ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO

DO RIO GRANDE DO SUL

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SESSÃO SOLENE, EM 24 DE MAIO DE 2000.
HOMENAGEM AOS 125 ANOS DE
IMIGRAÇÃO ITALIANA NO RIO GRANDE DO SUL

Presidência do Deputado Otomar Vivian.


Às 15 horas, o Sr. Otomar Vivian assume a direção dos trabalhos.

O SR. PRESIDENTE OTOMAR VIVIAN (PPB) - Invocando a proteção de Deus, declaro aberta a presente Sessão Solene em homenagem aos 125 anos da imigração italiana no Rio Grande do Sul.

Saudamos a honrosa presença do Exmo. Sr. Secretário Estadual de Turismo, Sr. Milton Zuanazzi, Presidente do Comitê das Comemorações dos 125 anos da imigração italiana no Rio Grande do Sul, representando neste ato o Exmo. Sr. Governador do Estado, Sr. Olívio Dutra; do Exmo. Sr. 1º Vice-Presidente do Tribunal de Justiça do Estado, Desembargador Tael João Selistre; do Exmo. Sr. Cônsul-Geral da Itália, Ministro Alberto Cabassi, cumprimentando em seu nome os demais integrantes do grupo consular; do Exmo. Sr. Vice-Prefeito Municipal de Porto Alegre, Sr. José Fortunati; do Exmo. Sr. Representante do Tribunal de Contas do Estado, Conselheiro Victor Faccioni; de S. Exa. Revma. Arcebispo Coadjutor de Porto Alegre, Dom Dadeus Grings; do Exmo. Sr. Presidente da OCERGS, Sr. Vicente Bogo; do Exmo. Sr. Representante da Ajuris, Sr. José Carlos Laitano; dos Exmos. Srs. Prefeitos Municipais, Presidentes de Câmaras de Vereadores e Vereadores; do Exmo. Sr. Representante do Comando Militar do Sul, Coronel Fábio Almeida; do Ilmo. Sr. Vice-Presidente da FIERGS, Sr. Attilio Bilibio; do Ilmo. Sr. Presidente da Agergs, Sr. Romildo Bolzan; dos Srs. Dirigentes de Autarquias Federais, Estaduais e Municipais; dos Srs. Presidentes, Dirigentes e Representantes de Entidades de Classe, dos Srs. Representantes da Comunidade Italiana no Rio Grande do Sul; do Sr. Representante da Brigada Militar, Major Ruben da Silva; das Lideranças Políticas e Partidárias; das Sras. Deputadas e Srs. Deputados, a quem saudamos na pessoa do Deputado José Ivo Sartori, ex-Presidente desta Casa e proponente desta significativa homenagem.

Convido todos os presentes para, de pé, ouvirmos a apresentação do Hino Nacional Brasileiro e do Hino Nacional da Itália, pelo Coral Massolin di Fiori, regido pelo Maestro Gil, de Roca Sales.

(Ouve-se o Hino Nacional Brasileiro e o Hino Nacional da Itália.)

O SR. PRESIDENTE OTOMAR VIVIAN (PPB) - O Poder Legislativo do Estado do Rio Grande do Sul sente-se honrado em acolher os ilustres convidados e visitantes para esta Sessão Solene em homenagem aos 125 anos da imigração italiana no Rio Grande do Sul, cuja proposição é de iniciativa do nobre parlamentar e digno representante da comunidade de descendência italiana neste Estado, Deputado José Ivo Sartori.

A saga da imigração, com todos os seus momentos épicos de luta e de esperança para encontrar uma nova terra, oportunidade de trabalho e de vida, saindo da distante Itália para a desconhecida América, descreve páginas iluminadas da história deste Estado e do Brasil. Por isso, esta Casa presta essa homenagem e esse reconhecimento.
Convido o Exmo. Sr. Deputado José Ivo Sartori a fazer uso da palavra.

