ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADODO RIO GRANDE DO SUL |
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SESSÃ SOLENE DE ELEIÇÃO E POSSE DA MESA DIRETORA
DA 2ª SESSÃO LEGISLATIVA DA 50ª LEGISLATURA,
RELIZADA EM 31 DE JANEIRO DE 2000.
Presidência dos Deputados Paulo Odone e Otomar Vivian.
Às 14h15min, o Sr. Paulo Odone assume a direção dos trabalhos.
O SR. PRESIDENTE PAULO ODONE
(PMDB) - Havendo número regimental e invocando a proteção de Deus, declaro abertos os
trabalhos da presente Sessão Solene de eleição e posse da nova Mesa Diretora da 2ª
Sessão Legislativa da 50ª Legislatura da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul.
Registro a presença do Exmo. Sr. Governador do Estado, Sr. Olívio Dutra e Ilma. Senhora;
do Exmo. Sr. Ministro da Agricultura e do Abastecimento, Sr. Marcus Vinícius Pratini de
Moraes; do Exmo. Sr. Vice-Governador do Estado, Sr. Miguel Rossetto; do Exmo. Sr.
Presidente do Tribunal de Justiça do Estado, Desembargador Cacildo de Andrade Xavier; do
Exmo. Sr. Governador do Estado de Santa Catarina, Sr. Esperidião Amin; do Exmo. Sr.
Presidente da Assembléia Legislativa do Estado de Santa Catarina, Deputado Gilmar Knasel;
do Exmo. Sr. Presidente da Assembléia Legislativa do Estado do Paraná, Deputado Nelson
Justus; dos Exmos. Srs. ex-Governadores do Estado, Sr. Amaral de Souza e Sr. Alceu
Collares; dos Exmos. Srs. ex-Vice-Governadores, Sr. Vicente Bogo, Sr. João Gilberto Lucas
Coelho e Sr. Octávio Germano; dos Exmos. Srs. ex-Presidentes desta Assembléia
Legislativa, em grande número prestigiando este ato; do Exmo. Sr. Presidente eleito do
Tribunal de Justiça do Estado, Desembargador Luiz Felipe Vasquez de Magalhães, do Exmo.
Sr. Deputado pelo Parlamento italiano, Presidente da Comissão da Agricultura da Região
do Vêneto, Deputado Alberto de Togni; dos Exmos. Srs. Deputados Federais; do Exmo. Sr.
Comandante do 5º Distrito Naval, Vice-Almirante Ezidério de Almeida Mendes; do Exmo. Sr.
Comandante do V Comar, Major-Brigadeiro-do-Ar Sérgio Pedro Bambini; do Exmo. Sr.
Comandante da 3ª Região Militar, General-de-Divisão Virgílio Muxfeldt, neste ato
representando o Comando Militar do Sul; dos Exmos. Srs. Integrantes do Corpo Consular; dos
Exmos. Srs. Reitores de Universidades Federais e Particulares; do Exmo. Sr. Prefeito
Municipal de Porto Alegre em exercício, Sr. José Fortunati; da Exma. Sra. Prefeita
Municipal de Florianópolis, Sra. Angela Amin; do Exmo. Sr. Presidente da Câmara
Municipal de Porto Alegre, Vereador João Motta; do Exmo. Sr. Procurador da República no
Rio Grande do Sul, Sr. Carlos Thompson Flores Lenz; do Exmo. Sr. Procurador-Geral do
Estado, Sr. Paulo Torelly, do Exmo. Sr. Procurador-Geral de Justiça, Sr. Cláudio Barros
Silva, do Exmo. Sr. Presidente do Tribunal Regional Eleitoral, Desembargador Osvaldo
Stefanello; do Exmo. Sr. Presidente do Tribunal Regional do Trabalho, Sr. Darci Carlos
Mahle; do Exmo Sr. Presidente do Tribunal de Contas do Estado, Conselheiro Hélio Mileski,
e demais ilustres conselheiros; do Exmo. Sr. Presidente do Tribunal de Justiça Militar do
Estado, Coronel Antonio Carlos Maciel Rodrigues; dos Exmos. Srs. Integrantes do
Ministério Público; dos Exmos. Srs. Secretários de Estado; do Exmo. Sr. 1º
Vice-Presidente da União Nacional dos Legislativos Estaduais - Unale -, Deputado Orlando
Pessuti, e demais parlamentares que o acompanham; dos Exmos. Srs. Deputados Estaduais; dos
Exmos. Srs. Prefeitos Municipais, Presidentes de Câmara de Vereadores; dos Ilmos. Srs.
Superintendentes de Órgãos Federais; das Sras. e Srs. Dirigentes de Autarquias Federais,
Estaduais e Municipais; das Sras. e Srs. Presidentes, Dirigentes e Representantes de
Entidades de Classe; dos Srs. Empresários; dos Srs. Trabalhadores; dos Srs. Oficiais
Superiores, Oficiais e Praças da Marinha, Exército, Aeronáutica e Brigada Militar; dos
Srs. Presidentes de Partidos Políticos; das demais lideranças políticas e partidárias;
dos Srs. Funcionários desta Assembléia Legislativa; e dos Srs. da Imprensa.
Convido os presentes para, de pé, ouvirmos a execução do Hino Nacional pelo Coral da
Assembléia Legislativa, acompanhado do Quarteto de Cordas Porto Alegre, sob a regência
do Maestro João Paulo Sefrin.
(Ouve-se o Hino Nacional.)
O SR. PRESIDENTE PAULO ODONE (PMDB) - De acordo com o Regimento Interno desta Casa, a Mesa
Diretora é eleita por um mandato de dois anos, mas, diante de acordo multipartidário -
tradição democrática desta Casa -, formulado entre a totalidade de suas bancadas no
início desta 50ª Legislatura, cumpre a esta Mesa desempenhar o seu mandato por um ano,
que finaliza no dia de hoje.
Em face disso, comunico aos Srs. Parlamentares da Casa e aos presentes a necessária
renúncia, manifestada pelos membros da atual Mesa. Convido o Exmo. Sr. 1º Secretário,
Deputado Valdir Andres, a proceder à leitura do termo de renúncia.
O Sr. Secretário - Termo de Renúncia.
Os deputados da Mesa Diretora da 50ª Legislatura, eleita em 31 de janeiro de 1999, tendo
como Presidente Deputado Paulo Odone Ribeiro; 1º Vice-Presidente, Deputado Edemar Vargas;
1º Secretário, Deputado Valdir Andres; 2º Secretário, Deputado Kalil Sehbe; 3º
Secretário, Deputado Adilson Troca; 4º Secretário, Deputado Paulo Moreira, por esse
termo renunciam aos respectivos cargos neste dia 31 de janeiro de 2000, tendo em vista o
acordo suprapartidário firmado por ocasião da eleição no ano passado.
Palácio Farroupilha, em 31 de janeiro de 2000.
Assinam o referido termo Deputado Paulo Odone, Deputado Edemar Vargas, Deputado Valdir
Andres, Deputado Kalil Sehbe, Deputado Adilson Troca e Deputado Paulo Moreira.
O SR. PRESIDENTE PAULO ODONE (PMDB) - Tendo em vista a renúncia expressa pela Mesa
Diretora, procederemos neste momento à eleição da nova Mesa Diretora.
