| Apresentação O fortalecimento da democracia participativa é um dos mais
fortes compromissos assumidos pelo atual governo, com o incremento
do controle social sobre o Estado, um longo aprendizado para os
governos e para a sociedade. Um dos instrumentos utilizados para
este fim, tem sido a realização de diversas Conferências
Setoriais, desde o primeiro ano do Governo, nas quais a população
debate e decide sobre as diretrizes das políticas públicas
no país.
Em 2003, o Ministério do Meio Ambiente - MMA - realizou
a Conferência Nacional do Meio Ambiente, primeira na história
de nosso país. Essa iniciativa foi ousada e determinante,
tendo em vista as dificuldades estruturais do MMA e a fragilidade
das iniciativas de participação da sociedade para
a construção das políticas de gestão
ambiental. Tanto esforço culminou com a mobilização
em todos os Estados e no Distrito Federal, com apoio da sociedade
organizada e envolvimento de diversos parceiros do setor governamental.
Estados, Municípios e Setores sociais realizaram suas Conferências,
nas quais foram eleitos delegados e debatidas e retiradas propostas
para a área ambiental, encaminhadas à Plenária
Final da Conferência, que aconteceu em Brasília, no
final de novembro de 2003. Participaram dessa Plenária 800
delegados de todo país, defendendo suas propostas e definindo,
em conjunto, as diretrizes da política pública ambiental
do Brasil. Após a Conferência, continuou o esforço
voltado à missão de construir um Ministério
do Meio Ambiente capaz de responder as crescentes demandas da sociedade
brasileira no campo ambiental, contribuindo para a estruturação
do Sistema Nacional do Meio Ambiente - SISNAMA - de forma capilarizada
e transversal.
Para isso, entre outras ações, foram criadas Comissões
Técnicas Tripartites Estaduais, o Programa Nacional de Capacitação
de Gestores e Conselheiros Municipais de Meio Ambiente, foi estruturado
o Sistema Nacional de Informações, o Sinima, apresentada
a Proposta de Regulamentação do Artigo 23 da Constituição
Federal, e diversas agendas bilaterais foram construídas,
representadas pelas seguintes ações: novo modelo
regulatório para o setor elétrico, regularização
dos poços de petróleo e dos gasodutos, rodadas de
petróleo e gás, solução para os passivos
ambientais das 45 hidrelétricas, programa de regularização
das Rodovias Federais, aperfeiçoamento dos padrões
ambientais para ferrovia, hidrovias e portos, elaboração
da Política Nacional do Saneamento, inserção
de parâmetros de sustentabilidade ambiental no Plano Nacional
de Turismo, programa de ecoturismo para a Amazônia, planejamento
de projetos de infra-estrutura hídrica, Plano Amazônia
Sustentável, entre outros.
Considerando as prioridades, e dentro das quatro grandes linhas
de condução do Ministério do Meio Ambiente
_ Desenvolvimento Sustentável; Controle Social; Fortalecimento
do Sistema Nacional do Meio Ambiente; e Transversalidade _, muito foi feito na direção da sustentabilidade socioambiental
no Brasil. Mas, a demanda é grande e as tarefas exigirão,
sem dúvida, cada vez mais esforço.
No âmbito Rio Grande do Sul, o órgão coordenador
da Pré-Conferência Nacional do Meio Ambiente do RS,
em 2003, foi o Ibama/RS, que novamente conduzirá o processo
deste ano de 2005, agregando, novamente, a maior diversidade de
setores da sociedade civil e do governo, nas três esferas
públicas. Graças à mobilização
promovida pelo Ibama e seus parceiros, o Rio Grande do Sul conseguiu
levar a Brasília o número máximo possível
de delegados, de acordo com o regulamento da primeira Conferência:
50 pessoas.
As realizações do Ibama/RS, no que se refere à implementação
das diretrizes para as políticas públicas ambientais,
são vinculadas às orientações do Ministério
do Meio Ambiente e da Presidência do Ibama, órgão
vinculado ao MMA.
Assim como as ações do MMA e do Ibama foram guiadas
pelas deliberações da Conferência Nacional
do Meio Ambiente, a realização da II Conferência
Nacional do Meio Ambiente é, também, demanda da
sociedade, que definiu sua periodicidade bienal. Assim, de 10
a 13 de dezembro de 2005 acontecerá, em Brasília,
a plenária final da II Conferência Nacional do Meio
Ambiente, que terá, pelo menos, uma etapa estadual/distrital
em todos os Estados e no Distrito Federal. A Pré-Conferência
no Estado do Rio Grande do Sul acontecerá nos dias 26 e
27 de novembro de 2005, no Centro Municipal de Eventos, no Parque
Harmonia, em Porto Alegre.
Objetivo Geral
A II Conferência Nacional do Meio Ambiente terá por
finalidade construir um espaço de convergência social
para a formulação de um agenda nacional de meio
ambiente com vistas ao estabelecimento de uma política
de desenvolvimento sustentável para o País.
Objetivos Específicos
Firmar a Conferência Nacional do Meio Ambiente como uma instância
de tomada de decisões orientadoras das políticas públicas
ambientais;
Fortalecer o SISNAMA como um instrumento para a construção da sustentabilidade ambiental;
Apontar políticas públicas necessárias ao desenvolvimento sustentável de forma integrada para o três níveis da federação – municipal, estadual e nacional;
Apontar caminhos para a integração da agenda de desenvolvimento econômico e social e demais agendas das políticas públicas com a agenda do meio ambiente.
Público alvo
Órgãos governamentais (especialmente aqueles cuja atuação institucional abranjam áreas relacionadas ao meio ambiente);
Organizações não-governamentais e movimentos sociais;;
Estudantes de escolas públicas e privadas;;
Os diversos setores econômicos;;
Formadores de opinião (jornalistas, lideranças de entidades civis, autoridades governamentais, lideranças estudantis, professores, representantes do legislativo etc);
Sociedade em geral.
Estrutura de Organização
A Estrutura de Organização da Pré-Conferência
Nacional do Meio Ambiente prevê várias instâncias
de articulação e organização, entre
elas, a Comissão Organizadora e Executiva Estadual.
Metodologia da Etapa Estadual da Conferência Nacional do
Meio Ambiente
A metodologia será construída em parceria com as
diversas instituições governamentais e da sociedade
civil que comporão a Comissão Organizadora Estadual,
com a realização de, pelo menos, 9 (nove) plenárias
de mobilização regionais.
Comissão Executiva Estadual:
Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais
Renováveis –IBAMA/RS
Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul
Fundação Estadual de Proteção Ambiental – FEPAM – Secretaria
Estadual do Meio Ambiente
Federação dos Municípios do Estado do Rio
Grande do Sul – FAMURS,
Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande
do Sul - FARSUL
Federação das Indústrias do Estado do Rio
Grande do Sul – FIERGS
Kaingangues
Grupo Maricá
Projeto Mira Serra
Federação dos Trabalhadores na Agricultura – FETAG
Força Sindical
União das Associações de Moradores de Porto
Alegre - UAMPA |