88ª SESSÃO ORDINÁRIA, EM 09 DE NOVEMBRO DE 2000.
Presidência dos Deputados Alexandre Postal, José Ivo Sartori,
Adroaldo Loureiro e João Fischer.
Às 14h15min, o Sr. Alexandre Postal assume a direção dos trabalhos.


O SR. PRESIDENTE (Alexandre Postal – PMDB) – Havendo número regimental e invocando a proteção de Deus, declaro abertos os trabalhos da presente sessão.

Solicito ao secretário que proceda à leitura da ata de sessão anterior.

(O Sr. José Ivo Sartori
procede à leitura da ata da sessão anterior.
)

 

 

O SR. PRESIDENTE (Alexandre Postal – PMDB) – Declaro aprovada a ata que acaba de ser lida, ressalvando aos deputados o direito de retificá-la, por escrito, se assim o desejarem.

Solicito ao secretário que proceda à leitura do expediente que se encontra sobre a mesa.

(Transcreve-se a matéria lida.)

O SR. PRESIDENTE (Alexandre Postal – PMDB) – Não há mais expediente a ser lido.

Passo, a seguir, ao período destinado ao

GRANDE EXPEDIENTE

Transfiro a presidência dos trabalhos ao Deputado José Ivo Sartori.

(Transfere-se a presidência.)

O SR. PRESIDENTE JOSÉ IVO SARTORI (PMDB) – Está inscrito o Deputado Paulo Odone. Por cessão de tempo, concedo a palavra ao Deputado Alexandre Postal.

 

 

 

 

 

O SR. ALEXANDRE POSTAL (PMDB) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados:

Ocupo o espaço do Grande Expediente, em que falaria o nobre Deputado Paulo Odone, para relatar um pouco do que sinto a respeito do debate que ocorre no Estado do Rio Grande do Sul.

Tendo a oportunidade de estar, nesta semana, por dois dias em Brasília, gostaria de comentar o assunto mais importante para a Nação, para o nosso Estado e, conseqüentemente, para os nossos municípios, em tramitação nas câmaras municipais, nesta Casa e no Congresso Nacional: a peça orçamentária do ano 2001.

Aqui no Estado, estamos debatendo esse tema desde longa data. No final do ano passado, o governo, em convocação extraordinária, mandou a esta Casa projeto de lei alterando a carga tributária, os impostos. Mesmo tendo sido rejeitado por grande maioria, o governo continuou a falar sobre aumento de impostos.

Há vários dias, por questões judiciais junto ao Supremo Tribunal Federal, o orçamento está paralisado nesta Casa, uma vez que o Poder Executivo não acatou o orçamento solicitado pelo Poder Judiciário. Além disso, esta Casa também tem diferenças quanto aos valores. O debate deve crescer, entre nós, especialmente a partir de hoje, quando vemos publicado no Diário da Assembléia o Projeto de Lei nº 259/2000, que introduz modificações nas Leis nºs 8.109, de 19 de dezembro de 1985; 8.115, de 30 de dezembro de 1985; e 8.820, de 27 de janeiro de 1989. Aí vem o projeto de aumento de impostos, que o Governo do Estado quer encobrir com a fachada de matriz tributária.

Não adianta, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, tentarem, por meio de palavras, modificar esse projeto de lei. A matéria é muito clara; há aumento de impostos para combustível, para energia elétrica, para telecomunicações e para bebida.

A população está a perguntar o que é matriz tributária. Em linguagem fácil quer dizer aumento de impostos. O governador e toda a sua equipe pregaram, quando na oposição e em campanha, e mesmo depois de ter assumido o governo, em todos os recantos do Rio Grande do Sul e do País, que sempre foram terminantemente contra o aumento de impostos e da carga tributária. Isso eles não têm como negar.

Faz seis meses que o Governo do Estado vem falando na imprensa sobre esse projeto, mas a matéria só chegou a esta Casa no dia de ontem. O único motivo que me leva a crer que o governo tenha segurado na gaveta essa proposta é a eleição; e ele causaria uma grande perda eleitoral para os seus aliados.

Se a peça orçamentária é a lei mais importante da Assembléia Legislativa, mais apreciação desta Casa precisa ter matéria que implica mudança de tributos. Além de o governo tê-la mandado somente ontem, temos um feriado no meio da semana que vem, e até o dia 30 de novembro devemos votar o orçamento, conforme determinam o Regimento Interno desta Casa e a Constituição do Estado.