Convido os Srs. Deputados José Ivo Sartori e João Luiz Vargas, ex-Presidentes desta
Casa, para acompanharem e coordenarem o processo de votação, que será individual e
secreta.
Solicito ao secretário que proceda à chamada dos deputados.
O Sr. Secretário - Bancada do PT: Deputados Cecilia Hypolito (vota); Dionilso Marcon
(vota); Edson Portilho (vota); Elvino Bohn Gass (ausente); Ivar Pavan (vota); Luciana
Genro (vota); Luis Fernando Schmidt (vota); Maria do Rosário (vota); Paulo Pimenta
(vota); Ronaldo Zülke (vota); Roque Grazziotin (vota).
Bancada do PPB: Deputados Adolfo Brito (vota); Érico Ribeiro (vota); Francisco Appio
(vota); Frederico Antunes (vota); João Fischer (vota); José Farret (vota); Marco Peixoto
(vota); Maria do Carmo (vota); Otomar Vivian (vota); Valdir Andres (vota); Vilson Covatti
(vota).
Bancada do PMDB: Deputados Alexandre Postal (vota); Berfran Rosado (vota); Cézar Busatto
(vota); Elmar Schneider (vota); Giovani Feltes (vota); Jair Foscarini (ausente); João
Osório (vota); José Ivo Sartori (vota); Mário Bernd (vota); Paulo Odone (vota).
Bancada do PTB: Deputados Abílio dos Santos (vota); Aloísio Classmann (vota); Edemar
Vargas (vota); Eliseu Santos (vota); Iradir Pietroski (vota); Luis Augusto Lara (vota);
Manoel Maria (vota); Osmar Severo (vota); Paulo Moreira (vota); Sérgio Zambiasi (vota).
Bancada do PDT: Deputados Adroaldo Loureiro (vota); Ciro Simoni (vota); Giovani Cherini
(vota).
O SR. PRESIDENTE PAULO ODONE (PMDB) - Saúdo o ilustre Ministro da Agricultura e do
Abastecimento, Marcus Vinícius Pratini de Moraes, convidando-o a fazer parte da Mesa.
Cumprimento também o ex-Ministro da Agricultura e do Abastecimento e ex-Deputado
Francisco Turra.
O Sr. Secretário - Daremos prosseguimento ao processo de votação, ainda com a Bancada
do PDT: Deputados João Luiz Vargas (vota); Kalil Sehbe (vota); Paulo Azeredo (vota);
Vieira da Cunha (vota).
Bancada do PFL: Deputados Germano Bonow (vota); Onyx Lorenzoni (vota).
Bancada do PSDB: Deputados Adilson Troca (vota); Jorge Gobbi (vota).
Bancada do PSB: Deputado Bernardo de Souza (ausente).
Bancada do PC do B: Deputada Jussara Cony (vota).
O SR. PRESIDENTE PAULO ODONE (PMDB) - Solicito aos Deputados José Ivo Sartori e João
Luiz Vargas que procedam à apuração dos votos.
(Procede-se ao escrutínio.)
O SR. PRESIDENTE PAULO ODONE (PMDB) - Com 50 votos favoráveis, 2 votos contrários e 3
ausências, estão eleitos os membros da nova Mesa Diretora da Assembléia Legislativa do
Estado do Rio Grande do Sul para a 50ª Legislatura. (palmas)
A Mesa Diretora está assim composta: Presidente, Deputado Otomar Vivian;
1º-Vice-Presidente, Deputado Mário Bernd; 2º-Vice-Presidente, Deputado Luis Fernando
Schmidt; 1º-Secretário, Deputado Manoel Maria; 2º-Secretário, Deputado Paulo Azeredo;
3º-Secretário, Deputado Germano Bonow; 4º-Secretário, Deputado Alexandre Postal;
2º-Suplente, Deputado Elmar Schneider.
O SR. MESTRE-DE-CERIMÔNIAS - Está com a palavra ao Exmo. Sr. Presidente da Assembléia
Legislativa do Estado, Deputado Paulo Odone.
O SR. PAULO ODONE (PMDB) - Exmo. Sr. Presidente eleito da Assembléia
Legislativa, Deputado Otomar Vivian e Ilma. Senhora; Exmo. Sr. Governador do Estado
Olívio Dutra e Ilma. Senhora; Exmo. Sr. Ministro de Estado da Agricultura e do
Abastecimento, Sr. Marcus Vinícius Pratini de Moraes; Exmo. Sr. Vice-Governador do
Estado, Sr. Miguel Rossetto; Exmo. Sr. Presidente do Tribunal de Justiça do Estado,
Desembargador Cacildo de Andrade Xavier; Exmo. Sr. Governador do Estado de Santa Catarina,
Sr. Esperidião Amin; Exmo. Sr. Presidente da Assembléia Legislativa do Estado de Santa
Catarina, Deputado Gilmar Knasel; Exmo. Sr. Presidente da Assembléia Legislativa do
Paraná, Deputado Nelson Justus; demais autoridades já mencionadas; Senhoras e Senhores:
Paradoxal história política, essa da cidadania em nosso amado Rio Grande do Sul.
Quando o Brasil, recém-independente dos laços coloniais, organizava-se como regime
monárquico de estrutura centralista, nós, gaúchos, buscávamos, a fio de espada,
instituir a República Farroupilha e gozar das autonomias de uma federação.
Proclamada a república, a figura gigantesca de Júlio de Castilhos nos lega a
Constituição Republicana de 14 de julho de 1891, documento ímpar na história política
brasileira, da qual, hoje, só se costuma apresentar e apontar o vezo autoritário.
O progresso material e as realizações administrativas contrastavam, no entanto, com a
corrupção nas efemérides eleitorais, de suspeitosa e controversa legitimidade.
Reagiu a cidadania gaúcha, e, novamente a ferro e fogo, sob a liderança intelectual,
política e guerreira de Assis Brasil, batalhou pela lisura das eleições e pela garantia
do voto livre e secreto.
No momento em que o resto do País se acomodara nas estruturas arcaicas da Primeira
República, Getúlio Vargas, o maior estadista brasileiro do nosso século, conduz a
Revolução de 1930 e a modernização do Estado e da sociedade brasileira. Havendo
preparado todos os caminhos, os quais nos levariam depois à democracia social e à
organização dos trabalhadores, ao ser confrontado com a tentativa de desmonte das
conquistas de cidadania internacional do Brasil, e interna de seu povo, a tudo vence com a
oferenda de sua morte, redenção pela irredenção.
Quando a redemocratização opta pelo presidencialismo, o Rio Grande se propõe
parlamentarista. Golpeada a democracia, o Rio Grande insurge-se pela legalidade. Nenhum
dos generais presidentes deixou de encontrar na nossa gente, quando gaúchos em sua
própria gente, o acosso oposicionista mais vigoroso.
Irredenta, sempre irredenta a cidadania deste nosso amado Rio Grande do Sul.
A nós desde sempre repugna a placidez pantanosa das unanimidades, e sobretudo, a
manipulação cor-ruptora das idéias e das instituições.
