Ata da sexagésima nona Sessão
Ordinária,
em trinta de agosto de dois mil.
Presidência dos Deputados Otomar Vivian, Presidente; e Ciro Simoni.
Às quatorze horas e quinze minutos, o Deputado Ciro Simoni assumiu a direção dos trabalhos. Presentes os seguintes Deputados: Cecilia Hypolito, Dionilso Marcon, Elvino Bohn Gass, Luciana Genro, Roque Grazziotin, Adolfo Brito, Érico Ribeiro, Francisco Appio, João Fischer, Marco Peixoto, Maria do Carmo, Otomar Vivian, Alexandre Postal, Paulo Odone, Abílio dos Santos, Aloísio Classmann, Edemar Vargas, Eliseu Santos, Iradir Pietroski, Osmar Severo, Paulo Moreira, Sérgio Zambiasi, Ciro Simoni, Vieira da Cunha, Germano Bonow, Jorge Gobbi e Bernardo de Souza. Havendo número regimental, a presidência determinou a abertura da Sessão, convidando o Deputado Adolfo Brito a proceder à leitura da Ata que, após lida, foi aprovada. Em Leitura de Expediente, foram lidos pedidos de impeachment do Governador do Estado e do Secretário da Fazenda, tendo em vista o descumprimento de decisões judiciais. De imediato, passou-se ao Grande Expediente, quando o Deputado Francisco Appio relatou as atividades da Subcomissão dos Caminhoneiros Desaparecidos, destacando a prevenção como a arma mais poderosa contra a ação de bandidos e quadrilhas. Ao requerer a transcrição nos Anais da Casa de uma lista contendo os nomes dos caminhoneiros desaparecidos, o orador salientou algumas das propostas encaminhadas pela subcomissão, entre elas o desmanche de veículos que não tivessem completado dez anos somente em oficinas autorizadas pelos fabricantes e a criação de mais delegacias de roubo de cargas, possibilitando o intercâmbio de informações. Ao finalizar, Sua Excelência solicitou ao Vice-Presidente da Comissão Cidadania e Direitos Humanos, Deputado Roque Grazziotin, a inclusão das informações apresentadas no relatório azul. Em apartes, diversos deputados se solidarizaram com o discurso do orador. Após, não havendo inscritos para a Apresentação e Discussão de Proposições nem matéria para deliberação na Ordem do Dia, passou-se ao período das Comunicações. O Deputado Roque Grazziotin acusou o recebimento, pela Comissão de Cidadania e Direitos Humanos, de correspondência, solicitando à Assembléia Legislativa a instalação de urnas coletoras durante a realização do plebiscito nacional sobre a dívida externa. Finalizando, o parlamentar estranhou que houvesse pessoas que não desejavam aprofundar o debate da questão, não aceitando a publicação de cartilhas esclarecedoras sobre o tema. O Deputado Jorge Gobbi, em comunicação de líder, tecendo considerações sobre o plebiscito da dívida externa, argumentou que a moratória remeteria a economia brasileira de volta aos anos oitenta, obrigando o pagamento à vista das transações internacionais. Finalizando em mais uma comunicação de líder, o orador ressaltou que, como conseqüências do não-pagamento da dívida externa, o Brasil enfrentaria a recessão e a crise cambial. O Deputado Dionilso Marcon, ocupando a tribuna por cessão do Deputado Roque Grazziotin, argumentou que a Justiça deveria investigar se o agropecuarista Hermes Sangalli fora o responsável pelo contrabando, via Argentina onde fora identificado foco de febre aftosa , de três touros provenientes do Paraguai. Prosseguindo em mais uma comunicação de líder, o parlamentar criticou o Ministro Pratini de Moraes por não ter providenciado a instalação de barreiras, junto aos países vizinhos, que impedissem a entrada de animais infectados. Ao finalizar, Sua Excelência indagou quem indenizaria os pequenos produtores de leite pelos prejuízos sofridos. Imediatamente, com a desistência antecipada dos demais oradores para o período das Comunicações e não havendo inscritos para as Explicações Pessoais, a presidência encerrou a Sessão às quinze horas e quarenta e cinco minutos, convocando os parlamentares para outra, amanhã, à hora regimental. Plenário, em trinta de agosto de dois mil.