EDSON PORTILHO S
PT RS ELVINO BOHN GASS S
PT RS IVAR PAVAN S
PT RS MARIA DO ROSARIO S
PT RS JOSÉ GOMES S
PT RS ROQUE GRAZZIOTIN S
PPS RS BERNARDO DE SOUZA S
PSDB RS JORGE GOBBI S
O SR. PRESIDENTE (Francisco Appio PPB) Com 30 votos favoráveis
e nenhum voto contrário, está aprovado o Projeto de Lei
nº 273/2001.
Em discussão e votação Projeto de Lei nº
318/2001, da Procuradoria-Geral de Justiça: Dispõe sobre
a Lei nº 6. 536 Estatuto do Ministério Público
do Rio Grande do Sul , e dá outras providências. O Projeto
entra na Ordem do Dia por acordo de lideranças.
Em discussão. (pausa) Não havendo manifestação
de nenhum dos Deputados, encerro a discussão.
Em votação. Solicito aos Deputados que registrem seu voto.
(Procede-se à votação pelo painel eletrônico.)
PARTIDO UF PARLAMENTAR VOTO
PPB RS ÉRICO RIBEIRO S
PPB RS MARCO PEIXOTO S
PPB RS OTOMAR VIVIAN S
PPB RS VALDIR ANDRES S
PPB RS VILSON COVATTI S
PPS RS CÉZAR BUSATTO S
PMDB RS ELMAR SCHNEIDER S
PPS RS IARA WORTMANN S
PMDB RS JAIR FOSCARINI S
PTB RS PAULO MOREIRA S
PDT RS ADROALDO LOUREIRO S
PDT RS GIOVANI CHERINI S
PDT RS KALIL SEHBE S
PDT RS VIEIRA DA CUNHA S
PT RS CECÍLIA HYPÓLITO S
PT RS EDSON PORTILHO S
PT RS MARIA DO ROSARIO S
PT RS JOSÉ GOMES S
PT RS ROQUE GRAZZIOTIN S
PPS RS BERNARDO DE SOUZA S
PSDB RS JORGE GOBBI S
PPB RS JOÃO FISCHER S
PTB RS ALOÍSIO CLASSMANN S
PTB RS IRADIR PIETROSKI S
PDT RS CIRO SIMONI S
PT RS DIONILSO MARCON S
PT RS ELVINO BOHN GASS S
PT RS IVAR PAVAN S
O SR. PRESIDENTE (Francisco Appio PPB) Com 28 votos favoráveis
e nenhum voto contrário, está aprovado o Projeto de Lei
nº 318/2001.
Em discussão e votação o Projeto de Lei nº
294/2001, do Tribunal de Contas: Inclui parágrafo único
ao art. 3º da Lei nº 11.424, de 6 de janeiro de 2000.
O Projeto entra na Ordem do Dia por acordo de lideranças.
Em discussão. (pausa) Não havendo manifestação
de nenhum dos Deputados, encerro a discussão.
Em votação. Solicito aos Deputados que registrem seu voto.
(Procede-se à votação pelo painel eletrônico.)
PARTIDO UF PARLAMENTAR VOTO
PPB RS FRANCISCO ÁPPIO S
PPB RS JOÃO FISCHER S
PPB RS MARCO PEIXOTO S
PPB RS VILSON COVATTI S
PPS RS CÉZAR BUSATTO S
PMDB RS ELMAR SCHNEIDER S
PMDB RS JAIR FOSCARINI S
PDT RS ADROALDO LOUREIRO S
PDT RS CIRO SIMONI S
PDT RS GIOVANI CHERINI S
PDT RS KALIL SEHBE S
PDT RS VIEIRA DA CUNHA S
PT RS DIONILSO MARCON S
PT RS EDSON PORTILHO S
PT RS ELVINO BOHN GASS S
PT RS MARIA DO ROSARIO S
PT RS JOSÉ GOMES S
PT RS ROQUE GRAZZIOTIN S
PPS RS BERNARDO DE SOUZA S
PPB RS ÉRICO RIBEIRO S
PPB RS OTOMAR VIVIAN S
PPB RS VALDIR ANDRES S
PPS RS IARA WORTMANN S
PTB RS ALOÍSIO CLASSMANN S
PTB RS IRADIR PIETROSKI S
PTB RS PAULO MOREIRA S
PT RS CECÍLIA HYPÓLITO S
PT RS IVAR PAVAN S
PSDB RS JORGE GOBBI S
O SR. PRESIDENTE (Francisco Appio PPB) Com 29 votos favoráveis
e nenhum voto contrário, está aprovado o Projeto de Lei
nº 294/2001.