Completo, Senhores, nesta sessão, o meu período à frente desta Casa. Não creio que
tenha tido até hoje momento tão gratificante em minha vida, do que este de haver
presidido os meus pares deputados, todos os que somos, pelo gênio da representação
política, o povo rio-grandense. Mais honrosa do que essa, somente a atribuição popular
que me foi feita nas urnas, do próprio mandato parlamentar, na medida em que sobre esse
fundamento repousa a possibilidade da função, da qual ora me despeço.
As despedidas são oportunidades nas quais é imperioso, por justiça, que se faça os
agradecimentos a todos aqueles que nos suportaram de diferentes maneiras.
Em primeiro lugar, aos meus pares fraternos, os nobres deputados estaduais, sem cuja
tolerância, espírito de sacrifício e operosa dedicação ao exercício de seu mandato,
neste Plenário, nas comissões, nos gabinetes, nos corredores desta Casa e nas estradas
do Rio Grande, nada poderia ter sido feito.
Aprendi na função diretiva, a qual a vossa complacência de irmãos houve por bem me
confiar, que a chefia desta augusta Casa faz o querer dos seus dignos integrantes, porque,
Presidente, nada mais sou do que o executor reverente do vosso consenso.
Saúdo S. Exa., o Sr. Governador Olívio Dutra, e na pessoa deste ilustre rio-grandense os
dignos integrantes do Governo do Estado, e ainda todos os dedicados servidores públicos
estaduais. Junto a V. Exa. e ainda do Poder Judiciário, exerci a mais difícil parcela de
minhas atribuições, qual seja, a de cooperar quotidianamente para a efetivação do
mandamento constitucional da harmonia entre os poderes do Estado. Procurei fazê-lo sempre
com respeitosa independência, procurei sempre fazê-lo como magistrado perante outros
magistrados, e nisso estou em paz com a minha consciência ética e política.
Saúdo reverentemente o Presidente do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado, o
nobilíssimo Desem-bargador Cacildo de Andrade Xavier, em que admiro o jurista e o
administrador, o homem público e o homem justo, sereno e fidalgo companheiro dessa
jornada de cooperação entre instituições. Em V. Exa. estendo minha reverência a todos
os membros do Poder Judiciário e aos servidores da Justiça, com a lúcida compreensão
da essencialidade da função jurisdicional ao Estado de Direito, adquirida em meu
primeiro ofício, a honrosa profissão de advogado.
Cumprimento afetuosamente o nobre Procurador-Geral da Justiça, Cláudio de Barros e
Silva, agradecendo a inestimável colaboração do Ministério Público a esta Casa por
seus doutos procuradores de Justiça, promotores e servidores que, de modo pronto e
competente, com tirocínio e isenção e, sobretudo, com acendrado espírito público em
todas as ocasiões em que oferecida ou solicitada.
Receba, Conselheiro Hélio Saul Mileski, a saudação respeitosa e cordial da Assembléia
Legislativa ao colendo Tribunal de Contas, em destacada atuação na defesa da probidade
administrativa.
Aos nobres deputados integrantes da Mesa Diretora, aos dignos deputados que exerceram
lideranças partidárias, do governo e da oposição, o agradecimento por haverem
possibilitado a obra comum, por haverem tolerado e transigido, por haverem lealmente
exercido o contraditório e honestamente buscado o consenso e, sobretudo, pela paciência
com que se houveram comigo nos momentos difíceis em que a serenidade e o bom juízo
restaram magoados por minhas limitações e temperamento.
Aos servidores desta Casa, que foram minhas mãos e meus braços, meus olhos e meus
ouvidos, sem os quais nada teria sido possível, sobretudo a extraordinária realização
do Fórum Democrático, saibam agora que se tornaram parte do meu coração. Peço, além
dessa jornada e de quaisquer outras, que sempre me honrem com a sua inestimável amizade.
Gratidão especial, no entanto, devo à dedicada Professora Iara Wortmann, que foi mestra
e amiga junto a mim, e ao longo deste ano pronunciou todas as palavras de seu ofício:
estímulo e aprovação, correição e censura, conforto e consolo, ponderação e
acicate.
Aos parceiros da Assembléia Legislativa no Fórum Democrático, os Conselhos Regionais de
Desenvolvimento - Coredes -, a Federação das Associações de Municípios do Rio Grande
do Sul - Famurs e a União de Vereadores do Rio Grande do Sul - Uvergs -, o meu
reconhecimento e a certeza de que cada um dos parceiros, com o saber e a experiência
acumulados de organizações das regiões, tiveram um papel fundamental no sucesso das
atividades do Fórum Democrático. Sucesso também que não teria ocorrido, não houvesse
a compreensão e a valorização do Fórum por toda a imprensa gaúcha, a quem agradeço
muito particularmente.
Homenageio os partidos políticos com representação nesta Assembléia Legislativa e
todos os seus dirigentes e cidadãos filiados.
O jurista Gustav Radbruch propugna que a atitude de tomar partido é dever ético
inescusável do cidadão, a obrigação de basear o exercício do direito de voto não em
atitudes de momento, mas em posições refletidas e duráveis em face das questões
básicas da vida pública, a qual atitude, como idéia central da ética civil pública
democrática, deveria ser incutida na juventude de maneira indelével. Esta foi a
motivação desta Casa: a de ensinar a prática da democracia parlamentar e do pluralismo
político à nossa juventude na realização do evento denominado Deputado por um Dia, em
exitoso exercício de pedagogia cidadã.
Há exatamente um ano assumi esta magistratura, celebrando o Parlamento na instalação da
50ª Legislatura da Assembléia Legislativa do Estado. Desde aquele momento, enfrentando
quadro político delicado, onde se combinavam a emergência de novo governo eleito, o
qual, no entanto, não dispunha aqui de maioria parlamentar, fui confrontado com a
tentativa de ver colocada sob suspeita, em nome de uma ingovernabilidade hipotética, a
legitimidade da representação parlamentar. Contra as urnas foi brandida a ágora, como
se democracia direta e democracia representativa não mais pudessem conviver.
Para enfrentar essa insidiosa ameaça, abri as portas desta augusta Casa, não só para
que nela pudessem ingressar os seus titulares de raiz, os cidadãos, cada um do povo, o
povo em cada cidadão, mas também para que nós, os representantes eleitos para
personificá-los, fôssemos ao seu encontro em cada rincão, em cada canhada, em cada
barranca, no pampa e nas cercanias, nos cenários rústicos e nas cidades, em jornada
memorável. Não chamei os cidadãos para que, se quisessem, retomassem a palavra, mas
levei-lhes a nossa tribuna às suas portas, através do assim denominado Fórum
Democrático.
Essa peregrinação, não só minha, mas de todos nós, deputados estaduais do Rio Grande,
representou a mais significativa aproximação desta Assembléia Legislativa ao povo
gaúcho, levada a efeito no período Republicano, dentro de um quadro institucional
plúrimo e de regras claras e isonômicas.
A importância singular do Fórum Democrático não está simplesmente em possibilitar a
participação direta da sociedade e dos cidadãos na discussão e determinação das
prioridades da gestão governamental e das metas do desenvolvimento do Estado, mas,
sobretudo, está no fato de que, legalmente estruturada, garante a participação de todos
os cidadãos e de todas as correntes políticas, e produz intensa democratização da
sociedade. Sem o acanhamento de ser instrumento de gestão administrativa do governante do
momento, sem a menoridade de ser projeto de uma só facção política, sem os riscos de
se tornar ferramenta de manipulação e cooptação partidária, pela tão só virtude de
ter sido formalmente institucionalizada pela lei.