jose_ivo_sartori_2.jpg (5202 bytes) O SR. JOSÉ IVO SARTORI (PMDB) - Exmo. Sr. Secretário Estadual de Turismo, Sr. Milton Zuanazzi, Presidente do Comitê das Comemorações dos 125 anos da imigração italiana no Rio Grande do Sul, representando neste ato o Exmo. Sr. Governador do Estado, Sr. Olívio Dutra; Exmo. Sr. 1º Vice-Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, Desembargador Tael João Selistre; Exmo. Sr. Cônsul-Geral da Itália, Ministro Alberto Cabassi, em seu nome saúdo os demais integrantes do grupo consular; Exmo. Sr. Vice-Prefeito Municipal de Porto Alegre, Sr. José Fortunati; Exmo. Sr. Representante do Tribunal de Contas do Estado, Conselheiro Victor Faccioni; S. Exa. Revma. Arcebispo Coadjutor de Porto Alegre, Dom Dadeus Grings; Exmo. Sr. Presidente da OCERGS, Sr. Vicente Bogo; Exmo. Sr. Representante da Ajuris, Sr. José Carlos Laitano; Exmos. Srs. Prefeitos Municipais, Presidentes de Câmaras de Vereadores e Vereadores; Exmo. Sr. Representante do Comando Militar do Sul, Coronel Fábio Almeida; Ilmo. Sr. Vice-Presidente da FIERGS, Sr. Attilio Bilibio; Ilmo. Sr. Presidente da Agergs, Sr. Romildo Bolzan; Srs. Dirigentes de Autarquias Federais, Estaduais e Municipais; Srs. Presidentes, Dirigentes e Representantes de Entidades de Classe, Srs. Representantes das Secretarias de Estado; Srs. Representantes da Comunidade Italiana no Rio Grande do Sul; Srs. Líderes Políticos e Partidários; Srs. da Imprensa; Senhoras e Senhores:

Nesta circunstância toda especial, minha saudação ao Exmo. Sr. Presidente desta Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, Deputado Otomar Vivian, extensiva a todos os membros da Mesa Diretora desta Casa, e meu agradecimento por terem propiciado esta homenagem.

Solicitei a realização desta Sessão Solene para que esta Casa prestasse justa homenagem aos 125 anos da Colonização Italiana no Rio Grande do Sul. Associa-se assim o Poder Legislativo às inúmeras iniciativas que estão sendo coordenadas nesse sentido, conjugando ações do poder público estadual, das entidades e das sociedades que congregam descendentes de imigrantes italianos no nosso Estado.

Não poderia deixar de integrar esta comemoração no contexto dos 500 anos do Brasil, pelo significado que assume, principalmente, para a história do Rio Grande do Sul. De 1875 a 1914, o Rio Grande do Sul recebeu cerca de 100 mil imigrantes italianos, provenientes sobretudo do Vêneto, da Lombardia e do Tirol, atraídos ao Novo Mundo seguindo o sonho da terra.

Estes 125 anos da imigração italiana no nosso Estado são exemplarmente representativos dos 500 anos da história do Brasil. Constituem uma das realidades mais afirmativas desse tempo histórico e das conquistas humanas atemporais do povo brasileiro, concretizadas, para a satisfação de nós, gaúchos, neste recanto meridional do nosso País.

A obra humana da imigração é uma resposta eloqüente que desmente e desautoriza as visões históricas reducionistas que tentam esvaziar de sentido estes 500 anos de construção da nacionalidade brasileira.

Chegados há 125 anos, os imigrantes desbravaram a Serra Geral, cultivaram terras, construíram fábricas, edificaram cidades, e, principalmente, contribuíram para a formação da identidade nacional, em especial a rio-grandense. Seus descendentes estão distribuídos em todos os municípios do Estado e, juntamente com portugueses, espanhóis, alemães, poloneses, japoneses, russos, judeus, índios, negros e outras etnias, constituíram e constituem o povo gaúcho, reconhecido pela sua riqueza étnica.

Nossos antepassados chegaram aqui italianos e fizeram-se brasileiros, mas tornaram este Sul do Brasil um pouco mais italiano. Aqui realizou-se um dos processos de integração étnica e cultural mais extraordinários do mundo contemporâneo. Segundo Mário Gardelin, é a mais bela e bem-sucedida distribuição de terras, pagas, base para novas expansões, da história recente da humanidade.

A data de referência histórica que registra o início da colonização italiana em terras rio-grandenses é 20 de maio de 1875. Pretendemos, por meio de projeto de lei nesta Casa, que ela seja instituída como data que marcará a imigração italiana no Rio Grande do Sul. De Santa Catarina da Feliz, atualmente cidade de Feliz, onde estavam hospedados, cerca de 86 imigrantes partiram com destino ao altiplano, chegando no mesmo dia em Nova Milano.