Em votação o Requerimento de dispensa de publicação
e interstício para a imediata votação da redação
final dos Projetos de Lei nºs 229/2001, 303/2001, 304/2001, 207/2001,
208/2001, 209/2001, 256/2001, 265/2001, 273/2001, 318/2001 e 294/2001,
ora aprovados, Requerimento este assinado pela Deputada Maria do Rosário.
Os Deputados que o aprovarem permaneçam sentados. (pausa) Aprovado.
Em votação a redação final dos Projetos referidos
no Requerimento ora aprovado. Os Deputados que a aprovarem permaneçam
sentados. (pausa) Aprovada.
Em discussão e votação o Projeto de Lei nº
274/2001, do Poder Executivo: Regulamenta o art. 130 da Constituição
do Estado e dá outras providências. Obs: Ementa alterada
por Mensagem Retificativa: Introduz alterações na Lei nº
10.991, de 18 de agosto de 1997, dispõe sobre o Comando do Corpo
de Bombeiros, e dá outras providências. Ao Projeto foram
apresentadas Emendas e um Substitutivo. O Projeto entra na Ordem do Dia
por acordo de lideranças.
Os primeiros três Substitutivos apresentados ao Projeto foram prejudicados
pela Mensagem Retificativa do Governo do Estado.
Em discussão. (pausa) Por solicitação do Deputado
Bernardo de Souza, concedo a palavra a S. Exa. para discutir a matéria.
O
SR. BERNARDO DE SOUZA (PPS) Sr. Presidente e Srs. Deputados:
Este Projeto de Lei tem uma peculiaríssima trajetória nesta
Casa, tendo chegado na Assembléia Legislativa, em sua versão
original, no dia 26 de outubro de 2001. Correu Pauta por um único
dia, 30 de outubro. Já no dia 31 de outubro, a cinco dias da sua
chegada na Casa, foi publicado na Ordem do Dia por acordo unânime
de líderes, o que significa dizer que a Bancada do PPS aderiu a
essa solicitação.
Devo fazer um registro muito peculiar. Quando estávamos chegando
ao Gabinete da Presidência para discutir as agendas daquela semana,
a Ordem do Dia e os processos em votação, fomos abordados
por oficiais bombeiros que solicitaram acordo para publicação,
o que foi dado. Alguns dias depois, oficiais ligados ao Comando da Brigada
Militar procuraram a nossa Bancada e imagino que as demais para pedir
que não votássemos o Projeto, o que já revela uma
profunda desorganização interna.
No dia 6 de novembro, foram apresentadas duas Emendas e um Substitutivo.
Refiro-me à Emenda nº 1, do Deputado Vieira da Cunha,
à Emenda nº 2, dos Deputados João Osório
e José Ivo Sartori, e ao Substitutivo de nº 1, do Deputado
Elvino Bohn Gass, Líder do Partido do Governo, para mim revelando
que algo de errado já estava no Projeto original.
Mas para que não parássemos aí, mais um Substitutivo
foi apresentado no dia 13 de novembro, Substitutivo esse do mesmo Deputado
Elvino Bohn Gass, desta vez revelando que sequer o Substitutivo anterior
e muito menos o Projeto estava com a perfeição que éramos
obrigados a presumir quando nos pediram que déssemos o acordo para
imediata inclusão na Ordem do Dia. Nesse mesmo dia, também
foi apresentado o Substitutivo nº 3, do Deputado João
Osório.
Entre os dias 13 e 20 de novembro a menos de um mês da chegada
do Projeto a esta Assembléia Legislativa , o Líder do Governo,
Deputado Ivar Pavan, numa reunião da Mesa com os Líderes,
solicitou acordo unânime o que lhe foi dado para retirar o Projeto
da Ordem do Dia.
Algo de muito errado, reafirmo, estava acontecendo nessa área da
Corporação dos Bombeiros e da Brigada Militar.
No dia 20 de novembro, chegou a esta Casa uma Mensagem Retificativa
esta que, hipoteticamente, estaríamos votando hoje e que correu
Pauta nos dias 21, 22, 27, 28 e 29 de novembro , que foi à Comissão
de Constituição e Justiça para receber Parecer no
dia 3 de novembro e foi incluída na Ordem do Dia no dia 7 de dezembro.