A Constituição de 1988 já nos havia indicado esse caminho em seu primeiro artigo,
quando refere que o poder, o qual todo emana do povo, há de ser exercido por meio de
representantes eleitos ou diretamente. Esse princípio fundamental desdobra-se frondoso ao
longo de toda a Carta Magna, sobretudo na iniciativa popular de projetos de lei, como
também em todas as ensanchas de interação popular na gestão administrativa pública.
Não se desviou dessa rota o constituinte estadual de 1989, cuja obra por esta Casa foi
solenemente festejada, ao ensejo de sua primeira década, em Sessão memorável neste
plenário na data de 4 de outubro de 1999. Reforçou-a, na linha de nossas tradições
libertárias e democráticas, por referência forte ao exercício da soberania popular,
inclusive por consultas referendárias e plebiscitárias, mas, sobretudo, pela regulação
da iniciativa popular no processo legislativo. Quanto a essa, cuidou expressamente de
garantir, aos cidadãos ou a entidades representativas da sociedade, a possibilidade de
propositura de emendas aos projetos de lei do Plano Plurianual, de Diretrizes
Orçamentárias e dos orçamentos anuais.
Toda essa preocupação dos nossos constituintes corresponde à grave infirmação do
sistema representativo entre nós, na medida em que a explosão populacional brasileira e,
conseqüentemente do eleitorado nacional, distribuído sobre unidades federativas, cujos
territórios equivalem ou superam os de muitas nações independentes, fizeram com que se
esgarçasse a tessitura política na relação entre parlamentares representantes e
cidadãos representados.
A resposta foi dada pela previsão institucional de formas de participação da cidadania
individual ou organizada, das comunidades e minorias interessadas, ou da sociedade civil
em geral, de modo a estabelecer estruturas pontifícias entre o povo e seu Parlamento.
Paradoxal este nosso amado Rio Grande do Sul, que há pouco mais de um século reduzia
esta Casa à condição homologatória da proposta de orçamento estadual, na
Constituição castilhista de 1891, e que agora a quis e a quer como instrumento vetor da
democratização da sociedade, dentro da lei, com garantia quanto ao atendimento do
princípio do pluralismo político.
Esta é a grande verdade do Fórum Democrático, a de constituir instrumento formalmente
criado por lei nos estritos termos do Estado de Direito, aberto à participação de
todos, indivíduos e organizações, públicas e privadas, para ser exatamente nos
intervalos entre os episódios eleitorais, na sua periodicidade republicana, a ouvidoria
permanente das vozes do povo, até mesmo dos sussurros intimidados e lábeis dos menores
de nossos irmãos, porque, ainda que pequenos e despossuídos, somos todos iguais.
A reflexão que ora faço - e que poderia parecer inadequada em mais um dos ritos de
passagem, com o qual as instituições procuram marcar a sua identidade e continuidade
além da contingência humana -, é uma inescusável mediação teórica à compreensão
de nossas práticas políticas. Sobretudo em momentos de crise, e de crise falo aqui com
Norberto Bobbio, ao apontar os déficits de participação popular nos Estados
democráticos reais, as respostas somente serão encontradas na meditação serena, que
demonstre e explicite a racio-nalidade implícita nos costumes e nas instituições, tal
como se construíram lentamente ao longo do tempo histórico.
Como bem adverte o Padre Jesuíta Henrique Cláudio de Lima Vaz - um dos ícones
intelectuais das vanguardas dos anos 60 -, deixada a si mesma, a prática cristaliza-se em
rotina ou fica abandonada às deformações mais ou menos profundas e, às vezes,
insanáveis a ela impostas pelo particularismo dos interesses ou pela flutuação das
opiniões e das ambições.
Por isso mesmo, não basta simplistamente fomentar práticas de participação política
em um quadro de anomia ética e jurídica, porque serão essas iniciativas, louváveis e
justificadas nas suas intenções, presa fácil dos personalismos carismáticos e dos
interesses de facção, quando não dos piores oportunismos. A cidadania deve manter-se
vigilante para resguardar toda a clarividência indispensável à compreensão das
espinhosas relações entre o exercício do poder e a participação popular. A lógica da
participação autêntica é a de ser processo de divisão do poder, de repartição
crescente deste, na tendência que vai da democracia dos conselhos ao assembleísmo
direto; a lógica do exercício do poder é a da concentração, na tendência que leva
às diversas formas de monopolização absolutista.
Por essa simples razão, no quadro de separação das funções estatais próprias do
Estado moderno, os instrumentos de participação popular se compadecem mal com a gestão
executiva, na qual facilmente se pervertem. É compreensível que o seu locus mais natural
esteja no Poder Legislativo como mecanismo de complementação e aperfeiçoamento da
represen-ta-tividade parlamentar. Mesmo aí, no entanto, o risco de ser ilusório impõe a
exigência de sua institucionalização por lei geral, pois somente essa poderá garantir
o pluralismo e a igualdade dos atores populares envolvidos, bem como estabelecer a
publicidade e a transparência necessárias à verificação da legitimidade democrática
e da adequação ao interesse público das deliberações alcançadas, pela lisura de sua
execução segundo o devido processo legal.
Sonho, por tudo isso, em ver o processo de participação popular e de aperfeiçoamento da
democracia representativa, que com tanto êxito conseguimos levar a cabo durante o ano de
1999, devidamente recebido em radical constitucional, ao lado das consultas
plebiscitárias e referendárias e da iniciativa popular de projetos de lei, inclusive no
que tange à propositura de emendas populares aos projetos de lei de natureza
orçamentária.
A riqueza da experiência desse ano, ao longo do qual tive o privilégio de dirigir o
Parlamento gaúcho, me impõe, ao final, uma última homenagem, mas por certo a de maior
significação. Trata-se de homenagear exatamente esta Casa, a Assembléia Legislativa do
Estado, que ora completa 165 anos, contados desde a instalação da Assembléia Provincial
de 1835.
Não tenho nenhum receio de ser injusto com outros colegiados legislativos estaduais
quando afirmo que poucos são os que deram ao Brasil figuras tão exponenciais da vida
pública e social quanto o fez esta Assembléia Legislativa. Por certo, nenhuma foi mais
generosa e excedente do que a nossa. A História gaúcha e a História do Brasil, depois
da Independência, teve lugar e expressão, por homens, palavras e idéias, nesta
Assembléia legislativa. Grande parte dos vultos públicos rio-grandenses, os quais se
destacaram no cenário político, jurídico e social, ou fizeram seu aprendizado nesta
Casa, ou nela ministraram as suas mais belas lições de civismo, de respeito à vontade
popular e de contração ao interesse público.