Sr. Presidente, o governo sempre diz que deve haver uma grande discussão com a base. Se temos de votar o orçamento até o fim do mês, qual é a grande discussão que será feita? O Projeto de Lei nº 259/200 foi encaminhado no dia 8 de novembro; hoje, dia 9, temos a última sessão da semana; na próxima semana, haverá um feriado. Portanto, começaremos a apreciá-lo no dia 21. O governo realmente não pretendia discutir nada; queria, no afogadilho, que aceitássemos a aprovação de aumento de impostos.

Não consigo conceber, nobres colegas, que aumento de gasolina não interfira nos preços de toda a cadeia produtiva. Não posso entender como um minimercado ou uma padaria não tenham acréscimo nos seus gastos se as tarifas de telecomunicações e de energia elétrica aumentarem. Que vantagem o povo do Rio Grande terá, se os principais meios de produção – como transporte, combustível para o funcionamento das máquinas – terão acréscimo?

Srs. Deputados, o governo diz agora que, em contrapartida, alguns gêneros alimentícios terão diminuição de impostos, como mortadela, biscoito e outros itens. Isso nos leva a refletir se devemos encarar com seriedade essa proposta. De mais a mais, não creio que tal alteração possa trazer alguma vantagem para o Rio Grande.

Para podermos definir a votação da peça orçamentária de 2001, haveremos de travar um dos maiores embates políticos deste Parlamento, até porque a proposta que nos foi enviada é ilegal, se analisarmos do ponto de vista de que indica uma receita de 450 milhões de reais que seriam provenientes de uma reforma que esta Casa não conhecia até ontem.

Se o Projeto de Lei nº 259/2000 chegou a esta Casa no dia de ontem, o orçamento para o próximo ano, recebido no dia 15 de setembro, é uma farsa, porque inclui receita que não existe. Precisamos discutir a proposta orçamentária com profundidade, mas, se levarmos à discussão o projeto, não teremos condições de esgotar a matéria em tempo hábil.

Hoje pela manhã, consultei o nobre Líder da minha bancada, Deputado João Osório, e S. Exa. afirmou que outros líderes de bancada, como o Deputado Marco Peixoto, com quem já tinha conversado, partilham da mesma idéia.

Sr. Presidente, venho a esta tribuna para me somar aos colegas e solicitar que todos os líderes de bancada assinem o requerimento, de acordo com o art. 172 do Regimento Interno desta Casa, que permitirá a votação, na semana que vem, do projeto de aumento de impostos que quer o governo. Se pudermos realizar essa votação, teremos condições de discutir a peça orçamentária nos próximos 20 dias; caso contrário, não poderemos votá-la em tempo hábil.

No ano passado, Deputado Frederico Antunes, quisemos apresentar emendas que atendessem às nossas regiões, pois conhecemos muito bem os problemas lá existentes. Posso afirmar que, se chover durante meia hora na minha região, o trânsito fica interrompido entre três municípios. Isso ocorre porque as pontes que ligam Guaporé, cidade em que resido, a Vista Alegre do Prata e a Anta Gorda ficam completamente inundadas, pois são pontes antigas, chamadas pontes-calha.

Levanto essa questão por acreditar ser competência dos deputados apresentar emendas que viabilizem obras tão importantes para as regiões que defendem no Estado. Se forem apresentadas pelo conjunto das bancadas, tais emendas podem ser melhoradas a fim de contemplar todo o Rio Grande.

No entanto, essa prática não tem sido aceita pelo Sr. Governador do Estado. S. Exa. não aceita emendas de parlamentares, argumentando que o Orçamento Participativo é quem, prontamente, resolve todas as questões. Mas isso não é verdadeiro. Creio que nem 50% do que ficou definido pelo Orçamento Participativo, no ano anterior, foi realizado até agora. Se analisarmos a matéria aprovada nesta Casa, por unanimidade, no tocante ao transporte escolar ou ao Programa da Municipalização Solidária da Saúde, verificaremos que os municípios não receberam o dinheiro.

Ontem, eu estava em Brasília, e o governador também se encontrava naquela cidade, com o objetivo de apresentar emendas para o Rio Grande do Sul. Trata-se de emendas as quais endosso, porque vêm para contribuir, na medida em que atraem mais recursos para o nosso Estado. Somos parte da Federação, e desejamos mostrar ao governo federal quais são as obras que consideramos mais importantes para os gaúchos.

Em plena campanha eleitoral para prefeito, o nosso governador prometeu a conclusão da Rota do Sol. Pois uma das emendas está relacionada à essa rodovia, ou seja, o governador foi a Brasília solicitar 59 milhões de reais para a obra. Apesar de essa estrada não ser federal, e, sim, estadual, apoiamos a iniciativa para que sejam canalizados mais recursos para cá.