Foram guiados nessa jornada por um índio aculturado, o caigangue Luiz Antônio Silva Lima. Eram as famílias dos pioneiros Tomaso Radaelli, Stéfano Crippa e Luigi Sperafico. Logo povoaram-se as colônias Caxias, Conde d'Eu, Dona Isabel e Silveira Martins, esta no centro do Estado. Foi desses quatro pontos iniciais que a colonização tomou vulto e expandiu-se em novas colônias.

A história do nosso País tem-nos ensinado, e a nossos filhos, uma pungente e inesquecível lição. Os imigrantes italianos vieram para as terras brasileiras e gaúchas como novos descobridores. Descobridores sim, porque aqui chegaram movidos por um impulso de coragem e uma escolha vital: o sonho do Novo Mundo. E este correspondeu-lhes, apesar dos sacrifícios, das privações e das incertezas pelas quais passaram para desbravá-lo e torná-lo um lugar humano onde realizar os mais puros anseios de liberdade, independência econômica e dignidade humana.

Novos descobridores porque traziam nos seus olhos e nos seus corações as esperanças de uma nova terra, a terra de la cucagna, que já fora descoberta no interior das suas almas, e que incendiava os seus corações, como uma promessa de amor a ser cumprida.

Creio que esta compreensão foi traduzida com muita felicidade pelo atual presidente italiano, Carlo Azeglio Campi, que, em recente entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, disse: O fato de cidadãos italianos terem encontrado coragem para atravessar um oceano deve-se, além do impulso dado pelas dificuldades do país, à confiança de encontrar uma situação que propiciasse um futuro melhor. O Brasil significou uma meta para aqueles italianos, uma espécie de 'miragem que se tornou realidade'. Significa que sentiam instintivamente uma atração por aquela terra onde foram capazes não de sobreviver, mas de viver, afirmando-se e dando uma contribuição a essa terra.

Esses cerca de 100 mil seres imigrantes eram na maioria vênetos – calcula-se que em torno de 54% deles; 33% eram lombardos, 7% trentinos ou tiroleses e os demais friulanos, toscanos e piemonteses. Eram camponeses, artesãos, operários. Falavam o dialeto da sua respectiva região de origem, com predominância do vêneto e não do italiano gramatical. Esse dialeto ainda hoje é falado e tem demonstrado uma grande vitalidade.

O ano de 1875, para os imigrantes, marca o encontro de duas Itálias, aquela de origem e a que passaram a construir no Brasil e no Rio Grande do Sul. Esses 125 anos remetem-nos às mais diversas formas de como os 100 mil italianos da imigração agrícola responderam aos desafios do País e do Estado, por meio da agricultura, artesanato, indústria, comércio, cultura e de tantas outras atividades.

Construindo capitéis, capelas, escolas, casas de saúde, hospitais, salões comunitários – em conseqüência da fé e da solidariedade cristãs –, abrindo clareiras para casas e plantações, estradas e picadas para o fluxo dos frutos do próprio trabalho e impulsionando povoados e municípios, deram uma face própria e definida à vida do Rio Grande do Sul, assim como hoje muitos estão fazendo em todos os recantos do território brasileiro.

Ao festejarmos os 125 anos da imigração agrícola no contexto dos 500 anos do nosso País, precisamos valorizar o patrimônio cultural que estamos todos construindo, engajados e comprometidos com a identidade e a cidadania sul-rio-grandense e brasileira, conscientes de que a riqueza maior do nosso Estado é, justamente, a sua diversidade étnico-cultural. Devemos, assim, legitimar e fortalecer essa diversidade em seu folclore, suas tradições e em suas ricas manifestações artísticas e culturais, preservando identidades e promovendo a pluralidade.

Sr. Presidente e Srs. Deputados, quero destacar, nesta oportunidade, o serviço prestado por nossos veículos de comunicação, os jornais Correio Riograndense e Pioneiro – da minha região – e Zero Hora, ao publicarem encartes especiais sobre os mais variados aspectos desses 125 anos de imigração italiana no Rio Grande do Sul – com a autoria e a colaboração de historiadores, intelectuais, professores e pesquisadores, entre eles Luis Alberto De Boni, Rovílio Costa, Jaime Paviani, Luiz Carlos Bombassaro, Maria Abel Machado, Nilson Mariano – além de depoimentos de descendentes de imigrantes. Com rico material informativo e instigantes reflexões, essas publicações são uma valiosa contribuição para a ampliação do conhecimento sobre a imigração italiana em nosso Estado. Cumprimento a direção desses jornais, os redatores e repórteres pela qualidade do seu conteúdo, que está na mesa de todos os nossos deputados.