Hoje ainda, sem falsa modéstia, perfila-se o Parlamento gaúcho como casa legislativa da
maior qualidade pelas virtudes, pelo preparo e pela sabedoria de seus membros. E
certamente foi essa credibilidade de nosso Parlamento, consolidada ao longo de sua
história e correspondida plenamente pelas suas composições mais recentes, inclusive
esta da 50ª Legislatura, indispensável fator para que a população gaúcha acorresse em
massa - mais de 131 mil gaúchos - ao chamamento de seus representantes, aos seminários
estaduais do Fórum Democrático, às 22 audiências públicas, às 306 assembléias
populares municipais. Momentos esses, muitos deles, acompanhados pela nossa TV
Assembléia, mais uma iniciativa desta gestão para ampliar a transparência e a
aproximação do Legislativo com a população.
Imbuído dessa convicção de nosso valor, busquei tanto demonstrar ao povo gaúcho e
brasileiro, para em todos despertar o amor ao Parlamento como instituição, pela
consciência e orgulho de seus feitos e pró-homens. Em mais um exercício de pedagogia
cidadã, republicamos os perfis parlamentares de três dos mais significativos exemplos da
excelência desta augusta Casa, por sua significação histórica: o estadista Getúlio
Vargas, o tribuno João Neves da Fontoura e o intrépido General Flores da Cunha. E
publicamos o perfil parlamentar do homem do mundo, Oswaldo Aranha.
Sempre nesse mesmo espírito, buscando resgatar dívida com as nossas Ana Terra do
imaginário gaúcho, foi inaugurada a Galeria das ex-Deputadas Estaduais, buscando
significar o reconhecimento de sua contribuição, mas, sobretudo, a plena participação
política e social feminina, que ainda é meta a ser alcançada. Na reverência ao
passado, o que se quis, na verdade, foi traçar desafios para o futuro.
Esses desafios para o futuro deposito agora nas mãos honradas do Deputado Otomar Vivian,
que, ao lado dos seus companheiros de Mesa Diretiva, assume a presidência desta augusta
Casa, eleito que foi pela confiança de seus pares.
Tenho certeza - e quero, enfaticamente, reafirmar - de que a nossa confiança não poderia
ter encontrado paladino mais digno. Contrastando com a sua vigorosa e intemerata
juventude, é administrador experimentado, parlamentar tão sábio quanto atuante, homem
prudentíssimo e sereno, mesmo na procela das crises e dos impasses. Com imensa alegria,
saúdo o timoneiro que me sucede, o qual, pela grandeza de seu coração e mente, nos
guiará pelas rotas seguras das melhores estrelas.
Permitam-me V. Exa., Sr. Presidente Otomar Vivian, Srs. Deputados e os que me ouvem, ainda
uma última reflexão.
Ao lado de suas funções tradicionais, tal como desenhadas pela evolução do
constitucionalismo moderno, a partir do princípio da separação dos poderes do Estado, a
nova missão que se desenha ao Parlamento, como tarefa para o futuro, é a de conduzir o
projeto pedagógico da cidadania plena, na educação ética do indivíduo cidadão e da
sociedade política. Sem educação ética não há autêntica participação política,
aquela que se faz na reta consciência dos direitos e deveres postos pelo estado de
direito. A organização democrática da sociedade e do Estado somente se viabiliza quando
a participação política do cidadão envolve o compromisso de sua consciência moral.
Nesta mesma Casa Legislativa, ainda que em outro prédio, o Casarão da Duque, o Deputado
Florêncio Carlos de Abreu e Silva pronunciou as seguintes palavras:
O governo livre cria deveres e cria direitos; para que esses direitos possam ser
compreendidos, para que esses deveres possam ser satisfeitos, é necessário que aqueles a
quem se exigem essas obrigações e a quem se concedem essas faculdades saibam
exercitá-las; senão poder-se-á dar o caso de os excederem ou ficarem aquém desses
direitos e desses deveres, o que é sempre um mal, infelizmente experimentado por nós a
todo momento.
Dê-se instrução ao povo, instrução regular e conveniente, e a face de nossa sociedade
se mudará; a representação do país não será mais em muitos pontos o resultado da
fraude e da corrupção; o Poder Executivo não terá mais a coragem de invadir
atribuições que lhe não pertencem, de rasgar as páginas de nossa Constituição, e o
povo se saberá elevar à altura das instituições alcançadas!
Pasmem, Senhoras e Senhores, essas palavras, de surpreendente atualidade e lisa
adequação à conjuntura brasileira dos dias que correm, foram pronunciadas na
Assembléia Provincial de nossa terra, na sessão de 22 de novembro de 1866. A questão de
fundo persiste, criticamente agravada ao extremo pelo progresso tecnológico, pelo
fortalecimento invasivo do Estado e pelo descontrole dos meios de informação e de
propaganda: a imperiosa necessidade de educação ética como educação para a liberdade.
Por isso, não discrepa das palavras do passado, na voz do Deputado Provincial Florêncio
de Abreu, a recentíssima lição do Padre Lima Vaz, quando nos adverte que o mundo ético
não é de dádiva natural, mas conquista civilizatória, como também tem sido uma
conquista longa e difícil o estabelecimento e a vigência do estado democrático do
direito, para depois assim concluir:
Trata-se de conquistas permanentes, sempre recomeçadas e sempre ameaçadas pela queda no
amoralismo, no nepotismo e na anomia. E é, sem dúvida, no campo da educação que se
travam, a cada geração, as batalhas decisivas dessa luta. É aí, afinal, que as
sociedades são chamadas a optar em face da alternativa onde se joga o seu destino: ou a
de serem sociedades da liberdade que floresce em paz ao sol do Bem e da Justiça, para
citar (...) Platão numa analogia célebre, ou a de enveredarem pelos obscuros caminhos da
horda sem lei.
Presidente Otomar Vivian, seja feliz. Que Deus proteja a todos. Muito obrigado. (palmas)
Convido o Exmo. Sr. 1º-Secretário da Mesa Diretora, Deputado Valdir Andres, a proceder
à leitura da ata de transmissão do cargo de presidente da Assembléia Legislativa do
Estado.
O Sr. Secretário - Ata de transmissão do cargo de presidente da Assembléia Legislativa
do Estado do Rio Grande do Sul.
Ao trigésimo primeiro dia do mês de janeiro do ano de dois mil, às quinze horas, no
plenário do Palácio Farroupilha, o Excelentíssimo Senhor Deputado Paulo Odone Ribeiro
transmitiu o cargo de presidente do Poder Legislativo do Estado do Rio Grande do Sul ao
Excelentíssimo Senhor Deputado Otomar Vivian, por haver sido o mesmo eleito e empossado
neste cargo em sessão realizada nesta data. Para constar, foi lavrado o presente termo,
que, depois de lido e aprovado, vai assinado pelos Excelentíssimos Senhores Deputados
Paulo Odone Ribeiro e Otomar Vivian.
O SR. PRESIDENTE PAULO ODONE (PMDB) - Convido o Exmo. Sr. Presidente da Assembléia
Legislativa do Estado, Deputado Otomar Vivian, e os demais deputados integrantes da Mesa
Diretora a assumirem seus lugares, dando continuidade aos trabalhos. (palmas)
O SR. MESTRE-DE-CERIMÔNIAS - Neste momento ouviremos o pronunciamento do Exmo. Sr.
Presidente da Assembléia Legislativa do Estado, Deputado Otomar Vivian.