As emendas somam o montante de 271 milhões de reais, os quais seriam destinados às mais variadas ações nas áreas da saúde, educação, cultura, agricultura, habitação, transporte e saneamento. Se o governador pode apresentar emendas ao orçamento da União para defender o seu quinhão por que nós, parlamentares, não podemos fazer o mesmo a fim de defendermos as nossas microrregiões?

Srs. Deputados, com base no art. 172 do Regimento Interno da Assembléia Legislativa, é importante aprovarmos este requerimento para, na semana que vem, tentarmos votar – rejeitando logicamente – o aumento de impostos proposto pelo governo, a fim de que possamos passar, imediatamente, à discussão do projeto de orçamento, ao qual os deputados têm direito de apresentar emendas.

O Sr. Frederico Antunes (PPB) – V. Exa. permite um aparte? (assentimento do orador)

Deputado Alexandre Postal, cumprimento V. Exa. por dedicar este Grande Expediente, espaço nobre que a Casa permite aos parlamentares, para tratar deste assunto de extrema relevância não só para esta Assembléia, mas para todo o Rio Grande do Sul.

V. Exa. pode ter certeza de que o projeto que prevê mudança na matriz tributária não tem origem no Palácio. Do jeito que se apresenta, parece-nos que saiu de um salão de beleza, pois vem com uma maquiagem, com um rebusque e até com este nome diferente: Reforma da Matriz Tributária.

Concordamos com o que foi dito por V. Exa. – e a comunidade deste Estado hoje tem certeza disto, como tinha no final do ano passado: trata-se de aumento de impostos. V. Exa. também deixou claro que, em todos os debates e pronunciamentos realizados durante a campanha eleitoral, o Governador Olívio Dutra, então candidato do PT, disse que não haveria aumento de impostos.

O que aconteceu, Deputado Alexandre Postal? O Governador Olívio Dutra mudou, o PT mudou, rasgaram o discurso ou boa parte dos gaúchos – da qual não faço parte e, com certeza, tampouco V. Exa. – foi traída por um discurso que não expressava a verdade?

Em nome da nossa bancada, parabenizo V. Exa. pelo conteúdo da sua manifestação e pela sua capacidade de síntese.

O SR. ALEXANDRE POSTAL (PMDB) - Muito obrigado, Deputado Frederico Antunes.

O Sr. Elmar Schneider (PMDB) – V. Exa. permite um aparte? (assentimento do orador)

Deputado Alexandre Postal, cumprimento V. Exa. pela iniciativa deste Grande Expediente.

Estamos vivendo um momento inédito, em que se procura passar para a opinião pública que o povo deste Estado estaria aplaudindo esse aumento de impostos, o que, no meu entender, é uma grande enganação.

Acredito também – e aí está o mérito dessa sua manifestação – que não adianta querermos mudar palavras criadas por empresas de marketing para tentar enganar a população do Rio Grande. Tais palavras, sem dúvida nenhuma, encobrem um aumento de impostos que será repassado para o trabalhador principalmente por meio dos aumentos do combustível, da energia e do telefone.

O que significa aprovar esse projeto de mudança da matriz tributária? Nada mais, nada menos do que aumentar impostos para o povo do Rio Grande.

Deputado Alexandre Postal, meus cumprimentos por sua iniciativa.

O SR. ALEXANDRE POSTAL (PMDB) – Muito obrigado, Deputado Elmar Schneider.

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, tendo em vista os prazos que temos, precisamos tomar medidas urgentes. Com a sua publicação no dia de amanhã, o Projeto nº 259/2000 provavelmente será votado na terça ou na quinta-feira da próxima semana. A partir daí, temos de nos deter exclusivamente no orçamento.

Não creio que a sociedade do Rio Grande espere de nós, parlamentares, mais tributação ou aumento de impostos, para poder pagar menos na compra de bolachas ou de alguns outros produtos. O governo tenta passar essa idéia ao povo, mas não nos há de enganar.

Temos de manter a mesma linha, sempre adotada, de agirmos de acordo com os interesses da sociedade. Não podemos tolerar o discurso fácil, aquele que leva para reuniões nada mais do que enrolação. Na prática, temos de fazer o que é mais justo para o povo do nosso Estado. Quanto menos impostos, melhor para toda a sociedade. Muito obrigado. (Não revisado pelo orador.)

 

O SR. PRESIDENTE (João Fischer – PPB) – Terminado o Grande Expediente, passo à

APRESENTAÇÃO  E  DISCUSSÃO
DE PROPOSIÇÕES

 

Não havendo oradores inscritos para esse período da sessão, passo, de imediato, à

ORDEM DO DIA

Não havendo matéria a ser apreciada, passo ao período das

COMUNICAÇÕES

Por solicitação do Deputado Elvino Bohn Gass, concedo a palavra a S. Exa. para uma comunicação de líder.