Valho-me dessas publicações para evidenciar o mundo dos valores humanos, sociais, religiosos, econômicos e políticos que os imigrantes fizeram florescer no dia-a-dia das primeiras colônias e que hoje, integrados com os dos outros grupos humanos que nos constituem, expressam a nossa forma de ser, pensar e agir.

Dentre esses valores estão a propriedade, o trabalho, a parcimônia, a família, a religiosidade.

Como proprietário de um lote de terra, pelo qual pagava, o imigrante deixava de ser um errante e fundava suas raízes num lugar. A terra representava a redenção econômica, a liberdade e a possibilidade de ascensão social. Os hectares de terra que cada um comprara tinham o significado de uma conquista. Esse sentimento, cada um de nós, seus descendentes, podemos testemunhar como verdadeiro nas manifestações de nossos pais e avós, tantas e tantas vezes ouvidas de suas próprias bocas. Cada um desses homens e mulheres soube dignificar com o suor do trabalho o seu pedaço de terra. E isso é visível na nova paisagem econômica e social das antigas colônias redesenhada pelos imigrantes nesses 125 anos.

A partir da terra, o trabalho assume uma dimensão mística de verdadeira redenção humana, constituindo-se na fonte da liberdade, contendo em si o sentido da dignidade e da respeitabilidade perante a sociedade, verdadeira síntese de todas as virtudes humanas.

Outro desses valores é a parcimônia, o espírito de economia que guardava o frasco vazio, o prego enferrujado, o trapo de roupa – o remendo na roupa, o tacão como se dizia –, que juntava grãos caídos e economizava os centavos. A vida difícil da Itália educara-os deste modo para poderem sobreviver, observa Rovílio Costa. Muito mais do que ser considerado uma distorção de caráter, o chamado sovinismo impunha-se como uma condição de sobrevivência numa realidade de muitas carências materiais.

A família, como núcleo de organização social e de convivência, e mesmo como base da produção econômica, foi – e ainda é – um dos elementos que traçou e traça a fisionomia da sociedade criada pelos imigrantes italianos. Se os grupos de imigrantes que vieram para cá eram de famílias, isso foi mantido e ampliado pelas altas taxas de fecundidade. Famílias numerosas, necessitadas de braços para o trabalho, desenvolveram um profundo sentido de solidariedade e apoio mútuo. Esse legado de amor e respeito à família, primeiro elemento de identificação de uma pessoa, é um traço marcante em nossa cultura, legado dos imigrantes.

A religião católica, amplamente predominante entre os imigrantes, na sua dimensão espiritual de fé e nas práticas litúrgicas, era dirigida e oficiada tanto por padres como por leigos, os chamados nostro prete, na ausência daqueles. A religião exercia papel organizador da comunidade, de controle social sobre ela e de fusão mística, que justificava o destino terreno e transcendente do grupo.

Esses são alguns dos principais valores que nos foram transmitidos por nossos ascendentes imigrantes.

Quanto a personalidades literárias, políticas, artísticas, esportivas, empresariais, da comunicação enfim, a contribuição dos imigrantes italianos e de seus descendentes é significativamente expressiva. A história do Rio Grande do Sul está profundamente identificada pelos sobrenomes de origem italiana, e seria um risco muito grande tentar citar todos sem cometer injustificáveis esquecimentos. A chamada dos nomes dos deputados desta Casa faz-nos ouvir, todos os dias, a sonoridade dos sobrenomes de origem italiana.

Quero, entretanto, fazer uma referência ao nosso caro Escritor José Clemente Pozenatto, recentemente escolhido para integrar a Academia Rio-Grandense de Letras e autor do livro O Quatrilho, o qual deu origem ao filme que levou o cinema brasileiro a disputar o Oscar, o troféu mais disputado da cinematografia mundial. Através do seu nome, homenageio a todos os que exaltaram, nas artes, na literatura, no mundo empresarial, na política, na sociedade, nos esportes, na comunicação, nas ciências, na religião, enfim, os costumes, os valores e o nosso modo vida.