O SR. PRESIDENTE OTOMAR VIVIAN (PPB) - Exmo. Sr. Governador do
Estado - ilustre gaúcho-, Sr. Olívio Dutra e Senhora.; Exmo. Sr. Ministro da Agricultura
e do Abastecimento, conterrâneo gaúcho, Sr. Marcus Vinicius Pratini de Moraes; Exmo. Sr.
Vice-Governador do Estado, Sr. Miguel Rossetto; Exmo. Sr. Presidente Paulo Odone Ribeiro e
Senhora, em seu nome, estimado colega e amigo, saúdo a todos os Parlamentares desta Casa;
Exmo. Sr. Presidente do Tribunal de Justiça do Estado, Desembargador Cacildo de Andrade
Xavier; Exmo. Sr. Governador do Estado de Santa Catarina, Sr. Espiridião Amin; Exmo. Sr.
Presidente da Assembléia Legislativa de Santa Catarina, Deputado Gilmar Knasel; Exmo. Sr.
Presidente da Assembléia Legislativa do Paraná, Deputado Nelson Justus; Exmos. Srs.
ex-Governadores do Estado, Sr. Amaral de Souza e Sr. Alceu Collares; Exmos. Srs.
ex-Vice-Governadores do Estado, Sr. João Gilberto Lucas Coelho, Sr. Octávio Germano e
Sr. Vicente Bogo; Exmos. Srs. ex-Presidentes desta Assembléia Legislativa, Deputado José
Ivo Sartori, Deputado João Luiz Vargas, Deputado José Otávio Germano, Conselheiro Gleno
Scherer e Conselheiro Algir Lorenzon; S. Exa. Reverendíssima, Dom Antônio Cheuiche,
Bispo da Arquidiocese de Porto Alegre, meu conterrâneo e guia espiritual; Exmo. Sr.
Presidente eleito do Tribunal de Justiça do Estado, Desembargador Luiz Felipe Vasquez de
Magalhães; Exmo. Sr. Deputado pelo Parlamento italiano, Deputado Alberto De Togni; Exmos.
Srs. Deputados Federais, que, em tão grande número, nos honram com sua presença
valorizando este momento; Exmo. Sr. Comandante do 5º Distrito Naval, Vice-Almirante
Ezidério de Almeida Mendes; Exmo. Sr. Comandante do V Comar, Major-Brigadeiro-do-Ar
Sérgio Pedro Bambini; Exmo. Sr. Comandante da 3ª Região Militar, General-de-Divisão
Virgílio Muxfeldt, neste ato representando o Comando Militar do Sul; Exmo. Prefeito
Municipal de Porto Alegre em exercício, Sr. José Fortunati; Exma. Sra. Prefeita
Municipal de Florianópolis, que nos honra com sua presença, Sra. Angela Amin; Exmos.
Srs. Integrantes do Corpo Consular; Exmos. Srs. Reitores de Universidades Federais,
Particulares e Comunitárias; Exmo. Sr. Presidente da Câmara Municipal de Porto Alegre,
Vereador João Motta; Exmo. Sr. Presidente do Tribunal Regional Eleitoral, Desembargador
Osvaldo Stefanelo; Exmo. Sr. Procurador da República no Rio Grande do Sul, Sr. Carlos
Thompson Flores Lenz; Exmo. Sr. Procurador-Geral de Justiça, Sr. Cláudio Barros Silva;
Exmo. Sr. Presidente do Tribunal Regional do Trabalho, Sr. Darci Carlos Mahle; Exmo. Sr.
Presidente do Tribunal de Contas do Estado, Conselheiro Hélio Mileski; demais Srs.
Conselheiros e Sra. Conselheira Teresinha Irigaray; Exmo. Sr. Presidente do Tribunal de
Justiça Militar do Estado, Coronel Antonio Carlos Maciel Rodrigues; Exmos. Srs.
Integrantes do Ministério Público; Exmos. Srs. Secretários de Estado, a quem saúdo na
pessoa do Sr. Chefe da Casa Civil, Deputado Flávio Koutzii; Exmo. Sr. 1º Vice-Presidente
da União Nacional dos Legislativos Estaduais - Unale -, Deputado Orlando Pessuti, e
demais Srs. Parlamentares de Estados irmãos que hoje nos visitam; Exmo. Sr. Prefeito
Municipal em exercício de Caçapava do Sul, minha terra natal, Sr. Francisco Dutra
Henriques, em nome de quem saúdo a todos os prefeitos que hoje estão presentes, muitos
deles meus colegas no tempo em que também fui prefeito de Caçapava do Sul; Exmo. Sr.
Presidente da Câmara Municipal de Caçapava do Sul, Vereador Miguel Tiaraju, em nome de
quem saúdo a todos os vereadores do Estado do Rio Grande do Sul, especialmente os da
Câmara de Caçapava do Sul, representando todos os partidos políticos; Ilmos. Srs.
Superintendentes de Órgãos Federais; Sras. e Srs. Dirigentes de Autarquias Federais,
Estaduais e Municipais; Sras. e Srs. Presidentes, Dirigentes e Representantes de Entidades
de Classe; Srs. Empresários, aqui representados pelo Presidente da Federação das
Associações Comerciais do Rio Grande do Sul - Federasul -, Sr. Mauro Knijnik, pelo
Presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul - FIERGS -, Sr.
Renan Proença e pelo Presidente da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do
Sul - Farsul -, Sr. Carlos Sperotto; Srs. Oficiais Superiores, Oficiais e Praças da
Marinha, Exército, Aeronáutica e Brigada Militar; Srs. Presidentes de Partidos
Políticos e demais lideranças políticas e partidárias, a quem saúdo na pessoa do
Presidente do meu partido, Partido Progressista Brasileiro, Deputado Celso Bernardi; Srs.
Funcionários desta Assembléia Legislativa; demais autoridades presentes; Srs. da
Imprensa; Senhoras e Senhores:
É com muita emoção e orgulho que assumo, neste momento, a presidência da Assembléia
Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul.
Tenho, nesta hora, bem presente, o ensinamento de Jacques Maritain, para quem Há, no
poder, certo cunho de majestade. Não porque represente a Deus, mas porque representa o
povo. Tal majestade também existe nas assembléias compostas por representantes do povo,
na medida em que são imagem e delegação desse povo. E em cada um desses representantes,
tomados separadamente, como deputados de um fragmento do povo, parte dessa própria
majestade ainda continua a existir.
Cito as palavras do grande humanista francês, não porque elas acrescentem alguns degraus
na estatura das funções que ocupamos, mas porque elevam, de modo imenso, as
responsabilidades de que estamos investidos como mandatários da soberania popular
expressa nas urnas.
Uma casa legislativa, Senhores, pela sua existência mesmo, por si só, é expressão de
maturidade política de uma sociedade. É o espaço por excelência onde ecoa a vontade
popular, onde os anseios, as necessidades , os projetos de vida de uma população
tornam-se leis. Leis que, no dizer de Jean Jacques Rousseau, são no sentido mais amplo as
relações necessárias que derivam da natureza das coisas.
Aqui se origina o estado de direito, cuja preservação é a única garantia da liberdade
e da soberania de um povo.