 

O SR. ELVINO BOHN GASS (PT) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados:

O grande debate que temos pela frente ainda neste ano refere-se a um assunto que a sociedade já discutiu em todos os municípios, reunindo 280 mil pessoas, por intermédio do Orçamento Participativo.

O projeto de reconfiguração da matriz tributária deu entrada nesta Casa ontem e apresenta-se literalmente dessa forma. Até ontem, as pessoas que não participaram das reuniões do Orçamento Participativo ou que não lêem jornais poderiam dizer tratar-se de um projeto de elevação de impostos. Entretanto, a matéria não diz respeito ao aumento de impostos, mas, sim, à reconfiguração.

A oposição que critica o projeto foi quem elevou a alíquota do ICMS de 12% para 13%, de 17% para 18%, de 25% para 26% sobre a alimentação, indis-criminadamente. Sempre fomos contrários à elevação de impostos que leve o pobre a pagar mais do que o rico.

Queremos fazer justiça tributária, definindo pela incidência seletiva de impostos sobre aqueles que têm melhores condições de contribuir, a fim de que haja diminuição de alíquotas de impostos. É assim que o projeto se apresenta. Inclusive, vários produtos passarão a fazer parte da cesta básica para consumo da maioria da população.

Mais do que isso, estamos estimulando várias áreas de produção, criando fundos, como é o caso do setor das conservas – que é importante no Estado –, o do leite – não há imposto direto sobre o leite; há sobre o leite em pó e o queijo –, o da carne bovina e bubalina e o da suinocultura.

O projeto trará vantagens para o setor moveleiro, que apresentou um decréscimo no PIB do Estado do Rio Grande do Sul. Por intermédio de outros investimentos do governo, essa área passará a utilizar o sistema MDF, do qual o Estado contará com uma fábrica, cujo projeto foi anunciado há poucos dias no Palácio Piratini.

Os taxistas também serão beneficiados, porque comprarão seu carro a gasolina sem ICMS.

O setor do arroz terá um crédito fiscal presumido para o produto que for produzido e beneficiado no Estado, assim como a soja e os subprodutos da soja que forem interestadualmente comercializados, industrializados ou semi-industrializados no Rio Grande do Sul. O objetivo é termos indústria local, gerar empregos e descentralizar os sistemas locais de produção.

Portanto, afirmar que o orçamento visa a elevar impostos é desconhecer o projeto e jogar para a opinião pública o que se fez em outros governos. O grande debate é: de quem se arrecada e para quem vai o dinheiro. Cito como exemplo o Governo Fernando Henrique Cardoso, que tem sustentação nesta Casa exatamente da oposição que critica essa reconfiguração da matriz tributária, os mesmos que o aplaudem quando cria um novo imposto e quando torna perene a CPMF, que é paga por todo cidadão. Os especuladores que apostam no capital internacional não irão pagar essa contribuição.

Nós governamos de forma transparente e estamos divulgando que 25% dos 450 milhões de reais a mais que serão arrecadados será repassado para os municípios.

Sr. Presidente, solicito a transcrição nos anais da Casa do quadro demonstrativo da Nova Matriz Tributária, onde constam tabelas de projeção de transferências de recursos aos municípios. Como S. Exas. poderão constatar, será repassada diretamente aos municípios a quantia de 125 milhões de reais; para a adequação da matriz salarial serão destinados 80 milhões de reais, a fim de podermos, juntamente com outras iniciativas, criar possibilidade de reposição aos salários menores. Temos, ainda, os valores referentes às despesas de capital para investimentos nas áreas de educação, saúde, habitação e transporte.

Portanto, esse debate está posto, e não podemos aceitar que aqueles que suspenderam unilateralmente a tramitação do orçamento aqui na Casa e que fogem do debate queiram agora, de forma acelerada e sem discussão do mérito, fazer, por questão de urgência, por meio de um requerimento, a votação nos primeiros dias da próxima semana.

Sr. Presidente e Srs. Deputados, repudio tal iniciativa, pois é uma clara demonstração de que não querem debater com a sociedade, deixando-a de fora dessa decisão. Muito obrigado.(Não revisado pelo orador.)

O SR. PRESIDENTE (João Fischer - PPB) - Defiro a solicitação de V. Exa.

(Matéria entregue para transcrição.)