Para fazer justiça ao heroísmo dos imigrantes italianos, primeiramente deveríamos citar os 100 mil pioneiros, depois sua descendência, que somente no Rio Grande do Sul chega, atualmente, a cerca de 2 milhões de pessoas. E citar ainda, no Brasil, os cerca de 25 milhões ítalo-brasileiros que constituem a segunda maior pátria italiana do mundo.

Sr. Presidente e Srs. Deputados, ao voltarmos o nosso olhar sobre esses 125 anos, veremos o extraordinário milagre da transformação e da integração das paisagens humana, socioeconômica e cultural, obra da colonização italiana em nosso Estado.

Os barracões, as picadas, os foccolari, os moinhos de água, as cantinas, os oratórios, as bicas, a mora, a boccia, o rosário em família, o sino tangendo, a uva, o vinho, as cantorias, todo um universo primitivo e original convive ainda hoje com prédios de moderna arquitetura, com estradas asfaltadas, com a metalurgia de ponta, os implementos agrícolas e rodoviários, inúmeras outras atividades industriais, as confecções, as escolas, a universidade e um rico e intenso movimento artístico e cultural de um povo altivo e empreendedor.

Filho dos filhos daqueles homens e mulheres que realizaram pelos mares uma longa viagem de travessia que os transportou para uma nova terra, uma nova casa, uma nova Pátria, minhas palavras, nesta Casa, com modéstia, mas emocionadas, prestam homenagem a todos os homens e mulheres, pioneiros e descendentes, que foram e são os agentes desses 125 anos.

O sonho de fazer a América aqui foi feito. Na Serra gaúcha, um contigente humano fundiu sonho e trabalho e fez um novo mundo. Um novo mundo humano e humanizado, com suas grandezas e limitações, mas um mundo no qual se vive com os pés no chão e o coração no céu. A nave vai, e vamos nela! Muito obrigado.

O SR. PRESIDENTE OTOMAR VIVIAN (PPB) – O pronunciamento do eminente Deputado José Ivo Sartori, legítimo representante da descendência italiana nesta Casa, juntamente com outros colegas, expressou o reconhecimento do Parlamento rio-grandense a estes que hoje são brasileiros, especialmente gaúchos, que, vindos da distante Itália, sem dúvida alguma, foram decisivos para o desenvolvimento do nosso Estado e do nosso País.

Deputado José Ivo Sartori, esta Casa sente-se absolutamente representada pela manifestação de V. Exa. Agradecemos a contribuição que os italianos deram ao desenvolvimento do nosso Estado e do País com seu trabalho e com sua determinação. Fica aqui o agradecimento muito especial do Poder Legislativo, porque também dos italianos originaram-se extraordinários políticos que ajudaram a construir e ajudam a conservar o maior patrimônio desta Nação, que é seu estado democrático pautado no estado de direito.

Nada mais havendo a tratar, declaro encerrada a presente Sessão Solene, convocando os deputados para a Sessão Ordinária de amanhã, à hora regimental.

(Levanta-se a sessão às 16 horas.)

Estiveram presentes a esta sessão os seguintes parlamentares:
1
Bancada do PT: Deputados Cecilia Hypolito; Ivar Pavan; Luciana Genro; Roque Grazziotin.

Bancada do PPB: Deputados Adolfo Brito; Érico Ribeiro; Francisco Appio; João Fischer; Maria do Carmo; Otomar Vivian; Valdir Andres; Vilson Covatti.

Bancada do PMDB: Deputados Alexandre Postal; Cézar Busatto; Elmar Schneider; Giovani Feltes; Jair Foscarini; José Ivo Sartori; Mário Bernd.

Bancada do PTB: Deputados Abílio dos Santos; Eliseu Santos; Iradir Pietroski; Luis Augusto Lara; Manoel Maria; Osmar Severo; Paulo Moreira.

Bancada do PDT: Deputados Adroaldo Loureiro; Ciro Simoni; Giovani Cherini; João Luiz Vargas; Kalil Sehbe; Paulo Azeredo; Vieira da Cunha.

Bancada do PFL: Deputados Germano Bonow; Onyx Lorenzoni.

Bancada do PSDB: Deputado Adilson Troca.

Bancada do PSB: Deputado Bernardo de Souza.