Por sua característica pluralista, o Poder Legislativo é um poder humanizado, múltiplo;
um poder que representa vontades; um poder que garante e estimula a manifestação das
diferenças, o mais isento, por isso, às tentações totalitárias de esquerda ou de
direita.
É o poder mais afeito à construção da cidadania.
Cidadania. Nunca o sentido de uma palavra teve tanta importância no contexto mundial.
Creio, sinceramente, que o valor da cidadania foi o único que restou intacto, seja nos
escombros da queda do muro de Berlim, seja nos desmandos das ditaduras de direita. A
conquista plena da cidadania é hoje nossa utopia, e esta Casa dará sua fundamental
contribuição para assegurá-la e ampliá-la.
Sabemos que é a maior ou a menor consciência do cidadão o que garante a qualidade de
uma democracia: forte e efetiva ou fraca e dissimulada. Democracia sem cidadania, ou com
insuficiente cidadania, é simplesmente o poder, sempre ilegítimo , de alguém sobre o
outro.
Um povo consciente de seu poder exige a transparência de seus representantes e a
eficácia de seus mandatos. Coloca o governo sob o seu controle, que é o único controle
- legítimo e respeitável - que deve avultar na organização de uma sociedade.
Esta Casa guarda com tradição e dignidade os princípios da democracia.
Por esta tribuna passaram algumas das maiores expressões da vida pública rio-grandense e
brasileira. Líderes de extraordinárias qualidades, deputados que honrariam qualquer
parlamento do mundo, inteligências privilegiadas, oradores de exceção construíram em
mais de um século e meio o prestígio deste Poder.
Ao longo da história do Rio Grande do Sul nossa Assembléia Legislativa acolheu em seu
interior as mais diferentes manifestações do pensamento. Uma casa que gerou a
Revolução Farroupilha em 20 de abril de 1835, na instalação da Assembléia Provincial,
este Parlamento obteve, com o passar do tempo, transferir a luta fraticida do pampa para o
diálogo das idéias neste plenário.
Permaneceu intacta e digna, como símbolo do livre pensar e do direito de expressão,
mesmo em momentos de desestabilização política e social.
Tem, nos últimos anos, ampliado ainda mais sua aproximação com a sociedade. Mecanismos
foram e estão sendo criados para que não pairem dúvidas sobre sua vocação
democrática e libertária.
A interiorização da Assembléia Legislativa e o Fórum Democrático são iniciativas que
fazem com que esta Casa seja, no País, o lugar onde mais se pratique a democracia
participativa. Tenho muito orgulho disso e no meu mandato, no mandato desta Mesa
Pluripartidária, a interação com a sociedade será mantida e ampliada.
Neste sentido, chamo a atenção para a amplificação da voz deste Parlamento. Com as
transmissões pela televisão vivemos um novo tempo. Este plenário de onde vos falo
está, hoje, em milhares de outros lugares. A Casa se mostra como nunca, em tempo algum, e
esta transparência nos faz mais responsáveis por nossos atos e palavras ao ampliar o
sentido exemplar e representativo do nosso mandato.
Lutaremos, igualmente, para que seja sempre preservada a soberania parlamentar, esta
delegação sagrada que nós, os 55 deputados, recebemos do Rio Grande. Soberania na
condução desta instituição política como um todo, que saberá agir dentro de
princípios éticos e do decoro parlamentar. Soberania no plenário, que é o templo da
democracia e como tal deve ser respeitado. Soberania na valorização das Comissões
Técnicas, que estarão mais presentes no interior do Rio Grande, no exercício saudável
do poder democrático, propiciando àqueles, que por estarem nas lavouras, nos campos, nos
escritórios, nas fábricas ou na direção de suas empresas, não estão em nossos
gabinetes, nos corredores da Assembléia Legislativa, ou em nosso plenário, propiciando a
todos uma efetiva participação nos destinos deste Estado.
É minha tarefa empenhar-me em todos os momentos e em todas as horas para que no Rio
Grande do Sul seja cumprido o preceito constitucional basilar, segundo o qual os poderes
devem ser independentes e harmônicos entre si.
Tal só se dará efetivamente na medida em que preponderar entre o Legislativo, o
Executivo e o Judiciário uma atitude de inarredável respeito recíproco. Mais do que
isso, uma permanente disposição, não apenas para reconhecer as peculiaridades e as
prerrogativas de uns e de outros, mas uma inabalável disposição para o diálogo, em
termos elevados e serenos, sem quaisquer considerações subalternas, de ordem
corporativista ou partidária. O Judiciário, o Legislativo e o Executivo existem para
servir o Estado e para promover, cada um a seu modo, a realização do bem comum.
Desejo fazer uma rápida reflexão sobre a política e o papel dos políticos nesta
conjuntura de crise e desesperança que vivemos em nosso Estado e no País. Para isto,
socorro-me de entrevista com Vaclav Ravel, dramaturgo e ensaísta, eleito presidente da
Tcheco-Eslováquia, depois de liderar 11 dias de protestos que levaram a queda do
comunismo em seu país. É ele quem diz:
... estão errados aqueles que afirmam, ainda hoje, que a política é antes de tudo
manipulação do poder, da opinião pública e que a moral está excluída dela...A
politicalha não é política: pode-se substituir a política pela politicalha, mas sem
esperança de um sucesso durável.
A verdadeira política, a única digna desse nome é a política a serviço do próximo,
da comunidade e a serviço das gerações futuras. Seu fundamento é ético, visto que ela
é só a realização da responsabilidade de todos para todos. É o que chamo de
responsabilidade superior ...,
Superior na medida em que se nutre da certeza de que nada termina com a morte, porque tudo
se inscreve para sempre, tudo é avaliado em algum lugar, em alguma parte de nós, naquilo
que denomino memória do ser, nessa parte indissociável da ordem misteriosa das coisas,
da natureza da vida, que aqueles que crêem chamam Deus, ao julgamento de quem tudo está
submetido.
Minhas Senhoras e meus Senhores.
Orgulho-me de pertencer ao Partido Progressista Brasileiro, cujos princípios
programáticos e ideológicos entendo serem os mais adequados para a consolidação e o
aprimoramento das instituições democráticas brasileiras e a restauração do
desenvolvimento econômico e do bem estar social. Orgulho-me, igualmente, de ser o
instrumento pelo qual essa grande agremiação chega novamente à Presidência da Mesa
Diretora da Assembléia Legislativa do Rio Grande onde já soube demonstrar, em gestões
profícuas e realizadoras, sua capacidade de servir aos superiores interesses de nossa
terra e de nossa gente.
Faço questão de registrar - Deputado e Líder Francisco Appio - que, durante os últimos
meses, a Bancada do PPB, minha bancada, com o apoio de nossa assessoria, trabalhou na
formulação de um plano de gestão para ser entregue ao futuro presidente da Casa.
Estaremos empenhados em implementá-lo, com o indispensável apoio da Mesa Diretora.
Conquanto me honre dessa filiação - Presidente Celso Bernardi - , devo aqui declarar que
não presidirei esta Casa em nome de uma legenda. Bem diversamente, na direção da Mesa
partidária, composta por nomes ilustres dos mais diferentes partidos que aqui têm
assento, haverei de me conduzir com a indispensável isenção, não somente porque essa
é a admirável tradição deste Legislativo, mas fundamentalmente porque assim o
determinam minhas convicções de homem público.
