GRANDE EXPEDIENTE

 Homenagem a Plácido de Castro

O presidente da Assembléia Legislativa, deputado José Ivo Sartori, prestou ontem, durante o Grande Expediente, uma homenagem ao gaúcho Plácido de Castro, que foi responsável pela anexação do Acre ao território brasileiro, no início desse século. No dia 11 de agosto completaram-se 90 anos da morte do ilustre rio-grandense, considerado herói nacional pela bravura com que enfrentou o exército boliviano nas intensas batalhas que antecederam à anexação do Acre ao Brasil. Durante as homenagens, foi enviada uma placa comemorativa à Assembléia Legislativa do Acre, pela memória do falecimento de Plácido de Castro e, pela manhã, realizada uma solenidade no Cemitério da Santa Casa de Misericórdia, onde está o túmulo do líder, nascido em São Gabriel, e que é considerado o "Pai do Acre".

Para o presidente da Assembléia Legislativa, "dentre regionalidades que construíram a nacionalidade brasileira, distingue-se a do Acre, com uma história que inicia ainda nos tempos do Império, onde também figuram nomes ilustres, como Rui Barbosa e o Barão do Rio Grande". José Ivo Sartori ressaltou que, "foi um revolucionário rio-grandense, Plácido de Castro, ao comandar na mata, por quatro anos, milhares de seringueiros numa guerra contra soldados bolivianos, que levou o Acre, em 17 de novembro de 1903, a integrar oficialmente o território nacional."

O parlamentar peemedebista disse que o são-grabrielense, nascido em 9 de dezembro de 1873, "conduziu a experiência na defesa dos limites fronteiriços, que impregna a alma do gaúcho, para as distantes divisas do Brasil com a Bolívia, tornando-se um símbolo do Rio Grande do Sul". Ele lembrou que "desde 1900, o Acre voltava a ser território da Bolívia, mas as queixas dos seringueiros se repetiam e a guerra explodia na selva. Diante da ameaça, lideranças acreanas procuraram um jovem gaúcho radicado em Manaus, Plácido de Castro, para entregar-lhe o comando do movimento de libertação". Conforme Sartori, "o confronto final aconteceu no dia 15 de janeiro de 1903, com o cerco a Puerto Alonso, onde as forças bolivianas resistiram bravamente por vários dias, até que, em 24 de janeiro de 1903, o exército boliviano assinou sua rendição."

Finalizando o seu discurso, o presidente do Legislativo gaúcho elogiou a trajetória desbravadora de Plácido de Castro "que tornou-se herói nacional, mas não viveu muito para usufruir dos louros de sua conquista memorável. Ao cair da noite do dia 9 de agosto de 1908, o chamado 'Pai do Acre' foi covardemente atacado por Alexandrino José da Silva, um antigo desafeto e, ferido mortalmente pelas costas, faleceu na manhã do dia 11 de agosto," concluiu o parlamentar. (Marco Dziekaniak)

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