 

GOVERNO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL

DEPARTAMENTO DE PROGRAMAÇÃO ORÇAMENTÁRIA - GOF

 

NOVA MATRIZ TRIBUTÁRIA

 

A expectativa é que sejam arrecadados, com a nova matriz tributária, R$ 450 milhões. Estes valores serão distribuídos como demonstra o quadro abaixo. Tendo em vista a vinculação constitucional de 25% do ICMS, e as transferências do Estado aos municípios relativas ao Fundef, dos R$ 450 milhões previstos com a nova matriz tributária, R$ 125 milhões irão direto para os municípios do RS. Portanto, o Estado terá R$ 325 milhões para fazer frente às suas despesas. Deste total, R$ 80 milhões servirão para adequação da matriz salarial; R$ 43 milhões para o pagamento do serviço da dívida, que cresce com o aumento de receita; R$ 123 milhões para aumentar os investimentos definidos no Orçamento Participativo e R$ 79 milhões para reduzir o déficit do RS que, em 2001, deverá ficar em torno de R$ 391milhões.

 

Em R$ milhões

ICMS

450

TRANSF. MUNICÍPIOS

125

SALDO PARA ESTADO

325

PESSOAL

80

DESPESAS DE CAPITAL

123

DÍVIDA

43

REDUÇÃO DO DÉFICIT

79

   

 

Dos R$ 123 milhões relativos às despesas de capital, 81,57% dos recursos são para investimentos nas áreas de educação, saúde, habitação e transportes.

 

Distribuição de recursos por órgãos

 

Secretaria da Cultura - Cais de Cinema

3.000.000

Secretaria da Coordenação e Planejamento - Fundo de Desenvolvimento Regional

3.000.000

Secretaria da Fazenda – Postos de Fiscalização

1.000.000

Secretaria da Agric. e Abastecimento - Complementação Contrapartida RS-Rural

4.301.467

Secretaria do Desenvolvimento e dos Assuntos Internacionais

3.500.000

Secretaria da Educação
Construção, reforma e/ou ampliação, qualificação de espaços pedagógicos em Escolas da Rede Estadual = R$ 15.000.000; Obras Emergenciais em escolas estaduais = R$ 4.000.000; Transporte Escolar = R$ 3.000.000 (ODC); Diferença vinculação PRÓCRED = R$ 1.434.375

23.434.375

Secretaria Estadual da Saúde - Saúde Solidária - Hospitais = R$ 6.000.000 e Regionalização da Rede de Atenção à Saúde = R$ 11.481.258

17.481.258

Secretaria do Trab., Cidadania e Assist. Social - Proteção a criança e adolescentes ( 08 casas-lares)

560.000

Secretaria de Obras Públicas e Saneamento - Demandas de Gestão Ambiental e Saneamento

650.000

Secretaria de Ciência e Tecnologia - Programa de Apoio aos polos de inovação tecnológica

1.650.000

Secretaria da Habitação
Produção de habitações e lotes urbanizados; fomento ao Cooperativismo
Habitacional Autogestionário e Popular e Urbanização, parcelamento e regularização de áreas ocupadas ( obras e transferências )

6.000.000

DAER - Pavimentação Estradas

53.422.900

Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor (FEBEM) - Dois centros no interior do estado

5.000.000

TOTAL

123.000.000

 

GOVERNO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
SECRETARIA DA FAZENDA
Transferências aos Municípios (ICMS e FUNDEF - Cenário 2 da Matriz Tributária)
REGIÃO: ALTO JACUÍ
MUNICÍPIOS Índice Provisório ICMS FUNDEF Índice 2000 FUNDEF 27.807.780,48 ICMS/FUNDEF

2001 112.500.000,00
124.496.392,00
ALTO ALEGRE 0,031488 35.424,00 0,000055871345 1.553,66 36.977,66
BOA VISTA DO CADEADO 0,059505 66.943,13 0,00 0,00 66.943,13
BOA VISTA DO INCRA 0,049934 56.175,75 0,00 0,00 56.175,75
CAMPOS BORGES 0,035154 39.548,25 0,000245439175 6.825,12 46.373,37
COLORADO 0,07889 88.751,25 0,000270186537 7.513,29 96.264,54
CRUZ ALTA 0,416502 468.564,75 0,003284172319 91.325,54 559.890,29
ESPUMOSO 0,139715 157.179,38 0,000809891584 22.521,29 179.700,66
FORTALEZA DOS VALOS 0,090964 102.334,50 0,000305409776 8.492,77 110.827,27
IBIRUBA 0,184768 207.864,00 0,000562964531 15.654,79 223.518,79
JACUIZINHO 0,022715 25.554,38 0,00 0,00 25.554,38
LAGOA DOS TRES CANTOS 0,046972 52.843,50 0,000024899186 692,39 53.535,89
MORMACO 0,028765 32.360,63 0,000166763819 4.637,33 36.997,96
NAO ME TOQUE 0,185135 208.276,88 0,000776702791 21.598,38 229.875,26
QUINZE DE NOVEMBRO 0,067494 75.930,75 0,000141621714 3.938,19 79.868,94
SALDANHA MARINHO 0,055077 61.961,63 0,000122552581 3.407,92 65.369,54
SALTO DO JACUI 0,306854 345.210,75 0,000563905842 15.680,97 360.891,72
SANTA BARBARA DO SUL 0,159313 179.227,13 0,000669089722 18.605,90 197.833,03
SELBACH 0,079392 89.316,00 0,000093888152 2.610,82 91.926,82
TAPERA 0,100137 112.654,13 0,000314458505 8.744,39 121.398,52
VICTOR GRAEFF 0,07512 84.510,00 0,000143565065 3.992,23 88.502,23