Por isso, é imperativo de minha consciência, ao reafirmar minhas convicções
ideológicas, prestar minha homenagem a todos os presidentes de partidos presentes a esta
cerimônia, o que faço na pessoa do Presidente do meu partido no nosso Estado, Dr. Celso
Bernardi, extraordinário homem público, cuja ação política é, para mim, ponto de
referência, verdadeiro paradigma a ser seguido.
Como presidente da Assembléia Legislativa do Rio Grande, não posso deixar de reconhecer
que, por decisão soberana do povo rio-grandense, os partidos de oposição contam com a
maioria das cadeiras desta Casa, com a tarefa precípua de fiscalizar com responsabilidade
uma nova experiência de governo. Deve a oposição ser coerente, o que requer o cuidado
para que o discurso de hoje determine o comportamento de amanhã, quando por delegação
popular lhe couber o governo deste Estado .
Srs. Servidores desta Casa! É com satisfação que afirmo minha grata e fecunda
convivência com o funcionalismo da Assembléia Legislativa. Esta convivência confirmou
inteiramente minhas melhores expectativas acerca de seu preparo, de sua eficiência, de
sua capacidade e de sua dedicação. Pretendo dedicar atenção especial, a fim de
estabelecer um processo de qualificação intelectual e técnica permanente à
disposição dos nossos funcionários, bem como continuar a investir na modernização das
condições de trabalho da Casa, sempre na intenção de abri-la mais e mais à
população gaúcha, a quem ela pertence.
Julgamos importante também, neste momento, reconhecer a posição de destaque alcançada
pela nossa Assembléia Legislativa no concerto dos demais parlamentos estaduais da
Federação. Esse valor, intrínseco e real, e não apenas fruto da tradição, é
herança que peço a Deus me ajude a preservar intacta.
Queremos firmar aqui nosso compromisso e efetivo respaldo que daremos à União Nacional
dos Legislativos Estaduais - Unale - e ao Parlamento do Sul - Parlasul -, entidades que
desenvolvem um trabalho sério na valorização da política e da ação parlamentar, na
defesa do federalismo e no fortalecimento das instituições democráticas.
Não poderia encerrar sem expressar meu reconhecimento pelas palavras que me dirigiu meu
eminente antecessor. Foi S. Exa., o Deputado Paulo Odone, pelo seu talento, sua
dedicação, seu espírito público, um presidente que honrou este Parlamento, havendo-se,
no seu comando, por vezes em horas difíceis, com segurança e visão. Anima-me, Deputado
Paulo Odone, a convicção de que contarei com seu conselho, sua prudência e seu
discernimento, que tanto dignificaram nossa Assembléia Legislativa.
Sei também que poderei contar com o conselho, a sensibilidade e a coragem moral dos
componentes da Mesa Diretora - repito, pluripartidária -, Deputados Mário Bernd, Luis
Fernando Schmidt, Manoel Maria, Paulo Azeredo, Germano Bonow, Alexandre Postal e Elmar
Schneider - e de cada um dos ilustres representantes desta Casa.
Estou certo de que a gestão do ano 2000 será marcada por uma contribuição deste poder
para o engrandecimento do Estado, para o aprimoramento de suas instituições e para a
realização das mais caras aspirações do seu povo.
Permitam-me registrar que o deputado que assume a presidência é um homem simples, teve a
felicidade de nascer em uma família humilde, estruturada nos princípios da fé cristã,
da ética, da moral e da dignidade. É herança que procuro conservar e fortalecer.
São princípios que me inspiraram como prefeito e secretário municipal em minha amada
Caçapava, como deputado em duas legislaturas e como secretário da Administração de um
Estado em que a união de várias correntes de pensamento propiciou um momento marcante de
renascimento da auto-estima gaúcha, ancorada no espírito empreendedor, na largueza de
visão e, sobretudo, na correta percepção do grande potencial deste povo.
Mas Deus foi ainda mais generoso comigo. Concedeu-me a graça de, com minha mulher, Rosa
Lúcia, com nossos filhos e amigos, Lúcio e Matheus, construir uma família unida na
força do amor, do respeito humano e da solidariedade, fundamental amparo de minha
caminhada na vida pública.
Senhoras e Senhores, repito: é com muita emoção e orgulho que assumo, neste momento, a
presidência do Parlamento gaúcho, nesta 50ª Legislatura.
Evoco, deste plenário sagrado, todos os parlamentares que nos antecederam nesta Casa, os
deputados que por ela passaram - de Bento Gonçalves a Getúlio Vargas -, para que sua
herança ilumine nosso caminho na construção de um Rio Grande próspero, justo e sem
violência. Muito obrigado a todos. (palmas)
Neste momento, convido os presentes a ouvirem, de pé, a execução do Hino Rio-Grandense
pelo Coral da Assembléia Legislativa, acompanhado do Quarteto de Cordas Porto Alegre, sob
a regência do Maestro João Paulo Sefrin.
(Ouve-se o Hino Rio-Grandense.)
O SR. MESTRE-DE-CERIMÔNIAS - Informamos a todos os presentes que, após o encerramento
desta sessão, o Sr. Presidente e os Srs. Deputados receberão os cumprimentos no Salão
Júlio de Castilhos.
O SR. PRESIDENTE OTOMAR VIVIAN
(PPB) Convoco os deputados integrantes da Comissão Representativa para a primeira sessão
da 2ª Sessão Legislativa da 50ª Legislatura, a realizar-se amanhã, à hora regimental.
Agradecendo a presença dos Senhores, declaro encerrada a presente Sessão Solene.
(Levanta-se a sessão às 17h25min.)
Estiveram presentes a esta sessão os seguintes parlamentares:
Bancada do PT: Deputados Cecilia Hypolito; Dionilso Marcon; Edson Portilho; Ivar Pavan;
Luciana Genro; Luis Fernando Schmidt; Maria do Rosário; Paulo Pimenta; Ronaldo Zülke;
Roque Grazziotin.
Bancada do PPB: Deputados Adolfo Brito; Érico Ribeiro; Francisco Appio; Frederico
Antunes; João Fischer; José Farret; Marco Peixoto; Maria do Carmo; Otomar Vivian; Valdir
Andres; Vilson Covatti.
Bancada do PMDB: Deputados Alexandre Postal; Berfran Rosado; Cézar Busatto; Elmar
Schneider; Giovani Feltes; João Osório; José Ivo Sartori; Mário Bernd; Paulo Odone.
Bancada do PTB: Deputados Abílio dos Santos; Aloísio Classmann; Edemar Vargas; Eliseu
Santos; Iradir Pietroski; Luis Augusto Lara; Manoel Maria; Osmar Severo; Paulo Moreira;
Sérgio Zambiasi.
Bancada do PDT: Deputados Adroaldo Loureiro; Ciro Simoni; Giovani Cherini; João Luiz
Vargas; Kalil Sehbe; Paulo Azeredo; Vieira da Cunha.
Bancada do PFL: Deputados Germano Bonow; Onyx Lorenzoni.
Bancada do PSDB: Deputados Adilson Troca; Jorge Gobbi.
Bancada do PC do B: Deputada Jussara Cony.