No dia 11 de dezembro, foi apresentado um quarto Substitutivo o qual
iríamos ou vamos votar , subscrito pelos Deputados João
Osório, José Gomes e Ivar Pavan.
Um Projeto de Lei que trata de questão de alta magnitude para a
Corporação dos Bombeiros e a Brigada Militar, em um mês
ou pouco mais, recebeu quatro Substitutivos, sendo três subscritos
por Deputados do Governo; recebeu lóbis a favor e contra das altas
autoridades do Comando dos Bombeiros e do Comando da Brigada Militar.
Agora, teremos de votar um Substitutivo, e às pressas.
O SR. PRESIDENTE (Francisco Appio PPB) Deputado, o tempo de V. Exa.
já está ultrapassado. (pausa) Por solicitação
do Orador, concedo o tempo de uma comunicação de líder
a S. Exa.
O SR. BERNARDO DE SOUZA (PPS) Afirmo que tenho a definida, persistente,
renovada, entranhada convicção de que não há
competência para a iniciativa, para os Parlamentares, de apresentação
de um Substitutivo, por mais meritório que seja.
Pior do que isso. Esse Substitutivo, de cujo mérito não
duvido, altera radical e profundissimamente a proposta original do Governo
do Estado, que tem a iniciativa privativa nos termos da Constituição.
Esse Substitutivo chega ao ponto de fixar quantos primeiros-sargentos
haverá na Brigada Militar 2.325 , quantos terceiros-sargentos
haverá na Brigada Militar e quantos haverá na Corporação
de Bombeiros. Não estou discordando do conteúdo.
A Constituição do Estado é categórica na limitação
das iniciativas. Perdoem-me se aborreço V. Exas. com a leitura,
mas ela é indispensável para o fundamento do raciocínio,
porque votaremos contrariamente a esse Substitutivo. No seu art. 60, a
Constituição diz: São de iniciativa privativa do
Governador do Estado as leis que: I fixem ou modifiquem os efetivos
da Brigada Militar. Pois se só o Governador pode propor, não
pode um Deputado propor ou emendar propondo, o que é a mesma coisa.
Sei que, neste apagar das luzes, esta minha intervenção
certamente é aborrecida, mas não me animaria a votar contra
sem dar as razões pelas quais o farei. Não é permitido
a Deputados, e, se passar nesta Casa, estar-se-á abrindo um gravíssimo
precedente, porque se líder apresenta um substitutivo a projeto
de iniciativa do Governo, líder poderá apresentar outro
amanhã e depois de amanhã. Não saberemos onde iremos
parar, porque as iniciativas privativas e reservadas estariam sendo violadas.
Repito: não discordo do mérito do conteúdo, mas há
uma limitação formal e intransponível para nós.
Muito obrigado. (Não revisado pelo Orador.)
O SR. PRESIDENTE (Francisco Appio PPB) Continuam em discussão
o Projeto de Lei nº 274/2001, suas Emendas e o Substitutivo.
(pausa) Não havendo manifestação de mais nenhum dos
Deputados, encerro a discussão.
Em votação. Primeiramente, votaremos o Substitutivo nº
4. Solicito aos Deputados que registrem seu voto.
(Procede-se à votação pelo painel eletrônico.)
PARTIDO UF PARLAMENTAR VOTO
PTB RS MANOEL MARIA S
PPB RS VILSON COVATTI S
PPS RS CÉZAR BUSATTO N
PMDB RS ELMAR SCHNEIDER S
PPS RS IARA WORTMANN S
PMDB RS JOÃO OSÓRIO S
PTB RS ALOÍSIO CLASSMANN S
PTB RS IRADIR PIETROSKI S
PTB RS PAULO MOREIRA S
PT RS ELVINO BOHN GASS S
PT RS IVAR PAVAN S
PT RS MARIA DO ROSARIO S
PT RS JOSÉ GOMES S
PT RS ROQUE GRAZZIOTIN S
PSDB RS JORGE GOBBI S
PPB RS ÉRICO RIBEIRO S
PPB RS FRANCISCO ÁPPIO S
PMDB RS JAIR FOSCARINI S
PTB RS OSMAR SEVERO S
PT RS CECÍLIA HYPÓLITO S
PT RS EDSON PORTILHO S
PPS RS BERNARDO DE SOUZA N
O SR. PRESIDENTE (Francisco Appio PPB) Foram computados 20 votos favoráveis
e 2 votos contrários. Não tendo sido obtido o quórum
regimental, declaro encerrada a Ordem do Dia.
Passo às
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