TOTAL DA REGIÃO 2,213894 2.490.630,75 0,008551382644 237.794,97 2.728.425,72
REGIÃO: CAMPANHA
MUNICÍPIOS Índice Provisório ICMS FUNDEF Índice 2000 FUNDEF 27.807.780,48 ICMS/FUNDEF

2001 112.500.000,00
124.496.392,00
ACEGUÁ 0,096416 108.468,00 0,00 0,00 108.468,00
BAGE 0,59697 671.591,25 0,005274558622 146.673,77 818.265,02
CACAPAVA DO SUL 0,289329 325.495,13 0,001922915581 53.472,01 378.967,14
CANDIOTA 0,304893 343.004,63 0,000233353960 6.489,06 349.493,68
DOM PEDRITO 0,478417 538.219,13 0,001548941947 43.072,64 581.291,76
HULHA NEGRA 0,07858 88.402,50 0,000263718822 7.333,44 95.735,94
LAVRAS DO SUL 0,120141 135.158,63 0,000396838374 11.035,19 146.193,82

TOTAL DA REGIÃO 1,964746 2.210.339,25 0,009640327306 268.076,11 2.478.415,36

 

GOVERNO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
SECRETARIA DA FAZENDA
Transferências aos Municípios (ICMS e FUNDEF - Cenário 2 da Matriz Tributária)
REGIÃO: CENTRAL
MUNICÍPIOS Índice Provisório ICMS FUNDEF Índice 2000 FUNDEF 27.807.780,48 ICMS/FUNDEF

2001 112.500.000,00
124.496.392,00
AGUDO 0,13229 148.826,25 0,000928587828 25.821,97 174.648,22
CACEQUI 0,141651 159.357,38 0,000529563184 14.725,98 174.083,35
CACHOEIRA DO SUL 0,562705 633.043,13 0,002755550446 76.625,74 709.668,87
CAPÃO DO CIPÓ 0,04706 52.942,50 0,00 0,00 52.942,50
CERRO BRANCO 0,045994 51.743,25 0,000314458505 8.744,39 60.487,64
DILERMANDO DE AGUIAR 0,048808 54.909,00 0,000230196015 6.401,24 61.310,24
DONA FRANCISCA 0,046814 52.665,75 0,000159111874 4.424,55 57.090,30
FAXINAL DO SOTURNO 0,058145 65.413,13 0,000169435927 4.711,64 70.124,76
FORMIGUEIRO 0,078133 87.899,63 0,000360157622 10.015,18 97.914,81
ITAARA 0,023232 26.136,00 0,000466373907 12.968,82 39.104,82
IVORA 0,02796 31.455,00 0,000044939995 1.249,68 32.704,68
JAGUARI 0,092368 103.914,00 0,000604291108 16.803,99 120.717,99
JARI 0,061535 69.226,88 0,000242190135 6.734,77 75.961,65
JULIO DE CASTILHOS 0,197163 221.808,38 0,000324175261 9.014,59 230.822,97
MATA 0,044072 49.581,00 0,000197219775 5.484,24 55.065,24
NOVA ESPERANCA DO SUL 0,040861 45.968,63 0,000075304856 2.094,06 48.062,69
NOVA PALMA 0,057007 64.132,88 0,000287494508 7.994,58 72.127,46
NOVO CABRAIS 0,037625 42.328,13 0,000139678363 3.884,15 46.212,27
PARAISO DO SUL 0,06855 77.118,75 0,000296968345 8.258,03 85.376,78
PINHAL GRANDE 0,246556 277.375,50 0,000193727816 5.387,14 282.762,64
QUEVEDOS 0,039414 44.340,75 0,000223971218 6.228,14 50.568,89
RESTINGA SECA 0,176386 198.434,25 0,000944559745 26.266,11 224.700,36
SANTA MARIA 1,235979 1.390.476,38 0,008624653055 239.832,46 1.630.308,83
SANTIAGO 0,264408 297.459,00 0,001532453827 42.614,14 340.073,14
SAO FRANCISCO DE ASSIS 0,167316 188.230,50 0,001001159847 27.840,03 216.070,53
SAO JOAO DO POLESINE 0,031374 35.295,75 0,000054049453 1.503,00 36.798,75
SAO MARTINHO DA SERRA 0,050829 57.182,63 0,000109586785 3.047,37 60.229,99
SAO PEDRO DO SUL 0,113849 128.080,13 0,000854619025 23.765,06 151.845,18
SAO SEPE 0,22552 253.710,00 0,001182164786 32.873,38 286.583,38
SAO VICENTE DO SUL 0,085512 96.201,00 0,000434247883 12.075,47 108.276,47
SILVEIRA MARTINS 0,024861 27.968,63 0,000125012135 3.476,31 31.444,94
TOROPI 0,034121 38.386,13 0,000085902193 2.388,75 40.774,87
TUPANCIRETA 0,237472 267.156,00 0,001209887904 33.644,30 300.800,30
UNISTALDA 0,038755 43.599,38 0,000101783016 2.830,36 46.429,73
VILA NOVA DO SUL 0,040329 45.370,13 0,000251542512 6.994,84 52.364,96

TOTAL DA REGIÃO 4,824654 5.427.735,75 0,025055018854 696.724,46 6.124.460,21
REGIÃO: CENTRO SUL
MUNICÍPIOS Índice Provisório ICMS FUNDEF Índice 2000 FUNDEF 27.807.780,48 ICMS/FUNDEF

2001 112.500.000,00
124.496.392,00
ARAMBARE 0,047935 53.926,88 0,000175934007 4.892,33 58.819,21
ARROIO DOS RATOS 0,061831 69.559,88 0,000869437078 24.177,12 93.736,99
BARAO DO TRIUNFO 0,04619 51.963,75 0,000294539156 8.190,48 60.154,23
BARRA DO RIBEIRO 0,081944 92.187,00 0,000438286410 12.187,77 104.374,77
BUTIA 0,096672 108.756,00 0,001551037122 43.130,90 151.886,90
CAMAQUA 0,516514 581.078,25 0,003361420527 93.473,64 674.551,89
CERRO GRANDE DO SUL 0,063805 71.780,63 0,000432577816 12.029,03 83.809,65
CHARQUEADAS 0,336949 379.067,63 0,001909646136 53.103,02 432.170,65
CHUVISCA 0,041611 46.812,38 0,000230499663 6.409,68 53.222,06
DOM FELICIANO 0,102766 115.611,75 0,001057334840 29.402,14 145.013,89
MARIANA PIMENTEL 0,038233 43.012,13 0,000281877009 7.838,37 50.850,50
MINAS DO LEAO 0,073384 82.557,00 0,000272919375 7.589,28 90.146,28
SAO JERONIMO 0,113553 127.747,13 0,000687247909 19.110,84 146.857,96
SENTINELA DO SUL 0,063067 70.950,38 0,000235752784 6.555,76 77.506,14
SERTAO SANTANA 0,054377 61.174,13 0,000319499072 8.884,56 70.058,69
TAPES 0,117681 132.391,13 0,000362920824 10.092,02 142.483,15

TOTAL DA REGIÃO 1,856512 2.088.576,00 0,012480929728 347.066,95 2.435.642,95

 

GOVERNO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
SECRETARIA DA FAZENDA
Transferências aos Municípios (ICMS e FUNDEF - Cenário 2 da Matriz Tributária)
REGIÃO: FRONTEIRA NOROESTE
MUNICÍPIOS Índice Provisório ICMS FUNDEF Índice 2000 FUNDEF 27.807.780,48 ICMS/FUNDEF

2001 112.500.000,00
124.496.392,00
ALECRIM 0,056521 63.586,13 0,000457537732 12.723,11 76.309,23
ALEGRIA 0,040839 45.943,88 0,000240428973 6.685,80 52.629,67
BOA VISTA DO BURICA 0,054346 61.139,25 0,000239669851 6.664,69 67.803,94
CAMPINA DAS MISSOES 0,05121 57.611,25 0,000164213171 4.566,40 62.177,65
CANDIDO GODOI 0,065743 73.960,88 0,000380805727 10.589,36 84.550,24
DOUTOR MAURICIO CARDOSO 0,059019 66.396,38 0,000117815662 3.276,19 69.672,57
GIRUA 0,156768 176.364,00 0,000830478960 23.093,78 199.457,78
HORIZONTINA 0,387757 436.226,63 0,000858171714 23.863,85 460.090,48
INDEPENDENCIA 0,074267 83.550,38 0,000279387090 7.769,13 91.319,51
NOVA CANDELÁRIA 0,0508 57.150,00 0,000123949364 3.446,76 60.596,76
NOVO MACHADO 0,0529 59.512,50 0,000060547534 1.683,69 61.196,19
PORTO LUCENA 0,048145 54.163,13 0,000183859236 5.112,72 59.275,84
PORTO MAUA 0,033461 37.643,62 0,000060729723 1.688,76 39.332,38
PORTO VERA CRUZ 0,021775 24.496,88 0,000036073455 1.003,12 25.500,00
SANTA ROSA 0,5144 578.700,00 0,002706389735 75.258,69 653.958,69
SANTO CRISTO 0,116437 130.991,63 0,000850701958 23.656,13 154.647,76
SAO JOSE DO INHACORA 0,030516 34.330,50 0,000110619190 3.076,07 37.406,57
SENADOR SALGADO FILHO 0,045827 51.555,38 0,000073300776 2.038,33 53.593,71
TRES DE MAIO 0,170539 191.856,38 0,000459632908 12.781,37 204.637,75
TUCUNDUVA 0,059996 67.495,50 0,000109313501 3.039,77 70.535,27
TUPARENDI 0,088979 100.101,38 0,000301158696 8.374,55 108.475,93

TOTAL DA REGIÃO 2,180245 2.452.775,63 0,008644784956 240.392,28 2.693.167,91
REGIÃO: FRONTEIRA OESTE
MUNICÍPIOS Índice Provisório ICMS FUNDEF Índice 2000 FUNDEF 27.807.780,48 ICMS/FUNDEF

2001 112.500.000,00
124.496.392,00
ALEGRETE 0,730959 822.328,88 0,003025038591 84.119,61 906.448,48
BARRA DO QUARAÍ 0,104968 118.089,00 0,000058907831 1.638,10 119.727,10
ITACURUBI 0,065153 73.297,13 0,000234264906 6.514,39 79.811,51
ITAQUI 0,598544 673.362,00 0,002313802442 64.341,71 737.703,71
MAÇAMBARÁ 0,122286 137.571,75 0,000134182323 3.731,31 141.303,06
MANOEL VIANA 0,080325 90.365,63 0,000433306573 12.049,29 102.414,92
QUARAI 0,205317 230.981,63 0,000463610705 12.891,98 243.873,61
ROSARIO DO SUL 0,345717 388.931,63 0,001097659376 30.523,47 419.455,10
SANTA MARGARIDA DO SUL 0,069358 78.027,75 0,00 0,00 78.027,75
SANTANA DO LIVRAMENTO 0,58786 661.342,50 0,001973655264 54.882,97 716.225,47
SAO BORJA 0,552094 621.105,75 0,002755763000 76.631,65 697.737,40
SAO GABRIEL 0,472696 531.783,00 0,003051941859 84.867,73 616.650,73
URUGUAIANA 0,914313 1.028.602,13 0,004231070158 117.656,67 1.146.258,80

TOTAL DA REGIÃO 4,84959 5.455.788,75 0,019773203028 549.848,89 6.005.637,64
REGIÃO: HORTÊNSIAS
MUNICÍPIOS Índice Provisório ICMS FUNDEF Índice 2000 FUNDEF 27.807.780,48 ICMS/FUNDEF

2001 112.500.000,00
124.496.392,00
BOM JESUS 0,144801 162.901,13 0,000532326386 14.802,82 177.703,94
CAMBARA DO SUL 0,10353 116.471,25 0,000266421294 7.408,58 123.879,83
CANELA 0,182321 205.111,13 0,001585470875 44.088,43 249.199,55
GRAMADO 0,213913 240.652,13 0,001533729151 42.649,60 283.301,73
JAQUIRANA 0,046635 52.464,38 0,000270824199 7.531,02 59.995,39
NOVA PETROPOLIS 0,211062 237.444,75 0,000421282088 11.714,92 249.159,67
SAO FRANCISCO DE PAULA 0,204878 230.487,75 0,000657551075 18.285,04 248.772,79
SAO JOSE DOS AUSENTES 0,061977 69.724,13 0,000122279297 3.400,32 73.124,44

TOTAL DA REGIÃO 1,169117 1.315.256,63 0,005389884365 149.880,72 1.465.137,35

 

 

GOVERNO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
SECRETARIA DA FAZENDA
Transferências aos Municípios (ICMS e FUNDEF - Cenário 2 da Matriz Tributária)